Doc reforça necessidade de sinais de advertência em ultraprocessados

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‘Os rótulos estão gritando a mensagem errada’, do canal Do Campo à Mesa, reúne evidências de que triângulo proposto à Anvisa passa mensagem clara sobre alimentos que devem ser evitados

Um minidocumentário lançado esta semana reforça os argumentos em favor da adoção de sinais de advertências nas embalagens de alimentos ultraprocessados. Os rótulos estão gritando a mensagem errada foi produzido e dirigido por Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa.

Com duração de 18 minutos, o vídeo disponível no YouTube parte da leitura de que os rótulos hoje disponíveis nos supermercados chamam a atenção para uma série de informações erradas ou que visam a simplesmente desviar o foco da composição nutricional.

Pesquisadores universitários e representantes de ONGs reforçam a necessidade de adotar sinais de advertência frontais similares aos existentes desde 2016 no Chile. O modelo foi proposto pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e está em debate na Anvisa, em contraposição ao sistema defendido pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). A expectativa é de que a agência tome uma decisão ainda este ano.

Como já mostramos no Joio, a Abia quer a adoção de uma espécie de semáforo. Para cada nutriente, o símbolo mostraria as cores verde, amarela e vermelha. Isso forçaria o consumidor a cruzar até 243 informações diferentes para cada rótulo. As evidências científicas mostram que as pessoas gastam em média quatro segundos para escolher um produto, ou seja, pode ser muito difícil analisar tantos campos diferentes.

Além do Chile, o Canadá se prepara para adotar os sinais de advertência. Por lá, a agência de saúde não teve dúvidas e já partiu do pressuposto de que esse modelo comprovadamente funciona melhor que os demais. No Uruguai, falta apenas a assinatura do presidente Tabaré Vázquez para o alerta virar realidade. E o Peru também está próximo de fechar posição por esse sistema.

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