Como construir o pós-capitalismo?

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Para superar sistema, não basta ir às ruas. Outras Palavras destacou, também, reflexão de pensadores que buscam caminhos para transformação social

Da Redação

Desde que caíram o muro de Berlim e do “socialismo real”, em 1989-91, tem crescido, em todo o mundo, a ideia de que é preciso recriar a emancipação social. Ela sustenta que os princípios de igualdade, justiça, distribuição de riquezas e desalienação do trabalho – presentes nas tradições revolucionárias dos séculos passados – permanecem válidos. Mas acrescenta: a burocratização e o autoritarismo (e o fracasso…) das primeiras experiências “socialistas” exigem repensar os caminhos que permitirão alcançar tais princípios.

As grandes mobilizações sociais de 2011 impulsionaram em muito este esforço teórico. Intelectuais e ativistas como Antonio Negri, Carlos Taibo, Immanuel Wallerstein, Manuel Castells, Noam Chomsky, Patrick Viveret, Slavoy Zizek, Zygmut Bauman dialogaram diretamente com a Primavera Árabe, os Indignados ou Occupy Wall Street. Outras Palavras fez questão de acompanhar atentamente suas reflexões e oferecer a seus leitores alguns dos textos que as exprimem.

O tempo em que podemos mudar o mundo
Immanuel Wallerstein, provocador: capitalismo está condenado: resta saber quê irá substituí-lo. Transição não será apocalíptica: dependerá das escolhas que fizermos agora

Patrick Viveret: para salvar a Europa e o planeta
Segundo filósofo francês, novas formas de democracia, moeda e crédito, já testadas localmente, podem ser resposta global ao vendaval financeiro

Chomsky debate futuro dos novos movimentos
Diante do Occupy Boston, ele revela esperança nos protestos anticapitalistas, mas lembra: “há muito pela frente; vocês não vencerão amanhã”

TEXTO-MEIO

Toni Negri vê a Espanha rebelde
De dentro das praças e acampamentos, filósofo e militante italiano discute formas de organização, demandas e perspectivas do movimento na Espanha

“Não é crise. É que não te quero mais”
Manuel Castells diz que, diante das novas turbulências financeiras, é preciso propor grandes mudanças — entre elas, reinvenção da democracia

Contra o capitalismo, Bauman convoca à imaginação
Sociólogo não crê no colapso do sistema, alerta que seu parasitismo é incessante e sugere que para vencê-lo é preciso ser mais imaginativo que ele

Um Nobel de Economia explica Occupy Wall Street
Para Joseph Stiglitz, movimento quer pouco, em termos econômicos. Mas reivindica democracia não-controlada pelo dinheiro – por isso é revolucionário

Acordando do sonho
Em discurso aos manifestantes de Nova York, filósofo esloveno adverte sobre desafios que virão após a catarse política das ocupações

Alguma coisa está fora da ordem
Diante dos terremotos que abalam o mundo, Ignacio Ramonet propõe a reinvenção da política para reencantar os seres humanos

Rumo à Era da Cooperação?
Num livro provocador, Yochai Benkler convoca ciência, ética e política para argumentar que certas bases do capitalismo estão em xeque

“Como mudar o mundo”
Resenha de Hobsbawm, Eric; Como mudar o mundo: Marx e o marxismo 1840-2011 (How to change the world: Marx and Marxism 1840-2011), 2011: Little  Brown, 470 pp.

TEXTO-FIM
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