Israel: assassinato em Dubai

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Autoridades dos Emirados Árabes estão certas de que Mahmoud al Mabhoud foi morto pelo Mossad. Revelação pode gerar tensão diplomática

O assassinato de Mahmoud al-Mabhoud, um destacado operador do movimento palestino Hamas, foi praticado por 17 agentes do serviço secreto israelense Mossad, anunciou ontem o chefe da polícia dos Emirados Árabes Unidos, Dahi Khalfam. Ele assegurou ter “99%, para não dizer 100%” de certeza sobre a afirmação, e descreveu em detalhes as circunstâncias em que o crime teria sido cometido. Perpetrada na capital (Dubai) de um país estrangeiro, em 19/1, a execução está gerando forte tensão diplomática, mesmo entre aliados tradicionais de Israel.

Os 17 membros do Mossad teriam, segundo filmagens e investigações realizadas pela polícia dos Emirados Árabes, emboscado Mabhoud no quarto do hotel em que vivia. Liquidaram-no por sufocamento. Aproveitaram-se da relação especial mantida entre Dubai e Telavive — os Emirados são um dos poucos países árabes que mantém relações diplomáticas normais com Israel. Para cometer o crime, foram municiados, pelo Mossad, com passaportes roubados de cidadãos britânicos, franceses, alemães e irlandeses. Ao tomarem conhecimento dos fatos, nas últimas horas, alguns dos proprietários dos documentos declararam-se “chocados” e “revoltados”.

Mahmoud al-Mabhoud (exibido, na foto, por seu pai) teria sido assassinado por seu papel no suprimento de armas e recursos ao Hamas. Ele teria desempenhado tal função especialmente durante a resistência da região de Gaza à invasão israelense, em 2008-2009. As autoridades de Dubai prometeram novas revelações nas próximas horas.

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Antonio Martins

Antonio Martins é Editor do Outras Palavras