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Cinema, Contrapartidas, Política
O documentário  mostra, com cenas inéditas, as entranhas do impeachment de Dilma Roussef. Contribuintes de Outros Quinhentos participam do sorteio de 5 kits do filme

Por Vitrine Filmes

O longa, que estreou mundialmente em fevereiro, no Festival de Berlim e foi escolhido pelo público como o terceiro melhor documentário da mostra Panorama, retrata o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff,  em 31 de agosto de 2016.

Diretora dos longas premiados “Futuro Junho” (2015), “Seca” (2015), “Morro dos Prazeres” (2013), “Juízo” (2007), “Justiça” (2004) e “Desi” (2000), em seu novo trabalho, Maria Augusta Ramos busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro. A diretora dá continuidade às abordagens desenvolvidas a partir do sistema judiciário do país na trilogia formada por “Justiça”, “Juízo” e “Morro dos Prazeres”.

Para realizar “O Processo“, Maria Augusta passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.


O longa é produzido por NoFoco Filmes, coproduzido pelo Canal Brasil, pela produtora alemã Autentika Films e pela holandesa Conijn Film e tem distribuição da Vitrine Filmes. A estreia nos cinemas está marcada para 17 de maio.


Sinopse:

“O Processo” oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme testemunha a profunda crise política e o colapso das instituições democráticas no país.

Ficha Técnica:

Direção e Roteiro: Maria Augusta Ramos

Direção de Fotografia: Alan Schvarsberg

Som: Marta Lopes

Montagem: Karen Akerman

Edição de Som: Bernardo Uzeda

Mixagem: Gustavo Loureiro

Direção de Produção: Paula Alves

Produção Executiva: Maria Augusta Ramos

Uma Produção de: Nofoco Filmes

Uma Coprodução de: Autentika Films, Conjin Film e Canal Brasil

Ditribuição: Vitrine Filmes



Contribuintes de Outros Quinhentos  concorrem à 5 kits do filme com pares de ingressos válidos de segunda a quarta em qualquer cinema que estiver exibindo. Se você é contribuinte de Outos Quinhentos preencha o formulário abaixo até domingo 27/05 e concorra à um dos kits. Lembrando: os pares de ingressos, cortesia da Vitrine Filmes, valem de segunda à quarta durante o período de exibição do filme.

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Cinema, Contrapartidas
Contribuintes de Outras Palavras concorrem a pares de ingressos e cartazes da cinebiografia que traz um panorama da trajetória de um dos maiores atores dos palcos e das telas do Brasil.

Por Vitrine Filmes

A carreira de Paulo José contada em forma de poesia. O documentário TODOS OS PAULOS DO MUNDO, dirigido por Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, traz um panorama da trajetória de um dos maiores atores dos palcos e das telas, do Brasil. Distribuído através do Projeto Sessão Vitrine Petrobras, o filme chegou aos cinemas no dia 10 de maio.

Produzido por Vania Catani, da Bananeira Filmes, o longa mistura imagens de arquivo da extensa carreira de Paulo com momentos atuais, navegando por estilos diversos de documentário, numa livre relação poética entre Paulo José, seu legado material e seu autorretrato verbal, mediado pelos realizadores.

“TODOS OS PAULOS DO MUNDO nasce da conjunção de três pessoas que amavam separadamente o grande Paulo José e se reúnem meio por acaso, Vania, eu, e meu codiretor, Gustavo Robeiro”, explica um dos diretores do longa, Rodrigo de Oliveira, que completa, “O amor explica a razão da existência do nosso filme, mas é o próprio Paulo e seu trabalho incansável por décadas e décadas como ator, diretor e pensador do cinema e da cultura brasileira que nos guia. Não existe ator brasileiro cuja carreira ilumine tão diretamente a constituição do Brasil como realidade e como utopia, as mazelas, o charme, a tragédia e a alegria. Nós tínhamos um homem fazendo 80 anos de vida, a voz já tímida pelos anos de convivência com o Parkinson, mas ainda ativo e disposto a colaborar no filme conosco. Ao mesmo tempo, existia um material vasto não só de seu trabalho, mas de seu pensamento registrado ao longo dos anos, que nos fazia acreditar que confiando na eloquência da arte do Paulo, nós conseguiríamos mostrar a complexidade e a amplitude da voz desse homem.”

Presente no imaginário brasileiro desde os anos 60, os personagens de Paulo José incorporam as inúmeras tradições e contradições do caráter nacional, dessa maneira, além de um documento sobre o artista, TODOS OS PAULOS DO MUNDO lança uma visão sobre o passado recente do Brasil. Ator símbolo dos tempos que atravessou, é, ao mesmo tempo, testemunha e agente das transformações acontecidas no último meio século da nossa história.

Ele traduziu tanto a imagem do espírito livre dos anos 60 (nos filmes com Domingos de Oliveira, Todas as Mulheres do Mundo e Edu, Coração de Ouro) quanto a ressaca do golpe militar e a incorporação do desespero pós-AI-5 (em A Vida Provisória, de Maurício Gomes Leite, e A Culpa, também de Domingos); acompanhou todos os movimentos do cinema brasileiro, da paródia “chanchadesca” de Cassy Jones, o Magnífico Sedutor (de Luis Sérgio
Person), aos dramas da era Embrafilme (como em O Rei da Noite, de Hector Babenco); esteve no coração da Retomada nos anos 90, e seguiu trabalhando com uma nova geração de realizadores surgidas nos anos 2000; com gosto pelo popular, transmitiu da alegria do Shazam, Xerife & Cia ao pesar do Orestes de “Por Amor” para milhões de brasileiros na televisão, onde, ainda, dirigiu inúmeros programas definidores do meio e cuja influência estética e conceitual se sente até hoje.

Sobre a carreira do filme nos festivais, o codiretor Gustavo Ribeiro comemora, “O filme foi selecionado para todos os festivais em que foi inscrito. Em 2017 houve a estreia do filme no Festival do Rio, em uma sessão muito emocionante, no Cine Odeon lotado. Em São Paulo, foi exibido em outra sessão lotada e emocionante durante a 41.Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Espaço Itaú. Nas duas sessões, Paulo José foi aplaudido de pé.”. Além disso, TODOS OS PAULOS DO MUNDO foi exibido no 13. Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, no 10. Janela Internacional de Cinema, em Recife e no Festival de Tiradentes. Sua estreia internacional no 39. Festival Internacional del Novo Cine Latinoamericano de Havana.
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Cinema, Contrapartidas, Cultura
Longa chega às telonas de mais de 20 cidades através do projeto Sessão Vitrine Petrobrás. Contribuintes de Outras Palavras concorrem a pares de ingressos

Por Vitrine Filmes

Dirigido por Felipe Hirsch e produzido pela RT Features, o longa-metragem “Severina” estreia nos cinemas no dia 12 de abril, dentro do projeto Sessão Vitrine Petrobrás, onde será exibido em um circuito de mais de 20 cidades (mais informações no serviço abaixo), com pré-estreias especiais e debates com o realizador.

O filme conta a história de um livreiro melancólico e aspirante a escritor (Javier Drolas), que tem sua rotina abalada pelas aparições e desaparições de sua nova musa, uma mulher misteriosa que rouba na sua livraria (Carla Quevedo). Logo, ele descobre que ela rouba nas livrarias de outros livreiros também. Então, ele começa a viver um delírio amoroso, na fronteira entre a ficção e a realidade.

Também assinado por Hirsch, o roteiro do longa foi baseado no original do escritor guatemalteco Rodrigo Rey Rosa e começou a ser produzido durante a criação de ‘Puzzle’, projeto teatral realizado especialmente para a Feira de Livro de Frankfurt (Alemanha), em 2013.

Rodado inteiramente no Uruguai e falado em castelhano, o filme – que teve sua première mundial no festival de Locarno, na Suíça, em agosto de 2017 – traz no elenco os atores argentinos Javier Drolas, Carla Quevedo e Alejandro Awada, o chileno Alfredo Castro, e o uruguaio Daniel Hendler. “O projeto me fez mergulhar no oceano de autores do continente onde vivo, e me envolver com eles, escrever com eles, e trabalhar com artistas de diversas áreas de toda a América Latina. E desse modo Severina foi feito: entre uruguaios, argentinos, brasileiros, chilenos, guatemaltecos e, também, portugueses”, conta o diretor.

“‘Severina’ é um filme que tenho muito orgulho de ter produzido e que nos levou à seleção do Festival de Locarno. A junção do trabalho do Felipe como roteirista e diretor com uma equipe multicultural funcionou muito bem e temos como resultado uma obra sofisticada em termos de linguagem cinematográfica. É um filme que quando assisti pela primeira vez em uma tela de cinema me senti absorvido. E fico contente que ele esteja chegando agora ao circuito nacional através da Sessão Vitrine Petrobras”, complementa o produtor Rodrigo Teixeira.



Sinopse:
A vida de um livreiro, melancólico e aspirante a escritor, é abalada pelas aparições e desaparições de sua nova musa que rouba na sua livraria. Logo, ele descobre que ela rouba nas livrarias de outros livreiros também. Então, ele começa a viver um delírio amoroso, na fronteira entre a ficção e a realidade. No entanto, quanto mais se aproxima dela, mais indescritível ela se torna: Por que ela rouba e quais são seus valores? Quem é o homem mais velho com quem ela mora? O que é verdadeiro ou apócrifo nessa história? E, além disso, ele enfim conseguirá ocupar um lugar na vida dela, ao mesmo tempo em que se afasta de sua própria vida?

Nota do diretor:
Severina à primeira vista, claro, é um filme sobre livros. Comecei a escrever esse roteiro baseado no original de Rodrigo Rey Rosa (escritor guatemalteco amado por Bolaño e Paul Bowles) no meio do projeto sobre literatura brasileira que criamos para a Frankfurter Buchmesse em 2013 na Alemanha. Esse projeto ampliou e nesses últimos 5 anos tenho trabalhado em obras para o teatro (“A tragédia” e a comédia “Latino Americana”), cinematográficas (como “Severina” e um curta metragem ainda inédito), e até numa série escrita com 20 escritores latino americanos contemporâneos. Isso me fez mergulhar no oceano de autores do continente onde vivo, e me envolver com eles, escrever com eles, e trabalhar com artistas de diversas áreas de toda a América Latina. E desse modo “Severina” foi feito: entre uruguaios, argentinos, brasileiros, chilenos, guatemaltecos e, também, portugueses. A trilha sonora original do filme, por exemplo, foi composta pelo Arthur de Faria e envolveu 40 músicos de quatro cidades, em três países, e sim tem o Hugo Fattoruso tocando piano! Pela cidade, ouvimos Pedro Santos, Rubén Rada, Los Saicos e Jupiter Maçã.


Contribuintes de Outros Quinhentos  concorrem à 5 kits do filme com pares de ingressos. Veja na lista abaixo se sua cidade está no circuito de exibição. Se você ;e contribuinte de Outos Quinhentos preencha o formulário abaixo até segunda-feira 09/04 e concorra à um dos kits. Os pares de ingressos, cortesia da Vitrine Filmes, valem de segunda à quarta durante o período de exibição do filme.

Mais informações sobre a SESSÃO VITRINE PETROBRAS:

Site: http://www.sessaovitrine.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/sessaovitrine/
Instagram: http://www.instagram.com/vitrine_filmes/

Circuito: Aracaju — Belém — Belo Horizonte — Brasília — Curitiba — Fortaleza — Goiânia — João Pessoa — Maceió — Manaus — Niterói — Palmas — Porto Alegre — Recife — Rio Branco — Rio de Janeiro — Salvador — Santos — São Luis — São Paulo — Teresina

Ficha Técnica:
SEVERINA (Brasil / Uruguai, 103 minutos).
Direção e Roteiro:
Felipe Hirsch Produzido por Rodrigo Teixeira (RT Features) Coprodução: Diego Robino (Oriental Features)
Produção Executiva:
Raphael Mesquita, Ana Kormanski, Daniel Pech e Santiago López Rodríguez Direção de Fotografia: Rui Poças Baseado na obra de Rodrigo Rey Rosa Elenco: Javier Drolas, Carla Quevedo, Alejandro Awada, Alfredo Castro e Daniel Hendler

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Música

Contribuintes de Outras Palavras concorrem a pares de ingressos e cartazes da cinebiografia inédita do poeta piauiense — engajado ativamente na revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 60 e 70

Por Vitrine Filmes

Pela primeira vez, a vida e obra do poeta piauiense Torquato Neto ganha as telas dos cinemas no documentário “TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM“, dirigido por Eduardo Ades e Marcus Fernando, que estreia dia 8 de março, pelo projeto Sessão Vitrine Petrobras. Um dos pensadores e letristas mais ativos da Tropicália, Torquato Neto atuou em diversas frentes, deixando sua marca inventiva na poesia, na música, no cinema, no jornalismo e na produção cultural.

“A ideia do filme é jogar uma luz sobre a vida e a obra desse personagem tão importante – e ao mesmo tempo ainda tão obscuro – da cultura brasileira”, diz um dos diretores, Marcus Fernando. “Torquato Neto é um personagem imenso e se revelou um desafio gigantesco para a montagem do filme. A gente percebeu que só daria conta de trazer a verdade dele se o colocasse em primeiro plano mesmo, como protagonista do filme. E assim evitando que o filme se tornasse frio e o Torquato, apenas um assunto. Pra isso, selecionamos dezenas de textos e músicas dele – era preciso que ele falasse em todas as sequências, sobre todos os assuntos que abordamos”, completa o também diretor Eduardo Ades.

Torquato começou na música na década de 60, compondo em parceria com Edu Lobo, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Na mesma época, aderiu ao movimento Tropicália, sendo responsável por algumas das mais importantes músicas do período: “Geléia Geral“ e “Marginália II“ (ambas em parceria com Gilberto Gil) e “Mamãe, Coragem“ (em parceria com Caetano Veloso). Com o fim do movimento, foi passar uma temporada na Europa. De volta para o Brasil no início dos anos 70, atua como o personagem-título de “Nosferato no Brasil“, de Ivan Cardoso. Em seguida, roda em Teresina seu primeiro filme, “O Terror da Vermelha“. Na madrugada do dia 10 de novembro de 1972, após seu aniversário de 28 anos, suicida-se em seu apartamento, no Rio de Janeiro.

Ao todo, 26 textos da autoria de Torquato Neto foram selecionados para contar a sua história. Poemas, colunas de jornal, cartas para amigos e parentes, e trechos de diários são interpretados pelo ator Jesuíta Barbosa, que dá voz ao poeta. Além dos textos, o doc conta ainda com uma entrevista em áudio do poeta, depoimentos de amigos e parceiros, como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé, e 19 músicas de Torquato interpretadas por nomes como Elis Regina, Edu Lobo, Gil e Caetano, incluindo seus maiores sucessos, “Pra dizer adeus”, “Geleia Geral”, “Mamãe, coragem” e “Let’s play that”.

Para construir o visual do filme e reconstruir o contexto da época, a produção utiliza mais de 200 fotos, maior parte delas do Arquivo Torquato Neto, e trechos de 40 filmes, maioria deles do Cinema Novo e do Cinema Marginal. Cidades por onde Torquato passou, como Teresina, Rio, São Paulo, Paris e Londres, também foram registradas em Super-8mm.

TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM é o primeiro longa do produtor e pesquisador musical Marcus Fernando e o segundo filme do diretor Eduardo Ades, que lançou em 2017 o documentário “Crônica da demolição”, após ter dirigido e roteirizado o premiado curta “A Dama do Estácio”, estrelado por Fernanda Montenegro. O filme é uma produção da Imagem-Tempo, distribuído pelo Projeto Sessão Vitrine Petrobras, com patrocínio da Riofilme e da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, e coprodução do Canal Brasil.

O filme teve lançamento no Festival do Rio, em outubro passado, já passou por 15 festivais e mostras, em oito estados com uma recepção calorosa e recebeu nove prêmios. “Estamos descobrindo que Torquato tem uma pequena legião de fãs ardorosos por todo o país, gente que conhece tudo que ele fez e vai atrás de ver o filme. E também um público muito grande que quer saber mais sobre quem foi essa misteriosa figura, que participou de tantos movimentos importantes e acabou se matando”, diz Eduardo Ades.

Sinopse:

Torquato Neto (1944-1972) vivia apaixonadamente as rupturas. Atuando em múltiplas frentes – no cinema, na música, no jornalismo –, o poeta piauiense engajou-se ativamente na revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 60 e 70.

Foi um dos pensadores e letristas mais ativos da Tropicália, parceiro de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Junto à arte marginal, radicalizou sua atuação e crítica cultural, com Waly Salomão, Ivan Cardoso e Hélio Oiticica. Por fim, rompe com sua própria vida. Suicida-se no dia de seu aniversário de 28 anos

SOBRE TORQUATO NETO

Torquato Neto é um dos poucos artistas da Tropicália que ainda não teve sua vida e obra documentada em audiovisual. Em sua breve trajetória, atuou em múltiplas frentes, sempre deixando sua marca inventiva: na poesia, na música, no cinema, no jornalismo, na produção cultural. Nascido em Teresina, em 1944, filho de funcionários públicos (Heli da Rocha Nunes e Salomé Nunes), na adolescência Torquato muda-se para Salvador para terminar os estudos do ensino médio – é quando conhece CaetanoVeloso.

Chega ao Rio de Janeiro para estudar direito – mas acaba optando pelo curso de jornalismo, que acabaria por abandonar depois. Mesmo assim, o jornalismo acabará se tornando um importante meio para a expressão de sua poética. Em 1965 e 1966, começa a fazer letras de música em parceria com artistas como Edu Lobo (Pra dizer adeus, Veleiro, Lua nova), Caetano Veloso (Nenhuma dor) e Gilberto Gil (Meu choro pra você).

Em 1967, adere ao movimento da Tropicália, sendo responsável por algumas das mais importantes músicas do período: Geléia Geral e Marginália II (ambas em parceria com Gilberto Gil) e Mamãe, Coragem (em parceria com Caetano Veloso). No fim de 1968, com o movimento tropicalista sofrendo duros ataques e a conjuntura política do país se fechando, parte para a Europa, apenas uma semana antes do AI-5. Primeiro mora em Londres, onde colabora para a realização da exposição de Helio Oiticica, seu amigo, na White Chapel Art Gallery. E depois, vive uma temporada em Paris.

No início de 1970, já de volta ao Brasil, nasce seu único filho, Thiago, do seu casamento com Ana Maria Duarte. Passa por internações no Sanatório Meduna e no Hospital Psiquiátrico Pedro II, onde escreve o Diário do Engenho de Dentro. Em 1971, participa da criação do suplemento cultural Plug, do Correio da Manhã, e depois assina a coluna Geleia Geral, no jornal A Última Hora. Aproxima-se cada vez mais de artistas mais “marginais”, como o artista plástico Hélio Oiticica (com quem mantém intensa correspondência), o poeta Waly Salomão (com quem colabora no Plug), o cineasta Ivan Cardoso, e o músico Jards Macalé (com quem compõe Let’s play that).

Atua como o personagem-título de Nosferato no Brasil, filme em super-8mm de Ivan Cardoso e encampa o movimento super-oitista. Sua coluna Geleia Geral acaba se firmando como o grande veículo de propagação do imaginário marginal desse período.

Em 1972, realiza em Teresina seu primeiro filme, desejo acalentado há vários anos: O Terror da Vermelha, em super-8mm. Participa como ator em outros três filmes: Dirce e Helô (de Luiz Otávio Pimentel), e O padre e as moças e A múmia volta a atacar (de Ivan Cardoso). Em parceria com Waly Salomão, concebe e organiza a revista Navilouca (que só seria lançada anos mais tarde).

Na madrugada do dia 10 de novembro, após seu aniversário, suicida-se em seu apartamento, no Rio de Janeiro. Em 1973, Ana Maria Duarte e Waly Salomão organizam seus escritos e lançam a primeira edição do livro Os últimos dias de Paupéria. Em 1974, a Navilouca é publicada.



CONTRIBUINTES DE OUTROS QUINHENTOS CONCORREM À CINCO KITS COM PARES DE INGRESSOS PREENCHENDO O FORMULÁRIO ABAIXO ATÉ TERÇA-FEIRA , 06/03/18.


As cidades que o filme vai entrar em cartaz são: Aracaju – Belém – Belo Horizonte – Brasília – Curitiba – Fortaleza – Goiânia – João Pessoa – Maceió – Manaus – Niterói – Palmas – Porto Alegre – Recife – Rio Branco – Rio de Janeiro – Salvador –  Santos – São Luís  – São Paulo – Teresina.

FICHA TÉCNICA

Documentário, cor, DCP 2K, 88 minutos

Empresa produtora: Imagem-Tempo

Coprodução: Canal Brasil

Produtora Associada: Link Digital

Patrocínio: Riofilme e Secretaria de Cultura do Estado do Piauí

Direção e roteiro: Eduardo Ades e Marcus Fernando

Argumento: Marcus Fernando

Com: Jesuíta Barbosa (como Torquato Neto, voz)

Produzido por: Daniela Santos, Eduardo Ades, João Felipe Freitas

Produção executiva: Daniela Santos, Bibiana Osório

Montagem: João Felipe Freitas

Pesquisa iconográfica: Remier Lion, Marcus Fernando, João Felipe Freitas, Eduardo Ades

Edição de som: Thiago Sobral

Mixagem: Jesse Marmo

SOBRE OS DIRETORES:

Marcus Fernando é pesquisador e produtor musical. Ao longo dos últimos 20 anos, trabalhou com diversos nomes da música brasileira, como João Bosco, Moraes Moreira, Flavio Venturini, Joyce, Quarteto em Cy, Leila Pinheiro, Nei Lopes e Beth Carvalho. Idealizou e dirigiu diversos shows, produziu discos e foi diretor artístico da gravadora Fina Flor e diretor de produção da Rob Digital. Roteirizou e dirigiu a série de TV “Cale-se – a censura musical” (Canal Brasil, 2016).

Eduardo Ades é formado em Cinema pela UFF, é diretor, roteirista e produtor. Sócio-fundador da Imagem-Tempo, produtora carioca com 14 anos de atividade. Diretor e roteirista do documentário “Crônica da demolição” (90 min, 2015) e do premiado curta “A Dama do Estácio” (22 min, 2012), estrelado por Fernanda Montenegro, Nelson Xavier e Joel Barcellos. Produziu os documentários “Morro dos Prazeres” (Maria Augusta Ramos, 2013) e “Yorimatã” (Rafael Saar, 2014), além de diversos curtas.

Sobre a SESSÃO VITRINE PETROBRAS:

Projeto de distribuição coletiva criado pela Vitrine Filmes, e com o patrocínio da Petrobras, com o intuito de levar ao público um cinema de qualidade, expondo a diversidade da produção audiovisual contemporânea. Em 2018, a SESSÃO VITRINE PETROBRAS fica em cartaz permanentemente, com ingressos reduzidos de até R$ 12.

Com um lançamento por mês e horários fixos em cinemas de mais de 20 cidades, com sessões diárias ou semanais, dependendo da demanda de cada praça. Os filmes ficarão em cartaz por no mínimo duas semanas em cada cidade. A intenção é que uma programação mensal e um horário fixo tornem-se um referencial e criem um público cativo.

Serviço:

Os ingressos são vendidos a preço reduzido, através da bilheteria ou “Cartão Fidelidade SESSÃO VITRINE PETROBRAS”, que poderá ser adquirido no site do projeto. Valor máximo do ingresso: R$ 12 (inteira) / R$ 6 (meia) – variando de acordo com a cidade. Contribuintes de Outros Quinhentos podem concorrer a 5 kits do filme com pares de ingressos.

Mais informações sobre a SESSÃO VITRINE PETROBRAS:

Site: http://www.sessaovitrine.com.br

Facebook: http://www.facebook.com/sessaovitrine/

Instagram: http://www.instagram.com/vitrine_filmes/

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Cinema, Contrapartidas, Cultura

Filme brasileiro em cartaz em 18 cidades investiga o Feminino, o Trabalho e a Viagem — como forma de conhecer e transformar a si mesma. Quem sustenta nosso jornalismo de profundidade concorre a 5 pares de ingressos e kits

Por André Takahashi
 
MAIS:
Leia, em Outras Palavras, texto de Caroline Leone sobre o processo de concepção, amadurecimento e produção de Pela Janela


O filme conta a história de Rosália (Magali Biff), uma operária de 65 anos que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Ela é demitida, e, deprimida, é consolada pelo irmão José (Cacá Amaral), que resolve levá-la junto com ele em uma viagem de carro até Buenos Aires. Na viagem, Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana, começando uma jornada que sutilmente transformará uma parte essencial dela mesma.








Festivais e Prêmios

  • 46º International Film Festival Rotterdam 2017 – Seção Bright Future – Prêmio FIPRESCI (Prêmio da Crítica Internacional)
  • Habana Films Festival – Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano – Prêmio de Contribuição Artística
  • 45º Festival de Gramado – Competição Oficial
  • 41ª Mostra Internacional de São Paulo
  • X Janela Internacional de Recife
  • Festival East West Russia 2017
  • Malatya IFF (Turquia) – International Competition Films
  • 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro – Melhor atriz pra Magali Biff, Melhor ator coadjuvante para Cacá Amaral e Melhor Som

Contribuinte de Outros Quinhentos pode concorrer a 5 kits contendo um par de ingressos, um mini cartaz, postais e brindes exclusivos, preenchendo o formulário abaixo até o dia 02 de fevereiro, sexta-feira.

Confia se sua cidade está com o filme em cartaz:

ARACAJU – SE
Cine Vitória – 6a 14:00||| Sab 12:20

BELO HORIZONTE – MG
Belas Artes – 18:00

BRASILIA – DF
Cine Brasília – 14:30 (6a, Dom e 3a)

BRASILIA – DF
Espaço Itaú de Cinema Brasília – 19:50

CURITIBA – PR
Cineplex Novo Batel – 17:10

FORTALEZA – CE
Cinema do Dragão Fundação -5a 25/01 19h30 – Sessão com debate, presenca de Caroline Leone | 6a, Dom e 4a 18:00 | Sab e 3a 20:00

FOZ DO IGUAÇU – PR
Cine Cataratas – 20:10

GOIÂNIA – GO
Cultura Goiânia – 21:00

JOÃO PESSOA – PB
Cine Bangue – 5a 20:30 | Sab 16:00 | Dom 18:00 | 3a 18:30 | 4a 19:30

MANAUS – AM
Casarão das Ideias – 6a 20:30 | Sab 18:30 | Dom 19:00

NITEROI – RJ
Cine Arte UFF – 21:00 (6a, Dom e 3a)

PALMAS – TO
Cine Cultura Palmas – 14h30, 19:00

RECIFE – PE
Cinema do Museu – 6a 16:20 | Sab 18:20 | 4a 18:25

RIO DE JANEIRO – RJ
Cine Candido Mendes – 14:00
Espaço Itaú de Cinema Botafogo – 19:40
Estação NET Rio – 15:50
IMS Rio de Janeiro – 5a 16:00 | 6a, Dom e 3a 14:00

SALVADOR – BA
Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha – 18:30

SANTOS – SP
Espaço Miramar – 4a 19:00

SÃO PAULO – SP
CineArte – 18:00
Espaço Itaú de Cinema Augusta – 20:20
Galeria Olido – 5a, 6a e Sab 20:30 | Dom 19:30 | 3a e 4a 20:30
IMS Paulista – 5a 14:00 | 6a e 3a 18:00

Ficha técnica:

Pela Janela

84′ / Brasil – Argentina / 2018 / português, espanhol / ficção

Lançamento: 18 de janeiro.

Com Magali Biff e Cacá Amaral.

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Eventos, Política, Video
Documentário que retrata a luta [email protected] [email protected] em 2015 será exibido em sessão única e gratuita no CineSesc, no sábado 2 de dezembro, às 17h. Taturana Mobilização Social, distribuidora do filme, oferece três pares de ingresso para colaboradores de Outros Quinhentos.

Por André Takahashi

Em outubro de 2015, sem nenhuma consulta pública junto a professores, pais e estudantes, o governo do Estado de São Paulo anunciou numa entrevista de televisão que 94 escolas seriam fechadas no ano seguinte, como parte de um plano de reorganização do ensino.

Mas esse modus operandi da educação pública no estado mais rico e um dos mais conservadores do Brasil sofreu um grande revés. Os secundaristas reagiram ao decreto anunciado pelo governador Geraldo Alckmin e, em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, organizaram uma reação surpreendente: ocuparam 241 escolas e saíram às ruas para protestar contra a medida e reivindicar participação no processo.

As ações tiveram repercussão em todo o país, inspiraram novas ocupações que também se estenderam a outros estados, e foram vitoriosas: em dezembro do mesmo ano, dois meses depois, o governador anunciou a revogação do decreto.

O movimento ficou conhecido como Primavera dos Estudantes ou Primavera Secundarista.

ESCOLAS EM LUTA – TRAILER OFICIAL from Complô on Vimeo.

Escolas em Luta – dirigido por Tiago Tambelli, Rodrigo T. Marques e Eduardo Consonni, e produzido pela Complô, Encouraçado Filmes e Lente Viva Filmes – traz um retrato emocionante dessa luta, em um documentário que apresenta imagens feitas pelxs estudantes, com seus telefones celulares ou câmeras cedidas pelos realizadores, e depoimentos dxs secundaristxs tomados durante o momento das ocupações.

O filme retrata o cotidiano das ocupações e as formas de se organizar dos estudantes, mostra o calor de um movimento novo, fresco, alegre e que leva como bandeira principal o direito à participação e reivindicação política em todas as instâncias da vida, a começar pela própria escola.

Está circulando por diversos festivais e mostras: 8o. CachoeiraDoc (mostra competitiva de longas metragens, Bahia, set/2017); 50o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (mostra Terra em Transe, DF,  set/ 2017); Mostra São Paulo Cinema Anônimo de Belo Horizonte (Fundação Clóvis Salgado, BH, out/ 2017); 9a Semana Festival de Cinema (Rio de Janeiro, nov/ 2017); 4a Mostra de Cinema de Gostoso (Rio Grande do Norte, nov/ 2017); Festival Visões Periféricas (Rio de Janeiro, nov,dez/2017); Mostra Cinema Urgente (São Paulo, nov/2017).

Circuito de impacto: qualquer pessoa pode exibir o filme em seu espaço

ESCOLAS EM LUTA ainda não tem data para entrar em cartaz nos cinemas, mas a partir de 2 de dezembro, dia da pré-estreia especial no CineSesc, o filme estará disponível na plataforma da Taturana Mobilização Social.

Pela plataforma, qualquer  pessoa ou instituição poderá organizar uma exibição coletiva em seu espaço e ser um parceiro do filme.  Basta se cadastrar e agendar a sessão para ter acesso ao documentário: www.taturanamobi.com.br.

Outras Palavras e Taturana Mobilização Social presenteiam os contribuintes de Outros Quinhentos com três pares de ingressos para a pré-estréia especial no CineSesc, no sábado dia 02 de dezembro às 17h.

Para concorrer à um ingresso preencha o formulário abaixo até as 15h00 de sexta-feira, 01/12.
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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Video
Devido ao sucesso do sorteio Outros Quinhentos e Vitrine Filmes oferecem mais 10 pares de ingressos para o filme Invisível, de Pablo Giorgelli. Promoção é válida somente para contribuintes de Outros Quinhentos

Por André Takahashi

O filme acompanha um momento muito importante na vida de Ely, que tem 17 anos e mora no bairro de La Boca em Buenos Aires. Ely engravida e entra em uma turbulência sentimental que a leva a tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre. Invisível é uma coprodução entre Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha e França e é produzido no Brasil pela Sancho&Punta. 

Sinopse

Ely tem 17 anos e mora no bairro da Boca em Buenos Aires. Ela cursa o último ano do ensino médio e trabalha num pet shop para completar a renda familiar. Ao descobrir que está grávida do Raúl, dono do Pet Shop, seu mundo interno colapsa. Enquanto tenta manter sua rotina diária como se nada tivesse acontecido ela é tomada pelo medo e angústia. A sociedade que a pressiona e o estado de saúde frágil da sua mãe a isolam e a obrigam a amadurecer precocemente. Tomar a decisão que mudará sua vida para sempre lhe permitirá ter um novo começo.

Sobre Pablo Giorgelli

Nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1967 e foi criado no bairro da Boca. Trabalha com cinema desde 1993 como diretor de curtas e montador.

Seu primeiro longa metragem, Las Acacias estreou em 2011 na Semana da Crítica do Festival de Cannes. No festival, o filme recebe a Camera D’or para melhor filme de estreiano festival e consagra Pablo como um dos diretores argentinos mais promissores da sua geração. O filme recebeu também o prêmio ACID e o Prêmio da Crítica Jovem na Semana da Crítica, melhor primeiro filme no BFI de Londres, melhor filme Latino em San Sebastian e muitos outros. O filme foi lançado no Brasil em 2013 pela Vitrine Filmes. Pablo também é co-diretor do programa Janelas Abertas do Canal Brasil junto ao Felipe Nepomuceno.

 Invisível participou do prestigioso Atelier de Cannes para desenvolvimento de projetos e teve sua estreia mundial marcada para a competitiva Orizzonti no festival de Veneza 2017 e sua estreia brasileira na Prèmiere Latina do Festival do Rio 2017.



Vitrine Filmes, parceira de Outras Palavras, presenteia com 10 pares de convites grátis nossos leitores engajados que assinam mensalmente ou anualmente Outros Quinhentos, e assim, sustentam nosso trabalho de jornalismo independente. 

Verifique aqui a lista de cinemas no Brasil onde Invisível está em cartaz

Para concorrer aos ingressos, basta preencher o formulário abaixo até as 15h de segunda-feira 27/11.

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Economia, Política, Video
Em parceria com Boitempo Editorial e Califórnia Filmes, oferecemos, a quem sustenta “Outras Palavras”, dez ingressos para pré-estréia do filme, nesta sexta-feira

Por André Takahashi

O filme O jovem Karl Marxdirigido pelo cineasta haitiano Raoul Peck (do documentário indicado ao Oscar Eu não sou seu negro) e que estreia no Brasil no dia 28 de dezembro, faz um recorte da sua vida, mostrando o início de suas ideias, a amizade com Friedrich Engels e o início do movimento operário em meio à era moderna.

Com 26 anos, Karl Marx embarca com sua esposa Jenny na jornada para o exilo. Em Paris, em 1844, eles encontram o jovem Friedrich Engels, filho de um dono de fábrica que estudou o sórdido começo do proletariado inglês. Engels traz a Marx o pedaço faltante do quebra-cabeças que compõe sua nova visão do mundo. Juntos, entre a censura e as batidas policiais, protestos e revoltas políticas, presidem o nascimento do movimento trabalhista, que até então era feito de modo esporádico e não organizado. Isso cresce para ser a mais completa transformação teórica e política no mundo desde a Renascença – liderado, contra todas as expectativas, por dois brilhantes, insolentes e espertos jovens.


O diretor – Raoul Peck

Raoul Peck é um diretor, roteirista e produtor, nascido no Haiti, e criado no Congo, nos Estados Unidos e na França. Ele estudou engenharia de economia na TD Berlim e na DFFB Berlim. Peck foi ministro da cultura do Haiti em 1996 e 1997, e, desde 2010, ele é o presidente do La Fémis em Paris, a famosa escola de cinema e televisão. Em 2001 a Human Rigths Watch Organization o premiou com o Prêmio Irene Diamond Lifetime Achievement Award. Ele foi membro do júri do Festival de Cannes de 2012, assim como membro do júri do Berlinale em 2002.

Outros Quinhentos, Califórnia Filmes e Boitempo Editorial presenteiam os contribuintes de Outros Quinhentos com 10 entradas para a pré-estréia do filme na sexta-feira, 24 de novembro, às 10h, no Cinemark Pátio Paulista.  

Para concorrer à um ingresso preencha o formulário abaixo até as 14h00 de quinta-feira, 23/11.

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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Video

Exibida em 17 Estados, obra debate aborto e desamparo, com vigorosa delicadeza. Apoiadores de Outras Palavras participam de sorteio de oito pares de ingressos

Por André Takahashi
O filme acompanha um momento muito importante na vida de Ely, que tem 17 anos e mora no bairro de La Boca em Buenos Aires. Ely engravida e entra em uma turbulência sentimental que a leva a tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre. Invisível é uma coprodução entre Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha e França e é produzido no Brasil pela Sancho&Punta. 

O trailer segue a mesma linha estética do filme, buscando retratar a solidão e o desamparo da personagem Ely. Tal linha é percebida através de uma linguagem naturalista e rígida, com planos que permitem sentir a personagem e acompanhá-la. O filme se passa na Argentina, país onde o aborto é ilegal, onde os casos de gravidez adolescente aumentam e, mesmo assim, o Estado ignora e criminaliza esta problemática real e crescente.


Sinopse

Ely tem 17 anos e mora no bairro da Boca em Buenos Aires. Ela cursa o último ano do ensino médio e trabalha num pet shop para completar a renda familiar. Ao descobrir que está grávida do Raúl, dono do Pet Shop, seu mundo interno colapsa. Enquanto tenta manter sua rotina diária como se nada tivesse acontecido ela é tomada pelo medo e angústia. A sociedade que a pressiona e o estado de saúde frágil da sua mãe a isolam e a obrigam a amadurecer precocemente. Tomar a decisão que mudará sua vida para sempre lhe permitirá ter um novo começo.

Sobre Pablo Giorgelli

Nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1967 e foi criado no bairro da Boca. Trabalha com cinema desde 1993 como diretor de curtas e montador.

Seu primeiro longa metragem, Las Acacias estreou em 2011 na Semana da Crítica do Festival de Cannes. No festival, o filme recebe a Camera D’or para melhor filme de estreiano festival e consagra Pablo como um dos diretores argentinos mais promissores da sua geração. O filme recebeu também o prêmio ACID e o Prêmio da Crítica Jovem na Semana da Crítica, melhor primeiro filme no BFI de Londres, melhor filme Latino em San Sebastian e muitos outros. O filme foi lançado no Brasil em 2013 pela Vitrine Filmes. Pablo também é co-diretor do programa Janelas Abertas do Canal Brasil junto ao Felipe Nepomuceno.

 Invisível participou do prestigioso Atelier de Cannes para desenvolvimento de projetos e teve sua estreia mundial marcada para a competitiva Orizzonti no festival de Veneza 2017 e sua estreia brasileira na Prèmiere Latina do Festival do Rio 2017.

Vitrine Filmes, parceira de Outras Palavras, presenteia com 8 pares de convites grátis nossos leitores engajados que assinam mensalmente ou anualmente Outros Quinhentos, e assim, sustentam nosso trabalho de jornalismo independente. Além disso, entre os 8 felizardos sortearemos 4 kits do filme, contendo uma ecobag exclusiva, um mini cartaz, imãs, bottons e mais um par de ingressos. 

Verifique aqui a lista de cinemas no Brasil onde Invisível está em cartaz

Para concorrer aos ingressos, basta preencher o formulário abaixo até as 15h de sexta-feira 17/11.
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Cinema, Contrapartidas, Cultura, Livros, Video
Programa de financiamento autônomo de “Outras Palavras” oferece livro fundamental de Jean-Claude Bernardet para todos os que aderirem até 8/11, contribuindo a partir de R$ 30 mensais

Por André Takahashi

Mais uma semana se passou e nossa campanha de autofinanciamento avança! Financiado essencialmente por seus leitores, independente de publicidade de governos ou empresas, nosso projeto editorial requer recursos. Precisamos de R$ 24 mil mensais, para mantê-lo e ampliá-lo em 2018 (veja nosso orçamento).

O livro O Que É Cinema, da histórica coleção Primeiros Passos da editora brasiliense, é o brinde para todos que aderirem, até 01/11, a nosso programa de financiamento autônomo, Outros Quinhentos, com contribuições a partir de R$30,00 mensais.

Jean-Claude Bernardet, professor da Universidade de São Paulo, procura abordar neste livro alguns momentos da história do cinema que foram relevantes, ou que marcaram por apresentar mudanças na produção cinematográfica – avanços, inovações de estilo, edição, enquadramento, etc. 

Assim,  ele propõe que façamos um passeio por esses anos de vida da existência do cinema. O autor relembra o episódio que, para a historiografia, ficou conhecida como a primeira exibição da máquina criada pelos irmão Lumière. O primeiro filme mostrava a chegada de um trem na estação, gravado em um ângulo capaz de pegá-lo ainda ao longe e vindo aproximando-se na direção da câmera. Essa cena, bastante conhecida por quem trabalha com a história do cinema, ficou famosa pela reação da plateia – receosos com o trem vindo na direção deles, a maioria se apavorou, se assustou, ou saiu correndo. Para o autor, tal episódio trazia o que seria característica presente nos filmes, a ilusão – “impressão de realidade, foi provavelmente a base do grande sucesso do cinema”.

O Que É Cinema é obra fundamental para todos e todas que procuram entender a sétima arte.Para participar de Outros Quinhentos e receber a obra, basta clicar aqui.
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