A ajuda de Kátia Abreu às vítimas de Mariana: “Enviar roupas”

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Ministra da Agricultura não se pronunciou sobre a catástrofe durante a viagem de 13 dias à Ásia, mas agora aposta na “solidariedade” das empresas do agronegócio

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Após 13 dias de viagem pela Ásia, onde emagreceu 3,5 quilos (e postou inúmeras fotos de viagem), a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), está de volta ao Brasil. E decidiu utilizar seu perfil no Twitter – bastante ativo – para falar, finalmente, sobre a catástrofe ocorrida a partir de Mariana (MG), ocorrida no dia 5 de novembro.

Os resíduos lamacentos da Samarco impactaram também a vida de camponeses. Seja pela destruição de dois povoados com pequenos produtores, seja pelo impacto ambiental. Este ainda é incalculável, mas tem na poluição da bacia hidrográfica uma de suas expressões mais emblemáticas.

A ministra, porém, tem uma visão muito própria do que é possível fazer para ajudar as vítimas do crime ambiental. “Hoje começamos a separar e embalar roupas para enviar à população de Mariana”, postou ela neste domingo. Sem referência ao restante das populações atingidas, de Minas Gerais ao Espírito Santo.

“Vamos intensificar a campanha esta semana no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, informou Kàtia. Em seguida, enumerou: “Roupas, água e alimentos. São os itens mais importantes. Vamos mobilizar as empresas do Agro”.

Ela se refere às empresas do agronegócio, setor que representava antes de ir para o ministério, quando presidia a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Tenho certeza que irão colaborar. Brasil solidário. Vamos batalhar pra enviar ajuda”.

DOAÇÃO DE CAMPANHA

A ministra recebeu R$ 116 mil de doação de campanha, em 2014, de uma empresa da Vale, a Minerações Brasileiras Reunidas, quarta maior produtora de ferro do mundo. Uma fatia até pequena diante do que recebeu o PMDB – metade dos R$ 50 milhões investidos nos comitês e diretórios por empresas da Vale, aquela que já teve o Rio Doce no nome.

Ao lado da anglo-australiana BHP Billinton, a Vale é sócia da Samarco, a responsável pela destruição de dois povoados em Mariana (MG) e pela maior catástrofe ambiental do século 21 no Brasil. A lama desceu pelo Rio Doce e já chegou ao Oceano Atlântico.

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