Povão atropela o golpe e os “estrategistas” e só quer saber de Lula

É um estrondo. A pesquisa CNT/MDA enterra de vez todos os falsos profetas que alardearam que Lula iria para o ostracismo político na cadeia. O golpe fracassou em seu projeto de uma nova hegemonia e os estrategistas do “realismo” no campo progressista estão sendo atropelados pelo povo.   O homem é amado pelo povão, que só quer saber dele e de mais ninguém

Por Mauro Lopes

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda (14) é um rolo compressor. O povo quer Lula e mais ninguém. O golpe fracassou em seu projeto de uma nova hegemonia e os estrategistas do “realismo” no campo progressista estão sendo atropelados pelo povo. Os números desmentem todas as projeções que se fizeram sobre a queda de Lula nas preferências de voto depois de sua prisão. Disseram que ele estaria liquidado como líder político quando foi acusado no caso do apartamento; depois, quando foi condenado por Moro; mais uma vez quando o TRF-4 confirmou e ampliou a sentença; quando foi preso, comemoraram sua “morte” política; declararam-no fora do páreo depois que o STF recusou dos recursos de sua defesa. Foram mais de dois anos de linchamento nas mídias de massa sem direito a defesa. Nada. O homem é amado pelo povo.

Lula tem quase o dobro de Bolsonaro, o segundo colocado: 32,4% a 16,7%. Todos os demais candidatos comem poeira; nenhum deles chega perto de 10% das intenções de voto.

No campo da direita, Marina tem 7,6%, Alckmin despencou de 6,4 para 4%, Álvaro Dias está com 2,5% e os demais sequer chegam a 1% -Temer, o odiado, tem 0,95. Apenas juntando todo o rebotalho da direita, de Marina para baixo, eles conseguem um pouco mais que meio Lula.

No campo progressista, Lula ocupa todo o espaço. Ciro tem 5,4%, Boulos e Manuela têm 0,5% cada um.

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No fim, Jesus não mandou olhar pro céu, erguer palácios ou promover guerras

Um peregrino segura uma folha para receber o darsham matinal (a oferenda de comida), no Templo de Ouro dos Sikhs, Amritsar, Índia, foto de Abbas Attar (1944-2018), Magnum Photos, Irã. Publicada em Matersol, Manos da Terna Solidão (http://matersol.blogspot.com.br/)

Neste domingo (13) já no finzinho do Tempo da Páscoa, cristãos de diversas denominações, como os católicos, celebram a solenidade  conhecida como Ascensão do Senhor. Ela refere-se à conclusão da missão de Jesus, que “passa o bastão” para seus amigos e amigas. Jesus enviou-os a mudar o mundo e a si próprios, a disseminar a Boa Nova de um tempo-lugar chamado “Reino de Deus”. Não mandou ninguém ficar olhando para os céus, orar piedosamente, erguer palácios ou promover campanhas de ódio. 

Por Mauro Lopes

O texto sobre o qual se medita nas missas deste dia é extraído do Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20), exatamente a passagem da ascensão. Como observou o excelente biblista da novíssima geração no Brasil, padre Francisco Cornélio, depois dos estudos bíblicos dos últimos 100 anos já se dá como certo que este trecho não estava no texto original do Evangelho e foi acrescentado décadas depois.

O episódio da ascensão de Jesus aparece em Marcos (como adendo posterior) e em Lucas (Lc 24, 50-53)  e há referência a ele no início do texto que relata a missão e vida das primeiras comunidades cristãs, o Atos dos Apóstolos (At 1, 9-11), cuja redação usualmente atribui-se ao mesmo Lucas. Não há qualquer referência ao episódio em Mateus ou João.

Há consenso também de que as passagens de Marcos, Lucas e dos Atos dos Apóstolos sobre a ascensão não são relatos jornalísticos, mas teológicos, voltados à animação das comunidades nascentes que sobreviviam debaixo de perseguição, divisões e ondas de desânimo.

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