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Contrapartidas, Cultura, Teatro
Aclamado espetáculo é o “happening” mais importante dos últimos tempos. Reestreia nesta quinta-feira, com apenas 8 apresentações, no Teatro Oficina. Membros de Outros Quinhentos pagam meia

Por Simone Paz Hernández

Em 2015 teve sua estreia uma das peças de teatro mais marcantes dos últimos anos: Why the horse?. Em cena, Maria Alice Vergueiro, a ousada e respeitada atriz que iniciou sua trajetória em 1962, com A Mandrágora (dirigida por Augusto Boal), que integrou a trupe do Oficina, e que ficou famosa entre os jovens por meio do vídeo “Tapa na Pantera”, no YouTube, encenava o próprio velório, como um ensaio para enfrentar a morte, que poderia chegar com ela estando no palco, do jeito que mais gostaria.

Com uma bactéria instalada em seu joelho e o Parkinson invadindo seu corpo, Maria Alice era aplaudida em pé, entrando em cena, agasalhada pelas lápides cenográficas onde jazem os grandes escritores, dramaturgos e outros artistas, que tantas vezes devem ter lhe sussurrado ao ouvido, trazendo epifanias e inspiração.

Acompanhada pelo grande parceiro de palcos, Luciano Chirolli, e por um elenco que é uma família, o Grupo Pândega, a peça é uma das maiores expressões artísticas que podemos encontrar no teatro brasileiro contemporâneo, mesclando elementos de dança, performance e teatro, carregado de influências estéticas e dramáticas do Teatro Pânico (de Jodorowsky) e da obra de Samuel Beckett.

Assim, a morte perpassa a peça inteira, como se entrássemos numa viagem deliciosa, apesar de dolorosa. Um rito de despedida. Não à toa, ao completar 100 apresentações, o espetáculo volta (apenas por mais 8), e escolhe como cenário o Teatro Oficina, expressão forte do teatro ritualístico, e espaço que abriga a companhia com a qual Maria Alice fugiu para Portugal, largando o trabalho de docente da USP, e que foi tantas vezes o seu lar.

Estreia novamente nesta quinta-feira, 5 de outubro, e nas primeiras quatro apresentações — de quinta 5/10 a domingo 8/10 — membros de Outros Quinhentos pagam meia (R$20).

Para obter o desconto, preencha o formulário abaixo até as 15h de quinta-feira.

Serviço:

De 5 a 15 de outubro, quinta-feira a sábado às 21 horas; e domingo às 20 horas

Duração – 45 minutos. Indicado para maiores de 16 anos. Ingressos – R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada).

Dia 13 de outubro – participação do grupo Oficina Uzyna Uzona.

Dia 14 de outubro – Pocket Show Celso Sim + Danilo Oliveira e Mica Matos.

TEATRO OFICINA – Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista. Telefone – (11) 3106-2818. Capacidade – 100 lugares. Bilheteria – Quinta-feira a sábado a partir das 18 horas e domingo a partir das 17 horas.

 
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Contrapartidas, Música
Tributo ao vivo ao artista de voz rouca e misteriosa, em noites de ode ao amor, com convites grátis para membros do financiamento coletivo de Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández

A Tupi or not Tupi, charmosa casa de shows e gastronomia essencialmente brasileiros — localizada na Vila Madalena, em São Paulo — oferece pares de ingressos grátis para todos os concertos, de cada semana, aos colaboradores que sustentam este site por meio de nosso esforço de financiamento coletivo Outros Quinhentos.

A programação é sempre rica e variada, passeando por vários estilos musicais brasileiros, com certas influências de rock, jazz e bossa nova, por exemplo. Esta semana: um especial de piano e voz dos incríveis Laércio de Freitas e Thalma de Freitas, na quinta-feira 28; na sexta-feira 29, canções românticas do cubano Bola de Nieve, interpretadas por Fabiana Cozza, no show “Ay amor!”; e no sábado 30, tributo ao aclamado cantor Tom Waits, na voz de Carlos Careqa.

Para concorrer, basta preencher o formulário do seguinte link, até as 16h de quinta-feira 28/09: https://goo.gl/forms/6zwDBOGnpqOMEjMY2

Mas você sabia que tem também a programação delícia dos JazzB e JazznosFundos, em São Paulo? Toda quinta-feira, é sorteado um par de ingressos para cada casa. O JazzB fica no bairro da República e tem um ambiente romântico e descolado, com shows de jazz e bossa nova, clássicos que não passam de moda. O JazznosFundos traz bandas mais experimentais, dançantes e influenciadas por sons do mundo todo, mas sem perder a identidade jazzística; assim, quase sempre tem dois shows por noite, numa casa com terraço, localizada no bairro de Pinheiros.

Veja a programação de cada uma:
jazzb.net
jazznosfundos.net
tupiornottupi.net

Concorra a convites para a programação de quinta-feira, do JazzB e do JazznosFundos, a seguir: https://goo.gl/forms/EM1Ux7GsF2vnXmAN2

Para entender como funcionam as parcerias de Outros Quinhentos, e como colaborar com o jornalismo independente, leia mais aqui: http://outraspalavras.net/outrosquinhentos/#participe
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Contrapartidas, Economia, Livros
“E os fracos sofrem o que devem?”, novo livro da voz anti-austeridade europeia, chega em edição brasileira com exemplares grátis para quem financia Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández

Para adentrar os bastidores da crise europeia, compreender o ressurgimento do fascismo e as raízes das contradições do sistema monetário europeu com lucidez e clareza, chega às prateleiras novo livro de Yanis Varoufakis, ex-ministro de finanças da Grécia, também autor do best-seller O Minotauro Global.

A obra, publicada pelas editoras parceiras, Autonomia Literária e Fundação Rosa Luxemburgo, ganha edição com prefácio de Tatiana Roque (UFRJ) e contracapa por Pedro Rossi (Unicamp), dois grandes estudiosos e intelectuais do pensamento progressista brasileiro na filosofia e na economia.

O livro já está à venda com desconto em nossa loja Outros Livros, ganhou trecho publicado no Outras Palavras (leia aqui) e colheu as seguintes críticas:

“Varoufakis fala de um jeito profundo e teatral que pode provocar fortes reações.”
— The New York Times
 
“Os ministros das finanças europeus têm um adversário que não desiste fácil e que, além disso, parece ter a resistência de um maratonista para percorrer todo o trajeto”
— The Guardian
 
“Um economista brilhante”
— Bloomberg


Tem 5 exemplares grátis em sorteio para quem financia nosso site. Basta preencher o formulário abaixo até as 18h de quinta-feira 28/09.

Se você colabora por meio do financiamento coletivo Outros Quinhentos, não ganhar no sorteio e quiser muito ter um exemplar com até 60% a menos no preço, peça seu cupom de desconto para [email protected]

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Contrapartidas, Cultura, Música, Teatro
Últimas apresentações da Macumba Antropófaga no Teatro Oficina, e shows com o melhor da MPB contemporânea em SP. Ingressos grátis em sorteio e descontões para quem financia Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández | Obra: Antropofagia, de Tarsila do Amaral (1929)

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi, that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

                                                                                 — trecho do “Manifesto Antropófago”, de Oswald de Andrade (1928)

Em pleno 2017, vivemos um momento crítico e conservador, que nos faz repensar em como resistir e inovar contra uma ordem de mundo onde parece querer prevalecer o ódio ao que é diferente, seja na arte ou no amor, nas crenças ou nas políticas.

Assim, em meio à crise, juntamos forças para viver e continuar desfrutando de prazeres que atravessam o corpo, pelos olhos e pelos ouvidos, despertando a alma com seu conteúdo cultural e deliciosamente irreverente.

O Manifesto Antropófago, citado no início desta matéria, inspirou o nascimento de duas coisas que fazem parte de nossas Contrapartidas e Parcerias Incomuns: uma casa de música ao vivo e uma peça de teatro.

A Tupi or not Tupi é uma casa de shows musicais localizada na Vila Madalena (São Paulo), cujo lema é “Para os 5 sentidos”, porque não só o lugar é lindo e tem excelente curadoria de concertos — com uma acústica impecável — como também, um cardápio maravilhoso, de drinques e comidinhas que encantam. Tudo bem brasileiro, com algumas influências do exterior, como neste fim de semana, em que o Mani Padme Trio se apresentará, trazendo música brasileira clássica, com toques de música cubana. O jazz também tempera muitas noites, mas neste sábado, a atração é o forró de Germano Mathias e Manu Lafer.

Para colaboradores de Outros Quinhentos, há ingressos grátis em sorteio. Basta completar este formulário (https://goo.gl/forms/y7FKTeiuc01vOIPE3) até as 17h de sexta-feira 22/09.
Veja aqui a programação: http://tupiornottupi.net/index.php/event/

E o Teatro Oficina, companhia fundada em 1958, entra em seu último fim de semana com a peça Macumba Antropófaga em cartaz. Escrita por Zé Celso, Catherine Hirsch, Roderick Himeros e companhia Uzyna Uzona, a partir do Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, o espetáculo é um rito para comer os tabus e transformá-los em tótens, é um passeio pelo bairro do Bixiga (São Paulo), é uma ópera de carnaval e uma experiência transformadora, repleta de coros de Villa-Lobos, referências artísticas, explosão de cores, aromas, danças, humor e crítica. As duas últimas apresentações ocorrem neste sábado e domingo, 23 e 24 de setembro, às 16h. COLABORADORES DE OUTROS QUINHENTOS PAGAM MENOS DA METADE!

Basta completar o formulário abaixo até a meia-noite de sexta-feira (22/10) para pagar R$25 em vez de R$60:

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Cinema, Contrapartidas, Cultura
Longa de Julia Murat tem lançamento em cinemas de todo o Brasil nesta quinta, 21/9, e há dez convites para quem financia Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández

Em 1980, a artista Marina Abramovic realizou uma performance junto ao seu marido, Ulay, chamada “Rest Energy”. Nela, Marina e Ulay seguravam um arco tensionado somente pelo peso de seus corpos, apontando uma flecha para o coração de Abramovic. Como ela relembra: “Rest Energy foi uma das obras mais difíceis em  toda a minha vida como artista de performance, porque nela eu não estava no comando. Era uma performance sobre confiança completa e total, em que eu poderia de fato morrer”.

É a partir dessa experiência que a cineasta brasileira Julia Murat se inspirou para criar o roteiro e dirigir o filme Pendular. O longa aborda a história de um casal de artistas: ele, escultor; ela, bailarina. Ambos dividem o mesmo galpão como espaço de trabalho, separados apenas por uma linha traçada no chão. A partir desse ponto é explorada a doação afetiva que existe entre casais, os obstáculos, o orgulho e o ego, o território onde vida e trabalho se misturam, o limite da arte e da intimidade, e a busca do equilíbrio.

O filme obteve o prêmio Fipresci no mais recente Festival de Berlim, e entrou na programação do Festival de Brasília, que está acontecendo esta semana. Também, conta com esculturas feitas pelas artistas Elisa Bracher e Marina Kosovski e é um espetáculo de dança, tornando o longa numa experiência artística fascinante e rara no cinema brasileiro.

Vitrine Filmes, parceira de Outras Palavras, presenteia com 5 pares de convites grátis nossos leitores engajados que assinam mensalmente ou anualmente Outros Quinhentos, e assim, sustentam nosso trabalho de jornalismo independente.

Para concorrer aos ingressos, basta preencher ESTE FORMULÁRIO (clique em cima) até as 18h de sexta-feira 22/09.

Confira os cinemas em que o filme entrou em cartaz: http://www.vitrinefilmes.com.br/site/?page_id=3754
Veja aqui o trailer.
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Contrapartidas, Cultura, Teatro
Contra o caretismo, a favor da tolerância e da diversidade, peça-rito do Teatro Oficina convida a comer os tabus e a conhecer o bairro do Bixiga. Financiadores de Outras Palavras têm desconto de 60%

Por Simone Paz Hernández

Em semana marcada pelo conservadorismo e proibicionismo, manifestações de resistência e desbunde são um oásis no deserto.

Após museus começarem a adotar a censura, devido ao polêmico caso da exposição de arte queer cancelada pelo Banco Santander a pedido de grupos de direita, como o MBL, torna-se um deleite ainda maior circular por um teatro de arte e irreverência, que se inspira em mestres como Artaud, Eurípides e Oswald de Andrade para criar seus espetáculos.

O Teatro Oficina entra na última semana de apresentações de sua peça Macumba Antropófaga, e oferece ingressos de R$60 por R$25, para todos os que colaboram com o financiamento coletivo desde site, por meio do projeto Outros Quinhentos.

Basta enviar seu nome por meio do formulário ao final deste post, até o meio dia de sábado.

A peça é inspirada no Manifesto Antropofágico de Oswald de Andade, e em estilo de teatro de revista, conta com personagens como Tarsila do Amaral, Pagu e Lina Bo Bardi. Está dividida em três atos e possui direção de Zé Celso.

Sobre o pensamento que perpassa o espetáculo:

RETORNO AO PENSAMENTO SELVAGEM
O coro antropófago vai em direção ao primitivo, num retorno ao pensamento em estado selvagem com percepção da cosmopolítica indígena, que hoje nos revela a urgência em cessar a predação e o trauma social do capitalismo, do patriarcado e do antropoceno que atravessam continentes e séculos carregando a mitologia do Progresso a qualquer custo. Praticamos neste início de século o ódio a tudo o que não sou eu — e a fina faca da intolerância tem de fato cortado cabeças. A encenação do Manifesto pela companhia em 2017 nasce a partir da necessidade da incorporação da Antropofagia como visão de mundo – Weltanschauung – para desvendar e interpretar o tempo presente no Teatro – um ritual de poder humano, que pode, concretamente atuar e superar entraves das crises que procriam dia após dia. Hoje, com o fascismo presente na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que entra em cena como filosofia e ação política, experiência de contracenação, prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres. Um banquete antropófago é um rito de adoração da adversidade, a transformação permanente do Tabu em Totem.

Serviço
Peça Macumba Antropófaga
Sábados e domingos, às 16h | duração de 5 horas | até 24/09
Ingressos: R$60 inteira; R$30 meia; R$25 na lista amiga com Outros Quinhentos
Endereço: Teatro Oficina Uzyna Uzona | Rua Jaceguay, 520 – Bixiga – São Paulo, SP
*A peça possui audiodescrição para cegos
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1514728388571011/

Seja um co-produtor do Teat(r)o Oficina e ajude a manter os trabalhos da companhia: teatroficina.org

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Contrapartidas, Livros
Nesta quinta (14/7) é lançada obra reveladora sobre a atuação desonesta de empresas alemãs no Brasil há décadas. Livro sai grátis para quem financia Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández | Na imagem, o ditador Ernesto Geisel com o presidente alemão Walter Schell, em 1978

Saiu do forno mais um belo trabalho feito entre as editoras parceiras Elefante e Autonomia Literária, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e da ONG Medico Internacional: “Empresas Alemãs no Brasil: o 7×1 na economia”, do jornalista e ativista alemão Christian Russau.

O lançamento ocorre amanhã, quinta-feira 14 de setembro, às 19h, na casa que abriga a redação de Outras Palavras: o Ateliê do Bixiga (R. Conselheiro Ramalho, 945 – Bixiga – São Paulo), e conta com organização — além das editoras e fundações já mencionadas acima — do grupo ativista Vigência.

No debate, teremos a presença do autor e de Lúcio Bellentani, ex-dirigente sindical da Volkswagen e ex-preso político; além da mediação de Verena Glass, da Fundação Rosa Luxemburgo.

O livro sai grátis para membros de nosso financiamento coletivo, Outros Quinhentos: basta retirar seu exemplar no evento. Mas, se você não estiver em São Paulo, pode adquirir o mesmo em nossa loja virtual Outros Livros, pagando apenas o custo do frete (peça o seu aqui).

Outros Quinhentos é um mecanismo de doações constantes, um esforço coletivo de nossos leitores, criado por nós para viabilizar o projeto editorial independente de Outras Palavras. Saiba como colaborar aqui:

Já para saber mais sobre o livro, leia matéria de Tadeu Breda, editor da Elefante, publicado em Outras Palavras: http://outraspalavras.net/uncategorized/a-opressao-oculta-das-empresas-alemas/
A seguir, um trecho:
Num primeiro momento, a obra investiga as parcerias amorais entre Brasil e Alemanha, expressas no comércio de armas e no treinamento militar (capítulo 1) e na tecnologia nuclear (capítulo 2), nas quais as violações de direitos humanos têm sido consideradas uma espécie de dano colateral inevitável de importantes negócios.Russau explica, por exemplo, por que uma técnica policial conhecida como “caldeirão de Hamburgo”, proibida pelos tribunais alemães, foi usada pela PM paulista na repressão aos movimentos que protestavam contra a Copa do Mundo, em 2014. E rastreia como, ainda durante o governo Getulio Vargas, ex-cientistas nazistas proveram o país de reatores.


LANÇAMENTO E DEBATE
Empresas alemãs no Brasil: o 7×1 na economia
De Christian Russau, que debaterá com Lúcio Bellentani, ex-metalúrgico da Volks
Quinta, 14 setembro, às 19h
Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bixiga, São Paulo
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Contrapartidas, Livros
O livro “Significado do Protesto Negro”, de Florestan Fernandes, ganhou relançamento após 30 anos. Dois exemplares serão sorteados para quem contribui com Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández

Parceiras não só de luta, mas também parte de nossas Parcerias Incomuns, as editoras Expressão Popular e Fundação Perseu Abramo, lançaram este ano um livro crucial, escrito pelo pai da sociologia brasileira, Florestan Fernandes, há trinta anos.

A obra “Significado do Protesto Negro” relembra a importância dos movimentos sociais manterem a pauta da questão racial. Como dizia o próprio Florestan: “A democracia só será uma realidade quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie de discriminação, de preconceito, de estigmatização e de segregação, seja em termos de classe, seja em termos de raça”.

Os textos relacionam capitalismo e racismo para que se compreenda a desigualdade racial e a condição de pobreza da população negra que os representantes das elites da casa-grande tentam manter, como garantia da manutenção de seus privilégios e postos de mando e opressão.

O livro está à venda em nossa loja Outros Livros (http://www.outraspalavras.net/outroslivros/loja/significado-do-protesto-negro/) e, graças à parceria, tem desconto para membros do financiamento coletivo Outros Quinhentos.

Mas também tem sorteio de dois exemplares grátis, concorrendo até as 18h de quinta-feira 14/9, por meio do formulário abaixo. Basta ser nosso colaborador!

Já para comprar montões de livros por até 40% do preço original, se você colabora com Outros Quinhentos, peça seu cupom de desconto escrevendo um e-mail para [email protected]

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Contrapartidas, Cultura, Eventos, Música

Outros Quinhentos oferece ingressos para noites de som brasileiro, de rock e de jazz ao vivo, na Tupi or not Tupi e em mais duas casas, em SP — tem também sessão de cinema em teatro emblemático

Por Simone Paz Hernández | Na imagem, cenografia da peça “O Rei da Vela”, do Teatro Oficina, em 1967

De quarta a sábado, a cidade de São Paulo vai oferecer panoramas culturais incríveis para quem financia o jornalismo independente de Outras Palavras.

Começando pela Tupi or not Tupi, que hoje, quarta-feira tem concerto com um repertório de música estrangeira de tirar o fôlego, com Blubell & Black Tie, que revisita clássicos desde The Who até Edith Piaf. Ao longo da semana, os shows também incluem jazz francês cigano, à la Django Reinhardt, e música popular brasileira, que percorre as canções de Vinícius de Morais, Dorival Caimmy, Baden Powell e Milton Nascimento. (veja a programação completa, aqui)

JazznosFundos, com sua proposta mais dançante e descolada, oferece uma noite antropofágica nas famosas quitemporâneas: dois shows, às 22h, o Projeto Coisa Fina, e à meia-noite, a Skafandros Orkestra.

JazzB, com todo seu estilo moderno e requintado, apresenta, também nesta quinta (7/9), Leandro Cabral Trio: jazz de alto nível com misturas de sons baianos. O trio apresentará o álbum “Alfa”, que recebeu 5 estrelas no site estadunidense All About Jazz e foi selecionado na lista dos “10 Melhores Discos de 2016” pelo crítico musical Carlos Calado.

E a quinta-feira do feriado continua a ferver, porque o Teatro Oficina convoca para outra Noite Antropófaga, com projeção de filme, conversas, comidas e bebidas, no famoso e belo teatro da companhia, no Bixiga. O filme da vez é “O Mestre e o Divino”, de Tiago Campos, que será precedido pelo curta “Nossa Pintura”, de Fábio Nascimento e Thiago Oliveira. Veja o evento, aqui. Colaborador de Outros Quinhentos paga meia!

Todos esses programas deliciosos possuem ingressos grátis em sorteio para quem colabora com Outros Quinhentos.

Basta preencher o formulário correspondente, clicando em cima do nome do local onde quer ir:

Teatro Oficina

JazzB e JazznosFundos

Tupi or not Tupi

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Contrapartidas, Cultura, Gastronomia, Restaurantes
Comida baiana, africana e palestina, além de alimentos agroecológicos, com descontos carinhosos para quem colabora com Outras Palavras

Por Simone Paz Hernández | Na imagem, prato “Kamba”, do Restaurante Biyou’z

Culinária afetiva e com histórias muitas, é algo que temos a oferecer. Outras Palavras existe graças a uma lógica pós-capitalista de colaboração entre os leitores que doam voluntariamente recursos financeiros — afinal, as matérias em nosso site são todas livres e compartilháveis, sem restrições — e nós, num gesto de agradecimento, oferecemos pequenos “regalitos”, tais como um belo desconto na conta de alguns restaurantes e lojas de alimentos.

Os restaurantes e lojas que toparam ser parte dessa roda, são lugares especiais, com uma visão de mundo solidária, que promovem encontros onde se misturam a poesia, a comida, a família e as diversas culturas.

Assim, o primeiro a entrar foi o Restaurante Soteropolitano, onde a moqueca é melhor do que na própria Bahia. Tem também carne de sol e do sertão, acarajés e outras delícias preparadas pelos próprios donos, Júlio e Deborah, numa charmosa casa na Lapa (São Paulo). Às sextas e sábados, o desconto é de 50% na conta — o desconto não inclui bebidas e é necessário enviar o nome previamente, nesta lista aqui.

O Al Janiah, entrou no começo deste ano, trazendo o encanto da comida palestina, e promovendo noites de música incríveis. O espaço, no Bixiga, tornou-se quase um centro cultural, com debates, lançamentos de livros, performances, além de ser uma referência da resistência palestina, que oferece apoio a refugiados. Toda semana, sorteamos um combo de um lanche + uma cerveja. Concorra até quarta-feira, neste link.

E, finalmente, o fascinante Biyou’z, localizado no centro da metrópole paulistana, que trouxe ousadia e estilo, num cardápio que abrange muitos países africanos. Além do desconto de 25% em todos os pratos, de segunda a sexta, o restaurante promove saraus e outros eventos relacionados à poesia africana. Para obter o desconto, envie aqui seu nome.

Não esquecemos dos alimentos orgânicos e frescos entregues em sua casa, pela Quitandoca, que também oferece descontos nas assinaturas e cafés da manhã de domingo grátis, em sorteio, participando aqui. Ah! E o querido Armazém do Campo, que traz produtos provenientes das famílias produtoras nos assentamentos do MST; para obter desconto de 10% em toda a loja, inscreva-se nesta lista.

Saiba mais sobre outras contrapartidas especiais, aqui, na página de Parcerias Incomuns — financiando a mídia independente, é possível desfrutar de comidas espetaculares!
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