44 anos sem o guerilheiro que “incendiou o mundo”

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Cassado por duas ditaduras, Carlos Marighella tornou-se um dos maiores símbolos brasileiros da revolta contra a injustiça social. Aqui, documentário sobre sua trajetória

Por Cauê Seignemartin Ameni

Hoje, 4 novembro, completam-se 44 anos do assassinato do inimigo “número um” de duas ditaduras brasileiras. Carlos Marighella, comunista convicto e deputado federal na Constituinte de 1946, foi um dos maiores opositores da ditadura getulista do Estado Novo (no cárcere e na clandestinidade), e esteve entre os principais organizadores da resistência urbana contra o golpe militar de 1964. Sua militância incendiária só cessou ao ser surpreendido em uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista, coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Antes de ser morto, o líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) trocou tiros com os agentes, deixando uma investigadora do Dops morta e um delegado gravemente ferido.

Filho do operário anarquista italiano Augusto Marighella e da baiana Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos africanos trazidos do Sudão, o guerrilheiro tornou-se famoso ao redigir o Manual do Guerrilheiro Urbano, traduzido mundialmente – inclusive pela CIA, que o utilizou em seu serviço de inteligência.

O guerrilheiro continua sendo referencia nas reflexões políticas brasileira. No mesmo ano (2012) que o jornalista Mário Magalhães lançou “Marighella: o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo” (Companhia das Letras), sua sobrinha Isa Grinspum Ferraz, dirigiu um longa-metragem em que narra a dedicação de Marighella ao Brasil e como pretendia transformá-lo por meio de sua ação. Confira abaixo!

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5 ideias sobre “44 anos sem o guerilheiro que “incendiou o mundo”

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  3. Gostaria que alguém esclarecesse se Marighella de fato reagiu. Parece que foi tudo muito de surpresa, não teria havido tempo para reação. A investigadora do DOPS teria sido morta por “fogo amigo”. Quanto à origem de sua mãe, trata-se da África Ocidental, onde vivem as etnias chamadas “sudanesas”, como a Haussá, a que ela pertencia. Não confundir com o atual Sudão.

    • Bem observado Carlos, obrigado! Eu optei pela versão de que ele estava armado, pois achei muito estranho a morte da investigadora do DOPS e o ferimento do delegado ter sido provocado por “fogo amigo”. Abrs.

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