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Outros Quinhentos sorteia 30 ingressos para Paraíso Perdido

No filme que marca sua volta ao cinema, Monique Gardenberg (“Ó paí, ó”) combina mitologia grega com temas como abandono, infidelidade, paixão e vingança. Quem contribui com Outras Palavras concorre a 15 pares de ingressos

Por Vitrine Filmes

Dez anos depois de “Ó paí, ó”, Monique Gardenberg volta às telas de cinema com um melodrama saboroso. A diretora e roteirista bebe na fonte da mitologia grega para tratar de temas universais como abandono, infidelidade, paixão e vingança. Na trama, o cantor Angelo lamenta não ter perdoado a traição de sua mulher, que desaparece no mundo sem deixar rastros. Apaixonado, não consegue esquecê-la trinta anos depois. Sua irmã, Eva, está prestes a ser solta após vinte anos na cadeia, por matar o homem que a espancou quando estava grávida de Imã.

Vítima de um ataque homofóbico, a drag queen Imã é salva pelo policial Odair. Nesta saga familiar marcada por encontros e desencontros, as histórias se entrelaçam e revelam pouco a pouco um enredo em que os laços de afeto sustentam os personagens. Mais do que apenas compor a trilha sonora, as canções da música popular romântica conduzem a narrativa. No longa-metragem – que tem coprodução da Dueto Filmes e da Casé Filmes, e distribuição da Vitrine Filmes -, a boate Paraíso Perdido serve de palco para que os atores interpretem sucessos de cantores como José Augusto, Roberto Carlos, Fernando Mendes, Odair José, Waldick Soriano, Raul Seixas e Belchior. Entre as 20 músicas da trilha, estão “De que vale ter tudo na vida”, “Não creio em mais nada”, “Tortura de amor”, “Minhas coisas”, “120 150 200 KM por hora” e “Quem tudo quer nada tem”.



Monique contou com a parceria do cantor e compositor Zeca Baleiro na pesquisa e direção musical. O músico e compositor Lourenço Rebetez assina a trilha incidental. A casa noturna do filme é uma espécie de paraíso perdido no tempo, que funciona como um antídoto à violência de fora. Essa oposição aparece na fotografia de Pedro Farkas, na direção de arte de Valdy Lopes e nos figurinos de Cássio Brasil. “Há um contraste entre a boate, cheia de cores, e o exterior, mais pálido. Como se a vida como ela é não tivesse tanta graça”, diz Monique, que dirigiu ainda “Jenipapo” e “Benjamin”. Monique não julga seus personagens e faz de “Paraíso Perdido” um filme à flor da pele, que mostra a importância da aceitação das diferenças e do afeto como contraponto à brutalidade do mundo.

Contribuintes de Outros Quinhentos  concorrem 15 pares de ingressos válidos de segunda a quarta em qualquer cinema que estiver exibindo. Se você é contribuinte de Outos Quinhentos preencha o formulário abaixo até segunda 04/06 e concorra à um dos kits. Lembrando: os pares de ingressos, cortesia da Vitrine Filmes, valem de segunda à quarta durante o período de exibição do filme.

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