Jean-Claude Bernardet quer reinventar a vida e a morte

Numa entrevista em vídeo, as reflexões de um crítico que marcou o cinema brasileiro. Depois de recriar-se como autor, ele conta como viu de perto o próprio fim 

Por Inês Castilho

Solidão, doença, envelhecimento, morte. E vida. O ex-crítico e ensaísta, roteirista, professor aposentado da USP e hoje ator Jean-Claude Bernardet, uma vida inteira dedicada ao cinema brasileiro, enfrenta com coragem, lucidez e leveza incomuns questões fundamentais da condição humana.

Nesta breve entrevista ao Canal Curta, por ocasião do último Festival de Brasília – que lhe concedeu Prêmio Especial do Juri pela atuação no filme Fome, de Cristiano Burlan –, Jean-Claude retoma questões que o preocupam há algum tempo: o avanço da cegueira, o prolongamento da vida e a necessidade de reinventá-la, a proximidade da morte.

Em 2016, Bernardet completa 80 anos – em plena atividade como ator e consultor de vários filmes. A comemoração, espera, será em torno da estreia de Fome, no qual, diz ele, representou “a essência” de sua solidão e viu de perto a própria morte – mas “no controle da representação”.

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