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Contrapartidas, Livros, Política

O Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) apresenta ao leitor esta coletânea de artigos, reunindo e consolidando em um só espaço as principais reflexões da sua caminhada contra a Guerra às Drogas. Contribuintes Outros Quinhentos concorrem a três exemplares

Por André Takahashi

Na semana em que completa dez anos a Marcha da Maconha São Paulo se consolida como o maior espaço conquistado pelo movimento antiproibicionista. Uma vez por ano dezenas de milhares de pessoas se reúnem na Avenida Paulista manifestando, na prática, sua resistência à política repressiva do estado em relação à maconha e a criminalização da pobreza. 

A Marcha é uma construção autônoma que desde 2008 vem ocupando seu espaço na sociedade. Em 2011 houve a histórica repressão à Marcha na Avenida Paulista, que se desdobrou na Marcha da Liberdade. Em resposta, o STF reconheceu o direito de liberdade de expressão da Marcha da Maconha. Desde então o movimento cresce em todas as cidades do país.




De lá para cá o movimento acumulou força e conhecimento na luta antiproibicionista. Nesse sentido, trabalhando o registro histórico e teórico o coletivo Desentorpecendo a Razão, junto com a editora Autonomia Literária, editou o livro “Dichavando o Poder: Drogas e Autonomia”

Com foco na missão não só de criticar uma guerra inclemente, injusta e fratricida — que lota os presídios e criminaliza principalmente os jovens pobres, negros e periféricos –, os artigos reunidos também pensam nas alternativas concretas experimentadas mundo afora. Trazem relatos dos países que aboliram a “pedagogia do castigo” contra os usuários e críticas à estatização excessiva das soluções. Mirando a saúde, a liberdade e o bem-estar da sociedade, juízes, antropólogos, filósofos, sociólogos, historiadores e movimentos sociais problematizam a forma com a qual a sociedade lida com as drogas no Brasil e apontam possíveis saídas para o atual sistema penal, essa máquina seletiva de moer gente. 

 Você pode concorrer a um dos 3 exemplares em sorteio preenchendo o formulário abaixo até às 15h de quarta-feira, 30/05. Mas lembre-se: só se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo. Se você ainda não colabora, veja como funciona, aqui

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Alimentos, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Música
Em São Paulo, quintas e sextas-feiras trazem concertos instrumentais e de jazz em ricas variações. Há sorteio de 3 pares de ingressos para quem financia Outras Palavras

Por André Takahashi

Retomamos os sorteios de pares de convites para nossos leitores que gostam de boa música. Contando com a parceria do JazzB e do CCMI/JazznosFundos, essa semana nossos contribuintes têm três chances de ganhar, sempre perto do fim de semana: um par para cada casa, às quintas e um par para o JazzB na sexta.

Nesta quinta (24/05) haverá shows imperdíveis no JazzB e no CCMI/JazznosFundos, respectivamente. JazzB terá Felipe Salles Neto. Felipe Salles, grande saxofonista brasileiro radicado nos Estados Unidos está de passagem pelo Brasil e tocará composições próprias, música instrumental brasileira e standards de jazz, ao lado de um super time: Daniel D’Alcantara no trompete, Tiago Costa no piano, ThiagoAlves no baixo e Jônatas Sansão na bateria Nativo de São Paulo, Felipe Salles é professor do departamento de jazz da Universidade de Massachusetts em Amherst, Estados Unidos desde 2010. Músico ativo nos EUA desde 1995, trabalhou com nomes como Randy Brecker, David Liebman, Lionel Loueke, Jerry Bergonzi, Jovino Santos Neto, e Bob Moses.
 
Também na quinta o CCMI/JazznosFundos terá Quintemporâneas com Daniel Santiago Quarteto.  Artista reconhecido internacionalmente, violonista, guitarrista, compositor e produtor musical, Daniel Santiago é um dos mais requisitados guitarristas de sua geração, tocando com Hamilton de Holanda, Nicolas Krassik, entre outros grandes músicos. Nesta noite, vem apresentar seu trabalho autoral com convidados especiais.

Daniel teve seu primeiro contato com a música aos sete anos de idade, sofrendo influências que vão do choro ao jazz, da mpb ao rock.


Na sexta-feira (25/05) o JazzB terá Toninho Ferragutti Quinteto. Toninho Ferragutti, músico, compositor, arranjador, vencedor do Prêmio da Música Brasileira na categoria melhor instrumentista (2017) está entre os mais talentosos acordeonistas do Brasil. O músico transita com qualidade técnica e expressiva por diversos gêneros da música de nosso país. Neste show no JazzB, traz seu mais recente projeto, uma formação em quinteto com grandes músicos e com uma sonoridade que se aproxima do jazz.


SERVIÇO:

Quinta-feira, 24/05, no Jazz nos Fundos às 21h30: Daniel Santiago Quarteto

Quinta-feira, 24/05, no JazzB às 21h00: Felipe Salles Quinteto

Sexta-feira, 25/05, no JazzB às 22h00: Toninho Ferragutti Quinteto



Veja as programações completas aqui: JazzB | CCMI/JazznosFundos E concorra aos pares de ingressos preenchendo o formulário abaixo até as 11h de quinta-feira 24/05.


Se você quer saber como obter esses benefícios, acesse nossa página Outros Quinhentos, e descubra o projeto de financiamento coletivo que sustenta o jornalismo livre e em profundidade de Outras Palavras. Para colaborar conosco e acessar todas as nossas contrapartidas, clique aqui.

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Cinema, Contrapartidas, Política
O documentário  mostra, com cenas inéditas, as entranhas do impeachment de Dilma Roussef. Contribuintes de Outros Quinhentos participam do sorteio de 5 kits do filme

Por Vitrine Filmes

O longa, que estreou mundialmente em fevereiro, no Festival de Berlim e foi escolhido pelo público como o terceiro melhor documentário da mostra Panorama, retrata o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff,  em 31 de agosto de 2016.

Diretora dos longas premiados “Futuro Junho” (2015), “Seca” (2015), “Morro dos Prazeres” (2013), “Juízo” (2007), “Justiça” (2004) e “Desi” (2000), em seu novo trabalho, Maria Augusta Ramos busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro. A diretora dá continuidade às abordagens desenvolvidas a partir do sistema judiciário do país na trilogia formada por “Justiça”, “Juízo” e “Morro dos Prazeres”.

Para realizar “O Processo“, Maria Augusta passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.


O longa é produzido por NoFoco Filmes, coproduzido pelo Canal Brasil, pela produtora alemã Autentika Films e pela holandesa Conijn Film e tem distribuição da Vitrine Filmes. A estreia nos cinemas está marcada para 17 de maio.


Sinopse:

“O Processo” oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme testemunha a profunda crise política e o colapso das instituições democráticas no país.

Ficha Técnica:

Direção e Roteiro: Maria Augusta Ramos

Direção de Fotografia: Alan Schvarsberg

Som: Marta Lopes

Montagem: Karen Akerman

Edição de Som: Bernardo Uzeda

Mixagem: Gustavo Loureiro

Direção de Produção: Paula Alves

Produção Executiva: Maria Augusta Ramos

Uma Produção de: Nofoco Filmes

Uma Coprodução de: Autentika Films, Conjin Film e Canal Brasil

Ditribuição: Vitrine Filmes



Contribuintes de Outros Quinhentos  concorrem à 5 kits do filme com pares de ingressos válidos de segunda a quarta em qualquer cinema que estiver exibindo. Se você é contribuinte de Outos Quinhentos preencha o formulário abaixo até domingo 27/05 e concorra à um dos kits. Lembrando: os pares de ingressos, cortesia da Vitrine Filmes, valem de segunda à quarta durante o período de exibição do filme.

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Contrapartidas, Cultura, Livros
Obra traça uma ponte entre a sociedade sem Estado, vislumbrada por Marx, e a sociedade contra o Estado, do antropólogo Pierre Clastres. Contribuintes de Outras Palavras concorrem a cinco exemplares autografados pelo autor

Por Autonomia Literária

O empreendimento de Jean Tible é ousado e original. Como promover um encontro entre a teoria marxiana, tendo em conta sua filosofia da história, com os povos ditos selvagens, que não se resignam ao triste papel de resíduos arcaicos de um processo histórico destinado ao “progresso”?

O presente trabalho não é um exercício de especulação teórica, mas responde a um contexto preciso em que etnias indígenas da América Latina assumem um protagonismo geopolítico, obrigando a esquerda tradicional do continente a rever seus dogmas sobre o estatuto da produção, do desenvolvimento, do próprio Estado. Ao traçar uma ponte entre a sociedade sem Estado vislumbrada por Marx e a sociedade contra o Estado de Clastres, o autor dá sua tacada inicial, contrarrestando a subordinação da categoria de selvagens aos clichês da dialética histórica. Em um suplementar, relativiza a dicotomia entre Marx e o perspectivismo ameríndio, extraindo um devir-índio no autor de O Capital. Não se trata de uma mascarada filosófica, tal como o fez Deleuze ao pincelar um Hegel filosoficamente barbudo e um Marx imberbe, na esteira do bigode da Gioconda, mas sim de uma aposta política.

Viveiros de Castro, Davi Kopenawa e toda uma antropologia reversa desempenha aqui um papel crucial, ao evitar que a articulação entre as lutas ameríndias e as ciências sociais se dê sob o modo da sujeição ao eurocentrismo apoiado na transcendência e na representação. Fazendo um uso heterodoxo de Mariátegui, Benjamin, Mauss, Lévi Strauss, Ôsvald, Negri e tantos outros, é todo um paradigma ocidental que se vê aqui canibalizado e colocado em xeque, ao sabor e no frescor de uma pesquisa que aceita pensar-se à luz dos combates do presente. 
— Peter Pál Pelbart

O belo livro de Jean Tible nos permite entender, à luz de Marx e de José Carlos Mariátegui, as razões do conflito permanente entre as populações indígenas e o capitalismo moderno. . 
— Michael Löwy

Aí realmente agora sim a America é des-coberta. 
— Zé Celso

Trata-se do mesmo velho Marx? Sim e não. Marx continua incontornável, como bem assinalou Michel Foucault. Mas Marx Selvagem é uma novidade que tem tudo a ver conosco. 
— Laymert Garcia dos Santos

Uma reflexão subversiva, contestando os dogmasparadigmas de uma certa hegemonia cognitiva, prática e teórica. Jean Tible subleva, dinamita, essa premissa e nos diz: Lutemos! Sejamos felizes. 
— Carlos Enrique Ruiz Ferreira


Você pode concorrer a um dos 5 exemplares em sorteio preenchendo o formulário abaixo até às 15h de quarta-feira, 23/05. Mas lembre-se: só se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo. Se você ainda não colabora, veja como funciona, aqui

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Contrapartidas, Cultura, Música, Restaurantes
Em São Paulo, as quintas e sextas-feiras trazem concertos instrumentais e de jazz em ricas variações. Há sorteio de 4 pares de ingressos para quem financia Outras Palavras

Por André Takahashi

Retomamos os sorteios de pares de convites para nossos leitores que gostam de boa música. Contando com a parceria do JazzB e do CCMI/JazznosFundos, há quatro chances de ganhar, sempre perto do fim de semana: um par para cada casa, às quintas e sextas.

Nesta sexta (18) haverá shows imperdíveis no JazzB e no CCMI/JazznosFundos, respectivamente.JazzB terá Daniel Baibem e grupo. O guitarrista Daniel Daibem, conhecido por apresentar a linguagem do Jazz de forma didática ao público, traz ao palco do JazzB sua formação de quarteto, tocando um repertório baseado no chamado SoulJazz, vertente que se consolidou no final da década de 1950 e início dos anos 1960. Entre eles, Art Blakey & the Jazz Messengers, Bobby Timmons, Cannonball Adderley, George Benson, Wes Montgomery, Grant Green, Ray Charles, Kenny Burrell, além de alguns temas autorais.

O CCMI/JazznosFundos terá Noite Blaxtream com Rubinho Antunes (22h) e Daniel de Paula e a Irmandade (24h). Noite Blaxtream é a nova série de shows assinada em parceria com o selo homônimo que vem promovendo a emergente cena da música instrumental. Nesta noite especial, show de lançamento do álbum do “Expedições” de Rubinho Antunes, um dos trompetistas mais requisitados do jazz e da música instrumental no Brasil. Em seguida, à meia-noite, novo show de outro grande instrumentista, o baterista Daniel De Paula que apresenta seu mais recente projeto.

O Blaxtream nasceu com o desejo de valorizar e expandir a música instrumental, por meio de conexões que vão além das fronteiras geográficas, assim como, registrar as obras de grandes talentos no mundo. O selo lançou no ano passado 4 álbuns e desenvolve um projeto que reúne várias nações, culturas e talentos da música instrumental, tocada de diferentes lugares do mundo.

 Veja as programações completas aqui: JazzB | CCMI/JazznosFundos E concorra aos pares de ingressos preenchendo o formulário abaixo até as 15h de quinta-feira 17/5. Se você quer saber como obter esses benefícios, acesse nossa página Outros Quinhentos, e descubra o projeto de financiamento coletivo que sustenta o jornalismo livre e em profundidade de Outras Palavras. Para colaborar conosco e acessar todas as nossas contrapartidas, clique aqui.
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Cinema, Contrapartidas
Contribuintes de Outras Palavras concorrem a pares de ingressos e cartazes da cinebiografia que traz um panorama da trajetória de um dos maiores atores dos palcos e das telas do Brasil.

Por Vitrine Filmes

A carreira de Paulo José contada em forma de poesia. O documentário TODOS OS PAULOS DO MUNDO, dirigido por Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, traz um panorama da trajetória de um dos maiores atores dos palcos e das telas, do Brasil. Distribuído através do Projeto Sessão Vitrine Petrobras, o filme chegou aos cinemas no dia 10 de maio.

Produzido por Vania Catani, da Bananeira Filmes, o longa mistura imagens de arquivo da extensa carreira de Paulo com momentos atuais, navegando por estilos diversos de documentário, numa livre relação poética entre Paulo José, seu legado material e seu autorretrato verbal, mediado pelos realizadores.

“TODOS OS PAULOS DO MUNDO nasce da conjunção de três pessoas que amavam separadamente o grande Paulo José e se reúnem meio por acaso, Vania, eu, e meu codiretor, Gustavo Robeiro”, explica um dos diretores do longa, Rodrigo de Oliveira, que completa, “O amor explica a razão da existência do nosso filme, mas é o próprio Paulo e seu trabalho incansável por décadas e décadas como ator, diretor e pensador do cinema e da cultura brasileira que nos guia. Não existe ator brasileiro cuja carreira ilumine tão diretamente a constituição do Brasil como realidade e como utopia, as mazelas, o charme, a tragédia e a alegria. Nós tínhamos um homem fazendo 80 anos de vida, a voz já tímida pelos anos de convivência com o Parkinson, mas ainda ativo e disposto a colaborar no filme conosco. Ao mesmo tempo, existia um material vasto não só de seu trabalho, mas de seu pensamento registrado ao longo dos anos, que nos fazia acreditar que confiando na eloquência da arte do Paulo, nós conseguiríamos mostrar a complexidade e a amplitude da voz desse homem.”

Presente no imaginário brasileiro desde os anos 60, os personagens de Paulo José incorporam as inúmeras tradições e contradições do caráter nacional, dessa maneira, além de um documento sobre o artista, TODOS OS PAULOS DO MUNDO lança uma visão sobre o passado recente do Brasil. Ator símbolo dos tempos que atravessou, é, ao mesmo tempo, testemunha e agente das transformações acontecidas no último meio século da nossa história.

Ele traduziu tanto a imagem do espírito livre dos anos 60 (nos filmes com Domingos de Oliveira, Todas as Mulheres do Mundo e Edu, Coração de Ouro) quanto a ressaca do golpe militar e a incorporação do desespero pós-AI-5 (em A Vida Provisória, de Maurício Gomes Leite, e A Culpa, também de Domingos); acompanhou todos os movimentos do cinema brasileiro, da paródia “chanchadesca” de Cassy Jones, o Magnífico Sedutor (de Luis Sérgio
Person), aos dramas da era Embrafilme (como em O Rei da Noite, de Hector Babenco); esteve no coração da Retomada nos anos 90, e seguiu trabalhando com uma nova geração de realizadores surgidas nos anos 2000; com gosto pelo popular, transmitiu da alegria do Shazam, Xerife & Cia ao pesar do Orestes de “Por Amor” para milhões de brasileiros na televisão, onde, ainda, dirigiu inúmeros programas definidores do meio e cuja influência estética e conceitual se sente até hoje.

Sobre a carreira do filme nos festivais, o codiretor Gustavo Ribeiro comemora, “O filme foi selecionado para todos os festivais em que foi inscrito. Em 2017 houve a estreia do filme no Festival do Rio, em uma sessão muito emocionante, no Cine Odeon lotado. Em São Paulo, foi exibido em outra sessão lotada e emocionante durante a 41.Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Espaço Itaú. Nas duas sessões, Paulo José foi aplaudido de pé.”. Além disso, TODOS OS PAULOS DO MUNDO foi exibido no 13. Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, no 10. Janela Internacional de Cinema, em Recife e no Festival de Tiradentes. Sua estreia internacional no 39. Festival Internacional del Novo Cine Latinoamericano de Havana.
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Alimentos, Cachaças, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Gastronomia, Restaurantes

Nesta quinta, das 12 às 14h, venda de produtos do Armazém do Campo, criado pelos sem-terra. Para completar, almoço indiano por R$ 15. Contribuintes de Outros Quinhentos têm 10% de desconto

Por André Takahashi

A busca de um modelo agrícola alternativo desdobrou-se, nos últimos anos, em novos hábitos de consumo. Busca-se alimentos e bebidas sem agrotóxicos, produzidos cooperativamente e em novas formas de convívio com a natureza. No Brasil, o MST tornou-se um praticante ativo desta conversão. Sua produção de arroz orgânico já é a maior do país. A Feira Nacional da Reforma Agrária atrai, há três anos, milhares de pessoas. Mais recentemente, surgiram as lojas Armazém do Campo (já abertas em São Paulo e Belo Horizonte)que oferecem alimentos orgânicos produzidos a partir da luta de trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra. São parceiras de Outras Palavras: quem contribui com o site, por meio do programa Outros Quinhentostem desconto de 10% em todos os produtos.

O entreposto de São Paulo (Al. Eduado Prado, 499 — Campos Elíseos) já conta com mais de 400 produtos orgânicos: café, arroz, feijão, soja, aveia, trigo, doces, geleias, laticínios, chás, erva mate, sucos, cachaças, cervejas artesanais, farinhas, biscoitos, chocolates, hortifrutigranjeiros e muito mais (ver lista completa). Tudo vindo de assentamentos da Reforma Agrária e de parceiros da agricultura familiar. 

Nesta quinta-feira (17/5), o Armazém do Campo vai instalar-se, experimentalmente, no Ateliê do Bixiga — a casa onde funciona a redação de Outras Palavras. Das 12 às 14h, um ponto de venda oferecerá os produtos da loja. Para tornar a presença mais agradável, será servido almoço indiano, preparado pela Casa da Govinda ao valor de R$ 15,00 (come-se à vontade).

Quando: 17/05
Horário: 12h00 às 14h00
Local: Ateliê do Bixiga, rua Conselheiro Ramalho 946.


 
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Contrapartidas, Cultura, Teatro

Dirigida por Theotônio de Paiva, peça parece ainda mais atual num mundo atravessado por apropriação de capital público, zero apreço pelo cidadão, luta das mulheres e intolerância cultural. Contribuintes de “Outras Palavras” concorrem a pares de ingressos

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Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot
Direção de Theotonio de Paiva
Montagem da Todo o Mundo Cia de Teatro
Teatro Municipal Café Pequeno – Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Metrô Jardim de Alah — Rio de Janeiro
Tel. (21) 2294.4480.
De 8 a 30 de maio – às terças e quartas
Horários: 20h | Faixa etária: 14 anos | Duração: 80 min
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A cada nova temporada a comédia dramática Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot, de Ronaldo Lima Lins, montagem inaugural da Todo o Mundo Cia de Teatro, dirigida por Theotonio de Paiva, torna-se mais atual, como o público poderá conferir a partir de 8 de maio, às 20h, no Teatro Municipal Café Pequeno.

Acalentada por cinco anos, a montagem já realizou três temporadas: Parque das Ruínas
(2016), Teatro Ziembinski (2017) e Serrador (2018). Artistas de várias gerações compõem a Todo o Mundo Cia de Teatro: os atores Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes, que atuam sob a iluminação de Renato Machado, com a trilha sonora original de Caio Cezar e Christiano Sauer e direção de arte de Marianna Ladeira e Thaís Simões, além da direção de movimento da coreógrafa Carmen Luz.

Jacques e a Revolução é uma inspiradíssima comédia dramática, com tintas fortes e belos diálogos que flertam com a condição humana contemporânea, num mundo atravessado por subornos, apropriação indébita de capital público, zero apreço pelo cidadão, luta das mulheres e intolerância cultural. Tudo isso está lá, na engenhosa dramaturgia de Ronaldo Lima Lins, peça vencedora do Prêmio Maurício Távora – 1989 / Secretaria de Cultura do Estado do Paraná.

Jacques e a Revolução traz em sua narrativa uma arquitetura dramatúrgica que alinha tirania, manipulação, jogos de poder. Sedução e sexo recheiam os diálogos de Jacques, um empregado de segundo escalão, e seu patrão, o Empresário. De conversa em conversa, qualquer sentido de moral desaparece. Jacques conta suas proezas e aprende/ensina com o Empresário. A história, que se passa sem definição de lugar e tempo, poderia ser no Planalto Central, numa empresa pública, agronegócio, enfim, na vida real. Na verdade, a peça foi escrita a pedido do mestre Luís de Lima (1925-2002), ator português notabilizado por sua grandeza na mímica. Ele nunca a encenou.

“Luís sugeriu em 1989 que Ronaldo elaborasse um texto para teatro a partir de Jacques, o Fatalista, e seu amo, de Diderot. A ideia era o centenário da Revolução Francesa estar no centro da peça. O que Ronaldo fez, porém, foi estabelecer um diálogo intenso com a obra do filósofo francês iluminista Denis Diderot”, destaca o diretor e dramaturgo Theotonio de Paiva.

As histórias de Jacques receberam um destaque especial através do humor de Ronaldo Lima Lins. São construções provocadoramente deliciosas que nos trazem à mente acontecimentos ligados a outras épocas: histórias de amor, traições, armadilhas etc. Por outro lado, a peça é recheada de pistas falsas, com espelhamento de situações e de personagens, nos levando a querer saber, de fato, o que é verdade ou mentira.

Assistindo ao espetáculo, somos surpreendidos pela forma vigorosa e desconcertante com que se desenvolve a conversa entre Jacques e seu patrão, entremeada sempre de sucessivas histórias que relatam um para o outro. É essa mesma conversa que serve de eixo à construção dramatúrgica da peça e do espetáculo, realçado por um elenco harmonioso.

Jacques e a Revolução ou Como o Criado aprendeu as lições de Diderot é o único texto
teatral de Ronaldo Lima Lins, que defendeu sua tese de doutoramento, ‘O teatro de Nelson Rodrigues: uma realidade em agonia’, em 1979 na Sorbonne. O estudo se tornou uma referência sobre o autor de Vestido de Noiva. Ronaldo Lima Lins é professor emérito da Faculdade de Letras da UFRJ, da qual foi diretor por duas vezes. É poeta, ficcionista e autor de livros de ensaio, nos quais elabora reflexões envolvendo cultura, literatura e sociedade. Sua mais recente obra é O Livro e seus algozes (Editora Mauad). Recentemente, Carmem Negreiros e Theotonio de Paiva lançaram Ronaldo Lima Lins: criação e pensamento, coletânea de artigos sobre a obra do escritor (Editora UFRJ).

Momento diverso, porém igualmente perturbador

Theotonio de Paiva, diretor e dramaturgo carioca com mais de 30 anos de trabalho, foi
orientando de Ronaldo Lima Lins no mestrado e no doutorado. “Dois motivos básicos me
levaram a encenar Jacques e a Revolução: a possibilidade de avançar numa pesquisa de linguagem, dentro de uma perspectiva de um teatro narrativo e a percepção que tive na época – e lá se vão 5 anos! – de que estava diante de um texto teatral, que se revelava como uma expressão incomum, por ser capaz de pensar/refletir sobre as grandes questões contemporâneas de um modo extremamente maduro e desconcertante”, afirma.

E continua: “Apesar de escrito num momento diverso, porém igualmente perturbador (no início do processo de democratização do país, à época da queda do muro de Berlim), o texto parece dialogar mais intensamente com os tempos atuais, como se estivéssemos diante de uma espécie de expressão premonitória das sucessivas crises hegemônicas e representativa dos poderes. Para examinar um conjunto de ideias delineadas pelo iluminista francês, a peça reinaugura questões antigas na dinâmica dos últimos séculos da modernidade”.

O “tema da viagem”, conforme aparece em Diderot, em Jacques e a Revolução, contudo, se concentra num único eixo, no coração de um império econômico, metáfora do próprio sistema. Nessa condição, Jacques e o Empresário passam em revista as suas próprias histórias, ambições e derrotas. O público é colocado diante de uma dialética envolvendo dominador e dominado, na qual há trânsito e alternância de posições. Quem estava por baixo vê-se por cima e vice-versa.

A direção acentua esse jogo de espelhos, numa encenação que exercita o poder da síntese, ao trabalhar com quatro naipes de personagens: dois homens e duas mulheres. Essa composição permite revelar mais claramente o jogo presente no próprio texto, favorecendo uma grande construção dramático-narrativa entre atores e público.

Ficha Técnica
Texto: Ronaldo Lima Lins | Direção e dramaturgia: Theotonio de Paiva | Atores: Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes | Trilha sonora original: Caio Cezar e Christiano Sauer | Direção de arte: Marianna Ladeira e Thaís Simões | Direção de movimento: Carmen Luz | Iluminação: Renato Machado | Design gráfico: Nicholas Martins | Fotos de divulgação: MarQo Rocha e Flávia Fafiães | Assessoria de imprensa: Valéria Souza | Direção de produção: Katia Iunes | Realização: Todo o Mundo Cia de Teatro | Produção: Nonada – Arte e cultura contemporânea.

Para concorrer ao par de ingressos basta enviar seu nome no formulário abaixo até as 15h todas as terças-feiras de maio. No formulário escolha o dia que for melhor para você (terça ou quarta). O sorteio é exclusivo para quem colabora com Outros Quinhentos. Confirmaremos por e-mail o envio de seu nome para a bilheteria.
 

 

 

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Contrapartidas

Edição brasileira inédita, com tradução integral de ensaios de Castoriadis, Morin e Lefort, será lançada 28 de maio. Contribuintes de “Outras Palavras” estão convidados — e concorrem a 5 exemplares

Por Autonomia Literária

Autonomia Literária convida todos para o lançamento-debate do livro “Maio de 68: a Brecha”, numa edição brasileira inédita e com tradução integral dos ensaios que compõem a obra. Os ensaios, escritos por Corneulius Castoriadis, Claude Lefort e Edgar Morin em tempos diferentes – em 68, enquanto o movimento ainda se processava, depois nas décadas de 70 e 80, sob um olhar retrospectivo – abordam as agitações explosivas do Maio francês a partir da noção de acontecimento e buscam enfatizar a dimensão da criatividade política que nele sobressaiu. Os autores, além de participarem diretamente dos eventos – seja apoiando as ocupações estudantis (Morin), seja escrevendo e distribuindo textos de intervenção (Castoriadis), seja acolhendo os estudantes (Lefort) –, propuseram uma interpretação singular da onda contestatória que sacudiu a França: colocaram em primeiro plano a sua irrupção inesperada, os seus sentidos múltiplos e ambíguos, a sua riqueza e legado simbólicos e, principalmente, as transformações que as revoltas impuseram às ideias tradicionais de revolução, partido, ação e sujeito políticos. Cada ensaio, com seus recursos próprios, abre não apenas uma janela para a compreensão do Maio francês em sua inscrição histórica particular, mas continua manifestando um poder de interpelação do nosso presente e de nós mesmos.

Retomar essa obra é tarefa necessária em nossa atualidade: diante da percepção generalizada de um presente sem perspectiva de futuro e de um sistema social moldado para ser uma verdadeira “jaula de ferro”, o livro é uma oportunidade única para observar no Maio francês o movimento da formação de brechas, ou seja, a abertura de um novo tempo histórico em sua indeterminação, na qual é possível irromper e se efetivar o desejo social por novas formas de vida e coexistência. Obra atual, portanto. E, sobretudo, necessária.

Para debater o livro no dia do seu lançamento, estarão presentes Marilena de Souza Chaui (Professora emérita do Departamento de Filosofia da USP), Irene Cardoso (Psicanalista e professora aposentada do Departamento de Sociologia da USP) e Franklin Leopoldo e Silva (Professor aposentado do Departamento de Filosofia da USP). Através de suas produções, esses professores colaboraram de maneira significativa para o campo de debate sobre o Maio francês e suas ressonâncias mundo afora, estabelecendo, inclusive, paralelos pertinentes com a história brasileira do mesmo período. Soma-se às suas produções teóricas a experiência singular que cada um deles vivenciou enquanto sujeito político situado nesse momento histórico, à época em que eram estudantes. A aliança entre a dimensão do vivido e a reflexão teórica certamente fará desse debate um campo fecundo para as discussões políticas contemporâneas, podendo fomentar a diferentes gerações – antigas e atuais – subsídios para pensar e agir.

Confirme presença no lançamento-debate do dia 28 de maio

Leia também: “O ano em que o velho mundo balançou”, em Outras Palavras.


Você pode concorrer a um dos 4 exemplares em sorteio preenchendo o formulário abaixo até às 15h de quarta-feira, 16/05. Mas lembre-se: só se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo. Se você ainda não colabora, veja como funciona, aqui

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Cachaças, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Música
Música ao vivo, cachaças e um clima mais botequeiro serão o combustível para um aprendizado em profundidade sobre o mestre carioca da MPB. Descontos e sorteio de bolsas para quem contribui com Outros Quinhentos

Por Maurício Ayer

A canção popular é um dos mais sofisticados campos de expressão da literatura brasileira. Chico Buarque, além de ser um camisa 10 do time de compositores, também escreveu peças de teatro e, nas últimas décadas, cinco romances. A cachaça sempre esteve presente, a cada momento com um sentido.

Da “cachaça de graça que a gente tem que engolir” de Deus lhe Pague ao lenitivo da dureza no samba-missiva Meu Caro Amigo, a polivalente aguardente revela a cada momento um sentido ligado à cultura brasileira, uma cena social, um uso específico e especial, um pathos, um ethos. 

Caso emblemático é a abertura da Ópera do Malandro, versão de Chico Buarque para a canção de Bertolt Brecht e Kurt Weill. A cachaça é o mote para uma análise, inteligente e bem-humorada, da “cadeia alimentar” do poder global e da construção ideológica em torno da figura do malandro. 

A cachaça está no desenho mágico de Construção, no serviço da Feijoada Completa e na sedução do amante de Joana Francesa, e até, como não lembrar?, na introdução que fez com Tom Jobim para a célebre marchinha de carnaval Turma do Funil – para citar alguns entre muitos exemplos. A bebida também povoa a prosa dos romances, de Estorvo ao O Irmão Alemão. 

Chico talvez seja um dos artistas brasileiros que mais doses de cachaça serviu aos seus ouvintes e leitores, e é sobre isso que vamos conversar, com interpretações musicais ao vivo e acompanhado das melhores cachaças do Rio de Janeiro. 

Leituras e audições: Canções, peças de teatro e romances de Chico Buarque. 

Degustação: Cachaças do Rio de Janeiro e São Paulo. 

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: DUDU SALES

*Maurício Ayer é doutor e pós-doutor em literatura pela USP e Universidade de Paris 8, além de escritor, tradutor, editor e sommelier de cachaça. Autor do blog Molhando a Palavra: cachaça e literatura, convenceu-se de que tudo está ligado com tudo e se dedica a procurar os fios de conexão. A cachaça tem ajudado muito nesse processo. 

Serviço:

Literatura Brasileira e Cachaça: Chico Buarque

Quando:
19/05 (sábado)
Horário: 16h as 19h
Local: Ateliê do Bixiga. rua Conselheiro Ramalho, 945.

>Tipos de inscrição

Inscrição: para todos os casos, exceto os abaixo especificados. 

Inscrição especial: Outros Quinhentos: participantes de Outros Quinhentos (programa de financiamento autônomo do www.outraspalavras.net) têm 50% de desconto em todas as inscrições.

Berro D’Água 4 Encontros (10% desc.): Ao comprar antecipadamente a inscrição em 4 encontros você ganha 10% de desconto; após efetuar a compra, você receberá um email para escolher quais encontros deseja reservar. 

Berro D’Água 8 Encontros (20% desc.): Ao comprar antecipadamente a inscrição nos 8 encontros restantes de 2018 você ganha 20% de desconto. 

Outros Quinhentos 4 Enc. (50%+5% desc.): Participantes de Outros Quinhentos que comprarem antecipadamente a inscrição em 4 encontros somam mais 5% de desconto aos 50% iniciais. 

Outros Quinhentos 8 Enc. (50%+10% desc.): Participantes de Outros Quinhentos que comprarem antecipadamente a inscrição nos 8 encontros restantes de 2018 somam mais 10% de desconto aos 50% iniciais.

Compre seu ingresso neste link.

Além disso, os participantes de Outros Quinhentos poderão participar do sorteio de duas bolsas para o curso preenchendo o formulário abaixo até o dia 16 de maio, quarta-feira, às 15h00.
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