A guerra espreita o Líbano

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Presença de barcos de guerra dos EUA e provocações de Israel podem sinalizar que Telavive quer vingar derrota de 2006 

As tensões profundas do Oriente Médio podem manifestar-se em breve no Líbano, revela matéria muito relevante da jornalista Rebbecca Murray, publicada pela Agência IPS.

Tendo como fonte principal o analista Alistair Crooke, coordenador da ONG Conflicts-Forum, em Beirute (http://conflictsforum.org), o texto enxerga sinais de que o Líbano pode estar se tranformando no principal foco de tensão do Oriente Médio. Num país historicamente dividido, marcado por guerras civis e com presidência vaga, Israel e EUA estariam movimentando-se para fustigar forças políticas e sociais como o Hezbollah e seus aliados internacionais — especialmente Síria e Irã.

Os dois fatos concreto mais marcantes são: a) o assassinato em Beirute, num ataque aéreo de Israel, de  Imad  Mughniyeh, líder do Hezbollah e possível comandante da resistência do grupo contra a invasão do sul do Líbano por Israel, em setembro de 2006 — um combate que terminou com grave derrota dos israelenses; b) a presença, em águas do Líbano, do destróier norte-americano USS Cole — substituído em seguida por seis fragatas — a pretexto de “preservar a estabilidade política do país”. É a primeira vez que os EUA enviam embarcações ao Líbano desde 1983, auge da guerra civil.

Estes movimentos se dão num cenário de crise interna. O Parlamento adiou há dias, pela 16ª vez, a elição do presidente do país, um posto vago desde o ano passado, quando terminou o mandato de Emile Lahoud. Legislativo e opinião pública dividem-se entre o apioio ao governo do primeiro ministro Fouad Sinoira, visto com pró-ocidental e a coalizão entre o Hezbollah e o grupo cristão comandado pelo general Michel Aoun. Ambos têm laços com a Siria e o Irã.

A matéria da IPS sugere que Israel não digeriu a derrota de 2006, e que as provações impostas à população palestina na Faixa de Gaza poderiam ter por objetivo a deflagração de um incidente qualquer: por exemplo, o disparo de foguetes contra território israelense a partir do Líbano. Numa nova guerra, comenta-se, Israel ocuparia de maneira muito mais dramática a região libanesa ao sul do rio Litani, próxima a sua fronteira. O Hezbollah reagiria também com vigor e poderia haver envolvimento de Síria e Irã.

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A principal garantia contra a guerra seria, no momento, a presenca, na fronteira, de 13 mil soldados de uma força de paz da ONU — formada principalmenhte por italianos, franceses e espanhóis.

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Antonio Martins

Antonio Martins é Editor do Outras Palavras