“Recuperação” econômica segundo a Folha de S.Paulo

pipocaComo a mídia conservadora comemora o fim do emprego formal e vê, no carrinho de pipoca, um elemento estruturante para o fim da crise

Por Artur Araújo*

A Folha de S.Paulo, cumprindo seu papel histórico de arauto da modernidade fashion e excludente, nos entusiasmou no último domingão (7/1).

No texto de sua primeira página, narra com fervor: “Marmitas na calçada e sanduíches na praia ajudaram quase 250 mil brasileiros a deixar o desemprego no último ano. (…) O avanço desses ambulantes correspondeu a cerca de 11% da geração de vagas de emprego informal (sic), que sustentam a melhora do índice,  no trimestre encerrado em outubro”.

Na reportagem interna, mais vibração:

“Esses trabalhadores estão por toda parte. Vendem sanduíches na praia ou bombons em porta de faculdades. Carregam caixas de isopor com marmitas na calçada de empresas no intervalo do almoço. Montam barracas pela manhã para vender café com leite em locais de grande fluxo, como portas de hospitais ou terminais de ônibus.”

É instigante imaginar o futuro dessa “economia do empreendedorismo”, com o rapaz do cachorro-quente fazendo escambo com a tia do bolo de fubá, porque demanda efetiva e monetizada, nome sofisticado para comprador com dinheiro no bolso, é detalhe ausente do modelito Frias.

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*Artur Araújo é administrador hoteleiro, consultor em gestão pública e privada e do Projeto Cresce Brasil, liderado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)

TEXTO-FIM

6 ideias sobre ““Recuperação” econômica segundo a Folha de S.Paulo

  1. Realmente, quem vive às custas do Imposto Sindical frequentando restaurantes caros não deve achar grande coisa no setor alimentício…

    • Para os incorrigíveis intolerantes do direito sindical e descuidados nacionalistas ,o autor do texto é Artur Araújo : administrador hoteleiro, consultor em gestão pública e privada e do Projeto Cresce Brasil, liderado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

  2. é realmente deve serinstigante ver a pobreza se alastrando e as pessoas correndo para informalidade , para nao passar fome. deve ser gostoso e tem muito futuro e realmente brilhante. sqn.

  3. A população brasileira divide-se em celetistas e estatutários. A estes últimos cabe o objetivo de todos, haja vista que uma vez estatutário gozará de eterna paz. Isto se deu por conta do pagamento de custos de cabo eleitoral à custa da cessão de emprego público. Com esta prática, em algumas décadas superlotaram-se as repartições de todas esferas: municipais, estaduais, federais, previdenciária e autárquicas.
    Claro que a continuidade da troca de posição por serviços completa-se com mais benesses pós-empregatícias, assim garante-se que o cabo eleitoral prossiga em sua missão!
    O país já formou-se assim: a nova república manteve a hierarquia monárquica, fazendo com que houvesse uma simples substituição da placa “Império” pela da “República”.
    Assim, necessita o país de uma revolução, armada ou não, a cada 30 anos em média, iniciando-se pela primeira em 1889.
    Atualmente, criaram-se as condições para renovar a revolução constitucionalista de 1988 e o país apresenta-se na atual polvorosa.
    A pior notícia, entretanto, mostra que as condições para mudanças enferrujaram de vez: nada acontece! Desconhece-se roteiros para o bem e para o mal.
    Mataram a pouca disposição para a indústria local, atualmente o processo de “desbrasileiramento” da indústria atinge seu auge. Indústrias nacionais se “estrangeirizam”: Cervejarias, Laboratórios farmacêuticos, Indústria pesada, todas em posse do capital externo. Falta mão de obra industrial de alto nível, há “Engenheiros” com engenharia insuficiente, todos se destinam a campos estranhos: vendas, contabilidade, administração, assistência técnica…
    O excesso grande parcela, vai para as ruas para o pequeno varejo, para os MEIs.
    As escolas além de insuficientes funcionam efetivos 5 meses anuais e proíbe-se o trabalho infantil, que resulta em aprendiz de rua: assaltante, assassino, quadrilheiro.
    Torço para que logo atinjamos o nível de empobrecimento de Índia, Paquistão, porque então aumenta a mendicância familiar, que tira até o ânimo para o roubo: pobre pacífico e desiludido.

  4. Concordo plenamente com o articulista. Daqui a muito pouco tempo essas pessoas que tentam sobreviver vendendo lanches ou cafezinho não terão mais para quem vender pois com o desemprego crescente não haverá alguém com dinheiro para comprar. Esse é o Brazzzilll que a maldita burguesia tanto quer .

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