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Contrapartidas, Eventos, Música, Teatro
Escrito em 1933 pelo poeta Oswald de Andrade, e publicado em 1937, o texto virou peça e filme. Após o carnaval o Teatro Oficina fará uma curtíssima temporada, com apenas 8 sessões​. Contribuintes de Outras Palavras pagam meia entrada.

Por André Takahashi | Fotos: Jennifer Glass

Em 2017 o Teat(r)o Oficina celebrou os 50 anos da montagem de O REI DA VELA – encenada pela primeira vez no fogo das reviradas de 67. Escrito em 1933 pelo poeta Oswald de Andrade, e publicado em 1937, o texto virou peça, virou filme e ganhou vida de novo em peça, numa temporada de sucesso, com todas as sessões esgotadas, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros. Agora, em 2018, logo após o carnaval, a companhia fará uma curtíssima temporada, com apenas 8 sessões​ no palco do Teatro Sérgio Cardoso.

Com direção de Zé Celso Martinez Correa, atravessando o espaço-tempo na velocidade antropófaga, O REI DA VELA devora em Paródia TragíCômicaOrgiástica o Brasil Colônia, racha a Casa Grande e expõe o nosso abscesso fechado na praça pública da ágora de 2018, que, no fogo das suas primeiras pulsações, promete ferver.

O bairro do Bixiga, região onde também fica a redação de Outras Palavras, concentra o maior número de teatros em São Paulo – desde a década de 40 se firmou como um pólo de cultura na cidade. Essa nova temporada no Teatro Sérgio Cardoso, nascido na fertilidade de procriação de companhias geradas pelo TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, no coração do Bixiga, faz parte do movimento da primavera cultural nascida em 2017, quando Fernanda Montenegro proclamou o desacovardamento na contracenação com os golpes sofridos diariamente.

Desde então, uma grande mobilização de artistas, políticos e sociedade civil foi iniciada pela preservação do TBC, ameaçado de privatização e aniquilação da memória do teatro moderno e pela criação do Parque do Bixiga (+ info acesse aqui).

Essas 8 sessões serão a estreia de Marcelo Drummond no papel do protagonista Abelardo I. Primeiro ator da companhia, onde atua desde a década de 80, incorporou Hamlet, Dionísios, Boca de Ouro, Walmor Chagas, Euclides da Cunha, Oswald de Andrade, Jesus das Comidas e se preparou durante a temporada de 2017 para receber o bastão de Renato Borghi.

O papel de D. Poloca, defensora do ponto de vista da tradição, família e propriedade, será interpretado por Zé Celso e Joana Medeiros, que como Marcelo Drummond, se preparou durante a temporada de 2017 para o papel. Com aproximadamente 3h e dois intervalos, esta peça de Oswald de Andrade e sua encenação cinquentenária é obra de arte plástica ao vivo no palco italiano.

Em 2017 a montagem celebrou os 80 anos de Zé Celso e de Renato Borghi que, juntos, novamente contracenaram com o artista Hélio Eichbauer e seu magnífico cenário original com palco giratório e telões pintado. O espetáculo recebeu o grande prêmio da crítica e o prêmio de melhor ator (Renato Borghi) pela APCA. Foi eleita a melhor estreia de 2017 pelo júri do Guia da Folha de São Paulo.


Para contribuintes do Outros Quinhentos obterem o desconto em qualquer dia de apresentação, e pagar somente R$30,00, basta enviar seu nome no formulário abaixo até as 15h de quarta-feira 14/02, e, depois, para ter o desconto na segunda semana, preencher até a meia noite de quarta-feira 21/02. Quem preencheu na primeira semana não precisa preencher novamente.  Lembrando: tem que ser um colaborador de Outros Quinhentos . Confirmaremos por e-mail o envio de seu nome para a lista-amiga da bilheteria.

SERVIÇOS ​|​ O REI DA VELA
DE OSWALD DE ANDRADE

Temporada:
1o semana: 15, 16, 17 e 18/02/18
2a semana: 22, 23, 24 e 25/02/18

Horário:​ ​QUI e SEX às 19h30H | SAB e DOM às 18H

Ingressos:
R$ 60 inteira
R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores, artistas, contribuintes do Outras Palavras que enviarem o nome no formulário abaixo e moradores do Bixiga).
Local: ​TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Duração: ​3H30
Indicação etária: ​14 anos
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Contrapartidas, Cultura, Livros, Política
Um relato original da Revolução Russa, incorporando todas as descobertas arquivísticas pós-1989 e pesquisa acadêmica. Quem contribui com Outras Palavras concorre a cinco exemplares.

Por André Takahashi

China Miéville é um autor de ficção inglês, um dos poucos que coloca no centro de suas histórias as massas de proletários oprimidos e rebeldes. Miéville começou a ter suas obras publicadas no Brasil pela Boitempo, parceira do Outros Quinhentos, programa de autofinanciamento do Outras Palavras. Os outros dois livros publicados no Brasil são as ficções: “A cidade e a cidade” e “Estação Perdido”.

Miéville construiu Outubro a partir de vasta pesquisa. Não vê sua obra como ficção. Militante da New Left, alegra-se de ter lançado um livro com esta temática no ano que se comemorou 100 anos da Revolução Russa. Em sua escrita, não poupa críticas a todos os líderes da revolução russa, confundindo leitores mais dogmáticos cujas visões da história tendem a ser cristalizadas em torno do líder de sua preferência. 

Miéville, longe de fazer uma crítica à direita demonstra que ainda há espaço na esquerda para uma militância não aderida, para críticas e autocríticas sem jogar fora a rica experiência da revolução russa. Mais que seu talento na escrita Outubro mostra um Miéville capaz de transitar em todas as zonas do debate ideológico da esquerda, mantendo o máximo de objetividade combinado com seu domínio da prosa. 

Caso você seja contribuinte do Outros Quinhentos pode concorrer a um dos 5 exemplares em sorteio, preenchendo o formulário abaixo até o meio-dia de quinta-feira 08/02/2017. Já para comprar dezenas de livros com até 60% de desconto, basta acessar a nossa loja virtual, Outros Livros, e utilizar seu cupom de desconto de [email protected] Caso tenha se esquecido dele, por gentileza, escreva para [email protected]

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Cinema, Contrapartidas, Cultura

Filme brasileiro em cartaz em 18 cidades investiga o Feminino, o Trabalho e a Viagem — como forma de conhecer e transformar a si mesma. Quem sustenta nosso jornalismo de profundidade concorre a 5 pares de ingressos e kits

Por André Takahashi
 
MAIS:
Leia, em Outras Palavras, texto de Caroline Leone sobre o processo de concepção, amadurecimento e produção de Pela Janela


O filme conta a história de Rosália (Magali Biff), uma operária de 65 anos que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Ela é demitida, e, deprimida, é consolada pelo irmão José (Cacá Amaral), que resolve levá-la junto com ele em uma viagem de carro até Buenos Aires. Na viagem, Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana, começando uma jornada que sutilmente transformará uma parte essencial dela mesma.








Festivais e Prêmios

  • 46º International Film Festival Rotterdam 2017 – Seção Bright Future – Prêmio FIPRESCI (Prêmio da Crítica Internacional)
  • Habana Films Festival – Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano – Prêmio de Contribuição Artística
  • 45º Festival de Gramado – Competição Oficial
  • 41ª Mostra Internacional de São Paulo
  • X Janela Internacional de Recife
  • Festival East West Russia 2017
  • Malatya IFF (Turquia) – International Competition Films
  • 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro – Melhor atriz pra Magali Biff, Melhor ator coadjuvante para Cacá Amaral e Melhor Som

Contribuinte de Outros Quinhentos pode concorrer a 5 kits contendo um par de ingressos, um mini cartaz, postais e brindes exclusivos, preenchendo o formulário abaixo até o dia 02 de fevereiro, sexta-feira.

Confia se sua cidade está com o filme em cartaz:

ARACAJU – SE
Cine Vitória – 6a 14:00||| Sab 12:20

BELO HORIZONTE – MG
Belas Artes – 18:00

BRASILIA – DF
Cine Brasília – 14:30 (6a, Dom e 3a)

BRASILIA – DF
Espaço Itaú de Cinema Brasília – 19:50

CURITIBA – PR
Cineplex Novo Batel – 17:10

FORTALEZA – CE
Cinema do Dragão Fundação -5a 25/01 19h30 – Sessão com debate, presenca de Caroline Leone | 6a, Dom e 4a 18:00 | Sab e 3a 20:00

FOZ DO IGUAÇU – PR
Cine Cataratas – 20:10

GOIÂNIA – GO
Cultura Goiânia – 21:00

JOÃO PESSOA – PB
Cine Bangue – 5a 20:30 | Sab 16:00 | Dom 18:00 | 3a 18:30 | 4a 19:30

MANAUS – AM
Casarão das Ideias – 6a 20:30 | Sab 18:30 | Dom 19:00

NITEROI – RJ
Cine Arte UFF – 21:00 (6a, Dom e 3a)

PALMAS – TO
Cine Cultura Palmas – 14h30, 19:00

RECIFE – PE
Cinema do Museu – 6a 16:20 | Sab 18:20 | 4a 18:25

RIO DE JANEIRO – RJ
Cine Candido Mendes – 14:00
Espaço Itaú de Cinema Botafogo – 19:40
Estação NET Rio – 15:50
IMS Rio de Janeiro – 5a 16:00 | 6a, Dom e 3a 14:00

SALVADOR – BA
Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha – 18:30

SANTOS – SP
Espaço Miramar – 4a 19:00

SÃO PAULO – SP
CineArte – 18:00
Espaço Itaú de Cinema Augusta – 20:20
Galeria Olido – 5a, 6a e Sab 20:30 | Dom 19:30 | 3a e 4a 20:30
IMS Paulista – 5a 14:00 | 6a e 3a 18:00

Ficha técnica:

Pela Janela

84′ / Brasil – Argentina / 2018 / português, espanhol / ficção

Lançamento: 18 de janeiro.

Com Magali Biff e Cacá Amaral.

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Contrapartidas, Cultura, Livros, Meio Ambiente
Em obra de Vitor Flynn Paciornik, um período crucial da campanha para obter a demarcação das terras em São Paulo. Cinco exemplares serão sorteados entre leitores que sustentam este site

Por André Takahashi 

Publicado em conjunto pela Editora Elefante e a Fundação Rosa Luxemburgo, Xondaro teve seu lançamento em 2016 na casa que abriga a redação de Outras Palavras e na aldeia indígena de Tenondé Porã, na região de Parelheiros, zona sul de São Paulo.

Em 2016, com a queda iminente do governo Dilma, os Guaranis ocuparam o escritório da presidência da república reivindicando suas terras. E, no dia 5 de maio, foi finalmente assinada a portaria declaratória da Terra Indígena Tenondé Porã, na zona sul da capital paulista. O ato do então ministro da Justiça, Eugênio Aragão, foi oficializado em uma cerimônia com a presença de lideranças das comunidades Guarani Mbya, no escritório da Presidência da República em São Paulo – local ocupado pelos Guarani.    

Porém, após o golpe de 2016 os Guarani tiveram um grande retrocesso em sua luta, pois uma das primeiras medidas do governo ilegítimo foi a revogação desta demarcação. Foi a primeira revogação de demarcação de terras indígenas na história do país.  Para preservar seu direito conquistado os Guaranis retomaram o estado de mobilização, tendo na ocupação do Parque Estadual do Jaraguá, no mês de setembro de 2017, o ponto alto dessa nova fase de sua luta. 

Durante a ação os Guarani ameaçaram desligar as torres de telecomunicações instaladas no Pico do Jaraguá, afetando toda a comunicação telefônica, televisiva e de internet na região norte metropolitana de São Paulo. Com a pressão o governador Geraldo Alckmin recuou na sua intenção de privatizar o Parque Estadual do Jaraguá. Porém, a revogação da demarcação pelo governo federal continua, e a luta dos Guaranis também.


Os Guarani resistem para preservar suas terras e sua cultura. Vivem espremidos em pequenas áreas nas regiões de Parelheiros e no Jaraguá, na periferia de São Paulo.

A HQ Xondaro retrata uma fase dessa luta, especialmente a que vem após setembro de 2013 quando eles pararam o trânsito da Rodovia dos Bandeirantes, e em outubro do mesmo ano, quando organizaram um grande ato na Avenida Paulista, que finalizou no Monumento às Bandeiras (Parque Ibirapuera). 

São estes últimos episódios que o quadrinho de Vitor Flynn Paciornik retrata com belas ilustrações e fidelidade. Se você é contribuinte do <i>Outras Palavras</i> pode concorrer a um dos cinco exemplares que sortearemos na próxima terça-feira, dia 30 de janeiro. Para participar do sorteio, basta ser um dos colaboradores que financiam este site por meio de nosso projeto de autosustentação, Outros Quinhentos, e preencher o formulário abaixo até as 15h de terça-feira 30/01.
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Alimentos, Cachaças, Contrapartidas, Restaurantes

Delícias gastronômicas podem ser saboreadas todo fim de semana no Soteropolitano, charmoso restaurante e quase um centro cultural em São Paulo. Há  desconto de até R$100 para colaboradores de Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández

De raízes multiculturais, mas principalmente africanas e indígenas, a gastronomia da Bahia, terra da felicidade, cativa pelos sabores intensos e pelos temperos de sonho. Óleo de dendê e de coco, peixes, frutos do mar, carne de sol, acarajé e vatapá… e por aí vai, além da tradicional e famosa moqueca, são algumas das preparações realizadas com mestria no Restaurante Soteropolitano, na Lapa paulista.

De ambiente acolhedor, o restaurante foi criado por um querido casal que veio de terras baianas há uns bons anos. Tanto que o Seu Júlio foi músico da banda Pau d’Água, que animou muitos domingos no tradicional Ó do Borogodó, na Vila Madalena.

Assim, a essência cultural deles está também presente em seu restaurante, onde as comidas são de dar água na boca. Há frenquentes exposições de artes plásticas. Na primeira terça-feira de cada mês, às 20h, reúne-se a Confraria. Júlio prepara uma entrada e dois pratos especiais (e únicos). Há sempre, além disso, uma apresentação musical (em cujo transcorrer faz-se absoluto silêncio) ou lançamento de livro. Paga-se R$ 40.

Membros de nosso financiamento coletivo, Outros Quinhentos, têm desconto de até 50% no total da conta às sextas e aos sábados, no almoço e no jantar. Funciona assim: você entra na lista preenchendo o formulário abaixo até às 15h00 de sexta-feira (para o mesmo fim de semana em que deseja ir). O desconto será de 50% para contas de até R$200,00 — após superar este valor, haverá um desconto único no valor de R$100,00. Apenas as bebidas não estão inclusas. O endereço é Rua Marco Aurélio, 451, Vila Romana, São Paulo. Telefone: (11) 3034 4881.

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Contrapartidas, Livros, Meio Ambiente, Política

Nos textos e desenhos de Andy Singer, a denúncia da devastação provocada por um símbolo do individualismo; e o convide a debater outro projeto de cidades

Por André Takahashi

Publicado pela editora Autonomia Literária, Outras Palavras sorteia “CARtoons – Atropelando a ditadura do automóvel“. O livro é escrito e ilustrado por Andy Singer, segundo sua própria descrição “um artista morto de fome, que não para quieto em lugar nenhum”.

O lançamento ocorre num tempo de tensões ligadas ao Direito à Cidade. No ano passdo, a PM de São Paulo agrediu ciclistas que participavam da tradicional descida da capital paulista à cidade litorânea de Santos. Nas últimas semanas, o país vive uma nova onda de manifestações contra o aumento da tarifa do transporte público, com uma recente manifestação em São Paulo com mais de 10 mil pessoas. Emerge a necessidade de debater um novo projeto urbano. 

Segundo Renata Falzoni, fotógrafa, repórter e cicloativista:


“Em apenas um século a opção pelos carros acabou com a qualidade de vida de nossas cidades. E a forma como isso aconteceu não pode ser mais perversa! Não me refiro apenas à propaganda que de forma enganosa associa status, evolução, modernidade, inteligência, conforto e tudo de bom ao felizardo motorista acompanhado de lindas mulheres e suas famílias estupidamente felizes, num filme encenado em cidades desertas e livres de pessoas.

Me refiro a ampla deterioração de tudo que envolve a circulação desses seres de lata. Esse século dos automóveis catalisou de tal forma o individualismo inerente às pessoas, que deformou e cegou algumas gerações nas sociedades.”

Você já pode participar de nosso sorteio especial de cinco exemplares de “CARToons – Atropelando a ditadura do automóvel”. O sorteio é somente para membros que colaboram e financiam o jornalismo pós-capitalista de Outras Palavras.

Se você ainda não conhece nosso projeto editorial e de autosustentação, chamado Outros Quinhentos, veja aqui . Para concorrer ao sorteio, participe preenchendo o formulário abaixo até as 15h de segunda-feira 22 de janeiro.

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Contrapartidas, Cultura, Eventos, Teatro

Comédia dramática dirigida por Theotonio de Paiva iniciou nova temporada no Teatro Municipal Serrador. Contribuintes de Outros Quinhentos concorrem ao sorteio semanal de pares de ingressos.

Por André Takahashi

A cada nova temporada a comédia dramática Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot, de Ronaldo Lima Lins, montagem inaugural da Todo o Mundo Cia de Teatro, dirigida por Theotonio de Paiva, torna-se mais atual.

Acalentada por cinco anos, a montagem realizou duas temporadas: no Parque das Ruínas, em 2016, e, no ano seguinte, no Teatro Municipal Ziembinski. Artistas de várias gerações compõem a Todo o Mundo Cia de Teatro: os atores Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes, que atuam sob a iluminação de Renato Machado, com a trilha sonora original de Caio Cezar e Christiano Sauer e direção de arte de Marianna Ladeira e Thaís Simões, além da direção de movimento da coreógrafa Carmen Luz. A atual temporada está sendo viabilizada novamente por colaborações através da Catarse.

Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot traz em sua narrativa uma arquitetura dramatúrgica que alinha tirania, manipulação, jogos de poder. Sedução e sexo recheiam os diálogos de Jacques, um empregado de segundo escalão, e seu patrão, o Empresário. De conversa em conversa, qualquer sentido de moral desaparece. Jacques conta suas proezas e aprende/ensina com o Empresário. A história, que se passa sem definição de lugar e tempo, poderia ser no Planalto Central, numa empresa pública, agronegócio, enfim, na vida real. De fato, foi escrita a pedido do mestre Luís de Lima (1925-2002), ator português notabilizado por sua grandeza na mímica. Ele nunca a encenou. “Luís sugeriu em 1989 que Ronaldo elaborasse um texto para teatro a partir de ‘Jacques, o Fatalista, e seu amo’, de Diderot. A ideia era o centenário da Revolução Francesa estar no centro da peça. O que Ronaldo fez, porém, foi estabelecer um diálogo intenso com a obra do filósofo francês iluminista Denis Diderot”, destaca o diretor e dramaturgo Theotonio de Paiva.

Jacques e a Revolução ou Como o Criado aprendeu as lições de Diderot é o único texto teatral de Ronaldo Lima Lins, que fez sua tese de doutoramento, ‘O teatro de Nelson Rodrigues: uma realidade em agonia’, em 1979. O estudo se tornou uma referência sobre o autor de ‘Vestido de Noiva’. Ronaldo Lima Lins é Professor Emérito da Faculdade de Letras da UFRJ, da qual foi diretor por duas vezes. Possui mais de cem artigos publicados dentro e fora do Brasil. É poeta, ficcionista e autor de livros de ensaio, nos quais elabora reflexões envolvendo cultura, literatura e sociedade. Sua mais recente obra é ‘O Livro e seus algozes’ (Editora Mauad).

Theotonio de Paiva, diretor e dramaturgo carioca com mais de 30 anos de trabalho, foi orientando no Mestrado e no Doutorado por Ronaldo Lima Lins. “Dois motivos básicos me levaram a encenar Jacques e a revolução: a possibilidade de avançar numa pesquisa de linguagem, dentro de uma perspectiva de um teatro narrativo e a percepção que tive na época – e lá se vão 5 anos! – de que estava diante de um texto teatral, que se revelava como uma expressão incomum, por ser capaz de pensar/refletir sobre as grandes questões contemporâneas de um modo extremamente maduro”, afirma. 

Quem é contribuinte de Outros Quinhentos, programa de autofinanciamento do Outras Palavras, pode concorrer à dois pares de ingresso por apresentação. 

Para concorrer ao par de ingressos basta enviar seu nome no formulário abaixo até as 15h todas as segundas-feiras de janeiro. No formulário escolha o dia que for melhor para você (terça ou quarta). O sorteio é exclusivo para quem colabora com Outros Quinhentos. Confirmaremos por e-mail o envio de seu nome para a bilheteria.
 
LEMBRE-SE: A PEÇA É NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO!

Serviço: Jacques e a Revolução, ou como o criado aprendeu as lições de Diderot.
Com a Todo Mundo Cia de Teatro.
Direção: Theotonio de Paiva.
Gênero: Comédia dramática
Teatro Municipal Serrador _ Rua Senador Dantas, 13 – Metrô Cinelândia Tel. (21) 2220.5033.
De 9 a 31 de janeiro de 2018 – sempre às terças e quartas
Horários: 19h30 | Faixa Etária: 14 anos | Duração: 80 min
Valor do ingresso: 40 (inteira) 20 (meia)
FACEBOOK: https://www.facebook.com/jacquesearevolucao/

 

 

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Contrapartidas, Cultura, Economia, Livros, Política
Inspirado nos “Grundisse” e escrito no calor do pós-1968, livro abriu caminho para produção intelectual posterior de Toni Negri — que assina dois exemplares para quem apoia “Outras Palavras”

Por André Takahashi 

Publicado pela engajada e necessária editora Autonomia Literária, Outras Palavras sorteia novamente a obra Marx além de Marx: ciência da crise e da subversão — Caderno de trabalho sobre os Grundrisse. Escrito por Antonio Negri, importante filósofo marxista italiano, estudioso da “multidão” e próximo de intelectuais como Foucault, Derrida e Guattari, livro foi forjado no calor da luta pós-revolução de 1968 e explora o pensamento de Karl Marx antes da sua obra mais icônica, O Capital. É um pensamento inclusive mais profundo e instigante, aquele encontrado nos Grundrisse, inicialmente considerados uma série de esboços que levariam a outro trabalho mais organizado. É a revolução encontrada nos Grundrisse que cativa Negri a escrever uma obra ainda mais revolucionária sobre o pensamento marxista.

Você já pode comprar o seu com frete grátis por R$50,00 (há descontos de 25% a 60% para participantes de “Outros Quinhentos”) ou… participar de nosso sorteio especial de dois exemplares autografados pelo próprio Negri. Mas atenção, porque é somente para membros que colaboram e financiam o jornalismo pós-capitalista de Outras Palavras. Se você ainda não conhece nosso projeto editorial e de autosustentação, chamado Outros Quinhentos, veja aqui . Para concorrer ao sorteio, participe preenchendo o formulário abaixo até as 15h de segunda-feira 15 de janeiro.
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Contrapartidas
 
 
Em tempos muito duros para o Brasil e as mídias alternativas, é ótimo trazer, também, outras notícias. Criado há quatro anos, Outros Quinhentos, o programa de sustentação autônoma de Outras Palavras está prestes a reunir mil participantes. Nossos apelos estão surtindo efeito. Agora, 947 leitores contribuem mensalmente para nosso projeto editorial. Agora, lançamos um apelo: seja parte do esforço para chegarmos, até a virada do ano, ao milésimo contribuinte.

Mesmo em meio à crise, Outras Palavras está prestes a lançar dois novos projetos. Em alguns dias, estará pronta a primeira versão do site Referendos Revogatórios. Ele permitirá reunir os interessados em participar de um movimento que julgamos central, em 2018. Para superar o golpe de Estado de 2016, será preciso anular suas medidas. O Congresso Nacional, cúmplice do golpe, não está disposto a fazê-lo. Mas a luta social e a democracia direta podem virar o jogo. Junto com movimentos e organizações da sociedade civil, queremos exigir consultas populares sobre o que chamamos de “leis malditas” aprovadas após o golpe. Participar do esforço abrirá espaço para um ano eleitoral diferente. Não queremos apenas votar. Lutamos por um sistema político que vá além da representação — no qual a sociedade possa, em muitas ocasiões, decidir sem intermediários que futuro deseja construir.

Também estamos construindo Outra Saúde – um site em defesa do SUS e de novas políticas para atendimento sanitário à população. A partir de fevereiro, este site trará análises não convencionais sobre o sistema de Saúde brasileira, e informações que a velha mídia costuma omitir. A iniciativa tem a ver com outra convicção crucial para nós: é hora de um novo projeto de país; em seu centro, estarão serviços públicos excelentes e desmercantilizados, e a Reforma Tributária necessária para assegurá-los.

Uma das receitas de Outras Palavras para manter-se vivo e crescer é a frugalidade. Em tempos ásperos, restimos com pouco. Nosso orçamento mensal – salários, tributos, aluguel, espaço e fluxo de internet, transporte, material de consumo – está, em 2018, em torno de R$ 25 mil/mês. Não recebemos publicidade do governo federal ou de empresas privadas. Dependemos de atitudes conscientes.

O ano se esvai. Entraremos em recesso no sábado, 23/12. Voltaremos, com gás, em 8/1. Nos últimos dias do ano, propomos que você considere a hipótese de tornar-se um participante de Outros Quinhentos. Vêm as festas. Para alguns, só um frenesi de consumo. Para muitos outros, pode ser o motivo de uma decisão que transforma. Se sua opção for esta, vale clicar aqui.


 
 
Forte abraço,
 
 

 
 
Antonio Martins, editor
pela redação de Outras Palavras
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Alimentos, Cachaças, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Gastronomia, Livros, Música, Política, Restaurantes
Festa de fim de ano de Outras Palavras, Autonomia Literária e Rizoma contará com roda de conversa sobre 2018, música jamaicana, DJ e nova música brasileira. Contribuintes de Outros Quinhentos não pagam entrada e têm descontos especiais na compra de livros.  

Por André Takahashi

Vamos brindar ao 2018 rebelde que construiremos juntos. Uma festa de Outras PalavrasRizomaAutonomia Literária e Fundação/Fundación Rosa Luxemburgo São Paulo Buenos Aires no Al Janiah.







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#OutrosQuinhentos: Contribuintes do Outras Palavras não pagam a entrada e têm descontos especiais para comprar livros no Rizoma — o vietcong das editoras independentes estacionado em frente ao Al Janiah.

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Para resistir é preciso descontrair. Convidamos [email protected] que estiveram conosco, nas diversas trincheiras do pensamento crítico das publicações alternativas, a relaxar, beber, ouvir um som e, como sempre, confabular para reverter os retrocessos e pavimentar um outro mundo possível para 2018. Se os dias são de luta, as noites são de luta e amor!

O local para essa celebração não poderia ser outro: o Al-Janiah, o bar dos novos imigrantes, dos refugiados e de seu acolhimento no Brasil.

No dia, iremos lançar o sensacional livro “CARtoons – Atropelando a ditadura do automóvel”, do cartunista Andy Singer, que traça críticas ácidas sobre um dogma indiscutível: a ditadura do automóvel.

Será distribuído gratuitamente o Ponto de Debate n. 17, uma publicação da Fundação Rosa Luxemburgo. O texto “De volta para o passado?”, escrito por Juliana Sada e Rodrigo Valente, trata de direitos de migrantes e apresenta um levantamento detalhado de expulsões e perseguições ocorridas durante o século XX. (PDF para download gratuito:https://rosaluxspba.org/de-volta-para-o-passado/)

 

19h30 – Bate-papo: Qual 2018 construiremos juntos?

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Ladislau Dowbor (autor do livro “A Era do Capital Improdutivo”)

Guilherme Simões (autor do livro “MTST 20 anos de história”)

Renata Falzoni (colaboradora do livro “CARtoons – Atropelando a ditadura do automóvel”)

Jean Tible (autor de “Marx Selvagem”)

Mediação: Antonio Martins (editor do Outras Palavras)

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BANDAS

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22h – Marcos Manulu Guarani-kaiowá

23h – Buena Onda Reggae Club

1h – DJ Gabi Pensanuvem

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Buena Onda Reggae Club

[Vídeo] Skaravana Sa: https://youtu.be/ogVQM-oPKa4

Formada da junção de músicos do ABC com músicos de SP, vindos de bandas como Ba-Boom, Familia Gangsters, Bloco Kaya na Gandaia, Brasilize, entre outras, a Buena Onda Reggae club faz música jamaicana instrumental do ska ao nyabinghi, sem se prender a ritmos, rótulos e preocupações. Som pra dançar e se divertir sem pensar no depois.

Marcos Manulu

https://youtu.be/ELCXfGLszhg

Manulu é pernambucano e vive em São Paulo há 22 anos.Seu primeiro trabalho autoral, o EP de cinco faixas chamado Rebobinado, apresenta um músico versátil, altamente influenciado pelo caldo de ritmos brasileiros, ao mesmo tempo antenado com os sons que chegam de várias partes do mundo. 

DJ: Gabi Pensanuvem

https://www.facebook.com/gpensanuvem/

Garimpeira-feiticeira, a dj paulistana discoteca desde 2009 e é a criadora, produtora e DJ residente de algumas das festas mais massa de São Paulo.

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