A Igreja está mudando: o sopro de Francisco começa a chegar às bases

A a irmã Pierrette Thiffault, que presidiu um casamento numa diocese de Quebec

Está ou não mudando a Igreja depois de Francisco? Sim, está. Depois de quase quatro anos e meio de seu pontificado, o que parecia ser algo restrito ao Papa e seus auxiliares começa a espalhar-se mundo adentro e Igreja abaixo.

É um movimento bem diferente do Vaticano II, quando a mudança em Roma foi resultado de um processo intenso que acontecia desde a virada dos anos 1940/50 nas bases da Igreja, como o movimento litúrgico, a Ação Católica e outros modelos de inserção nos meios operários e estudantis. O Concílio acolheu, em alguns aspectos radicalizou, em outros controlou, mas o que importa reter é que a mudança partiu de baixo.

Agora é diferente. Depois de 35 do congelamento e processos de punição em massa sob João Paulo II e Bento XVI, a Igreja estava enrijecida, trancada, censurada. A mudança está vindo de cima, de Roma para as bases da Igreja. Francisco abriu as janelas, deixou o sol entrar. Demorou, mas o mofo começa a recuar com a presença solar e começa o alegre retorno à originalidade do Evangelho e ao seguimento do Manso e Humilde desejada na reunião conciliar dos anos  1962-65.

Os exemplos multiplicam-se ao redor do planeta. Seria possível pensar iniciativas como as três listadas a seguir sob o governo restauracionista dos dois papas que antecederam Francisco?

1. As conferências nacionais dos bispos estão retomando suas atividades, exercitando autonomia, buscando religar as Igrejas locais às sociedades em que estão inseridas em vez de serem cartórios e sucursais de Roma. A brasileira CNBB, conferência que foi a vítima preferencial da repressão de João Paulo II e Bento XVI, talvez seja o maior exemplo do novo vigor que se espalha. Os bispos brasileiros retomam os laços com os mais pobres do país, abrem espaço e apoiam as pastorais sociais e a nova etapa das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Neste momento está acontecendo algo na sede da CNBB em Brasília que seria impossível, poucos anos atrás: um encontro das pastorais sociais da Igreja, com a presença de mais de 15 bispos e duas dezenas de padres e leigos que tem como objetivo “proporcionar momentos de partilha entre os bispos sobre sua missão, enquanto animadores das Pastorais Sociais e Organismos vinculados à CNBB e rever, à luz do documento de Medellín, os desafios pastorais atuais” (aqui). A Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-americano realizou-se em Medellín, na Colômbia no período de 24 de agosto a 6 de setembro de 1968, que ficou conhecida como Conferência de Medellín marcou uma virada história na Igreja na América Latina, com a adesão à opção pelos pobres do continente e a difusão da Teologia da Libertação. Com a restauração a partir da eleição de Karol Wojtyla, em 1979, o encontro de Medellín foi lançado ao ostracismo e suas conclusões combatidas e engavetadas. Ver a Igreja brasileira retomar a trajetória do mais importante encontro do CELAM é uma mudança sem precedentes.

2. Uma mulher (!!!), a irmã Pierrette Thiffault, da Congregação da Providência, presidiu a celebração de um casamento em uma diocese de Quebec (Canadá), em 22 de julho último. Mais ainda: com autorização do Vaticano! (aqui) Ao mesmo tempo, dissemina-se o debate sobre a possibilidade de as mulheres serem ordenadas diaconisas permanentes, como era usual nos primeiros tempos do cristianismo. São as primeiras derrotas da misoginia em séculos!

3. Começam a ser construídas pontes entre a Igreja e a comunidade LGTB, com o abandono da retórica anti-gay e a aceitação dos homossexuais tal como o são nas paróquias, sem condenações ou restrições. Os sacerdotes homossexuais começam a sair do armário, e um dos principais construtores dessas pontes, o sacerdote jesuíta James Martin foi nomeado pelo Papa como consultor da Secretaria do Vaticano para as Comunicações (aqui).

É pouco ainda. Mas o descongelamento que começou por Roma agora aquece, aos poucos, as estruturas da Igreja, as comunidades católicas e o coração de homens e mulheres, jovens e velhos, semeando esperança onde havia gelo.

Há vida na Igreja, novamente.

[Mauro Lopes]

32 respostas para “A Igreja está mudando: o sopro de Francisco começa a chegar às bases”

  1. É a primavera chegndo com Francisco, ainda são poucas as flores, mas tenho certeza de logo teremos pelo mundo todo belos jardins .
    Vida longa a Franciscpo de Roma!

  2. Retomada de avanços perdidos.
    Nos anos 70 a 90 muitas dioceses tinham as Testemunhas Qualificadas do Matrimônio. Conheci esta experiência nas dioceses de Volta Redonda e Nova Iguaçu no Rio de Janeiro. Acho que depois todos foram substituídos por diáconos leigos.
    Dei uma googlada e para surpresa vi uma diocese que ainda no ano passado investiu leigos como Testemunhas Qualificadas para o Matrimônio…
    http://www.diocesesaomiguel.org.br/index.php/noticias/2016/1074-testemunhas-qualificadas-da-igreja-para-o-sacramento-do-matrimonio.
    O detalhe: todos homens. Mas acho que as normas não impediriam que fosse uma mulher. Atribuo ao ranço machista.

  3. Finalmente estamos saindo das trevas. Espero que esse sopro divino chegue à diocese de Piracicaba -SP, que está no túmulo como Lázaro.

    1. Teologia da libertação, LGBT, pastorais sociais, todos esses termos me parece, ou melhor, demonstra uma ênfase ideológica. Não da fé.
      Para um leitor atento, entende-se perfeitamente onde o autor do texto quer chegar. E na minha humilde opinião, não é ir por onde o Espírito move, mas a carne, a matéria, a escravidão do pecado. Basicamente é isso.
      Paz e bem a todos!

      1. Caro Liciomar, dizer que a teologia, a opção sexual das pessoas, as pastorais sociais são “ênfases ideológicas” revela mais sobre você e seus medos do que sobre esses temas. Eles não são ideologia, são a vida cotidiana das pessoas concretas, de carne e osso. Sua contraposição entre espírito e carne (entre humanidade e divindade) é, na verdade, estranha ao cristianismo. Jesus não separava carne e espírito, humanidade e divindade. Ele veio para dizer que é tudo assim junto, misturado, e se misturava aos comilões, beberrões, prostitutas e pecadores. Um abraço em paz e bem!

          1. Oi, Adriana, paz. Creio que em sua resposta você se referia a Jesus. Não me recordo de Jesus juntar-se às pessoas comuns para adverti-las não. Em Caná da Galileia, na casa de Zaqueu e em tantos outros lugares o que os Evangelhos nos dizem é que ele divertia-se muito, misturado com todo mundo. Um abraço!

    2. Antonio Carlos, há muita resistência ao Papa, como houve ao Concílio, como houve a Medellín. O processo na Igreja caminha em meio a muita contradição. Como é mais fácil optar pela carreira eclesiástica, pelas roupas caras, pela “autoridade inquestionável” diante das pessoas leigas (que são as que sustentam todo o clero), pelo pequeno poder, do que pela ousadia de lançar-se pobre entre os pobres, como fez o Mestre! Um abraço em paz, e rezemos por Piracicaba, sempre com a dimensão que os jesuítas nos ensinaram, de orAÇÃO!

  4. Meus Deus, onde a igreja vai parar com essa ideologia imunda ! CVII mal interpretado destruindo a Santa Igreja ! Oremos pela conversão do Papa e do Povo. SÃO PIO X rogai por nós ! Essas heresias vão contra a sã doutrina e a moral da Igreja !

    1. Oi, Lucas, os fariseus achavam isso mesmo, que Jesus pregava uma “ideologia imunda”. Queria a todo custo a falsa pureza das regras e vestimentas cheias de detalhes. Curiosa sua escolha por Pio X, ela lhe revela! Um abraço, paz e bem.

      1. Então a Igreja errou? o Espirito Santo não escolheu Pio X? Então és contra a Igreja de Deus?? Só o que achas q é o certo?? Ninguém mais tem direito de expressar outra opinião diferente da sua?? Seu comentário te revela senhor Mauro!!! Falas por ti mesmo e não pela Igreja não é mesmo?

        1. Oi, Adriana, paz! A Igreja errou sim, muitas vezes, como já o reconheceram muitos papas. Eu não acho que sou mais certo que ninguém, to quietinho aqui no meu canto escrevendo o resultado de meus estudos, pensamento e coração. Acho incrível que as pessoas mobilizem-se para refletir, contestar, dar suas opiniões. E aí cada um apresenta a sua. E assim vamos caminhando. É claro que não falo pela Igreja. Fique tranquila quanto a isso. Mas, se Igreja é o Povo de Deus a caminho, a verdade ninguém sozinho fala por ela, não é mesmo? A eleição do Papa Francisco está demonstrando isso, porque mesmo a legião de conservadores que diziam que o Papa É a Igreja, que suas opiniões são incontestáveis, começaram a criticar Francisco cada vez mais, como a gente lê em todo canto. Então, funcionava até agora mais ou menos assim: a opinião do Papa é incontestável contanto que concorde com a minha. Então agora todo mundo está saindo do armário e expressando suas posições, sem esconder-se atrás do papa, do bispo ou do papa. Paz e bem!

    2. Ainda bem que vc está consciente do que está acontecendo na igreja, ainda existem aqueles que lê a palavra e compreendem a verdadeira mensagem de Jesus
      Deus lhe abençoe e que Deus ilumine sempre a sua mente para a verdade

    1. Capitalista! Pronto, você disse que o Papa e seus seguidores são comunistas (pelo que entendo é um xingamento e tanto para você). E eu respondi que você é capitalista (um xingamento e tanto para mim). Acho que não aprofundou muito a conversa, não é? Um abraço.

  5. Sonhar ‘é de grátis’ !
    Essas pessoas da teologia a libertação sempre sonharam em revolucionar a Igreja, como se ela fosse uma fábrica que precisa de máquinas novas.
    Vai ficar só em sonho, pois essas utopias não sairão do papel. O ensinamento da Igreja acerca do sacerdócio feminino, união homoafetiva… não mudará, pois isso está pautado no Evangelho e o Evangelho é cláusula pétrea.

    Esse povo esquece-se que o Papa muda, e pode vir um Pio XIII da vida e ser mais claro que Francisco. Aí as utopias que alimentam esse povo, fruto de péssimas interpretações que o Papa diz, vão por água abaixo

    1. Caro Júlio, paz. Sim, há uma utopia, que é desejo de Reino, que Jesus plantou nos corações de seus seguidores. É sonho grátis, não precisa de pagamento, ao contrário da fé paga (mesmo que barata) que se usa para justificar recalques. Curioso como pessoas da corrente teológica à qual você evidentemente se filia passaram séculos pregando a infalibilidade do Papa e agora se levantam contra Francisco, porque ele os incomoda. Curiosa sua leitura do Evangelho! Vamos caminhando em paz e bem!

      1. Ficou clara a fala do rapaz acima, ele disse que vcs interpretam do jeito que querem as falas do Papa,mas vc insiste em dizer que quem pensa diferente de vc é contra o Papa!! deve ser a arrogância em pessoa!!

    2. Essa “cláusula pétrea” não é obra do Espirito Santo! Obra do Espirito Santo é manter inovando. O próprio Bento XVI, em seu Último Testamento, à pág. 227, afirma: “Sempre há problemas não resolvidos na Igreja, ainda mais em nosso tempo, após os grandes abalos da época pós-conciliar, a grande confusão derivada de não se saber como realmente se deveria ler o o Concílio. Em suma, a situação de nossa sociedade é de que o cristianismo deve encontar uma nova orientação, novos modos de se definir, se realizar”! Clareza mais que meridiana, para mim clareza do SOPRO DO ESPIRITO SANTO! Bento XVI, percebendo-se fora do tempo, renuncia para um papa, estilo Francisco, possa arejar a IGREJA PARA OS NOVOS SINAIS DOS TEMPOS.

  6. Que nosso Senhor perdoe este pecado, vou rezar por voces. Infelizes, pois sabem que o Deus único e verdadeiro, Jesus Cristo, vence sempre no final. Me preocupo com voces e com os irmãos que conduzem ao caminho errado. Pastores do mal. A Igreja não muda, sempre foi e sempre será o corpo de Cristo. Aceitar uma mudança da Igreja seria como dizer que Deus errou e não é atemporal. Absurdo. Unica coisa que esta mudando é a cabeça e o coração de vocês. Unico social que ajuda alguém é a verdade. Deus Vult.

    1. Oi, Carlos. Creio que você não precise se preocupar não. Cada qual faz seu caminho, com seu discernimento próprio. São escolhas, sempre. Dizer que a Igreja não muda é desconhecer por completo a história do cristianismo. A Igreja mudou muitas vezes ao longo da história. Quer um exemplo? Até pouco tempo atrás os casos de abusos de menores, crimes graves, eram escondidos dentro da Igreja, e considerados como delitos menores, “contra os costumes” e sobre eles pesava um decreto de “secretum pontificium”? Mudou, né? Outra coisa, você sabia que nas primeiras comunidades era comum a presença das diaconisas? Depois a visão patriarcal e misógina mudou isso, e agora pelo jeito temos possibilidade de voltar a ser como no começo. Então, a Igreja muda, e muito! A verdade é mesmo muito importante. Mas estamos dispostos a enfrentá-la, em relação a nós mesmos e à Igreja? Ou é melhor ficar cultivando fantasias? Um abraço, paz e bem

  7. Mauro seu artigo me encheu de esperança, e penso que esta renovação possa nos encaminhar para a comunhão das primeiras comunidades cristãs. E fiquei admirada com a sua paciência em responder a cada comentário carregado de ideologias preconceituosas.

    1. Oi, Gabriela, paz. Obrigado por sua escrita amiga. Você leu o post sobre a reunião das pastorais sociais em Brasília? É emocionante!
      Um abraço, Mauro

  8. De fato, muitos foram os motivos que levaram e conduziram a Igreja ao Concílio Vaticano II, proporcionando um diálogo com o mundo contemporâneo. Depois do encerramento do mesmo com o papa Paulo VI a Igreja já nomeou outros papas, que viveram o espírito conciliar, incluindo Bento XVI. O que me deixa, não preocupado, mas intrigado é que de fato a reportagem acima apresenta, de maneira mascarada, uma ideologia inebriada de “discriminações”, de “rejeições” e de incapacidade de reconhecer as inúmeras contribuições que os papas João Paulo II e Bento XVI fizeram para a Igreja, isso me parece contraditório, sobretudo quando nos comentários feitos por diversas pessoas nesta página, foram reconhecidas como preconceituosas. O que é preconceito? Em qual momento o preconceito é praticado? Infelizmente o que você e muitas outras pessoas como fiéis, teólogos, jornalistas e escritores são incapazes de reconhecer é que as contribuições dos papas antecessores de Francisco foram feitas tanto para o âmbito social, econômico, pastoral, teológico, doutrinal e outros. Eles escreveram aquilo que tinham que falar e apresentar, mesmo que o mundo e alguns fiéis não aceitem. Existe uma carta encíclica do papa Pio XI que aponta o comunismo como uma teoria contrária ao evangelho e à Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana; levando à condenação do comunismo-marxismo. O C.I.C é fruto do C.V.II e elaborado no pontificado de João Paulo II apresenta nos parágrafos de 2357-59 sobre a homossexualidade, na qual apresenta a abertura da Igreja para as pessoas que se encontram em tal situação, porém, o sábio Magistério reconhece que o pecado está no ato sexual e não no fato do ser homossexual. Ainda sobre o tema, o C.I.C ainda apresenta que a comunidade deve acolher pessoas que se reconhecem em tal circunstância. Outra desenformação no artigo refere-se sobre a “possibilidade de ordenar mulheres para o diaconato permanente.”. O papa Francisco já opinou sobre o assunto e afirmou que a porta está fechada para essa possibilidade, mas por que continuar insistindo nisso? Se de fato o desejo é servir e não o de ter poder, o que impede uma mulher de servir como leiga? Para servir a Igreja de Jesus Cristo você não precisa ter título, o Batismo já compromete a pessoa ao serviço do Reino de Deus, o problema que há por de trás é o poder; a ambição e o desejo pelo poder e não pelo serviço. Devemos pensar aquilo que o papa Francisco disse: “Não se pode imaginar uma Igreja sem mulheres ativas”; a ação é no serviço e não no cargo ou título. Pena que ainda existem pessoas que pensam assim como você e tantas outras pessoas. E sim, o artigo está cheio de ideologias contrárias ao Evangelho, acolher o pecador é dever da Igreja, apontar o pecado e condenar ele é sua obrigação, pois tudo aquilo que levá o homem ao erro e o condena ao inferno, cabe à Igreja Católica Apostólica Romana que é a Igreja de Jesus Cristo, conduzir seus membros a salvação. Mesmo que o mundo não aceite o que ela prega e é contrária ao pensamento liberal ideológico do hodierno.
    Paz e bem!!!

    1. Caro Alex, paz, obrigado por sua escrita. Olha, seu comentário é bem interessante. Mas creio que há um pressuposto com o qual não concordo e creio que nega a verdade histórica: os papados de João Paulo II e de Bento XVI não “viveram o espírito conciliar”. Ao contrário, mesmo com discursos e textos recheados de encômios à reunião conciliar (porque seria de fato impossível investir diretamente contra a reunião de todos os bispos da Igreja), os dois papados dedicaram-se a desconstruir a herança conciliar. Foram governos eclesiais marcados por milhares de punições, censuras, afastamentos. Olha só, os segmentos conservadores que seguem mais fielmente os ensinamentos dos dois papas (é só pesquisar na Internet) e que se opõe abertamente a Francisco, começaram nos últimos meses a investir abertamente contra o Concílio (pesquise no brasileiro Frates in Unum, no mexicano Adelante de la Fe ou no estadunidense One Peter Five). Sua pergunta é boa. O que é preconceito? O que é pré-conceito? É condenar algo sobre o qual não entendemos e, em geral, nos atemoriza interiormente e precisamos a todo custo sufocar. É o que acontece, por exemplo, com as pessoas que são “diferentes”, como os homossexuais, os comunistas ou as mulheres (no caso da Igreja, que é marcadamente misógina, elas são muito diferentes e ameaçadoras). O Catecismo não é fruto do Concílio, ele foi escrito durante o papado de João Paulo II sob a liderança do cardeal Ratzinger exatamente para restaurar a ordem anterior ao Vaticano II. Meu caro, creio que a Igreja de Jesus Cristo está muito além dos muros da Igreja Católica Apostólica Romana, que hoje congrega uma parcela reduzida da humanidade. Devemos sempre nos lembrar que o Mestre não fundou Igreja alguma, apenas indicou o caminho para o Reino, a Igreja é resultados das interpretações e opções de seus seguidores, todos seres humanos, muitos deles mulheres, homossexuais, beberrões. Bem, há agenda para muita conversa à frente, e espero que o blog seja um bom espaço para ela. Paz e bem, Alex.

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