Violência: quem lucra, quem morre

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Um adolescente é assassinado a cada hora: 24 por dia, 42 mil até 2019. Excelente negócio para a indústria armamentista, que elegeu 21 deputados no último pleito

Por Celso Vicenzi

A violência toma conta das cidades. É o que se ouve, é o que se vê, é o que se lê, cada vez mais, nos principais veículos de comunicação. A tese não é equivocada, apenas é incompleta e mal explicada. Não faltam evidências empíricas, no dia a dia dos brasileiros, para concluí-la verdadeira. Tampouco as pesquisas e os estudos desmentem o que a mídia esforça-se por ampliar: a sensação de insegurança, de viver num cenário de permanente violência.

Somos, sim, um país violento. E não é caso recente. A população indígena foi praticamente dizimada no contato com portugueses e outros povos europeus, no início da colonização. Fomos o penúltimo país a acabar com a escravidão. Chegamos ao século 21 entre as cinco nações mais desiguais do planeta. E, até hoje, a tortura tem sido largamente empregada por forças policiais no dia a dia das delegacias e penitenciárias. Continuar lendo

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SP: Prefeitura encara as chacinas

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Secretaria dos Direitos Humanos participa de audiência pública, no Capão Redondo, onde já morreram 7 pessoas desde o início do ano

Por Lino Bocchini

A primeira audiência pública do novo secretário de Direitos Humanos do município de São Paulo, Rogério Sotilli e também a primeira do secretário de promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula, acontecerá nessa quinta-feira, 23 de janeiro, 14h no Capão Redondo. O encontro com entidades e a população local será no Parque Santo Dias, ao lado do metrô Capão Redondo. O ato foi articulado pelos movimentos sociais e culturais da zona Sul, e a principal motivação foi a chacina que aconteceu no primeiro sábado de 2013, 5 de janeiro, deixando sete jovens mortos no Jardim Rosana, próximo do local onde será a audiência. Continuar lendo