Debate: que resta de Junho de 2013?

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Nesta terça, às 19h, em S.Paulo, lançamento de livro que examina a potência das ruas e redes — há dois anos e agora

Veja também:
Novo olhar sobre as jornadas que sacudiram o Brasil
“Junho: Potência das Ruas e Redes” traz relatos dos protestos e uma visão otimista sobre seus desdobramentos. Leia a introdução

Há, ainda, potência na mobilização popular que trouxe, em Junho de 2013, a possibilidade do impossível e do improvável na política do Brasil? De qe forma ela produziu impacto simbólico “por uma vida sem catracas” e marcou novas sensibilidades políticas?

Estes são os do tema debate que lançará, em São Paulo, o livro Potência das Ruas e Redes. Estarão na mesa alguns dos autores: Jean Tible, Hugo Albuquerque, Bernardo Gutiérrez, Salvador Schavelzon, Alana Moraes e Henrique Parra. Continuar lendo

TEXTO-FIM

Camila Jourdan, presa política

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Quem é a professora de Filosofia encarcerada no Presídio de Bangu, sem que Polícia ou Justiça fluminenses apresentem indício de ilegalidade que tenha cometido

Por Ronai Rocha, editor de Coisas do Campo | Imagem Alexandre Noronha Machado

Camila Jourdan formou-se em Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2002. Fez seu mestrado na PUC do Rio, em 2005, e também na PUC concluiu em 2009 seu Doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Depois, foi bolsista CAPES-PRODOC na Universidade Federal do Paraná, entre 2009 e 2010. Nos dias de hoje é professora adjunta do Departamento de Filosofia da UERJ e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Eu a conheci aqui em Santa Maria, nos encontros anuais dos Colóquios CONESUL sobre filosofia das ciências formais, onde apresentou, por mais de uma vez, o resultado de suas pesquisas.

Camila Jourdan está presa, hoje, no Rio de Janeiro, em Bangu. Foi submetida a exames de corpo de delito e permanecerá, junto a dezoito outras pessoas, na prisão por cinco dias. Todos são acusados de formação de quadrilha, pelo que se lê na imprensa. Nos termos do jornal El Pais, de hoje (13.07), são “19 ativistas anti-Copa do Mundo ‘suspeitos de participar em atos violentos’, informaram fontes oficiais. Os militantes (…) respondem por crimes de formação de quadrilha armada, com pena prevista de até três anos de reclusão.” Continuar lendo

Artivismo: criações estéticas para ações políticas

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A partir de 1º de fevereiro, em SP, um mês de oficinas, conversas e cursos sobre o lado prático e lúdico das manifestações populares 

Em junho de 2013 o Brasil viu, em suas mais variadas cidades, grandes manifestações populares. Em torno de inúmeras reivindicações, elas alcançaram um novo grau de cidadania e participação política, e continham em si um nível inédito de inventividade.

Diversos coletivos e grupos de artistas propuseram novas formas de participação e problematização, se valendo de estratégias estéticas e simbólicas para amplificar suas causas. Junto a isso, o uso da tecnologia e das novas mídias foi essencial para que esses coletivos se articulassem. A internet veio a ser não só um instrumento de organização, mas também de troca, informação e aprendizado, sem hierarquias ou monopólios. Continuar lendo

Entrevista com Dilma: questões que Mônica Bergamo não fez

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Presidente parece continuar sem rumo claro na crise — mas segue muitos passos adiante da oposição conservadora

O cenário da política institucional brasileira segue tão indefinido, após os protestos de junho, que mesmo a excelente repórter Mônica Bergamo não foi capaz de obter grandes definições da presidente Dilma Roussef, a quem entrevistou por três horas, na semana passada. A entrevista completa pode ser lida livremente aqui. Eis algumas impressões: Continuar lendo

Sin perder la alegria jamás

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Onda de protestos prossegue e incorpora música, teatro, escracho e projeções. Festival de criatividade está nas ruas

Por Marina Barros

As Jornadas de Junho tem sido alvo de inúmeras análises políticas, sociais e econômicas. Não cessam os artigos e, melhor ainda, não cessam as assembleias e manifestações. A agenda está cheia.

Um aspecto interessante das manifestações diz respeito às performances dos coletivos e grupos que acreditam que o espetáculo produzido durante o ato é palco de disputa de significados e narrativas. Na maioria dos casos, as invenções se dão de forma espontânea, durante a marcha. São gritos, cartazes, danças, mas talvez a cultura carnavalesca da pré-produção, da fantasia e da performance, faça com que a rua tenha se transformado cada vez mais neste espaço de construção do imaginário coletivo. Continuar lendo

Ato colaborativo em São Paulo: caosArte

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Nesta quinta, ato de celebração e reflexão artística na cidade: depois dos protestos, o quê?

Por Carolina Gutierrez

As pessoas foram para as ruas! Mas e agora? Se toda cidade precisa de um olhar que a movimente, qual é o seu? Pensando nisso, a itsNOON, coletivo Multitude, Tag an Juice e Dendê Experience (e quem mais quiser) promovem, no próximo dia 18 de julho de 2013, um ato de celebração e reflexão sobre algo inerente ao ser humano: caosArte – arte e movimento.

Realizado no Centro Cultural Rio Verde, na Vila Madalena, o encontro propõe uma dinâmica livre. A mesa redonda, comum aos seminários e discussões acadêmicas, dará lugar a microfones abertos, pelos quais todos podem intervir e se manifestar. A arte é inserida primeiramente por meio da música: a galera do Dendê Experience e DJs convidados tocarão durante toda a noite, dando ritmo às falas e improvisos sobre o tema. Além disso, espaços de criação serão montados e disponibilizados para intervenções digitais e artísticas na hora. Continuar lendo

Wallerstein debate nova onda de protestos

Ele aponta cinco características gerais — entre elas, a tentativa de cooptação

No vasto debate que as últimas mobilizações de rua merecem, vale a pena incluir a opinião de Immanuel Wallerestein. Ele acaba de publicá-la, na forma de um dos brevíssimos — porém sempre densos — ensaios que produz, em geral, a cada semana. Estará disponível em algumas horas, em Outras Palavras, mas pode ser lido (em inglês), aqui.

O sociólogo destaca a difusão dos movimentos de protesto pelo planeta. Considera-os, de modo geral, parte do “logo processo iniciado com a revolução mundial de 1968”. Mas ao tentar identificar cinco características gerais, chama atenção particular para duas: as tentativas de captura dos movimentos; e os consequentes riscos de que eles assumam “sentidos opostos a seu caráter anti-autoritário inicial”.

Primavera Brasileira ou golpe de direita? (final)

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Perguntas e respostas sobre um movimento que está mudando a cena do país – e cujo futuro, aberto, será decidido também por você

8. Por que o Brasil estará diante de uma encruzilhada, nos próximos meses? Que papel jogará a mobilização social ?

Por Antonio Martins | Imagem: Ninja


Leia também:
1. É possível falar em “Primavera Brasileira”?
2. Há no ar uma tentativa de golpe antidemocrático?
3. Como foi possível converter manifestações autônomas por direitos em territórios de preconceitos e violência?
4. Por que a tentativa de capturar os protestos é frágil e pode ser vencida?
5. Que temas permitem retomar uma pauta de direitos e transformações?
6. Que são as Assembleias Populares e como elas podem preparar uma nova fase da mobilização?
7. Que revela a postura de Dilma e como os movimentos podem tirar proveito dela?

Alcançar a redução simultânea da tarifa de ônibus nas duas maiores metrópoles do país, além de diversas outras capitais e grandes municípios, é provavelmente um feito inédito. Para tanto, centenas de milhares de brasileiros venceram as bombas da polícia e as botas de chumbo da passividade. Ao pagar a passagem com desconto, dezenas de milhões estão refletindo que “é possível”… Mas os vinte centavos conquistados
são ínfimos, diante da importância que a vitória poderá assumir nos próximos meses. Ela introduz, no período de turbulências que o Brasil tende a atravessar, a potência rebelde das mobilizações sociais. Continuar lendo

Juiz de Fora (MG): manifestantes ocupam Câmara e entregam carta de reivindicações

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Saguão da Câmara Municipal de Juiz de Fora ocupada nesta tarde. [Foto: NINJA]

Eles querem redução das tarifas de ônibus, revisão dos contratos com empresas de ônibus e redução dos salários dos vereadores

Por B.B.

A onda de mobilizações e assembleias populares que varre o Brasil avançou em mais uma cidade importante. Em Juiz de Fora, o quarto município mais populoso de Minas Gerais, dezenas de pessoas ocuparam a Câmara Municipal esta tarde. Foi o novo passo de uma luta que viveu passeatas e a formulação de uma pauta comum de reivindicações.

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