Não, não está legal a capa da Galileu com um “bandido morto”

galileu-bandidomorto

Por mais que revista da Globo se posicione contra linchamento de negros e pobres, edição parte de pressupostos mais do que questionáveis, que naturalizam distorções

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Não. Nem por hipótese é possível aceitar a ignomínia da frase “bandido bom é bandido morto”. A revista Galileu deste mês propõe uma abordagem mais progressista para o tema que a média da grande imprensa, é bem verdade. Mas com vários senões. Que muito defensor de direitos humanos ainda não percebeu. A própria manchete traz pressupostos perigosos: “O bandido está morto. E agora?” (Com a imagem de um modelo negro amarrado – linchado – e morto, cheio de sangue.)

E quais seriam esses pressupostos? Implícitos ou explícitos?

1) Quem mata é a população.

Sim, também vivemos no país dos linchamentos. O sociólogo José de Souza Martins detalhou o tema em livro recente (Editora Contexto, 2015). Mas quem mais mata no Brasil esses que o senso comum chama de “bandidos” não são os populares. É a polícia. Particularmente a Polícia Militar. São os grupos de extermínio, as milícias – formadas também por policiais.

Ao cruzar o tema do linchamento com a estupidez do “bandido bom é bandido morto”, portanto, a revista da Globo opõe excluídos contra excluídos. Todos nivelados por baixo – na suposta bandidagem e na insanidade dos linchamentos. Desta forma, exclui-se uma oposição muito mais importante em relação à frase famosa. Aquela entre os excluídos e os defensores armados dos privilégios de classe – as polícias.

2) Os bandidos é que são mortos.

Não. Nossa polícia mata indígenas, camponeses, mata jovens que nunca se envolveram com nenhum crime, mata adolescentes, crianças, faz abordagens truculentas de acordo com a cor e a classe social, mata pessoas das favelas que não são nem nunca foram bandidas. E o mesmo vale para populações furiosas. Mata-se por homofobia, por ódio. E a partir de incitações calculadas ao ódio.

Sim, ótimo que a revista Galileu se posicione contra também a matança de acusados ou condenados por algum tipo (geralmente violento) de crime. São direitos elementares, consagrados em países do Ocidente que igualmente promovem a desigualdade – e que visam oferecer mais segurança, e não menos, para toda a população. A defesa não é do banditismo, mas de um mínimo de civilização.

A imagem dessa capa chocante, porém, acaba naturalizando a ideia de que o que ocorre pelo país é apenas o justiçamento de pessoas que cometeram crimes. Não tem sido essa, necessariamente, a realidade nos últimos séculos. Nem das populações em fúria nem das forças de segurança. Mata-se e humilha-se de baciada, sem consultar a ficha criminal. E depois se transfere a responsabilidade para “os bandidos”.

3) Os bandidos estão mortos.

Não, os bandidos não estão mortos. E não estarão. Esqueçam disso, não se enganem. Não estamos assistindo a uma guerra parecida com o que os Estados Unidos fazem contra o que chamam de “terror”. E que bom que não estamos – pois se trata justamente de preservar o direito à defesa, direito que joga a favor de todos, das pessoas honestas e desonestas. Nem os EUA conseguiriam matar “os bandidos”.

O que assistimos é a um massacre da bandidagem de varejo, dos instrumentos utilizados pelo crime organizado para perpetuar seu poder econômico – que, por sinal, circula muito facilmente pelo circuito financeiro, é absorvido em paz pelo nosso modo de produção. É uma falácia a ideia de que a polícia esteja eliminando malvados em prol “do bem”. A polícia está defendendo determinadas classes sociais.

4) Bandidos são apenas os “bandidos pobres”.

Bandidos de colarinho branco não serão mortos, pela polícia, sob nenhuma hipótese. Para eles costuma valer o Estado Democrático de Direito. Com longos processos, salvo em casos específicos de corrupção. Mas sem mortos. Ou chamaremos de bandidos apenas determinados traficantes, de preferência aqueles que empunham fuzis ou vivem em arremedos de bunkers nas favelas?

Patifes históricos da sociedade brasileira estão livres, leves e soltos. Tem até político procurado internacionalmente que, no Brasil, não sofre nenhuma ameaça policial – nem jurídica, diga-se de passagem. Estão protegidos. Por uma Justiça que privilegia brancos e ricos. Não é que somente o negro e pobre (não necessariamente bandido) é morto. A elite branca é punida apenas por amostragem.

BANDIDOS QUE NÃO SÃO CHAMADOS DE BANDIDOS

Estamos, portanto, diante, de uma capa de revista que não se completa como algo progressista, civilizatório. E não se trata apenas de reconhecer nela um trabalho “menos pior” que o de veículos de comunicação sem resquícios de boas intenções – e promotores escancarados da barbárie. E sim de começar a esclarecer, de fato, a população sobre aberrações diversas que giram em torno da ideia de “matar bandidos”.

Vivemos em um país que tem grupos de extermínio em todas as Unidades da Federação. Isto não é pouco. Não costuma ser lembrado nem por organizações internacionais especializadas em direitos humanos. As milícias são uma das expressões mais evidentes do crime organizado à brasileira, mas nossa imprensa (grande, pequena, alternativa) não as chama de máfias. E por quê?

As palavras são importantes. Que a palavra “bandido” deixe de ser associada unicamente ao assassino ordinário, aos estupradores, aos varejistas da violência. Se quisermos falar mesmo de bandidagem graúda perceberemos que as peles desses senhores não será tão negra quanto a do modelo da Galileu ou a das pessoas demonizadas diariamente pelos programas jornalísticos do mundo cão.

Mesmo os corruptos são chamados assim, de “corruptos”. Como se estivessem num patamar superior. Mesmo que desviem merenda escolar ou verbas da saúde, mesmo que vendam rifles da polícia e do Exército para aqueles que chamamos de bandidos. Os chefes de milícias e de grupos de extermínio, do jogo do bicho e da exploração sexual, entre tantos outros canalhas, agradecem por tanta seletividade.

PS: A frase “bandido bom é bandido morto” foi consagrada pela Scuderie Le Cocq, esquadrão da morte criado nos anos 60 no Rio. Considero-a associada à violência policial, justificando-a, e não à cultura dos linchamentos.

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28 comentários para "Não, não está legal a capa da Galileu com um “bandido morto”"

  1. Samara Leonel disse:

    Sempre cortante, sempre brilhante. Obrigada mais uma vez.

    • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

      Grato, Samara. Mas desta vez acho que a maioria não gostou. (Porque curtiu muito a capa da revista.)

      • Silene Amorim disse:

        Grande reportagem que caminha rumo a esclarecer uma sociedade tão assoberbada de desinformação mascarada do seu contrário e de forma tão sútil que sem os sentidos atentos passaria despercebido.

  2. Samara Leonel disse:

    Sempre cortante, sempre brilhante. Obrigada mais uma vez.

    • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

      Grato, Samara. Mas desta vez acho que a maioria não gostou. (Porque curtiu muito a capa da revista.)

      • Silene Amorim disse:

        Grande reportagem que caminha rumo a esclarecer uma sociedade tão assoberbada de desinformação mascarada do seu contrário e de forma tão sútil que sem os sentidos atentos passaria despercebido.

  3. Ricardo Pereira da Silva disse:

    Não sou legalista, no sentido de defender o Estado de Direito a partir de princípios jusnaturalistas, mesmo liberais da envergadura de Norberto Bobbio e Hanna Arendt negam o jusnaturalismo, isto é, a fundamentação dos direitos em uma pretensa natureza humana primária. Segundo Arendt, os homens não nascem iguais, mas diferentes. A igualdade é, então, o resultado da ação dos próprios homens através de sua organização em comunidade política. É, pois, a comunidade política que atribui direitos aos indivíduos. E o primeiro desses direitos é exatamente o direito de ter direitos. Bobbio diz que os direitos são históricos e não naturais, deste modo, hoje a tarefa não é a de justificar os direitos, mas de defendê-los, isto é, a questão filosófica passa a ser política. Defendo a ampliação dos direitos de cidadania, no fundo compreendo que a realidade social tem como pressuposto a sua articulação com a totalidade cujo eixo dinâmico é a autoconstrução humana, a sociedade é uma construção social e histórica, portanto em permanente evolução, aberta para a história. Bem, saindo dessa reflexão, toda pessoa tem direitos civis, como o direito de ir e vir, de manifestação livre de pensamentos, direito à propriedade, liberdade contratual, principalmente de escolher o trabalho, liberdade religiosa e ter acesso a justiça, que deve garantir todos os citados, observando que não estou mencionando os direitos políticos, sociais, humanos e outros como genéticos e ambientais. Para resumir, em qualquer Estado de Direito o espancamento e a execução sumária de qualquer pessoa é ilegal, seja ela criminosa ou não!!! Ninguém pode ser condenado e executado sumariamente por suspeição, por “justiceiros” que negam a própria justiça. Se há suspeita que alguém incorreu em crime, ela deve ser investigada, julgada, ter direito a defesa e, se condenada, ser punida. Pior quando é a polícia que prende, condena e executa, a polícia deveria garantir a proteção dos direitos de cidadania e não o contrário, isto é, de violá-los! Por isso cabe a pergunta, existe Estado de Direito no Brasil? Para uma minoria ele existe, para as classes dominantes, para a maioria não! A polícia chega nos bangalôs das favelas sem mandado judicial, na botinada derruba a porta e pega o “criminoso” que simplesmente desaparece, isto é, antes a própria polícia o extorque, o tortura, o assassina e oculta o cadáver! Estado Democrático de Direito? Piada de péssimo gosto! Pelo amor de Deus, o Habeas Corpus Amendment Act, que anulava prisões arbitrárias é de 1769 e nós vivemos sob o manto negro de execuções arbitrárias!

  4. Ricardo Pereira da Silva disse:

    Não sou legalista, no sentido de defender o Estado de Direito a partir de princípios jusnaturalistas, mesmo liberais da envergadura de Norberto Bobbio e Hanna Arendt negam o jusnaturalismo, isto é, a fundamentação dos direitos em uma pretensa natureza humana primária. Segundo Arendt, os homens não nascem iguais, mas diferentes. A igualdade é, então, o resultado da ação dos próprios homens através de sua organização em comunidade política. É, pois, a comunidade política que atribui direitos aos indivíduos. E o primeiro desses direitos é exatamente o direito de ter direitos. Bobbio diz que os direitos são históricos e não naturais, deste modo, hoje a tarefa não é a de justificar os direitos, mas de defendê-los, isto é, a questão filosófica passa a ser política. Defendo a ampliação dos direitos de cidadania, no fundo compreendo que a realidade social tem como pressuposto a sua articulação com a totalidade cujo eixo dinâmico é a autoconstrução humana, a sociedade é uma construção social e histórica, portanto em permanente evolução, aberta para a história. Bem, saindo dessa reflexão, toda pessoa tem direitos civis, como o direito de ir e vir, de manifestação livre de pensamentos, direito à propriedade, liberdade contratual, principalmente de escolher o trabalho, liberdade religiosa e ter acesso a justiça, que deve garantir todos os citados, observando que não estou mencionando os direitos políticos, sociais, humanos e outros como genéticos e ambientais. Para resumir, em qualquer Estado de Direito o espancamento e a execução sumária de qualquer pessoa é ilegal, seja ela criminosa ou não!!! Ninguém pode ser condenado e executado sumariamente por suspeição, por “justiceiros” que negam a própria justiça. Se há suspeita que alguém incorreu em crime, ela deve ser investigada, julgada, ter direito a defesa e, se condenada, ser punida. Pior quando é a polícia que prende, condena e executa, a polícia deveria garantir a proteção dos direitos de cidadania e não o contrário, isto é, de violá-los! Por isso cabe a pergunta, existe Estado de Direito no Brasil? Para uma minoria ele existe, para as classes dominantes, para a maioria não! A polícia chega nos bangalôs das favelas sem mandado judicial, na botinada derruba a porta e pega o “criminoso” que simplesmente desaparece, isto é, antes a própria polícia o extorque, o tortura, o assassina e oculta o cadáver! Estado Democrático de Direito? Piada de péssimo gosto! Pelo amor de Deus, o Habeas Corpus Amendment Act, que anulava prisões arbitrárias é de 1769 e nós vivemos sob o manto negro de execuções arbitrárias!

  5. Conrado disse:

    “O único índio bom é um índio morto”

    Vem daqui:
    Syrett, H.C.,org.Documentos Históricos dos Estados Unidos, Cultrix, s/d.
    http://www.algosobre.com.br/historia/eua-no-seculo-xix.html

  6. Conrado disse:

    “O único índio bom é um índio morto”

    Vem daqui:
    Syrett, H.C.,org.Documentos Históricos dos Estados Unidos, Cultrix, s/d.
    http://www.algosobre.com.br/historia/eua-no-seculo-xix.html

  7. Lindberg disse:

    Bom texto, crítico e profundo..

  8. Lindberg disse:

    Bom texto, crítico e profundo..

  9. Enquanto uma parte não tira a venda dos olhos será assim… Os bandidões estão engravatados, sem armas nas mãos, desfilando soltos por aí. Se é punição que precisa. Então, precisa-se punir a todos. Todos os bandidões, os bandidinhos e os bandidos. Justiça é justiça. Infelizmente, temos uma justiça falha e injusta. Parabéns pelo texto Alceu!

  10. Enquanto uma parte não tira a venda dos olhos será assim… Os bandidões estão engravatados, sem armas nas mãos, desfilando soltos por aí. Se é punição que precisa. Então, precisa-se punir a todos. Todos os bandidões, os bandidinhos e os bandidos. Justiça é justiça. Infelizmente, temos uma justiça falha e injusta. Parabéns pelo texto Alceu!

  11. Brenno Tardelli disse:

    Concordo com quase tudo no texto.

    Acho que erra, no entanto, em insistir com a palavra bandido. Tenho ressalvas com ela. Penso que a palavra colabora para que pensemos de forma binária, enquanto na verdade, os “bandidos”, são humanos, demasiadamente humanos. Justamente esse é o feito da palavra “bandido” – para que neguemos a humanidade no outro.

    Por isso, quando corrigiu a Revista Galileu – e fez bem – faltou negar que os bandidos não estão mortos, por não existirem bandidos – nem de chinelo, nem de colarinho branco.

  12. Brenno Tardelli disse:

    Concordo com quase tudo no texto.

    Acho que erra, no entanto, em insistir com a palavra bandido. Tenho ressalvas com ela. Penso que a palavra colabora para que pensemos de forma binária, enquanto na verdade, os “bandidos”, são humanos, demasiadamente humanos. Justamente esse é o feito da palavra “bandido” – para que neguemos a humanidade no outro.

    Por isso, quando corrigiu a Revista Galileu – e fez bem – faltou negar que os bandidos não estão mortos, por não existirem bandidos – nem de chinelo, nem de colarinho branco.

  13. Como nasceram os chamados ¨bandidos¨em nossa sociedade?Quem enunciou , pela primeira vez este conceito?Que parte da sociedade eles contrariam?Que valores defendem?Qual o porquê da existência desses excluídos sociais? Muito esclarecedor, a respeito, o livro BANDIDOS , DE ERIC ROBSBAWN. Os bandidos oficiais nasceram de um ato de resistência contra as injustiças sociais…

  14. Como nasceram os chamados ¨bandidos¨em nossa sociedade?Quem enunciou , pela primeira vez este conceito?Que parte da sociedade eles contrariam?Que valores defendem?Qual o porquê da existência desses excluídos sociais? Muito esclarecedor, a respeito, o livro BANDIDOS , DE ERIC ROBSBAWN. Os bandidos oficiais nasceram de um ato de resistência contra as injustiças sociais…

  15. Night disse:

    Como sempre, lotado de ideologia. E como sempre, lembro de minha máxima no assunto: TOda ideologia é burra.

    Nao vamos esquecer que parte da culpa para o estouro de conservadorismo na população é da esquerda corrupta e sem escrupulos, e dos movimentos de “justiça” social (influenciados pelo pos modernismo) que deturpam a luta por igualdade centenaria de negros, mulheres e transformam-na em piada, em chacota, com atitudes iguais aquelas que condenam.

    Que a direita conservadora é nojenta, já sabemos. Que o pensamento estupido de “bandido bom é bandido morto” é um perigo para a sociedade, sabemos. Mas não vamos vilanizar um lado e santificar o outro. A esquerda tem quase tanta culpa, pois empurra pessoas sem posicionamento politico para a direita com suas corrupções e seus discursos extremistas. O governo PT está criando uma geração igual a que os governos Collor e FHC criaram, mas para o outro lado do espectro politico. Isso por que quando bandidos estão no poder, a ideologia deles vira o inimigo do povo comum, do povo roubado e humilhado por tais governantes que tiveram a confiança da maioria da população de que iriam fazer uma diferença.

    A capa da revista não poderia ser pior. Esqueça seu odio ideologico da PM por um segundo, e pense um pouco:

    Será que uma população ignorante sobre direitos humanos, que adora o slogan “bandido bom é bandido morto” e que vive em medo de assalto, homicidio vai aceitar bem se uma revista além de contestar o slogan deles, atacar aqueles designados para protege-los? Mesmo que suas afirmaçoes sejam validas, o que não são completamente (sobre a PM), hostilizar essa instituição de maneira tão generalizada seria um golpe contra qualquer conscientização sobre direitos humanos.
    Uma população consciente e não corrupta gerará instituições com as mesmas caracteristicas. Se quiser mudar a PM, mude primeiro o povo que a apoia e que manda seus filhos para trabalhar lá. E isso não se dará com discursos ideologicos, e sim com debate, conscientização, troca livre de ideias e o abandono, de uma vez por todas, desses rotulos ideologicos que só causam problemas.

    É essa batalha ideologica estupida colocando rotulo em tudo que causa alguem não gostar de um artigo claramente defendendo os direitos humanos e tentando, de todas maneiras possiveis, atingir aqueles que poderão ser conscientizados. esse artigo não foi para inflar o seu ego como já defensor dos direitos humanos, e sim para atingir aquele que considera bandido bom bandido morto.

  16. Night disse:

    Como sempre, lotado de ideologia. E como sempre, lembro de minha máxima no assunto: TOda ideologia é burra.

    Nao vamos esquecer que parte da culpa para o estouro de conservadorismo na população é da esquerda corrupta e sem escrupulos, e dos movimentos de “justiça” social (influenciados pelo pos modernismo) que deturpam a luta por igualdade centenaria de negros, mulheres e transformam-na em piada, em chacota, com atitudes iguais aquelas que condenam.

    Que a direita conservadora é nojenta, já sabemos. Que o pensamento estupido de “bandido bom é bandido morto” é um perigo para a sociedade, sabemos. Mas não vamos vilanizar um lado e santificar o outro. A esquerda tem quase tanta culpa, pois empurra pessoas sem posicionamento politico para a direita com suas corrupções e seus discursos extremistas. O governo PT está criando uma geração igual a que os governos Collor e FHC criaram, mas para o outro lado do espectro politico. Isso por que quando bandidos estão no poder, a ideologia deles vira o inimigo do povo comum, do povo roubado e humilhado por tais governantes que tiveram a confiança da maioria da população de que iriam fazer uma diferença.

    A capa da revista não poderia ser pior. Esqueça seu odio ideologico da PM por um segundo, e pense um pouco:

    Será que uma população ignorante sobre direitos humanos, que adora o slogan “bandido bom é bandido morto” e que vive em medo de assalto, homicidio vai aceitar bem se uma revista além de contestar o slogan deles, atacar aqueles designados para protege-los? Mesmo que suas afirmaçoes sejam validas, o que não são completamente (sobre a PM), hostilizar essa instituição de maneira tão generalizada seria um golpe contra qualquer conscientização sobre direitos humanos.
    Uma população consciente e não corrupta gerará instituições com as mesmas caracteristicas. Se quiser mudar a PM, mude primeiro o povo que a apoia e que manda seus filhos para trabalhar lá. E isso não se dará com discursos ideologicos, e sim com debate, conscientização, troca livre de ideias e o abandono, de uma vez por todas, desses rotulos ideologicos que só causam problemas.

    É essa batalha ideologica estupida colocando rotulo em tudo que causa alguem não gostar de um artigo claramente defendendo os direitos humanos e tentando, de todas maneiras possiveis, atingir aqueles que poderão ser conscientizados. esse artigo não foi para inflar o seu ego como já defensor dos direitos humanos, e sim para atingir aquele que considera bandido bom bandido morto.

  17. Maria Paula Carlini disse:

    Excelente análise!
    Eu tinha lido a matéria da galileu, fiquei incomodada com o início da situação suposta de um rapaz que furta uma bolsa e é linchado deixando de lado na mente dos leitores que a maioria dos linchamentos, afora a injustiça inerente a esse ato, recai sobre pessoas inocentes.

  18. Maria Paula Carlini disse:

    Excelente análise!
    Eu tinha lido a matéria da galileu, fiquei incomodada com o início da situação suposta de um rapaz que furta uma bolsa e é linchado deixando de lado na mente dos leitores que a maioria dos linchamentos, afora a injustiça inerente a esse ato, recai sobre pessoas inocentes.

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