A perigosa tentação do meio ambiente sem gente

O caboclo Darci Sant’Ana, condenado por fazer duas roças em seu território ancestral, é símbolo do desrespeito aos direitos do povos tradicionais em nome de uma falsa proteção ambiental

“Somos caboclos, nosso território é a floresta Atlântica, no Alto Vale do Ribeira. Nossa cultura é criminalizada pelas instituições públicas do estado de São Paulo por produzirmos nossa vida.”

Assim afirma a petição pela absolvição de Darci Sant’Ana, vice-presidente da Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo, em Iporanga (SP), no Alto Vale do Ribeira. Darci é símbolo da criminalização dessas comunidades. Nascido e criado no sítio Sete Quedas, sem estrada e sem luz, que o pai herdou do avô e ele do pai, e onde vive com a mãe ainda viva, Darci foi condenado por ter realizado duas roças coivaras em seu território ancestral.

“A lei é muito clara, ela deixa o direito desses povos fazerem a roça da forma tradicional, que é a roça de coivara, a roça de corte e queima. O SNUC permite isso, a Lei da Mata Atlântica  permite isso”, afirma Raquel Pasinato, coordenadora do Programa Vale do Ribeira do ISA (Instituto Socioambiental).

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Namíbia: pela sustentação da vida

O país, que declarou como reserva ambiental 30% do seu território, se desenvolve em torno de unidades de conservação e iniciativas de desenvolvimento comunitário para o turismo sustentável

Por Flora Pereira e Natan de Aquino, do Projeto Afreaka

Entre as principais preocupações namibianas está, sem dúvida, a preservação do meio ambiente. Viajar pelo país significa se deparar continuamente com iniciativas e projetos sustentáveis. E não faltam motivos para os visitantes embarcarem na ideia. Para qualquer passeio existe uma opção ecológica e, em alguns casos, o ecoturismo é  a única alternativa.

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