Leitura: mulheres e tecnologia

Grace Hopper, considerada a mãe da programação de computadores

 

Num livro revelador, algo hoje oculto: o papel feminino no desenvolvimento dos computadores e da internet.

Por Antonio Martins

Se o mundo das Tecnologias de Informação parece muito masculino, ele nem sempre foi assim. Vale ler, a respeito Broad Band: the untold story of Women who Made the Internet. Escrita pela norte-americana Claire Evans e disponível online (U$ 16,74), a obra conta a histórias de mulheres que desempenharam papeis essenciais no desenvolvimento dos computadores e, em especial, da internet. Duas observações da autora destacam-se. Primeiro, o ocultamento atual do papel decisivo que as mulheres (em especial, as muito jovens) tiveram no início da programação. Em certo período, conta Evans, a potência das máquinas não era definida usando como base os mega-hertz – mas os kilogirls, uma unidade equivalente a mil horas de trabalho feminino usadas em seu desenvolvimento. Outro foco do livro: a ação crucial das mulheres na construção das primeiras comunidades de desenvolvimento – um tipo de estrutura colaborativa de trabalho que marca o mundo da Tecnologia de Informação ainda hoje.

TEXTO-FIM

Egito: a ditadura não tolera denúncias

General Abdel-Fattah al-Sisi, presidente do Egito

Há um mês, eleição fajuta. Agora, perseguição aos jornalistas que a relataram. Pobre Primavera Árabe

Por Antonio Martins

Reeleito por mais de 90% há cerca de um mês, num pleito sem oposição real e sem liberdade, o presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sisi, decidiu manter a perseguição à imprensa. Ontem, começou o julgamento sumário de nove jornalistas acusados de fazer relatos “tendenciosos” sobre as eleições. Eles escreveram, por exemplo, que os partidários de Sisi e empresários que o apoiam subornaram abertamente os eleitores em muitas seções eleitorais, oferecendo prêmios em dinheiro para o alto comparecimento às urnas, ou para percentuais de voto especialmente favoráveis ao governante.

General durante a ditadura do ex-presidente Hosni Mubarack, Sisi chegou ao poder em 2014, quando o exército depôs seu antecessor, Mohamed Morsi, eleito diretamente. A ditadura egípcia é resultado direto da derrota da Primavera Árabe.

Mudança climática devasta os bancos de coral

Eles são o grande criadouro da vida marinha — mais ameaçada que nunca

Por Antonio Martins

A edição da revista Nature que passou a circular nesta quarta-feira (18/4) aponta uma consequência pontual, até então desconhecida, do aquecimento global. Em 2016, uma grande onda de calor devastou o maior banco de corais do mundo, a chamada Grande Barreira Australiana. Um novo estudo, conta Nature, apurou que 30% dos corais morreram só naquele ano, em consequências das mudanças físico-químicas provocadas pela mudança da temperatura oceânica.

A preservação dos bancos de coral é considerada indispensável para a sobrevivência da vida marinha. Estas formações ocupam menos de 0,2% da superície dos mares, mas abrigam 30% das espécies animais, servindo de nutrição básica das cadeias alimentares e de refúgio para os peixes. Sua devastação é uma das principais causas do rápido despovoamento dos oceanos e dos riscos de extinção em massa das espécies marítimas.

Ana Amélia enxerga algo nas Arábias

Senador confunde Al Jazeera com Al Qaeda, mas flerta com ditadura abarrotada de petrodólares

Por Reginaldo Nasser

A senadora Ana Amélia é tudo, menos idiota. Na mesma semana que “confundiu” Al Jazeera e Al Qaeda, ela foi relatora de proposta de criação de grupo parlamentar Brasil-Arabia Saudita — e tornou-se presidente do organismo. Pode ter sido coincidência. Como se sabe Al Jazeera é do Catar que esta se chocando permanentemente com Arábia Saudita

Conhecida pelo caráter ditatorial de seu regime e pelo desrespeito constante aos direitos humanos, a Arábia Saudita acusou o Catar, no ano passado, de apoiar terrorismo — e fez o maior estardalhaço internacional . Sei nao, acho que tem coisa ai.

Guerra comercial: a China contra-ataca Trump

Resposta cirúrgica de Pequim atinge estados agrícolas dos EUA e pode deixar presidente sem maioria parlamentar, em novembro. E há outras cartas na manga

Por Antonio Martins

Em 23 de março, com a grandiloquência usual, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início de uma “guerra comercial” contra a China. Acusou Pequim de discriminar produtos norte-americanos. Impôs sobretaxas e limites a importações chinesas que, segundo assegurou, causariam prejuízo de US100 bilhões a seu concorrente. Este reagiu com extrema cautela. O ministério do Comércio chinês divulgou, dias depois, uma lista inicial de apenas 128 produtos norte-americanos sobretaxados. Seus valores mal somam US$ 3 bi. Mas uma reportagem publicada hoje no New York Times revela que a ação de Pequim pode ter sido extremamente cirúrgica — além de expansível no futuro.

O NYTimes viajou aos estados do meio-oeste norte-americano. Grandes produtores de cereais (em especial soja e milho), Iowa, Kansas, Minnesota, Indiana, Missouri e Dakota do Norte são, também, bastiões eleitorais do Partido Republicano. Foram, em especial, chave para sua vitória em 2016. Pesaram muito mais, segundo o jornal, que o rust belt o cinturão industrial degradado que também apoiou o atual presidente.

A reportagem revela um meio-oeste desolado. A sobretaxa de 25% sobre os cereais, imposta pelo governo chinês, pode arruinar milhares de agricultores. Pesará, em especial, sobre as eleições para a Câmara e Senado dos EUA, marcadas para novembro. O NYTimes crê: os fazendeiros prejudicados pela “guerra” que o próprio Trump abriu podem ser decisivos para tirar-lhe maioria legislativa em alguns meses.

E Pequim nem usou suas armas mais poderosas, lembra outra análise, agora do Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, também norte-americano. A autora, Samm Sacks, relaciona um conjunto de medidas administrativas que os chineses poderão adotar em breve para ferir o setor de Tecnologia da Informação nos EUA. Nesse caso, o prejuízo político pode não ser alto – mas o econômico é astronômico.

A atitude de Trump, por fim, perturba economistas de repercussão internacional como Nouriel Roubini – quem primeiro previu a grande crise financeira de 2008. Nesta entrevista, ele adverte que atos como o do presidente norte-americano, num cenário instável como o atual, podem desencadear uma “guerra comercial em larga escala”. Segundo Roubini, seria extremamente danosa tanto para as grandes corporações como para o “livre” comércio – uma das pedras angulares do Consenso de Washington.

Em Cuba, desafios de uma nova era

Diaz-Canel (à esquerda) com Raul Castro

Diaz-Canel, o novo presidente, enfrentará situação econômica difícil — marcada por duas moedas, desigualdade crescente e incertezas sobre setor privado

Por Antonio Martins

Foi como se esperava. Os deputados cubanos elegeram nesta quarta-feira (18/4), como novo presidente do país, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, um engenheiro eletrônico de 57 anos, que respondia pela vice-presidência e desempenha há décadas papeis de liderança no Partido Comunista. A eleição marca uma ruptura. Pela primeira vez desde 1959, o país será dirigido por alguém que não participou da luta revolucionária que derrubou Fulgencio Baptista e levou ao poder Fidel Castro (aqui, a relação dos novos dirigentes). A transição completa, porém, ainda levará alguns anos. Raúl Castro, presidente até ontem, manterá, além do mandato de deputado, o posto de dirigente máximo do PC Cubano.

Quais os desafios do período pós-”geração histórica”? Vale ler texto publicado em março nos Cadernos do Sul e reproduzido por Outras Palavras. No artigo, o analista político basco Daniel Cubilledo Gorostiaga, argumenta que o Díaz-Canel, o novo presidente, terá de se defrontar sobretudo com quatro problemas econômicos.

São eles: a) a existência de duas moedas paralelas (o peso e o CUC, atrelado ao dólar). O abismo de poder de compra entre as duas moedas cria desigualdade crescente, ao favorecer a parcela da população que tem acesso ao CUC (por receber remessas em dinheiro do exterior ou trabalhar em contato com o turimo); b) a existência de um grande número de trabalhadores “por conta própria”, ou seja, que não recebem do Estado. Ela expressa dinamismo empreendedor necessário a Cuba, mas não estão claros, legalmente, os direitos e os limites à atuação deste contingente; c) o status das empresas privadas (inclusive estrangeiras). Sua atuação é vista por alguns como germe de desigualdade, desafio ao poder Estatal e ameaça ao “poder socialista”.

Crise financeira: a próxima pode ser maior

Endividamento global já supera nível atingido às vésperas do terremoto de 2008. Bancos resistem a regulações. EUA, maior devedor do mundo, aprofunda déficit, ao isentar milionários de impostos

Por Antonio Martins

Deflagrada há pouco menos de dez anos (em setembro de 2008), a crise financeira atual ainda não terminou. Nos países centrais (especialmente na Europa), os ataques aos direitos sociais (para salvar os bancos) jamais foram revertidos. E a queda internacional dos preços das matérias-primas interrompeu ciclos de redistribuição de renda importantes em nações da periferia, como o Brasil. Mas há, ao menos, horizonte positivo à vista.

Não, alerta um relatório divulgado ontem pelo FMI. Ao contrário: uma década depois, o principal fator que detonou o terremoto financeiro (o aumento extraordinário das dívidas) agravou-se. A dívida total, que equivalia a 213% do Produto Interno Bruto (PIB) global, acaba de chegar a 225%. O crescimento econômico é relativamente alto (3,9% ao ano, em 2018), o que permite uma rolagem relativamente tranquila dos débitos. Mas cairá em breve, adverte o Fundo. Em consequência, pode haver fortes turbulências para países e empresas mais endividados.

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Como os EUA depredam a economia dos emergentes

Política protecionista de Trump combinada com elevação da taxa de juros pretende novo desenho na economia mundial, com prejuízos brutais para os países subdesenvolvidos e emergentes

Por André Galhardo*

Os impactos das guerras comerciais que se instalaram podem ser inúmeros e potencialmente destruidores. Não que na era pré-Trump não houvesse fortes disputas comerciais. Para nos aproximar de um assunto que tem se tornado o eixo central do novo protecionismo dos Estados Unidos, é importante ressaltar que foram abertos 41 processos de investigação de dumping junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) só tratando sobre aço, em 2015 — contra 23 em 2012 e 2013.

O assunto em si não é novo. Representando quase um quarto do PIB mundial, as trocas de mercadorias entre os países são constantemente alvo de disputas judiciais e discussões que fazem estremecer as relações diplomáticas dos protagonistas de um conflito comercial. O fato é que, desta vez, levando em consideração a excentricidade de Donald Trump, a situação parece um pouco mais delicada.

Nos últimos dois anos (2016 e 2017) os Estados Unidos realizaram um déficit comercial da ordem de US$ 1,56 trilhão. No mesmo período, o déficit mensal médio foi de US$ 65 bilhões. Resultado que foi parcialmente suavizado pelos recorrentes superávits nos intercâmbios de serviços. Não é pouca coisa e, apenas para dimensionar o que são US$ 1,56 trilhão, vamos converter isso ao Real (R$), usando a cotação comercial de 23 de março, R$ 3,31. O resultado é de R$ 5,18 trilhões, quase tudo o que o Brasil demora um ano para produzir.

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Atos por Marielle multiplicam-se


Protestos contra seu assassinato e homenagens a sua trajetória prosseguem e espalham-se pelo país, no sétimo dia do assassinato da vereadora. Confira e participe

A partir de hoje (20), sétimo dia da execução de Marielle Franco, até a próxima segunda-feira (26), estão programadas mais de 40 manifestações de protesto e atos ecumênicos, contra o assassinato de Marielle Franco. Domingo (18) e segunda (19) foram realizados 15 atos, no Brasil e cidades como São Francisco e Boston (EUA), Toronto (Canadá), Coimbra e Covilã (Portugal), Lima (Peru), Montevidéu (Uruguai), Georgetown (Guiana).

20/03 – Terça-feira

CAPITAIS
São Paulo – 17h – MASP
Rio de Janeiro – 17h – Candelária
Rio de Janeiro – 18h – Cinelândia – Ato ecumênico
Rio de Janeiro – 18h – Gávea – Missa celebrada pelo padre Josafá Carlos de Siqueira, reitor da PUC, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus
Belo Horizonte – 17h30 – Ato inter-religioso na Praça da EstaçãoAracaju – 18h – Câmara Municipal
Brasília – 17h30 – Rodoviária do Plano Piloto
Salvador – 17h30 – Igreja Nossa Senhora dos Pretos
Manaus – 17h – Largo São Sebastião
João Pessoa – 17h – Missa na Paróquia Menino Jesus de Praga, no bairro dos Bancários
João Pessoa – 18h30 – Centro de Vivências, UFPB
Maceió – 16h – Praça Deodoro
Natal – 17h – Av. Bernardo Riviera, 3.775
Fortaleza – 17h – Universidade Estadual do Ceará
Porto Alegre, 18h – Esquina Democrática
Belém – 18h – CAN
Recife – 16h – Praça do Diário
Curitiba: 19h – Praça Santos Andrade
Aracaju – 18h – Câmara Municipal
INTERIOR
Francisco Beltrão (PR) – 17h15 – Praça Central
Guarulhos – 17h – praça Tereza Cristina
Hortolândia (SP) – 9h – Feira Livre
Itaúna (MG) – 16h – Praça Doutor Augusto
Macaé (RJ) – 17h – Sociedade Musical Nova Aurora
Niterói: 21/03, 16h – Câmara Municipal
Paranaguá (PR) – 18h – Câmara Municipal
Ponta Grossa (PR)– 17h – na Praça das Igreja dos Polacos
Ponta Grossa (PR)– 19h – ato inter-religioso no Parque Ambiental
Ribeirão Preto (SP) – 17h30 – Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Santos (SP) – 18h – Estação da Cidadania
São Carlos (SP) – 18h30 – NEAB – UFSCar
Sorocaba (SP) – 17h – Praça Frei Baraúna
Vitória (ES) – 14h – Horto do Maruipe
EXTERIOR
Madri, Espanha – 18h – Embajada de Brasil en Madrid

21/03 – Quarta-feira

São Paulo – 17h – Largo São Francisco
São Paulo – 18h30 – PUC-SP
Belo Horizonte – 17h30 – Praça Sete
Alvorada (RS) – 11h – Parada 48
Cabo Frio (RJ) – 17h – Praça Porto Rocha
Campinas (SP) – 18h – Largo do Rosário
Mogi das Cruzes (SP) – 18h – Largo do Bom Jesus

22/03 – Quinta-feira

Rio de Janeiro – 20h – Santo Cristo
São José dos Campos (SP) – 18h – Praça Carlos Maldonado

24/03 – Sábado

Ouro Preto (MG) – 14h – Praça Tiradentes
Amiens, França – 14h – Place Gambetta

26/03 – Segunda-feira

Sidney, Austrália -18h – Martin Place

Cinema — e é pela vida das mulheres


“Direito de Decidir” ter ou não filhos é o tema dos filmes exibidos hoje (13) pelo Cineclube das Outras, em São Paulo. A programação prossegue por mais duas semanas, com as sessões “Prostitutas” e “Memórias”

Cineclube das Outras
Entrada franca (Distribuição de senhas 1h antes do início da sessão)
Local: Sesc Santana
Data: 13 a 27de março de 2018
Horário: 20h

O Cineclube das Outras, iniciativa voluntária de mulheres de diferentes gerações e atuações, em São Paulo – integrantes da Associação Cultural Kinoforum, da produtora Doctela, da Taturana Mobilização Social e do Outras Palavras – exibe no mês da luta das mulheres uma programação integrada ao projeto De|Generadas, do Sesc Santana.
Para marcar o mês da luta das mulheres, o cineclube programou sessões temáticas seguidas de debates com diretoras e atrizes, com filmes que abordam o universo feminino não apenas em seus problemas, mas também em suas conquistas. Depois da primeira sessão, “Libertas”, o tema é “Direito de Decidir” sobre ter ou não filhos, uma das maiores lutas do feminismo brasileiro e internacional.

O Cineclube das Outras nasce do desejo de exibir e debater a produção audiovisual das mulheres brasileiras, particularmente de curta-metragem, com foco em Outras narrativas, narrativas das Outras: mulheres negras, brancas, indígenas, LGBTs, migrantes. Vem somar-se à criação de cineclubes feministas de vários outros estados, tais como Quase Catálogo  e Cineclube Delas (RJ), Feministas de Quinta  (ES), Cineclube Aranha  (BH), entre outras.

PROGRAMAÇÃO

13 de março (terça-feira) 20h – sessão ‘Direito de decidir’

>Aborto não é Crime, dir. Rita Moreira, 16 min.

>A boneca e o silêncio, dir. Carol Rodrigues, 2017, 19 min.
A solidão de Marcela, uma menina de 14 anos, que decide interromper uma gravidez indesejada.

> CEP 05300, dir. Adria Meira, Lygia Pereira, Camila Santana, 2016, 21 min.
A história de mulheres que cresceram na mesma rua e que em momentos diferentes da vida realizaram um aborto. Em conversas informais, elas relatam suas diferentes experiências com o processo, evidenciando a necessidade de expor o tema, bem como legalizar o procedimento.

>Clandestinas, dir. Fádhia Salomão, 2014, 24 min.
Clandestinas conta histórias de mulheres que abortaram ilegalmente no Brasil. Com depoimentos que contam suas próprias experiências e interpretam relatos de anônimas, o vídeo mostra como a criminalização da interrupção voluntária da gravidez penaliza todas as mulheres.

Debate: Rita Moreira, Morgana Naughty, Lygia Pereira, Giu Rocha, Priscila Resende
Mediação: Inês Castilho

20 de março (terça-feira) 20h – sessão ‘Prostitutas’

>Mulheres da Boca, dir. Cida Aidar e Inês Castilho, 1981, 22 min.
Na Boca do Lixo, centro de São Paulo, desde uma visão feminina, o cotidiano de prostitutas e de seus exploradores, cafetinas e malandros, parte de uma rede social ambígua, entre a malandragem e a corrupção.

>69 – Praça da Luz, dir. Carolina Markowicz, Joana Galvão, 2007, 15 min.
Prostitutas de idade avançada ganham a vida na Praça da Luz, em São Paulo. Relatos inusitados e surpreendentes de cinco mulheres que revelam em detalhes suas experiências em todos esses anos de profissão.

>Maria, dir. Carol Correia, 2016, 14 min.
No tempo do corpo vive a memória. Maria caminha pelas ruas de um passado de beleza e desventuras, senta-se na calçada, acende um cigarro e desfruta da sua habitual solidão.

> Mercadoria / Goods, dir. Carla Villa-Lobos, 2017, 15 min.
“Mercadoria” fala sobre as vivências de seis mulheres que trabalham com prostituição. O filme foi construído a partir de conversas com prostitutas da Vila Mimosa, mais famosa zona de prostituição da cidade do Rio de Janeiro, e busca mostrar o ponto de vista dessas mulheres com relação ao seu trabalho.

Debate: Inês Castilho, Joana Galvão, Carol Correia, Carla Villa-Lobos
Mediação: Beth Sá Freire

27 de março (terça-feira) 20h – sessão ‘Memórias’

Fotografrica dir. Tila Chitunda, 2016, 25 min.

Dona Amélia é uma angolana refugiada de guerra que recomeçou a vida em Olinda. A partir do seu mural de fotografias a filha mais nova, nascida no Brasil, vai em busca de suas raízes.

KBELA, dir. Yasmin Thayná, 2016, 22 min.

Uma experiência audiovisual sobre ser mulher e tornar-se negra.

>Abigail, dir. Valentina Homem, Isabel Penoni, 2016, 16 min.

Abigail Lopes une os pontos de um mapa humano que conecta indigenismo e candomblé. O avesso do inverso, uma casa aberta de memórias quase extintas.

>Torre, dir. Nádia Mangolini, 2017, 18 min.

Quatro irmãos, filhos de Virgílio Gomes da Silva, o primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira, relatam suas infâncias durante o regime.

Debate: Tila Chitunda, Valentina Homem, Yasmin Thayná, Nádia Magolini
Mediação: Lívia Perez