Padres cantores – quando os ídolos caem e quebram

Padres Fábio Melo e Marcelo Rossi: o risco da idolatria

Padre Geraldo Natalino, conhecido como padre Gegê, é pároco da Paróquia Santa Bernadete, que abrange parte das comunidades de Higienópolis e Manguinhos, dois dos focos da ocupação militar em curso nas favelas do Rio de Janeiro.

Segundo a ONG Justiça Global, as operações militares que conjugam as tropas do Exército, PM e Polícia Civil, já causaram nos últimos dias sete mortes em Manguinhos e na favela vizinha, Jacarezinho. Em nota veiculada na segunda (21), a entidade afirmou que elas um “revide” após a morte de um policial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core): “Não podemos admitir que os moradores das favelas do Jacarezinho e Manguinhos sejam vítimas de revide, tenham suas casas reviradas, suas escolas fechadas por tempo indeterminado e sejam impedidos de ir e vir. Não podemos mais aceitar que execuções sejam tratadas como ‘balas perdidas’ e não sejam investigadas. Repudiamos o avanço da militarização e todas as políticas a fim de asfixiar territórios negros! Toda solidariedade aos moradores das favelas do Jacarezinho e Manguinhos! Resistiremos as violências provocados pelo Estado! Resistiremos ao racismo!”

No mesmo espírito, padre Gegê havia saído (“Igreja em saída”, nos termos do Papa Franciso) às ruas das favelas, no domingo, para rezar e denunciar: “Importante dizer que é matança de pobre, é matança de preto, é política do Estado. Não é por acaso, não é do nada. Deus é contra essas mortes, mortes matada ferem a Deus”.

Veja o vídeo:

É com a autoridade de profeta inserido em seu povo e com a profundidade de teólogo e especialista em psicologia junguiana que ele escreveu este artigo instigante sobre as crises pessoais dos padres-cantores Marcelo Rossi e Fábio de Melo, que denunciam o próprio modelo dos padres pop star, transformados de padres-homens em padres-ídolos.

[Mauro Lopes]

Leia o artigo a seguir:

O padre entre o poder e a patologia:  todo endeusamento tem prazo de validade

Questão fundamental: Como conciliar poder e pathos num modelo/perfil de clero altamente narcisista e triunfalista?

Padre Geraldo Natalino (Gegê)*

As patologias confessadas publicamente pelos dois ícones da evangelização midiática católica (padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo) de algum modo põem em xeque uma plataforma evangelizadora erguida com a pretensão unilateralista de se afirmar o “trigo” e se extirpar o “joio”. Dizendo de outro modo, o sistema evangelizador do modelo “Canção Nova” (hegemonicamente branco e belo, segundo padrão de beleza dominante do Brasil racista), não obstante​ indiscutíveis riquezas na ordem da propagação do Evangelho, traz consigo um “calcanhar de Aquiles”: o humano. Esquece que o ser humano não é anjo, mas vaso de argila, barro, um ser sempre incompleto, carente e claudicante. Acredito que tais confissões sirvam como um alerta para aqueles que endeusam líderes religiosos e sobretudo, para líderes religiosos que se endeusam. Nesse horizonte, a produção e proliferação de “cercos de Jericó”, “missas de cura e libertação”, “missas da vitória” etc. são, mormente, meios através dos quais ministros sagrados e seus seguidores (as) exibem, com glamour e ideal de onipotência: força, autoridade, majestade e fama. O caminho fica aberto para toda sorte de idolatria e culto à personalidade. Escreve oportunamente a teóloga Maria Clara Bingemer:

“O culto à personalidade: que cultua pessoas concretas, mesmo que sejam boas e beneméritas. A pessoa em questão é despojada de sua humanidade real e convertida em um objeto de consumo, cultuada como ídolo, consumida, e descartada quando já tiver sido suficientemente sugada e dela não restar senão o bagaço.

Outra pessoa então substituirá o ídolo deposto em seu pedestal, lançando as bases para um novo culto, presidido por uma nova divindade. Onde há esse tipo de religiosidade idolátrica, as pessoas não são livres. Projetam seus desejos de absoluto em outras pessoas falíveis e frágeis, que perdem o papel positivo que poderiam exercer enquanto mediadoras para se converterem em absolutos incontestáveis.”

Psicologicamente, o Inconsciente aparece e destrona egos inflados; a vida mostra que nenhum sistema religioso é capaz de blindar o humano.

Diante dos pantanais da alma nenhuma casta religiosa pode se apresentar como imune ou acima dos grandes dilemas da existência. O psicólogo suíço Carl Gustav Jung trabalha com a noção de enantiodromia referindo-se a um trabalho do Inconsciente capaz de destronar egos inflados e lançá-los no extremo oposto de suas pretensões. Desta feita, o suposto herói invencível da fé pode, assustadoramente, se ver tremendo de medo debaixo da cama a reclamar proteções e cuidados maternos. Quase sempre a santidade exacerbada que propagamos esconde os limites que possuímos; o heroísmo que esbanjamos camufla as fragilidades que não aceitamos em nós mesmos. A renúncia desconcertante do então papa Bento XVI deveria servir como marco referencial para uma Igreja que se sabe atravessada pela graça, mas também marcada pelos limites humanos, desde o papa ao último leigo ou leiga.

Na acepção junguiana (e também na antropologia cristã), o ser humano é um complexo de opostos. É simultaneamente, sapiens e demens, doutor e louco, são e enfermo, santo e pecador, grande e miserável… E não há remédio para esse dilema! Hoje, muitas dioceses Brasil a fora, na contramão dos caminhos abertos pelo Concílio Vaticano II e pelos ensinamentos de envergadura do papa Francisco, insistem obstinadamente na produção em série de um clero formado com uma pífia Teologia e uma arrogante espiritualidade. São padres novos, psicologicamente pueris, moralmente puritanos/maniqueístas e religiosamente triunfalistas com extremado ideal beligerante.

Penso, pois, que qualquer sistema religioso que se assente na arrogância ou no afã de tudo saber ou poder, por mais encantador que seja, tem um prazo de validade, pois a fé em Deus não nos faz deuses. Os gregos chamam de hybris o descomedimento ou ultrapassamento dos limites. Hybris é o pecado clássico dos que querem (consciente ou inconscientemente) ser como Deus. Às vezes as enfermidades surgem para lembrar-nos quem somos e, assim, afirmar que independente de nossas qualidades ou virtudes, fazemos, todos e todas, parte de uma mesma e única humanidade.

Às vezes as enfermidades aparecem e, mais que remédios, vêm cobrar das humanas criaturas e, sobretudo dos sistemas eclesiásticos, um pouco mais de humildade. A propósito, reza, ensina e adverte o adágio popular: “QUANTO MAIOR O COQUEIRO, MAIOR O TOMBO”.

Não sem razão disse o Apóstolo Pedro quando Cornélio se ajoelhou e se curvou diante dele: “Levante-se, pois sou apenas um homem como você”.

Lembra Jung: “Só o ferido cura”.

* Padre Gegê é pároco na Paróquia Santa Bernadete, situada nas comunidades de Higienópolis e Manguinhos (RJ);mestre em Teologia e psicólogo clínico pela PUC- Rio. Especialista em psicologia junguiana pelo IBMR

 

102 respostas para “Padres cantores – quando os ídolos caem e quebram”

  1. Texto verdadeiro e pertinente. Sim, todas classes devem ser evangelizadas. Mas os pobres, aqueles cuja vida é mais fragilizada, têm preferência. O melhor trabalho do cristão e da cristã que verdadeiramente seguem Jesus Cristo é espelhar-se em Lc 4, 16-21: “O espírito do Senhor está sobre mim porque ele me ungiu e me enviou…” Novas formas de evangelização? Perfeito! Mas… para circular entre os ricos, virar astro, movimentar altíssimas cifras? “Entre vocês não deve ser assim.”

    1. Texto bem escrito, mas privo de honestidade; quase com certeza saiu de uma mente cheia de si e vazia de espiritualidade, não que vazia de fé. Na constelação do universo da fé, as doenças de duas pessoas ou três, não define a validez de um inteiro sistema religioso, nem de uma corrente de Graça. Não sou um que vê “sua desgracência” por toda parte, mas esse texto com certeza ele assinou, e está trabalhando para a sua difusão. A questão fundamental era: Como conciliar poder e pathos num perfil de clero altamente nascisista e triunfalista. Graças a Deus, na Igreja existe ainda gente que acredita, que reza, que adora, que faz Cerco de Jericó. Com certeza, esse padre Gegê não acredita na existência do demônio; ele não acredita que o demônio faz de tudo para difamar aquela parte do Clero que trouxe de volta o amor à Eucaristia e à Palavra de Deus, que ajudou o povo a voltar a rezar com fome de Deus, próprio nos cercos de Jericho, onde tomamos posse das orações de exorcismo e de combate à satanás. Sempre na Igreja houve padres que foram provados com inúmeras doenças. Obviamente, o mínimo que se exige do Clero é a maturidade e a honestidade de viver como Jesus viveu, de viver o Evangelho. O Padre católico é sim investido do poder e da autoridade do Senhor Jesus, mas não de poder mundano, e satanás sempre se levantará contra aos que ergueram o estandarte da Cruz. O padre gg deveria escrever contra a ação do diabo contra a destruição das famílias, contra a ditaduras das lobes homossexuais e a idolatria ao dinheiro. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; Maria destruidora de demônios, rogai por nós.

        1. A mim também! Foi inspirado pelo Espírito Santo!
          É lamentável, quando a pessoa nunca sentiu, seu coração arder de amor e fé por JESUS! Ou mais triste ainda, quando já sentiu, e esqueceu! São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; Maria destruidora de demônios, rogai por nós.

      1. Esse é um exemplo de como o discurso e a autoridade religiosa podem ser apologistas da violência. Propõe que o autoritarismo é justificado quando o que se combate é um mal, o “demônio” e que há pessoas investidas de autoridade pra fazê-lo. A mesma autoridade que define o que é esse mal: aqueles que estão contra a família, defendem os homossexuais e, ironicamente os que idolatram dinheiro, como se a própria Igreja Católica não dependesse dele e prega o desapego em função de si mesma, já que não produz nada por conta própria. A resposta eu até já conheço, é uma reza.

      2. Voce fala muita estupidez. 0nde esta reino de Deus que foi a paixao e a vida de Jesus em toda essa gritaria, choradeira, curas e milagres. Tudo e’ pura superficialidade. Uma lavagem de cerebro para alienar a conciencia de povo. Assim o povo bate palmas para Jesus e ao mesmo bate palmas para os corruptos assasinos que matam o povo quando roubam o dinheiro que e’ para saude, educao, emprego, etc. Ridiculo tudo isso.

      3. Parece que o padre Gege tem razao. Pelo visto vc nao entendeu nada do pensamento dele. E reproduz uma fala que confirma o que ele diz de forma claríssima.
        Obrigado por vc confirmar a fala dele. Vc, sem perceber, se revelou o que é!

      4. Claramente Pe Carlos, o sr. está com a unção do Espírito Santo, desmembrou e esclareceu de forma sabia.
        O que fizeram com o Senhor Jesus Cristo?? Ele se entregou por nós, porém foi preso por conta das vaidades da inveja do ciumes e do orgulho, sofreu calúnias e difamações, por homens cegos com coração duro, O julgaram e O condenaram. Por que?? qtos foram curados, qtos foram libertos de suas prisões espirituais, qtos foram salvos, qto ensinamentos perfeitos e verdadeiros?? Por tudo isto, levaram para o julgamento injusto e difamador. Assim não escaparemos das perseguições como o Senhor Jesus sofreu. Estes homens e sacerdotes, são humanos, sujeitos a doenças, o demônio está enfurecido, qtos convertidos, qtos saíram da opressão, qtos libertações através da dedicação deles???
        muita coragem tiveram, acredito que por obediência a Deus, que se sujeitaram a tantas perseguições e ataques, sofrendo suas provações.
        O que podemos dizer com esta multidão, que estão sofrendo com a mesma doença, é final de carreira para eles Tb, são falidos,….
        A BÍBLIA é a VERDADE, se sou Cristão e me considero filha de Deus “O Criador””O Todo Poderoso”, tenho a obrigação para com a minha alma, estudar, meditar e viver o que esta potência me ensina. Lembrando, que sou uma miserável pecadora por conta da minha carne fraca, assim não posso ficar sem a unção do Espírito Santo, passaremos por provações, o demônio irá usar ferramentas para nos provar, nos perseguir, …devemos ser imitadores de Cristo e não dos Fariseus que condenam Jesus, vamos rezar e orar pelos sacerdotes e leigos servos, para serem cada vez mais imitadores de Cristo, não vamos cair na hipocrisia das vaidades, vamos buscar o dom caridade. Renúnciar males dos maus sentimentos e pensamentos que nos faz cair nestas armadilhas.
        Muito preconceito expresso nesta matéria, julgamentos, não consegui perceber a caridade. Isto sim é preocupante. Vamos buscar a caridade para com todos, independente da raça, condição social, financeira, etc, por que a miséria espiritual é a mesma. Vamos pedir o dom da obediência a Cristo e o dom da verdadeira caridade. 🙏🏼🙏🏼🙏🏼 ❤️💒 Que o Senhor Jesus, com intercessão da Santissíma Rainha, abençoes todos os sacerdotes e religiosos com a unção do Espírito Santo 🙏🏼🙏🏼🙏🏼

      5. Gostaria de discordar do nosso querido padre em relação ao padre Fábio de Melo.Estranho a sua crítica também por ele ser também padre.Vejo por aí que nessa sua atitude se esconde alguma rivalidade,possívelmente inveja ou ciúme, visto que o mesmo também gosta de aparecer na mídia. Por outro lado ele se equívoca ao falar do modo de ser de outros padres visto que a Igreja se configura na unidade e na diversidade dos dons.A uniformidade é princípio de exclusão da diferença é não é recomendada pela Igreja.Por outro lado nem todos os padres possuem vocação para atuar em novos areopagos. Ainda sim Jesus aceitou a todos ,como por exp.Zaqueu que subiu a uma árvore para ver Jesus.Ele buscou Jesus motivado pela publicidade naquele contexto sobre Jesus. Também em vários episódios bíblicos Jesus é procurado pela ” fama ” em torno da sua pessoa. Não vou citar os textos .Pois são inúmeros. Não lute-mos por modelos únicos. Só Deus tem a verdade absoluta.O narcisismo autoreferrencial é uma doença que atinge a todos.Sejam de direita,de centro ou de “esquerda”. O cristianismo exige de nós além da atitude de tolerância amor .Sobretudo a irmãos que se encontram enfermos.Como o padre Fábio eo o Padre Marcelo .Sinto-me ferido na pessoa destes irmãos enfermos e também agredidos na sua dignidade de filhos de Deus.Se estão doentes é porque são padres abnegados por amor ao Evangelho

        1. Concordo plenamente! Padre Fábio de Melo é uma pessoa frágil, que sempre mostrou seu lado humano, suas tristezas, mas ao mesmo tempo uma imensa, incessante e maravilhosa busca pelo amor de Deus. Gosto de ouvir sempre o que ele tem a dizer porque ele consegue mobilizar o coração, a mente e a busca de quem quer se aproximar de Deus. Não o vejo com pose de superstar, ao contrário, ele sempre fala de suas fragilidades e dores. Nós deveríamos ter mais caridade entre nós, evitando esse tipo de comentários.

      6. Associar síndrome de pânico com exposição a mídia se eu entendi bem,parece uma piada.Se assim fosse quantos artistas ,cantores,atores não teriam tal enfermidade? Por outro lado a Igreja sempre teve e tem grandes cantores e compositores como :padre Zezinho a tantos anos na mídia. Padre Reginaldo Manzotti e tantos outros.Não entendi aonde o padre quis ou quer chegar.

        1. Vc está confundindo: veja em que mídia Pe. Zezinho está. Há tantos anos e nunca aceitou estar na mídiado poder. Repense… Ou melhor, procure se informar.

      7. Concordo com vc padre, em alguns aspectos, como por exemplo, eu mesma só passei a adorar e reconhecer Jesus Eucarístico pelos padres mais carismáticos que me fizeram mudar meu olhar e falar de Jesus presente na Eucaristia. Quanto à violência, na maior parte , e contra negros e pobres. É só ir na prisão e constatar.

      8. Pe. CARLOS Vanderlei, o senhor misturou as coisas. Para uma católica como eu, não se concebe um padre fotografar sorrindo ao lado de um político corrupto e drogado, como Fabio de Melo fez ao osar ao lado de Aécio Neves. E depois ir pregar a busca de santidade!!! SÃO sim estrelas infladas em seus EGOS!!! Que ao sentir-se gordas e por isso, em queda de sua popularidade, são capazes de entrar em depressão ou ter síndrome do pânico. DEUS segundo eles, parece ser item de publicidade para conseguir alguns pontos à mais em sua popularidade junto aos seus fiéis, tão vazios e instáveis quanto eles. Dá pena e medo de constatar que nossos pretensos guias são mais frágeis que nós!

        1. Vc está confundindo: veja em que mídia Pe. Zezinho está. Há tantos anos e nunca aceitou estar na mídiado poder. Repense… Ou melhor, procure se informar.

      9. Muito inteligente e verdadeiro . Inspirador . Me chamou a refltir .
        Mais igreja dos pobres entre os pobres e menos padres “galãs ” ovos e sem coragem de socorrer os filhos de DEUS dentro de uma FAVELA conflagrada e dar um basta . Vejo msis o CRISTO de DEUS entre os pobres do que numa igrena batendo palminhas e com balde de água nas mãos ou posando de galã na telinha da globo.

      10. Padre, concordo com você em alguns pontos, mas também concordo e muito com o padre Gegê. Veja, padres cantores, como os padres Marcelo e Fábio são só midiáticos, eles se perderam da essência da fé, pior, neste afã pela fama se distanciaram do trabalho evangelizador e viraram artistas e se perderam de si. A fé cristã tem que ser como diz São Thiago nas cartas, revestidas de obras, sem estas não há fé e obras onde Jesus nos evangelhos nos aponta: nas carceragens, hospitais, favelas e cortiços onde estão os pobres, onde estão os oprimidos, e aí discordo do senhor pois oprimidos para mim são negros, pobres, homossexuais e as mulheres. Lutar por eles não é lobby, é dever cristão de evangelização, como nos incita o Papa Francisco.
        Buscar fama pessoal e dizer que está evangelizando em almoço na casa de estrelas globais, políticos muitos deles de moral questionáveis não é evangelizar como Cristo nos fala nos evangelhos. Lembremos das parábolas do rico e do pobre. Um bom e abençoado final de semana a todos.

      11. O Pe. toda razão. São poucas as vozes que estão de fato preocupados com a salvação das almas da Igreja de Cristo. Passamos por um momento onde a Igreja de Nosso Senhora está cada vez mais oculta, pois a névoa do EU e do MATERIALISMO disfarçado de CRISTIANISMO confunde os cristãos, confunde os filhos da Igreja. O “EU” se utiliza da palavra “misericórdia” mencionar o que é justiça. O MATERIALISMO nos promete uma felicidade infundada em si mesma. Tudo será resolvido com um bom salário, com terra para todos, com “pão em todas as mesas”.
        O “EU” diz que a Igreja é a união de todos os povos, mas não diz que é necessário renunciar a si mesmo, tomar sua cruz e seguir Jesus.
        O pseudo cristianismo (materialismo), promete, mas não cumpre. A morte ainda existirá, o fim e o encontro com a Verdade eterna é para todos. As doenças ainda atacarão a humanidade. E então eu pergunto, o que é felicidade?

    2. Pe, com todo respeito, mas do jeito que o sr acredita nos poderes do demo fica parecendo mais com um pastor da universal . . .EMHO não existe nada que concorra contra Deus. O demo foi uma invenção humana para justificar suas fraquezas. Apenas isso !

  2. Belíssimas palavras, acabei de conhecê lá, através desse texto e das ações na comunidade e já me senti tocada pelo espírito santo a engajar me na minha pobre comunidade e lutar.
    Obrigada.

  3. Muito obrigado Mauro! Têm muito mais que dois agindo assim!
    O sistema consegue infiltrar tais valores quando a espiritualidade que nasce da Palavra de Jesus e de sua presença evangelizadora entre os pobres fica deixado de lado! Não dá ibope nem enche os cofres com as moedas do império neoliberal! Abraços Beto

    1. Muito bom encontrá-lo aqui Beto com a sua posição e comunhão com o artigo acima. Como humanos que somos precisamos cada vez mais de Deus e não de deuses.

  4. Interessantíssima reflexão. Enquanto assistia a matéria pelo fantástico tive a mesma opinião. A queda de um ídolo e o ser humano sendo erguido. Era como sair de uma couraça. Deus abençoe Padre Gege por tamanha sensibilidade e franqueza.

    1. É isso meu irmão
      Tristemente ha um grau anti Francisco querendo viver e obrigando a viver numa Igreja Maniqueísta em base a
      Teologia dos panos
      A uma liturgia da fumaça e
      A uma Pastoral do prodígio e do bem estar, da prosperidade e dos privilégios. De evangelho não tem nada em tudo isso
      Deus nos livre de tudo isso

    2. A repórter no Fantástico perguntou: O que fez diante de sua crise de pânico? “Recorri a mamãe, antes de qualquer coisa, sou “o Fabinho da mamãe!!”
      Argumento pueril demais pro meu gosto! Ô padre, me poupe!!!

  5. Mauro querido, tenho acompahado com alívio a igreja de Jesus emergir no meio do povo! Quando for ao Rio vou conhecer o Padre Gegê ! Pessoa importantíssima nessas comunidades ! Mais amor por favor!

  6. Obrigado Pe. Gegê, não pelo fato de que está de acordo com tudo o que eu penso, mas pela clareza, pela presença, pelo discernimento e real seguimento ao Jesus humano e verdadeiro. Obrigado por dar-nos a sua valiosíssima colaboração no âmbito do esclarecimento, da real situação do nosso povo, do fiel e sagrado sacramento da ordem. Parabéns, é de homens como você que podemos continuar nessa caminhada e teimosia de buscar o Reino.

  7. Obrigado ao Mauro por divulgar. Artigo excelente, muito lucido. Eu não esperaria algo diferente vindo do Pe. .Gege. uma das poucas luzes desta diocese que maquiada de progressista e na verdade um poço de leviandade e superficialidade
    Que Deus suscite mais profetas como o pe. Gegê na arquidiocese do Rio é que eles possam imprimir nela a marca do papa Francisco.

    1. Franqueza é muito diferente de “Recalque”como vc mesmo sugere.
      Ele somente nos mostra que devemos tentar sermos um pouco mais parecido com Jesus na sua hulmidade,”daí a césar o que é de césar e a Deus o que de Deus”.

  8. Como eu gostaria que na minha diocese tivesse padres como ele infelizmente a maioria são mais administratradores do que pastores.

  9. Sempre fuco preocupada quando um Padre começa a se distanciar do servir ao Reino de Deus e se expõe em demasia na mídia.
    Esquecendo o chamado de Deus e atendendo inúmeros chamados de emissoras de TV. Principalmente a Globo, que ergue ídolos e os derrubam ao se bel prazer.
    Que voltem a origem. Padres do coração de Jesus.
    Oremos para que morra o ídolo e ressurja o humano.

  10. Gostei desse comentario p. Gege . mais sera que o povo deve ver no padre jesus como aquele q leva jesus nos sacramentos. Os tambem tem suas fraquezas o povo cobram muito e fazem deles humanos perfeitos e quando eles tem uma queda hemocional dale critica. Obrigado

  11. Muito sabia a reflexão do Senhor Padre.
    Infelizmente o ser humano anda muito perdido, perdido nos seus anceios, nos seus desejos ocultos e muitas vezes inconscientes. Vejo com muita tristeza “religiosos” que deveriam utilizar dos meios que tem para realmente propagar o verdadeiro Cristianismo, se calarem em troca da fama, se limitarem ao que podem ou não falar em rede nacional, porque o que realmente querem é mostrar estrelismo, seus dons vocais e beleza. Querem ser Astros!
    É muito triste, entrar nas redes sociais e ver os cantores “Cristãos” anunciando suas participações especiais em missas, como se fossem mais importante que o Cristo Vivo na Santa Eucaristia, único merecedor de nossa adoração. Igrejas estão se tornando palcos de shows para muitos catolicos. É preciso que prestemos mais atenção aos ensinamentos e pedidos do nosso Papa, exemplo de humildade. E que deixemos de usar a palavra de Deus do modo que nos convém.
    Paz e bem!
    Maria José

  12. Antes de tudo obrigado padre pelo testemunho e pela parceria na luta por um mundo mais humano e fraterno. Quero dizer que como catequista,leiga e atuante da igreja católica sinto muita dor por ver que muitos dos nossos guias espirituais se perdem no caminho e são forcados pela dor a voltar a rota que levam a o verdadeiro,mas antes disso fazem um grande estrago na mente e no coração de tantos. A humildade é uma companheira que não deixa divida por onde devemos trilhar rumo nossa missão sublime de fazer deste mundo um espaço de amor na vida concreta dos que são desprovidos,infelizes e sofredores. Um texto chocante que faz pensar e voltar ao pó.

  13. Parabéns por tanta clareza e lucidez no seu comentário Padre Gegê.
    Que sirva de exemplo para todos nós que as vezes nos inflamos de conhecimento e fama e nos esquecemos de descer ao nível das bases.
    Qualquer ser humano está sujeito a cair.
    Admirável atitude de humildade dos 2 padres cantores em reconhecer suas fragilidades humanas.
    Deus os abençoe!

  14. Vendo tantas pluralidade na vida,e apreciando essas mudanças de forma as vezes apoiando e criticando, apoio às considerações do padre.
    Precisamos observar os nossos próprios conceitos, pois somos os primeiros desta avaliação.
    Valeu!!!

  15. Com todo o respeito pela opinião do autor do texto, acho que não se pode “psicologizar” tudo. Esses dois padres deram tudo à Deus e à Igreja: talentos e, até mesmo o próprio “modelo de beleza”. È evidente que Deus manda suas cruzes e provações também pra eles, próprio porque são humanos como todos os outros. Meu desejo é que eles superem esses momentos e continuem seus caminhos de evangelização.

  16. Concordo com você Marinez. Padre Jonas da Canção Nova também teve depressão. Deu a vida pela Igreja. Padre Marcelo também. Padre Fábio tem lá seus problemas mas também ajuda muita gente com suas palavras sábias. Oremos por todos eles e Deus fará o mais. Amém.

    1. Marinês e Maria: eu conheço Pe. Jonas muito de perto, faz mais de 40 anos, literalmente. Ele presidiu a celebração do meu casamento com Mônica, em 1989. Fiz o Maranatha com ele, em 1976, quando eu era apenas um adolescente de 14 anos de idade. Conheço muito bem Pe. Jonas e posso afirmar que o sucesso e a fama nunca subiram à sua cabeça ou ao seu coração. E, de fato, ele não tem nada: é simplesmente um padre, sem bens, sem esbanjar, sem roupas caras, sem carro… Pe. Jonas é bem resolvido nesta questão. Já os outros citados, não posso dizer a mesma coisa, até porque não os conheço de perto. De qualquer forma, todos eles ajudam e ajudaram muita gente a se aproximar de Deus, a abandonarem os vícios e a devassidão, a retornarem ao convívio da família e a se aproximarem da comunidade de fé. Da maneira deles, é claro, do jeito de ser da RCC, que é diferente da Igreja dos Pobres de Dom Hélder e, de certa forma, do papa Francisco. Creio que não precisamos demonizar os outros (ou o outro) só porque são diferentes: há lugar, na Igreja, para aqueles que buscam uma espiritualidade mais intimista e transcendente, como também há espaço para aqueles que se identificam mais com a fé vivida no chão da vida. É óbvio que a fama, o dinheiro, o triunfalismo e a religião arcaica que elimina o outro e que não vê nenhuma possibilidade de diálogo e convivência são um mal muito grande e um empecilho para a paz no mundo. Temos que nos unir, os cristãos, com humildade diante do mundo, nunca nos considerando melhores que ninguém, mas filhos de Deus em busca de um mundo melhor, da Jerusalém definitiva. Pe. Gegê está num bom caminho, muito difícil e duro… Deus o abençoe!

      1. Estou de acordo com suas reflexões. Todos devemos rele-las com atenção. Para acercarmos dos corações afastados de Deus, temos que ter a coragem de nos espor ….é o que os sacerdotes estao fazendo, muito bem. PRECISAMOS DE ADESÕES E NAO DE DIVISOES.

  17. Padre Gegê, não o conheço, e por isso já lamento profundamente. Quão rica eafortunada é a sua comunidade. Quão privilegiados são os seus membros, por poder contar e compartilhar suas alegrias, preocupacoes e infortúnio, com um ser humano tão atento e sensível as necessidades do seu povo. Talvez, tenha faltado exatamente isso, aos padres Fábio de Melo e Marcelo Rossi. Talvez se estivessem a serviço dos menos favorecidos e suas necessidades, não tivessem tempo pra pensar em seus próprios medos e fraquezas. Talvez, a doença venha como um chamado. Para que possam exercer seu sacerdócio não para os holofotes, mas para a missão à qual Jesus de fato os chamou.

  18. Entendo que, mais do que o triunfalismo e a fama, as dificuldades psicológicas em questão são próprias da condição humana enquanto tal. No caso do pe. Fábio de Melo, apesar de haver situações que favoreceram, a síndrome do pânico é uma doença hereditária. Qualquer um poderia ter: padre, professor, caminhoneiro, comerciante etc. Acho redundante e ideológico caracterizar esta síndrome a partir de certo perfil presbiteral. Um padre que trabalhe com periferias está sujeito a síndromes semelhantes tanto quanto um padre que trabalhe com as mídias.

  19. Concordo parcialmente com o texto…mas, reconheço o serviço prestado a igreja pelos padres em questão.Infelizmente pessoas ingenuamente puras se deixam levar pelo fanatismo e se transformam em idólatras,mesmo que essa não seja a intenção dos padres em questão.Me identifiquei com o trabalho de evangelização do padre Marcelo e por um bom tempo as suas palavras inspiradas pelo espírito santo me foram de grande valia me livrando de problemas espirituais e depressão.Sou muito grata a ele através de Jesus.

  20. Padre Gege é muito preparado. À caminhada da fé exige estudo da fé, por isso a missionaridade desponta com o testemunho de sua vida entre aqueles mais necessitados, como fez Jesus Cristo. Nem todos se preocupam na busca do Reino, com o desejo ardente e consciente de uma vida simples, vivida no amor à Deus e ao próximo.

  21. Artigo lúcido e corajoso. Há tempos venho me preocupando e questionando discursos relacionados a conversão voltados para um pecado intimista, quase sempre relacionados com o pecado da “carne”. Tempos atrás, ouvindo o famoso padre Roger da Canção Nova, depois de quase duas horas de pregação, encerrou sua homilia com o seguinte pedido: “peçamos a Jesus que cure os homossexuais”. Achei aquilo de um despropósito tamanho, que pedi licença à minha mãezinha idosa que assistia a missa, e desligamos a televisão. Socorro, né? Parabéns padre Gegê! Suas palavras trouxeram réstias de luz para os pantanais de minha alma!

  22. Em João Capítulo 18 Versículo 36 Jesus disse … “meu reino não é deste mundo”… E em João cap 6 vers 15 “… Jesus, sabendo que estavam para vir pegá-lo a fim de fazê-lo rei, retirou-se…” Jesus é modelo de humildade e deu exemplo de que a mensagem do Reino é muito maior do que ele próprio.

    1. Mateus 8;20 Mas Jesus lhe disse: “As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde deitar a cabeça.”

  23. No Brasil há muitas diferenças. Precisamos sim, de padres com dons diversos. Vamos ser humildes e fazer nossa parte, que Deus cuida de cada um.

  24. 1Tim 6;10 “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todo tipo de coisas prejudiciais, e alguns, empenhando-se por esse amor, foram desviados da fé e alguns, empenhando-se por esse amor, foram desviados da fé e causaram a si mesmos muitos sofrimentos.”

  25. Acredito que o padre pode até ter certa razão porém a Canção Nova é obra de Deus e os dois padres citados também são instrumentos Dele. Assim como o Sr. Padre Gegê. O que me faz amar ainda mais a Igreja é saber que existe espaço para todos inclusive os diversos seguimentos e as diversas ordens sacerdotais. O que não aprovo neste texto é o fato de um padre vir a público falar de outro e um site católico divulgar como sacerdotes deveriam sim advertir mas melhor seria falar com o próprio padre. Já temos protestantes demais para atacarem nossos padres não é necessário que nós católicos fazermos isso. Tantos padres tem sofrido calúnias inclusive até ocorreu o que nunca antes tinha ocorrido suicídio de dois padres vigiemos mais e amemos também nas diferenças.

  26. Concordo com você Sueli, vi muita humildade dos dois sacerdotes citados, virem a público em um meio de comunicação expor seu sofrimento e suas dores…Quando um sacerdote vem falar de outro, julgando também; atinge a Igreja que somos nós. Não vejo nenhum sacerdote como ídolo e através desses sacerdotes na mídia, muitas vezes as portas se abrem para nós evangelizarmos e conduzirmos uma pessoa para a igreja….quantos foram “alcançados” pelo
    rádio, através do Pe Marcelo…quantos foram atingidos por
    uma palavra de um ou outro sacerdote, uma oração, homilia,
    , através da TV. O povo tem sede de Deus e olhando para a
    sinceridade desses sacerdotes em “confessar” suas dores,
    verão que sofrem também como nós! Já temos muitos para nos criticar ( igreja católica) vamos olhar para o Senhor é
    pedir sabedoria e misericórdia para todos nós, leigos,
    sacerdotes e povo de Deus…

  27. Despeito puro. Não concordo com absolutamente NADA do que esse padre escreveu. Lógico que não convém esse espetáculo midiático com os padres, sugando suas personalidades e confundindo-os em sua missão. Mas dizer que a Canção Nova é branca é uma palhaçada que faz vergonha. Vai procurar um tratamento, padre Gegê! Minha mãe era neta de escrava e nunca se ressentiu de sua negritude. Imagina! Enxergar problema onde não tem! A Canção Nova é obra de Deus! Padre José Augusto e Padre Roger Araújo da Canção Nova por um acaso são brancos? Não. São negros. Como também o padre Sandro e tantos outros. A Canção Nova é uma bênção, uma maravilha. Você se ressente porque não tem mídia e endeusamento para o seu trabalho, por isso quer criticar aquilo que não conhece, com essa linguagem rebuscada, essas falácias com Jung no meio, mas que não consegue ofuscar uma palavra simples e curta quem bem resume o seu texto: despeito e inveja.

    1. Associar síndrome de pânico com exposição a mídia se eu entendi bem,parece uma piada.Se assim fosse quantos artistas ,cantores,atores não teriam tal enfermidade? Por outro lado a Igreja sempre teve e tem grandes cantores e compositores como :padre Zezinho a tantos anos na mídia. Padre Reginaldo Manzotti e tantos outros.Não entendi aonde o padre quis ou quer chegar.

  28. Conheço o Pe Gegê tenho grande admiração por seu trabalho e sua pessoa comungo de suas idéias texto perfeito nessa vida podemos ser tudo aquilo que buscamos ser mais sempre e principalmente somos humanos

  29. Sua reportagem veio esclarecer alguns pontos que nós catequistas levantamos e discutimos no nosso estudo de formação ao refletirmos sobre o capítulo VI do Documento de Aparecida: “O caminho de formação dos discípulos missionários”. Devemos sim entender que os padres são ungidos de Deus, porém , humanos , limitados e devemos rezar muito por eles.

  30. Isso mesmo padre Gegê, quando Jesus encaminhou os apóstolos para cura da carne e do espírito daquele povo sofrido e que desconhecia a essência da Palavra, os pediu que fossem desprovidos das suas vontades, ou seja só levassem as coisas mais nescessárias, isto para que não promovessem a idolatria, pois estariam eles também dependentes do amor daquele povo sofrido.
    Não é por acaso que Deus, nos propõe a sua semelhança, porque como nosso Criador sabe de fato os nossos limites.
    E aqueles que se propõem a ultrapassar, caem conforme o dito aqui já mencionado: “Quanto maior o coqueiro, maior será a queda”
    Eu diria que até concordo com a cantoria nas Santas Missas, mas sou totalmente contrário a esta popularidade externa.
    A Palavra não foi promulgada para o crescimento daqueles que a propagam, mais sim, para o conhecimento profundo dos fiéis.
    Deus o abençoe!

  31. Excelente reflexão, bastante instigante porém necessária nos dias de hoje onde a fé e a razão ao invés de serem duas asas que elevam o homem para o céu, passando pela sua realidade humana e despertando-o para o sentido da misericórdia acabam se perdendo em meio a tanta alienação e exageros de psicologias pueris e moralidades puritanas.
    Impossível para o homem enquanto ser religioso, e especialmente o religioso cristão, independente de ser leigo(a), sacerdote, missionário, casado ou celibatário refletir no mundo a imagem do Filho de Deus, verdadeiro Deus sem antes assumir dentro de sua realidade humana a necessidade de imitar as atitudes do Cristo filho do homem, verdadeiro homem.

  32. A verdeira e autentica Igreja que nasceu da Cruz e da perseguição dos cristãos precisa ressurgir em nossas comunidades eclesiais de base como denúncia da exploração e da opressão dos poderosos sobre os pobres de Javé. Parabéns aos profetas e padres das Bem Aventuranças do Evangelho dos pobres.

  33. Cada um cuide para não ser o próximo a cair. Julgar situações difíceis desses 2 padres como se eles fossem errados em suas ações não nos torna melhores. Cuidar de evangelizar, cada um a seu modo, essa deve ser a maior preocupação. O julgar não nos cabe, somente a Deus…ou na sua Bíblia está diferente? Na minha Jesus disse: Só Deus é bom! Então menos julgamento por favor. Se for olhar de perto…ninguém é perfeito em suas ações…ainda mais qdo nos colocamos a julgar os outros. Cuide dos seus pobres…já que cantar bem e ser carismático é para poucos.

  34. Olá Pe. Gegê à Vossa Benção e bom dia!!!!

    Pe. Gegê o Senhor além de todos os titulos que possui vi a simplicidade que o Espirito Santo o USA.

    Padre fiquei o conhecendo através do face e fiquei maravilhado com a humildade e simplicidade de vossas palavras continue sempre assim porque irei o colocar em minhas orações para que o Espirito Santo sempre o ilumine.

    Padre veja como Deus age em nossa vida. Pois bem sou o filho mais velho de dez eu fui criado e alfabetizado pelos meus pais e aos sete anos sabia decorado todas as respostas da Santa Missa em latim (e os meus amados pais,
    os dois eram completamente analfabetos e me ensinaram a ler) desde bebe me educaram para ser um Padre fui para o Seminario em Caratinga-MG e Deus não quis que eu fosse o Padre.

    Agora veja como Deus agiu:
    quem é o Padre é o PE. ALEXSANDER CORDEIRO‎ LOPES (Pároco da Paróquia Santa Madalena Sofia, Arquidiocese de Curitiba-Pr) êle é o primeiro neto de meus amados Pais e eu sou casado com uma Senhora a 38 anos e somos pais de 04 maravilho filhos e eu sou musico Liturgico e o regente do Grupo Musical : G.M.C.M. (Grupo Musical Caminhando com Maria) e tocamos nas Santas Missas na Paroquia São Grato Arquidiocese de Curitiba-Pr e minha amada esposa (Maria Delfina Fernandes Lopes) é a nossa Salmista. Temos diversos vídeos no YouTube (é somente procurar por Júlio Francisco Lopes).
    Pe. Gegê fiz este comentário como testemunho da Ação do nosso Deus em nossa vida.

    Pe. Gegê não esqueça de nós em vossas orações.

    Pax et Bounum!
    Júlio Francisco Lopes

  35. Texto muito pertinente para a época em que vivemos a Fé Católica. Penso que estamos passando por uma “crise” de Fé. Alegro-me de este artgo com profunda sabedoria vim de encontro com o que defendo, mesmo não tendo o conhecimento suficiente, corrobora com o que eu nunca comentei por não indispor com outras pessoas, inclusive na minha comunidade. Oremos por estes dois Padres, vítimas do sistema.

  36. Enquanto nós, humanos, líderes religiosos ou não, enxergarmos e nos posicionarmos na vida com esse olhar dual, preconceituoso e medíocre, estaremos sempre aquém do que Deus espera de nós.
    Julgar, criticar, apontar é a escolha de quem esquece da sua essência de AMOR, independente se vivo inserido na realidade das favelas, minorias, burguesia, mídia…
    Deus espera muito mais de nós!!!

  37. Na verdade acho que padre Fábio de Melo tem consciência pesada de ter feito campanha política pra Aécio. Podia ter a humildade de ir a público pedir perdão. Dizer que do enganado. Ele não sabia que Aécio era criminoso.Se levasse mais a sério o dom da confissão ele saberia.
    Tanto a Padre Marcelo eu nunca gostei da exposição dele no meio dos artistas. Falei que aquilo ainda ia dar problema. Nao ia prestar. Até que um dia ele teria que ir ao programa da Hebe Camargo mas surgiu um imprevisto.Ele avisou que não ia poder. A Hebe ficou tão brava. Espraguejou a Igreja . Falou tanta coisa eu fiquei oasna com a coragem dela. Dava impressão que ela tinha poder sobre ele. Ignorando totalmente obdom da obediência ,o juramento.

  38. PADRES MARCELO ROSSI E FÁBIO DE MELO…UMA REFLEXÃO
    No blog do Mauro Lopes, Caminho para Casa, o padre Geraldo Natalino faz uma análise crítica de dois padres: Marcelo Rossi e Fábio de Melo, ícones da religiosidade popular e de milhões de fiéis que os seguem nas redes sociais. O título do artigo já traz em si algo de provocador: “Padres cantores – quando os ídolos caem e quebram”
    Aos amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, segue uma pequena reflexão e contestação, onde tentei demonstrar outro ponto de vista, a partir de outro referencial teológico e psicológico.
    O artigo tem como título “O padre entre o poder e a patologia: todo endeusamento tem prazo de validade”. O título parte de um pressuposto que é contrário à realidade ou à verdade; inexato, e sem fundamento.
    Vincular a vocação presbiteral que goza de poder, seja jurídico que lhe é outorgado pelo direito canônico, seja sócio/cultural ou psicológico com o patológico não procede. A estrutura hierárquica (seja religiosa ou não) é uma estrutura de autoridade e poder, nem por isso ela deixa de ser carismática, ou traga em si algo de patológico. A tendência ao patológico, ou o patológico está no humano e não na vocação, no ser padre, nem no “endeusamento”. São milhares os ídolos (Roberto Carlos, Pelé etc…) e nem todos tiveram seu prazo de validade vencido, muitos deles foram imortalizados pela obra que realizaram. Eu diria que nem todo “endeusamento” tem prazo de validade. Em outro contexto de reflexão, na tradição cristã existe toda uma reflexão teológica-espiritual falando da deificação do ser humano: “Eu declarei: vós sois deuses, todos vós sois filhos do Altíssimo” (Salmo 82, 6).
    Santo Agostinho no século IV escreve sua autobiografia, nos faz reviver e refletir sobre a vida de falsos caminhos e pecados que ele trilhou. O mesmo o fez Santa Teresa de Jesus e outros santos da Igreja que narraram publicamente mediante escritos que se perpetuaram sua miserabilidade, angustia e sofrimento humano, nem por isso são desconsiderados pelos cristãos. Ambos os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo, expressaram um sofrimento psicológico/patológico que é próprio do ser humano independentemente de estar ou não na mídia, de ter ou não ter poder, de ser ou não ser amado e estimado pela massa. Vincular o patológico à fama ou a uma teologia chamada no artigo como pífia é fazer uma analise muito superficial e errônea sobre premissas que não levam a uma conclusão universalmente aceita, ou seja que a fama ou o “endeusamento” leva ao patológico.
    Quem conhece os discursos, frases e reflexões do padre Fábio de Melo sabe perfeitamente que ele não nega a dimensão humana inerente ao ser cristão, pelo contrário é a partir do humano que nasce o discurso teológico numa linha ascendente. Conhecemos sua sólida formação teológica e pós graduação stricto sensu em antropologia teológica. Não se trata de um padre de teologia pífia (de má qualidade).
    Não percebo no discurso de ambos os padres citados a separação entre joio e trigo, ou seja entre uma realidade sacra e outra profana, como uma certa esquizofrenia, onde a vida está separada em dois mundos; nem propõem uma fuga mundi como outrora, fizera os padres do deserto.
    A Canção Nova no dizer do artigo é “hegemonicamente branco e belo, segundo padrão de beleza dominante do Brasil racista”. Na paróquia onde estou, e nas muitas outras que conheço os fieis são predominantemente brancos, não me atreveria a dizer que tais paróquias são por causa ou em função disse racista. Tal analise é tendenciosa, preconceituosa, há uma intencionalidade de fundo, um ‘calcanhar de Aquiles”, ou um “espinho na carne” por não aceitar o diferente.
    O artigo diz que “Psicologicamente, o Inconsciente aparece e destrona egos inflados; a vida mostra que nenhum sistema religioso é capaz de blindar o humano”. O ponto de partida da antropologia cristã é a Palavra de Deus, e a Tradição da Igreja, não é psicanalise. Nenhuma teologia tem como finalidade blindar o cristão, no entanto a busca de santidade e a conversão são pressupostos elementares e essenciais de mudança de vida. Paulo na carta aos efésios fala da armadura do cristão, não para blindar, mas para combater contra o mal presente no mundo, o mesmo Paulo diz que combateu o bom combate.
    A partir do Concílio Vaticano II, a teologia espiritual progressivamente começou a contemplar um só aspecto como o fator central e essencial deste aprofundamento, sobre o modo em que a Igreja pode aprofundar na vida interior dos cristãos: o elementos humano e cristão de sua própria existência, a descoberta e desenvolvimento crescente da consciência de si mesmo como a raiz do próprio ser e a experiência da totalidade de Deus, de Cristo, no centro desse ser. (C. Truhlar).
    Portanto a espiritualidade em nossos dias supõe um notável acesso ao despertar e o desenvolvimento desse substrato comum da experiencia religiosa… a espiritualidade é a iniciação na vida humana ao nível da experiência. Somente tendo a experiencia como transfundo e ao encalço dessa vivência, se tratam na mistagogia os temas espirituais (oração, trabalho e lazer).
    O homem contemporâneo (do futuro) no dizer de Karl Rahner: “ou será um místico, alguém que tenha experimentado algo, ou não será nada”.
    A espiritualidade dos cristãos de hoje em dia está formada em boa medida pelas experiências que tem em seu contato com o mundo moderno, os demais seres humanos e consigo mesmos…
    Já em 1960, Bouyer queria colocar a descoberto certos “erros na espiritualidade de hoje”, entre os quais, em primeiro lugar e como o mais importante de todos sinalava “a tentação tão forte em nossos dias, de reduzir a vida espiritual a determinados estados de consciência, algo que ele denominou como “psicologismo, SUA CORREÇÃO RESULTOU INÚTIL….
    Michel de Certeau, já demonstrou em seus estudos históricos que o elemento de qualquer experiência espiritual não é uma “alteridade” distante da linguagem de nossos dias. Essa mesma linguagem é o que o homem espiritual leva a sério; é nesta mesma situação cultural onde seus anelos e seus apuros “se encarnam”; é através deste meio, como expressa sua fé, como leva adiante experiências simultâneas em diálogo com Deus e com seus irmãos…
    Esse anseio por ter experiências não está reservado a uma elite ou a uma religião; é uma característica humana universal.
    A experiencia religiosa não é unilateral ou unifocal como o artigo descreve, ela está fundamentada em toda uma tradição aí aparece alguns temas centrais, tais como: O Jesus histórico, o Deus cristão, o reino de Deus, a encarnação, o seguimento de Jesus, os contemplativos, a vida de oração, a profecia, o exercício de amor, a opção pelos pobres, o martírio, a penitência e a libertação do pecado, o macroecumenismo, a santidade, a nova forma de ser igreja, a fidelidade cotidiana a Cristo, a esperança escatológica/pascal etc..
    O Documento de Aparecida nos ensina que a religiosidade popular é “o precioso tesouro da e”. Devemos “promovê-la e protegê-la. Essa maneira de expressar a fé está presente de diversas formas em todos os setores sociais, em uma multidão que merece nosso respeito e carinho, porque sua piedade ‘reflete uma sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer’”. (DA 258)
    Continua o texto: “Entre as expressões dessa espiritualidade contam-se: as festas patronais, as novenas, os rosários e via-sacras, as procissões, as danças e cânticos do folclore religioso, o carinho aos santos e aos anjos, as promessas, as orações em família”. (DA 259)
    Jesus ensinou que é pelos frutos se conhece a árvore (Mt 12, 33), este é o critério que Ele deixou para os seus seguidores; e num outro momento disse, “quem não é contra nós está a nosso favor” (Mc 9, 40).
    Descrever sua miserabilidade como o fez ambos os padres, Marcelo Rossi e Fábio de Melo é sinal de humildade.
    Parabenizo o padre Gegê pelo belo e nobre trabalho feito junto à comunidade paroquial onde trabalha dentro de uma perspectiva libertadora.
    Termino citando um pensamento de Santo Agostinho que serve como princípio norteador em nossas reflexões e atitudes: “Nas coisas acidentais, liberdade; nas coisas essenciais unidade; e em tudo caridade”.
    Pe. Salvador Aparecido.

  39. Essas colocações do Padre Natalino, me reporta a Parábola do Fariseu e do Publicano…me reporta as guerras “Santas” por Deus…me reporta a falta de misericórdia p/ c/ a dor do outro… os dois Padres citados Marcelo Rossi e Fábio de Melo não professam q sua forma de viver o Ministério Sacerdotal é a correta, a única via de acesso ao coração humano na relação c/ Deus… os vários Carismas da Igreja Católica alcançam a diversisdade da natureza humana…O Cristo Jesus nos convida ao mistério do Amor Misericordioso do Pai, nos convida ao não julgamento, nos convida a SERmos humanos… lembrando Maturana, somos cegos ao ato cognitivo do outro, portanto, julgar os fenômenos da mística vivenciada nas diversas formas de viver o Sacerdócio não parece ser próprio de quem se propõe SER LUZ no mundo…Como viver a UNIDADE entre Os Cristãos, e aqui entre os Cristãos Católicos? Fico imaginando como seria a análise do Padre Natalino em relação aos nossos irmãos em Cristo de outras Religiões Cristãs…

  40. Parabéns Padre! É isso mesmo…a Igreja de Jesus é libertadora e deve estar ao lado dos que mais necessitam…seja espiritual e material…as duas coisas andam juntas. Tudo que fere, mata ou se coloca e tem entre os seus os algozes…não pode ser considerada Igreja de CRISTO já que estão a serviço das forças das TREVAS.

  41. Parabéns William, de todos comentários, destaco o seu, porque se trata de uma doença hereditária, por isso, afeta qualquer ser humano, independentemente de classe social. Padre é humano, é pecador, acho muito nobre de padre Fábio, que sempre está admitindo sua fragilidade humana. Cada um de nós temos nossa atribuição em território determinado, não seria diferente para os padres. O que importa é a forma de evangelização, afinal a mídia é quem faz o glamour. Será que padre GG se negaria a um convide da mídia para expressar sua opinião, ou para através dela (mídia) evangelizar? Deus abençoe os enfermos, dentre tais, padre Fábio e padre Marcelo.🙏🙏🙏

  42. A Fé Cristã sugere que Deus quer diante dele um ser que saiba chorar, gritar sob o efeito da graça purificante; quer um ser que conheça o preço do amor humano e conheça a atração e a sedução humana… um ser que chore com a dor dos pobres e oprimidos. É um ser humano real que Deus quer ver diante de si, sem o que sua graça nada seria para transformar, o ser real dissimular-se-ia. Ao insistir em um “modelo” de busca a Deus impedimos a alma de se enxergar que o corpo de Cristo tem lugar pra um GG e pros Padre Cantores, sim.

  43. Simplesmente não se julga uma situação quando esta não é completamente conhecida. Há autoridades que enfrentam problemas muito maiores e que no seu currículo não consta sequer uma parcela de fama ou de protagonismo na evangelização. Deve arderno coração o sucesso dos outros, mesmo quando isso ajuda numa causa comum.

  44. ” O que faria Jesus em meu lugar??”
    Frei Ignácio Larrañaga, Frade Capuchinho, fundador das ” Oficinas de Oração e Vida”, propõe esta reflexão em nosso dia-a-dia, em todas as decisões de nosso cotidiano. A partir do modelo de Jesus: “Compreensivo, misericordioso, manso e humilde de coração” devemos nos espelhar, e segui-los como nosso guia, nosso 1º peregrino, que vai à nossa frente em nossa caminhada espiritual.
    Nossa preocupação deveria ser: “Qual o propósito Deus tem para a minha vida, qual a minha parte no Plano Glorioso de Deus?” Ou seja o que devo fazer para cumprir Sua vontade?
    Em Jo,5,30: “Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Julgo segundo o que eu escuto, e o meu julgamento é justo, porque procuro fazer não a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”
    Srs. antes de qualquer ação refletir: ” O que faria Jesus em meu lugar??”

  45. Jesus chamou Pedro de Satanás e pedra de tropeço , porquê ? Os questionamentos do Gege está na linha do Papa Francisco de uma igreja mais simples e humilde , de padres que desapareçam mais para que o Reino apareça. Jesus chamou pedro de Satanás porque ele queria se colocar no lugar Dele e dizer o que Ele deveria fazer. Vamos fazer uma releitura da vida sacerdotal a partir das opções verdadeiras de Jesus e das alocusoes de nosso papa Francisco. Certo ou errado , vai depender de onde vc se situa pra ler esta crônica . Só doi em quem vive está realidade e é esta a proposta da contribuição do Gegê , fazer doer na consciência e gerar uma conversão pastoral como nós falamos o próprio papa Francisco. Então , vale contribuir para uma reflexão que liberta e purifica , e nos faz ter opções claras e evangélicas , sem influências deste capitalismo religioso muito presente na fala desta turma midiática. Vamos debater , mas antes de tudo , vamos trabalhar , pois a fé sem obras é morta.

  46. Diante deste texto aparentemente tão bem elaborado devo dizer que tenho algumas considerações a fazer.Quero trazer o estímulo que o Santo papa João Paulo fez a igreja da busca de novos meios e métodos de evangelização se valendo inclusive de meios bem humanos que têm sido veículo de muitas ideologias. Através destes meios como por exemplo a musicalidade as artes e outros ,somos chamados a cristianização do mundo. Partindo desse pressuposto a evangelização deve se expandir para fora da igreja.A avaliação dos padres citados por está evangelização realizada dentro da mídia. que os coloca como ídolos quebrados tomados por um suposto “ego inflado”onde a humanidade deles estaria escondida atrás da própria idolatria é no mínimo um julgamento sem nenhum critério humano cristão. Pergunto se a fragilidades destes padres chamada aqui de quebra dos ídolos, é apenas uma conseqüência de uma evangelização na contramão do evangelho então é de se esperar que estes tipos de enfermidades já mais possam se manifestar em sacerdotes que não estão tão expostos as mídias? Outros com nenhuma fama jamais quebrariam?Pergunto a onde está a falta de humildade e humanidade ,naqueles que embora estejam em condições de esconderem as suas fraquezas pra que não se revelem os seus limites e mesmo assim o fazem abertamente se expondo a críticas cruéis, por se considerarem humanos como qualquer outro ser exposto aos conflitos da vida Ou a humildade estaria em pessoas que obstante conhecendo o evangelho de Cristo que nos pede misericórdia com aqueles necessitados e não nos autoriza nem um veredito baseado em julgamentos imperfeitos uma vez que não temos o conhecimento da história de vida das pessoas com tanta profundidade. Fico perguntando se o papa Francisco tão cercado por multidões por onde passa se no futuro vier a adoecer será também considerado um ídolo quebrado .Acho que vou parar por aqui uma vez que vamos responder pelas verdadeiras intenções dos nossos corações diante Daquele que nos julgará com a mesma medida que julgamos os outros.Como nos pede o próprio evangelho em tudo daí graças a Deus.

    1. Concordo plenamente. Faltou sensibilidade, solidariedade e sobrou preconceito neste texto. Um deles na maneira cruel com que minimiza problemas tão humanos e sérios que abatem milhares de pessoas, como é o caso da depressão, síndrome do pânico e outras doenças psíquicas.

  47. Escolinha do Prof. Raimundo.
    Pedro Pedreira: Tem foto ou filme onde aparece Jesus dando autoridade a outros seres humanos para representa-lo terra afora?
    Esses filmes ou fotos foram feitos na época de Jesus ou foram feitos de acordo com os interesses da Igreja Católica?
    Esses pseudos autorizados devem ser pagos com milhões de dinheiros por seu trabalho? onde estão os contratos para isso?
    NÃO? ENTÃO NÃO ME VENHAM COM CHURUMELAS.

  48. Eu li por três vezes o artigo acima, atribuído ao Pe. Gegê. Não o conheço e teço aqui minha consideração apenas a partir do artigo em questão. Suas palavras, ao meu ver, são sábias quando nos lembra a humanidade que carregamos e que também carregam aqueles que se evidenciam, seja como líderes religiosos, políticos, popstars entre outros. Mas o objeto e o objetivo que escolheu para tecer suas considerações me parecem infelizes. Eu conheci Pe Fábio quando ainda frater. Participamos juntos de dois trabalhos de missão dehoniana: na zona rural de Varginha, como preparatório e na cidade de Corupá-SC. Não sou próximo ou amigo dele, mas ouço e leio algumas de suas obras. Não o percebo, embora bombando na mídia, como um alguém que se coloque acima de sua humanidade. Me admira exatamente a maneira humana com que ele fala e trata dos sentimentos e aflições numa linguagem fácil e empática. E não o vejo apresentar soluções milagrosas para as tormentas humanas e muito menos sessões de cura. Ao contrário, reflexões de como viver e conviver como humanos que somos, frágeis e que precisam exercitar sempre o crescimento e fortalecimento.
    Creio eu, que o próprio gesto de expor publicamente seu problema já demonstra o quão fragilmente humano ele se coloca.
    Aproveitar-se de um problema alheio e ainda, de um par na missão que ambos, Gegê e Fábio, escolheram, ainda que por ambientes distintos, me soa muito infeliz, para dizer o mínimo. E na minha compreensão do texto, o autor dá a entender que os “padres cantores” estão, na verdade “pagando” por suas “arrogâncias” de serem padres de mídia. Depressão, síndrome do pânico e outros transtornos psíquicos são patologias, bem humanas, em que qualquer um ser humano pode ser acometido. Tratá-las, sob mensagem subliminar, como “castigos” ou simples fraqueza de espírito ou caráter só reforça o estereótipo preconceituoso que envolvem tais patologias. Particularmente, acho incompatível com quem lidera comunidades e pessoas e ainda prega a evangelização.
    Não nos cabe direcionar o dedo na ferida alheia para alargá-la quando exposta. Se seguirmos o exemplo do próprio Jesus, (como no seu encontro com Maria Madalena que, além de poupar-lhe as pedras acusatórias dos presentes, poupou-se também Ele de condená-la, oferecendo-lhe tão somente, o caminho livre e uma recomendação) devemos sim oferecer nossa solidariedade e instrumentos de cura.
    E, além disso, penso, devemos refletir um pouco mais sobre nossa arrogância em achar que somente os caminhos que escolhemos são válidos. Pelo que vi na introdução da matéria, Pe Gegê optou por brilhante caminho: estar na linha de fogo cruzado onde poucos se dispõe a estar, anunciando e denunciando as mazelas sociais a que são acometidas classes e regiões marginalizadas. Mas não menos importantes são as opções de outros que fazem chegar por outros meios, as vezes, a mesma mensagem.
    E a despeito de estarem este ou aquele padre no “antro” da mídia, onde mais deveria chegar a mensagem evangelizadora senão nos antros que espontaneamente não a buscariam?
    “Não podemos mais retornar ao porto de nossas sacristias” Pe Dehon.

    1. Wellington Santiago: boa reflexão. Vamos ter um pouco de paciência também com o Pe. Gegê: ele faz um bom trabalho, vive num lugar pouco encantador, muito difícil… Talvez venha daí o seu desabafo, quando vê outros irmãos seus, outros padres, em ambientes tão distintos, bonitos, protegidos, longe das misérias reais e concretas do dia-a-dia dos pobres. Mas nem por isso menos problemáticos, visto que as misérias humanas não escolhem nível social ou econômico, nem classe, nem nível intelectual e cultural, ou raça ou lugar geográfico: onde houver alguém que sofre, aí deve estar a presença do Senhor Jesus, que cura e que liberta, que acolhe, que transforma, que aniquila as injustiças e põe luz sobre as trevas. Esta salvação, seja por meio das espalhafatosas (desculpem-me pelo adjetivo) reuniões pentecostais carismáticas, seja por meio da presença concreta da Igreja que sofre junto com os pobres nas periferias do mundo, é gratuita e universal. Não existe dono da verdade neste quesito.

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