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Contrapartidas, Economia, Livros, Política
Livro do economista escocês Mark Blyth explica como é construído o discurso ideológico que justifica políticas de recessão, desemprego, privatizações e desequilíbrio fiscal

Por André Takahashi

O livro Austeridade – história de uma idéia perigosa” (Autonomia Literária, 2017), de Mark Blyth, já é uma das obras referência para entender um mito que foi reforçado após a crise de 2008: o das políticas de “austeridade” que causam fome, desemprego e destruição dos povos.

Como escreveu Edemilson Paraná na resenha “Austeridade, mito cruel e interesseiro”:

“O livro, que apresenta um instigante diálogo interdisciplinar, está construído sob as fundações de um bem-sucedido casamento entre história e crítica das ideias econômicas, que desaguam em um potente ensaio em torno da (não) eficácia da aplicação destas ideias – mesmo quanto testadas de várias maneiras, em distintos lugares, contextos e épocas.” 

Complementando a descrição da obra Luiz Gonzaga Belluzo destaca:

São saborosos os capítulos do livro que avaliam a história da Ideia Perigosa. No âmago dos enganos e desenganos, está o autoengano do ideário liberal. Nos momentos de crise, o liberalismo econômico aponta invariavelmente o dedo acusador para o Estado irracional e gastador.

Blyth inicia a investigação histórica da Ideia Perigosa com a análise cuidadosa dos escritos de Locke, David Hume e Adam Smith. Críticos do mercantilismo, os três ícones do pensamento liberal advogam a regra inviolável do orçamento equilibrado, independentemente das flutuações cíclicas da economia. Esse dogma associou-se às crenças do padrão-ouro para sacralizar o mercado auto- regulado e bloquear as ações estabilizadoras dos governos.

Participantes de Outros Quinhentos podem concorrer a um dos 5 exemplares em sorteio, se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo.

Para concorrer, preencha o formulário abaixo até sexta-feira, 08/12 às 15h:
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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Política, Video
Documentário que retrata a luta [email protected] [email protected] em 2015 será exibido em sessão única e gratuita no CineSesc, no sábado 2 de dezembro, às 17h. Taturana Mobilização Social, distribuidora do filme, oferece três pares de ingresso para colaboradores de Outros Quinhentos.

Por André Takahashi

Em outubro de 2015, sem nenhuma consulta pública junto a professores, pais e estudantes, o governo do Estado de São Paulo anunciou numa entrevista de televisão que 94 escolas seriam fechadas no ano seguinte, como parte de um plano de reorganização do ensino.

Mas esse modus operandi da educação pública no estado mais rico e um dos mais conservadores do Brasil sofreu um grande revés. Os secundaristas reagiram ao decreto anunciado pelo governador Geraldo Alckmin e, em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, organizaram uma reação surpreendente: ocuparam 241 escolas e saíram às ruas para protestar contra a medida e reivindicar participação no processo.

As ações tiveram repercussão em todo o país, inspiraram novas ocupações que também se estenderam a outros estados, e foram vitoriosas: em dezembro do mesmo ano, dois meses depois, o governador anunciou a revogação do decreto.

O movimento ficou conhecido como Primavera dos Estudantes ou Primavera Secundarista.

ESCOLAS EM LUTA – TRAILER OFICIAL from Complô on Vimeo.

Escolas em Luta – dirigido por Tiago Tambelli, Rodrigo T. Marques e Eduardo Consonni, e produzido pela Complô, Encouraçado Filmes e Lente Viva Filmes – traz um retrato emocionante dessa luta, em um documentário que apresenta imagens feitas pelxs estudantes, com seus telefones celulares ou câmeras cedidas pelos realizadores, e depoimentos dxs secundaristxs tomados durante o momento das ocupações.

O filme retrata o cotidiano das ocupações e as formas de se organizar dos estudantes, mostra o calor de um movimento novo, fresco, alegre e que leva como bandeira principal o direito à participação e reivindicação política em todas as instâncias da vida, a começar pela própria escola.

Está circulando por diversos festivais e mostras: 8o. CachoeiraDoc (mostra competitiva de longas metragens, Bahia, set/2017); 50o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (mostra Terra em Transe, DF,  set/ 2017); Mostra São Paulo Cinema Anônimo de Belo Horizonte (Fundação Clóvis Salgado, BH, out/ 2017); 9a Semana Festival de Cinema (Rio de Janeiro, nov/ 2017); 4a Mostra de Cinema de Gostoso (Rio Grande do Norte, nov/ 2017); Festival Visões Periféricas (Rio de Janeiro, nov,dez/2017); Mostra Cinema Urgente (São Paulo, nov/2017).

Circuito de impacto: qualquer pessoa pode exibir o filme em seu espaço

ESCOLAS EM LUTA ainda não tem data para entrar em cartaz nos cinemas, mas a partir de 2 de dezembro, dia da pré-estreia especial no CineSesc, o filme estará disponível na plataforma da Taturana Mobilização Social.

Pela plataforma, qualquer  pessoa ou instituição poderá organizar uma exibição coletiva em seu espaço e ser um parceiro do filme.  Basta se cadastrar e agendar a sessão para ter acesso ao documentário: www.taturanamobi.com.br.

Outras Palavras e Taturana Mobilização Social presenteiam os contribuintes de Outros Quinhentos com três pares de ingressos para a pré-estréia especial no CineSesc, no sábado dia 02 de dezembro às 17h.

Para concorrer à um ingresso preencha o formulário abaixo até as 15h00 de sexta-feira, 01/12.
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Contrapartidas
Perturbador, livro questiona: por que a região (e em especial o Brasil) continuou encarcerando em massa, quando assumiram os governos de esquerda?

Por André Takahashi

Publicado originalmente em espanhol em 2016, pela CLACSO, sai agora em português, pela Editora Perseu Abramo, o livro “Pós-Neoliberalismo e Penalidade na América do Sul”, com tradução da Ana Claudia Cifali e com artigos que fazem o balanço das questões relacionadas ao uso da prisão como mecanismo de controle punitivo no Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela durante a última década.

“Um dos debates mais atuais no campo dos estudos criminológicos é o que pretende interpretar e compreender o crescimento das taxas de encarceramento nos diferentes contextos nacionais. Na América do Sul, o crescimento das taxas de encarceramento nos últimos 20 anos foi extraordinário, tendo o Brasil como carro chefe, com 350% de aumento da taxa de 1992 a 2014.”

O livro problematiza a análise monocausal do fenômeno do encarceramento, que tende a utilizar somente a implantação de políticas neoliberais como vetor explicativo do aumento do número de presos. Nesse contexto contraditório de aumento do encarceramento os autores explicam as mínimas mudanças de corte pós-neoliberal que ocorreram em algumas políticas públicas dos governos de esquerda da América Latina. 


Este livro e a indagação coletiva na qual se inscreve (no marco do Grupo de Trabalho 39 da Clacso: “Pós-neoliberalismo e políticas de controle do delito na América do Sul”, se apresenta como uma contribuição inicial a este debate com relação, especificamente, ao campo penal.

Máximo Sozzo é advogado e doutor em Direito. Professor titular ordinário em Sociologia e Criminologia da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais , Universidade Nacional do Litoral, Santa Fé, Argentina. É coordenador do GT 39: “Pós-neoliberalismo e políticas de controle de delito na América do Sul”, Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (2013 – 2016).

Participantes de Outros Quinhentos podem concorrer a um dos 5 exemplares em sorteio, se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo. Se você ainda não colabora, veja como funciona, aqui.

Para concorrer, preencha o formulário abaixo até quinta-feira, 30/11 às 15h:

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Video
Devido ao sucesso do sorteio Outros Quinhentos e Vitrine Filmes oferecem mais 10 pares de ingressos para o filme Invisível, de Pablo Giorgelli. Promoção é válida somente para contribuintes de Outros Quinhentos

Por André Takahashi

O filme acompanha um momento muito importante na vida de Ely, que tem 17 anos e mora no bairro de La Boca em Buenos Aires. Ely engravida e entra em uma turbulência sentimental que a leva a tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre. Invisível é uma coprodução entre Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha e França e é produzido no Brasil pela Sancho&Punta. 

Sinopse

Ely tem 17 anos e mora no bairro da Boca em Buenos Aires. Ela cursa o último ano do ensino médio e trabalha num pet shop para completar a renda familiar. Ao descobrir que está grávida do Raúl, dono do Pet Shop, seu mundo interno colapsa. Enquanto tenta manter sua rotina diária como se nada tivesse acontecido ela é tomada pelo medo e angústia. A sociedade que a pressiona e o estado de saúde frágil da sua mãe a isolam e a obrigam a amadurecer precocemente. Tomar a decisão que mudará sua vida para sempre lhe permitirá ter um novo começo.

Sobre Pablo Giorgelli

Nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1967 e foi criado no bairro da Boca. Trabalha com cinema desde 1993 como diretor de curtas e montador.

Seu primeiro longa metragem, Las Acacias estreou em 2011 na Semana da Crítica do Festival de Cannes. No festival, o filme recebe a Camera D’or para melhor filme de estreiano festival e consagra Pablo como um dos diretores argentinos mais promissores da sua geração. O filme recebeu também o prêmio ACID e o Prêmio da Crítica Jovem na Semana da Crítica, melhor primeiro filme no BFI de Londres, melhor filme Latino em San Sebastian e muitos outros. O filme foi lançado no Brasil em 2013 pela Vitrine Filmes. Pablo também é co-diretor do programa Janelas Abertas do Canal Brasil junto ao Felipe Nepomuceno.

 Invisível participou do prestigioso Atelier de Cannes para desenvolvimento de projetos e teve sua estreia mundial marcada para a competitiva Orizzonti no festival de Veneza 2017 e sua estreia brasileira na Prèmiere Latina do Festival do Rio 2017.



Vitrine Filmes, parceira de Outras Palavras, presenteia com 10 pares de convites grátis nossos leitores engajados que assinam mensalmente ou anualmente Outros Quinhentos, e assim, sustentam nosso trabalho de jornalismo independente. 

Verifique aqui a lista de cinemas no Brasil onde Invisível está em cartaz

Para concorrer aos ingressos, basta preencher o formulário abaixo até as 15h de segunda-feira 27/11.

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Economia, Política, Video
Em parceria com Boitempo Editorial e Califórnia Filmes, oferecemos, a quem sustenta “Outras Palavras”, dez ingressos para pré-estréia do filme, nesta sexta-feira

Por André Takahashi

O filme O jovem Karl Marxdirigido pelo cineasta haitiano Raoul Peck (do documentário indicado ao Oscar Eu não sou seu negro) e que estreia no Brasil no dia 28 de dezembro, faz um recorte da sua vida, mostrando o início de suas ideias, a amizade com Friedrich Engels e o início do movimento operário em meio à era moderna.

Com 26 anos, Karl Marx embarca com sua esposa Jenny na jornada para o exilo. Em Paris, em 1844, eles encontram o jovem Friedrich Engels, filho de um dono de fábrica que estudou o sórdido começo do proletariado inglês. Engels traz a Marx o pedaço faltante do quebra-cabeças que compõe sua nova visão do mundo. Juntos, entre a censura e as batidas policiais, protestos e revoltas políticas, presidem o nascimento do movimento trabalhista, que até então era feito de modo esporádico e não organizado. Isso cresce para ser a mais completa transformação teórica e política no mundo desde a Renascença – liderado, contra todas as expectativas, por dois brilhantes, insolentes e espertos jovens.


O diretor – Raoul Peck

Raoul Peck é um diretor, roteirista e produtor, nascido no Haiti, e criado no Congo, nos Estados Unidos e na França. Ele estudou engenharia de economia na TD Berlim e na DFFB Berlim. Peck foi ministro da cultura do Haiti em 1996 e 1997, e, desde 2010, ele é o presidente do La Fémis em Paris, a famosa escola de cinema e televisão. Em 2001 a Human Rigths Watch Organization o premiou com o Prêmio Irene Diamond Lifetime Achievement Award. Ele foi membro do júri do Festival de Cannes de 2012, assim como membro do júri do Berlinale em 2002.

Outros Quinhentos, Califórnia Filmes e Boitempo Editorial presenteiam os contribuintes de Outros Quinhentos com 10 entradas para a pré-estréia do filme na sexta-feira, 24 de novembro, às 10h, no Cinemark Pátio Paulista.  

Para concorrer à um ingresso preencha o formulário abaixo até as 14h00 de quinta-feira, 23/11.

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Contrapartidas, Cultura, Dança, Eventos
Espetáculo de música e dança concebido por Victor Biglione estreia amanhã em São Paulo. Apoiadores de “Outras Palavras” participam do sorteio de dois ingressos

Por André Takahashi
 
Idealizado pelo compositor, guitarrista e violonista Victor Biglione, o espetáculo Mercosul – Música e Movimento, que estreia em 21 de novembro, no Teatro Folha, reúne música e dança, levando a um passeio pelas paisagens sonoras da América do Sul e suas fascinantes manifestações.
 
Partindo do álbum Mercosul, de Victor Biglione, finalista do Grammy Latino 2016, na categoria “Melhor Álbum Instrumental”, o espetáculo conduz a um passeio pela cultura sul-americana e suas fascinantes manifestações artísticas, através de coreografias criadas especialmente para as músicas de Victor Biglione. 
 
Para conceber as coreografias do espetáculo, Victor Biglione convida as bailarinas Vera Alejandra, com a Cia. Cuadra Flamenca, e Luciana Mayumi, com a Tangará Cia. de Dança. A partir do encontro destes três artistas, o espetáculo nos encaminha pela América do Sul, de forma inédita, fazendo uma ode a todas as suas nuances. As coreografias de Vera Alejandra e Luciana Mayumi mesclam várias linguagens, principalmente o flamenco e o tango, com abordagem contemporânea. “Mais do que nunca, no atual cenário mundial, é importante nos lembrarmos da riqueza e da força da América do Sul”, diz Vera Alejandra.
 
Juntas, as duas companhias de dança conseguem expressar e interpretar o melhor da música deste grande instrumentista, valorizando sua riqueza por meio da variedade e da força do movimento, do corpo e da dança. 

Para concorrer aos ingressos para este sábado, complete o formulário abaixo até às 13h00 de segunda-feira 20/11, quando faremos o sorteio e avisaremos o ganhador por telefone e/ou e-mail. 
 
MERCOSUL – Música e Movimento
21 de novembro, às 21h
Teatro Folha – Shopping Higienópolis – São Paulo (SP)
 
Ingressos e informações:
Whatsapp: (11) 98809 6336 
Telefone: (11) 3088 0291
 
 
*valor do ingresso cheio R$120,00
 
 
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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Video

Exibida em 17 Estados, obra debate aborto e desamparo, com vigorosa delicadeza. Apoiadores de Outras Palavras participam de sorteio de oito pares de ingressos

Por André Takahashi
O filme acompanha um momento muito importante na vida de Ely, que tem 17 anos e mora no bairro de La Boca em Buenos Aires. Ely engravida e entra em uma turbulência sentimental que a leva a tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre. Invisível é uma coprodução entre Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha e França e é produzido no Brasil pela Sancho&Punta. 

O trailer segue a mesma linha estética do filme, buscando retratar a solidão e o desamparo da personagem Ely. Tal linha é percebida através de uma linguagem naturalista e rígida, com planos que permitem sentir a personagem e acompanhá-la. O filme se passa na Argentina, país onde o aborto é ilegal, onde os casos de gravidez adolescente aumentam e, mesmo assim, o Estado ignora e criminaliza esta problemática real e crescente.


Sinopse

Ely tem 17 anos e mora no bairro da Boca em Buenos Aires. Ela cursa o último ano do ensino médio e trabalha num pet shop para completar a renda familiar. Ao descobrir que está grávida do Raúl, dono do Pet Shop, seu mundo interno colapsa. Enquanto tenta manter sua rotina diária como se nada tivesse acontecido ela é tomada pelo medo e angústia. A sociedade que a pressiona e o estado de saúde frágil da sua mãe a isolam e a obrigam a amadurecer precocemente. Tomar a decisão que mudará sua vida para sempre lhe permitirá ter um novo começo.

Sobre Pablo Giorgelli

Nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1967 e foi criado no bairro da Boca. Trabalha com cinema desde 1993 como diretor de curtas e montador.

Seu primeiro longa metragem, Las Acacias estreou em 2011 na Semana da Crítica do Festival de Cannes. No festival, o filme recebe a Camera D’or para melhor filme de estreiano festival e consagra Pablo como um dos diretores argentinos mais promissores da sua geração. O filme recebeu também o prêmio ACID e o Prêmio da Crítica Jovem na Semana da Crítica, melhor primeiro filme no BFI de Londres, melhor filme Latino em San Sebastian e muitos outros. O filme foi lançado no Brasil em 2013 pela Vitrine Filmes. Pablo também é co-diretor do programa Janelas Abertas do Canal Brasil junto ao Felipe Nepomuceno.

 Invisível participou do prestigioso Atelier de Cannes para desenvolvimento de projetos e teve sua estreia mundial marcada para a competitiva Orizzonti no festival de Veneza 2017 e sua estreia brasileira na Prèmiere Latina do Festival do Rio 2017.

Vitrine Filmes, parceira de Outras Palavras, presenteia com 8 pares de convites grátis nossos leitores engajados que assinam mensalmente ou anualmente Outros Quinhentos, e assim, sustentam nosso trabalho de jornalismo independente. Além disso, entre os 8 felizardos sortearemos 4 kits do filme, contendo uma ecobag exclusiva, um mini cartaz, imãs, bottons e mais um par de ingressos. 

Verifique aqui a lista de cinemas no Brasil onde Invisível está em cartaz

Para concorrer aos ingressos, basta preencher o formulário abaixo até as 15h de sexta-feira 17/11.
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Contrapartidas, Cultura, Dança, Eventos, Gastronomia, Música, Restaurantes
No sábado, os xotes, baiões e maracatus de Moyseis Marques. Domingo, Paulo Padilha comanda um baile com clássicos do samba e marchinhas

Por André Takahashi

Parceira cultural de Outras Palavras, a casa Tupi or not Tupi consolidou-se, em pouco tempo, como espaço da melhor música brasileira em São Paulo. Seu cenário é intimista: há lugar para cerca de cem pessoas, muito próximas aos artistas. A excelência de sua acústica é reconhecida. E há, de quebra, um cardápio caprichado, combinando elementos típicos de diversas regiões do Brasil; e uma carta de bebidas que inclui algumas das melhores cachaças do país.

Neste fim de semana, a programação é especial. No sábado Moyseis Marques apresenta um show inesquecível, dançante, que conta um pouco da trajetória desse cantor tão carioca, tão brasileiro, tão apaixonado pela nossa cultura. É um grande show de música brasileira : baiões e xotes, sambas e ijexás, maracatus e canções – o Brasil na veia com sua diversidade e sua alegria. O projeto Zuzando nas Notas tem curadoria de Zuza Homem de Mello e apoio da Grand Cru. Na noite há uma apresentação de vinho e uma rápida degustação.

No domingo temos um baile em duas entradas organizado pelo cantor e compositor Paulo Padilha, mesclando suas composições com clássicos do samba. No repertório Clássicos do samba como Brasil Pandeiro( Assis Valente), Se Acaso Você Chegasse (Lupicínio Rodrigues) A Voz do Morro( Zé Kéti), Samba do Ziriguidum( Luiz B./ Jadir de Castro) e marchinhas e forrós como Sabiá , Cintura Fina e Riacho do Navio( Luiz Gonzaga/ Zé Dantas), Sala de Reboco( Luiz Gonzaga) , Na Asa do Vento( João do Vale), entre outros.



Outros Quinhentos oferece um par de ingressos para cada uma das sessões. Para concorrer aos shows de sábado e domingo preencha o formulário abaixo até sexta 10.11 às 15h
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Contrapartidas, Economia, Livros, Política
Programa de financiamento autônomo de “Outras Palavras” sorteia, para quem sustenta nosso projeot editorial, 20 livros de bolso com texto histórico da revolucionária alemã

“Outros Quinhentos” sorteia o novo livro “A Revolução Russa” de Rosa Luxemburgo, traduzido por Isabel Loureiro, filósofa e experta sobre o pensamento da revolucionária.

Editado e distribuído em nova versão, pela Fundação Rosa Luxemburgo, o manuscrito foi publicado foi em 1922, por Paul Levi, dirigente do Partido Comunista Alemão (KPD) depois do assassinato de Rosa Luxemburgo. Segundo Isabel, Levi “havia sido expulso do KPD por ter criticado publicamente a ‘ação de março’ de 1921, tentativa insurrecional fracassada levada a cabo pela nova liderança do KPD, pressionada pela Internacional Comunista (IC) sob influência dos bolcheviques.”

Ainda, segundo Isabel: “No texto em pauta, Rosa constata que as nações que faziam parte do império russo, em vez de se aliarem à revolução, como pretendiam os bolcheviques no seu ‘otimismo incompreensível’, passaram para o lado da contrarrevolução. A posição de Rosa sobre a questão nacional sempre foi condenada como economicista e abstrata, inclusive pelos comentadores simpáticos às suas ideias. Mas trata-se de tema extremamente complexo merecendo aprofundamento, o que não podemos fazer aqui. Entretanto, se a brochura de Rosa Luxemburgo, passados cem anos, ainda nos interpela, isso se deve à última parte, comentada antes. E, por último, cabe frisar que independentemente das objeções pontuais que Rosa faz aos bolcheviques, a posição geral da brochura pode ser condensada na expressão ‘apoio crítico’. Apoio porque ela entende que ‘(…) em condições tão fatais, nem o mais gigantesco idealismo, nem a mais inabalável energia revolucionária seriam capazes de realizar a democracia e o socialismo, mas apenas rudimentos e caricaturais de ambos’.”

O lançamento do manuscrito nas comemorações dos 100 anos da revolução russa traz ao público brasileiro a visão crítica – mas solidária – de Rosa Luxemburgo sobre um dos principais acontecimentos do século XX 

Você pode concorrer a um dos 20 exemplares em sorteio, se for um colaborador de Outros Quinhentos — nosso projeto de financiamento coletivo por um jornalismo independente, crítico e profundo. Se você ainda não colabora, veja como funciona, aqui.

Para concorrer, preencha o formulário abaixo até quarta-feira, 15/11 às 15h:

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Livros, Video
Programa de financiamento autônomo de “Outras Palavras” oferece livro fundamental de Jean-Claude Bernardet para todos os que aderirem até 8/11, contribuindo a partir de R$ 30 mensais

Por André Takahashi

Mais uma semana se passou e nossa campanha de autofinanciamento avança! Financiado essencialmente por seus leitores, independente de publicidade de governos ou empresas, nosso projeto editorial requer recursos. Precisamos de R$ 24 mil mensais, para mantê-lo e ampliá-lo em 2018 (veja nosso orçamento).

O livro O Que É Cinema, da histórica coleção Primeiros Passos da editora brasiliense, é o brinde para todos que aderirem, até 01/11, a nosso programa de financiamento autônomo, Outros Quinhentos, com contribuições a partir de R$30,00 mensais.

Jean-Claude Bernardet, professor da Universidade de São Paulo, procura abordar neste livro alguns momentos da história do cinema que foram relevantes, ou que marcaram por apresentar mudanças na produção cinematográfica – avanços, inovações de estilo, edição, enquadramento, etc. 

Assim,  ele propõe que façamos um passeio por esses anos de vida da existência do cinema. O autor relembra o episódio que, para a historiografia, ficou conhecida como a primeira exibição da máquina criada pelos irmão Lumière. O primeiro filme mostrava a chegada de um trem na estação, gravado em um ângulo capaz de pegá-lo ainda ao longe e vindo aproximando-se na direção da câmera. Essa cena, bastante conhecida por quem trabalha com a história do cinema, ficou famosa pela reação da plateia – receosos com o trem vindo na direção deles, a maioria se apavorou, se assustou, ou saiu correndo. Para o autor, tal episódio trazia o que seria característica presente nos filmes, a ilusão – “impressão de realidade, foi provavelmente a base do grande sucesso do cinema”.

O Que É Cinema é obra fundamental para todos e todas que procuram entender a sétima arte.Para participar de Outros Quinhentos e receber a obra, basta clicar aqui.
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