Buenos Aires institui bolsa-escritor

Cidade, que tem centenas de pequenas livrarias, vai homenagear quem a enriquece com ficção e poesia

Conhecida por sua tradição literária, cidade oferece R$ 2 mil mensais para assegurar vida digna a ficcionistas e poetas que passaram dos 60

Por Laís Bellini

Aconchegante e envolvente, Buenos Aires sempre teve, em suas ruas, a presença de gigantes literários. Vinho tinto, clima, praças, cafés e livrarias aos montes têm, agora, a companhia de um novo atrativo: a prefeitura está concedendo pensões aos escritores, como forma de complementar sua renda.

Desde que promulgada, a lei que estabelece o benefício já alcançou mais de 80 escritores — e eles podem receber o equivalente a R$ 2 mil mensais. A política amplia o esforço do país para consolidar e desenvolvera ainda mais sua já forte tradição literária espanhola: dentre os 22 autores escolhidos recentemente pela revista Granta como os melhores romancistas jovens que escrevem em espanhol, oito são argentinos. Além das pensões, a cidade oferece subsídios para editores independentes e isenções de impostos na compra de livros.

Agora, a ideia é estender essas pensões a literários para além de Buenos Aires, alcançando todo o território nacional e fornecendo, assim, alguma estabilidade financeira a centenas de escritores mais velhos, que são reconhecidos pelo importante papel de formação da sociedade argentina.

Para ter direito ao benefício, o escritor deve ter pelo menos 60 anos e ser autor de no mínimo cinco livros lançados por editoras conhecidas. Autores das áreas de medicina, direito ou outras áreas técnicas não são contemplados: o apoio é restrito aos escritores de ficção, poesia, ensaios literários e peças teatrais. A pensão é calculada com o objetivo de elevar a renda de aposentadoria desses escritores à escala do salário-base dos servidores públicos municipais.

Autor com menos de cinco livros podem fazer jus ao complemento. Sua reivindicação é, porém, submetida a uma comissão, constituída por membros de entidades como a Sociedade de Escritores Argentinos e o departamento de Literatura da Universidade de Buenos Aires. Nesses casos, a comissão considera reconhecimentos como prêmios literários para legitimar a pensão. Mesmo estrangeiros podem beneficiar-se da política — desde que tenham ao menos quinze anos de redidência em Buenos Aires e trabalhos publicados em espanhol ou em alguma língua indígena da Argentina.

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7 comentários para "Buenos Aires institui bolsa-escritor"

  1. Enquanto isso, o Brasil mal paga a bolsa de pós graduação.

  2. Conheço muito bem Buenos Aires pode até estar empobrecida mas financeiramente porque na área da cultura continua rica e o melhor de tudo é que o Governo mesmo lutando com dificuldades reconhece o trabalho de escritores e poetas com mais de 60 anos dando-lhes a Bolsa Escritor. Em nosso país isso nunca iria acontecer mesmo agora que o Brasil é o 6° PIB do planeta.Seria mais fácil criarem uma Bolsa Mendigo e não uma na área da Cultura. Sei que há bolsas universitárias até para o Exterior mas não custava nada dar uma mão para escritores e artistas que ao chegarem a terceira idade estão pobres depois de terem contribuido para a cultura nacional.Podem falar mal do Governo da Cristina Kirchner mas já ganhou meu coração com essa medida impensável no Brasil um país que acha a cultura é coisa supérflua onde muitos governos municipais estaduais e federal simplesmente cortam as verbas dessa área como primeira iniciativa por medida de economia mantendo assim o povo ignorante. Há poucos anos atrás só Buenos Aires tinha mais livrarias que todo o Brasil, sim, podem acreditar. Eu só sei que lá tem livrarias praticamente em todas as quadras e tem uma galeria na Florida somente com livrarias no subsolo.Empobrecidos sim mas não de cultura. Parabéns Cristina!

    • Córdoba teve Universidade já no final do século XVI um pouco depois da primeira na América do Sul a Universidade San Marcos de Lima, Peru. E o Brasil somente depois da Independência ou seja mais de 200 anos após os castelhanos. Os portugueses nos devem essa de terem nos cerceado o conhecimento tanto em escolas quanto Tipografias que eram proibidas. Somente os Franciscanos a tinham para publicarem livros sagrados. Jornal nem pensar o jornalista de família gaúcha nascido em Colonia do Sacramento, então portuguesa, José Hipólito da Costa Furtado de Mendonça (preso pela Inquisição por ser franco-maçon mas suspeito por mim de ser um ben-anus) fundou o primeiro jornal brasileiro….mas em Londres…em 1808 que se chamava "Correio Braziliense", enviado ao Brasil chegava um ou dois meses depois de impresso com notícias fresquinhas, fresquinas hahahahaha. D. João VI por assentar o trono Português no Rio de Janeiro revolucionou a cidade criando inúmeras coisas e entre elas a permissão para a publicação de livros e jornais além da construção e reformas de prédios considerados por ele de mouriscos. E, criou o Jardim Botânico trazendo chineses de Macau para trabalharem de jardineiros. Mais erudito foi o neto D. Pedro II mas aí já é outra história….

  3. Luiz Carlos Locatelli disse:

    apesar das inumeras necessidades da cidade,é uma idéia muito boa, porque os Bancos não assumem este irrisório custo pelo desenvolvimento da literatura brasileira!

  4. AO RESPONDER À PESQUISA DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DA JUSTIÇA NO BRASIL, É IMPERIOSO TORNAR PÚBLICO O FATO QUE SE SEGUE; PORQUE DEUS SABE QUE ENQUANTO HOUVER INJUSTIÇA ENTRE OS HOMENS, NÃO HAVERÁ PAZ NA TERRA:
    Saibam as Autoridades e o povo em geral que: Depois de ter sido julgado favoravelmente em Última Instância, pela 3ª. Região do STF; o Processo no. 88026001-2 de 1988, foi sumariamente sepultado vivo pela 14ª. vara da justiça federal em São Paulo/SP, por falta de IRRESIGNAÇÃO; constituindo-se em prova formal e inconteste de um vergonhoso calote judicial, perpetrado pelos ímpios contra um jornaleiro-Pai de família, sacrificando particularmente órfãos e viúva que dependerão da respectiva aposentadoria para sobrevivência; corroborando o injusto e desumano estado de direito que tem imperado nessa babilônia brasileira.
    (GL.4.30) – Contudo, que diz a Escritura? (SL.68.5) – Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada; (PV.21.23) – porque o Senhor defenderá a causa deles e tirará a vida aos que os despojam:(SL.33.14) Do lugar da sua morada, observa todos os moradores da terra: (1CR.16.14) – Ele é o Senhor nosso Deus; (RM.2.6) – que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: (DT.27.19) – Maldito é aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva: (EC.34.26) – Quem tira a um Homem o pão que ele ganhou com o seu amor, é como o que mata seu o próximo: (HB.10-30) – Ora, nós conhecemos Aquele que disse: A mim pertence a vingança, eu retribuirei; (LS.1.15) – porque a justiça é perpetua e imortal: (JB.15.25) – Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei; (JR.4.27) – pois assim diz o Senhor: (ML.3.5) – Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros. contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos: (PV.28.20) –O Homem fiel será acumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo: (JR.16.21) – Portanto, eis que lhes farei conhecer, desta vez lhes farei conhecer a minha força e o meu poder; e saberão que o meu nome é Senhor Arnaldo Ribeiro; (FL.2.6) – pois ele, subsistindo na forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; (LS.2.23) – porquanto Deus criou o Homem inexterminável, e o fez à imagem da sua semelhança: (JÓ.16.19) – Agora já sabei que a minha testemunha está no céu; e, nas alturas quem advoga a minha causa.

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