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Contrapartidas, Economia, Livros, Política
Livro do economista escocês Mark Blyth explica como é construído o discurso ideológico que justifica políticas de recessão, desemprego, privatizações e desequilíbrio fiscal

Por André Takahashi

O livro Austeridade – história de uma idéia perigosa” (Autonomia Literária, 2017), de Mark Blyth, já é uma das obras referência para entender um mito que foi reforçado após a crise de 2008: o das políticas de “austeridade” que causam fome, desemprego e destruição dos povos.

Como escreveu Edemilson Paraná na resenha “Austeridade, mito cruel e interesseiro”:

“O livro, que apresenta um instigante diálogo interdisciplinar, está construído sob as fundações de um bem-sucedido casamento entre história e crítica das ideias econômicas, que desaguam em um potente ensaio em torno da (não) eficácia da aplicação destas ideias – mesmo quanto testadas de várias maneiras, em distintos lugares, contextos e épocas.” 

Complementando a descrição da obra Luiz Gonzaga Belluzo destaca:

São saborosos os capítulos do livro que avaliam a história da Ideia Perigosa. No âmago dos enganos e desenganos, está o autoengano do ideário liberal. Nos momentos de crise, o liberalismo econômico aponta invariavelmente o dedo acusador para o Estado irracional e gastador.

Blyth inicia a investigação histórica da Ideia Perigosa com a análise cuidadosa dos escritos de Locke, David Hume e Adam Smith. Críticos do mercantilismo, os três ícones do pensamento liberal advogam a regra inviolável do orçamento equilibrado, independentemente das flutuações cíclicas da economia. Esse dogma associou-se às crenças do padrão-ouro para sacralizar o mercado auto- regulado e bloquear as ações estabilizadoras dos governos.

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