O seu palpite sobre a mãe de Ítalo é um lixo

Cíntia Ferreira Francelino, mãe de ìtalo, executado aos 10 anos de idade pela PM de São Paulo

“Meu Deus, ele só queria cantar, o negócio dele era cantar. Ele só queria atenção, meu Deus, por que fizeram isso com ele, moço, me ajuda. Me ajuda pelo amor de Deus, gente. Ô gente, pelo amor de Deus, meu filho só tem 10 aninhos” – palavras de Cíntia Ferreira Francelino, mãe de Ítalo, no IML, na manhã seguinte ao assassinato de seu filho pela PM de São Paulo, em 2 de junho de 2016.

Ítalo não roubou apenas um carro. Roubou uma SUV, veículo-símbolo dos que são bem sucedidos e dirigem pelas ruas sentindo-se imunes e intocados pela miséria e a violência ao redor. Por seu crime contra a propriedade e, sobretudo, por sua afronta a um símbolo sagrado do capitalismo xinfrim brasileiro, foi assassinado pela PM de São Paulo.

Tinha 10 anos. Não bastou a Ítalo ser assassinado. Não bastou à mãe perder o filho. Não bastou a eles a vida miserável. Não bastou a dor. Não bastou a morte. Nada disso foi suficiente aos olhos da “sociedade brasileira”.

Não, Cíntia. Perder seu filho não bastou.

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