Uma vigília em favor de Rafael Braga

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Hoje, no Rio de Janeiro e em São Paulo, atos exigem liberdade para catador que é símbolo do racismo do sistema penal brasileiro

Por Douglas Belchior e Campanha pela Liberdade de Rafael Braga

Nesta terça-feira, dia 01/08, será julgado o Habeas Corpus de Rafael Braga na 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Rafael foi condenado em 20 de abril de 2017 pelo juiz Ricardo Coronha Pinheiro a 11 anos e três meses de reclusão e ao pagamento de R$ 1.687,00. No dia 1º de junho a defesa entrou com pedido de Habeas Corpus para que Rafael aguarde a apelação da sentença em liberdade.

A Frente Alternativa Preta e a Campanha 30DiasPorRafaelBraga organiza um ATO-VIGÍLIA na noite desta segunda, dia 31 de Julho, a partir das 18h, nas escadarias do Teatro Municipal de SP, exigindo a liberdade de Rafael. No Rio de Janeiro e Distrito Federal também haverá Vigílias. Continuar lendo

TEXTO-FIM

Debate: a fotografia como olhar político

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Que dizer de um tempo em que as imagens difundem pelo mundo a emoção das lutas e protestos — e em que os fotógrafos são alvejados pelas balas da polícia?

Por Tadeu Breda


A fotografia como olhar político

Debate com Luiz Baltar, Sérgio Silva e Verena Glass
No Ateliê do Gervásio. Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bixiga, São Paulo
Quinta-feira, 21 de julho, às 19h30
Grátis!

No dia 21 de julho, o Ateliê do Gervásio – espaço que abriga Outras Palavras e outras iniciativas de mídia independente de São Paulo – será palco de um debate sobre a fotografia como olhar político. Na ocasião, a Editora Elefante e a Fundação Rosa Luxemburgo organizam lançarão dois livros – Cidade em jogo e Memória Ocular – que se encontram em temas como fotografia, manifestações públicas e violência de Estado. O bate-papo será conduzido por dois fotógrafos — Luiz Baltar e Sérgio Silva e moderdo por Verena Glass. Continuar lendo

Jornadas de Junho: três anos da grande repressão

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Colaborador de “Outras Palavras” lança, hoje, livro sobre movimento que sacudiu país. Seu texto, um “manifesto narrativo”, parte da história do fotógrafo Sérgio Silva — que perdeu olho ao ser atingido por bala de borracha da PM


13 de Junho: 3 anos depois: Resistimos

O quê: Ato político-cultural e lançamento de Memória Ocular.
Três anos da repressão mais violenta às jornadas de junho de 2013. Três anos desde que o fotógrafo Sérgio Silva perdeu o olho esquerdo após ser atingido por bala de borracha.

Em 13 de junho de 2016, às 19h
Esquina da Rua da Consolação com Rua Maria Antonia, centro de São Paulo
Que mais: Microfone aberto, sarau, projeções, cerveja e livro a preço de custo
Facebook: https://www.facebook.com/events/647095235440527/

“A violência do Estado marca pra sempre: recordá-la não é olhar para o passado, mas para o futuro: falar sobre ela não é remoer o que já ocorreu, mas alertar sobre o que ainda pode acontecer — sobretudo na vida das vítimas”, considera Tadeu Breda, autor dos textos que compõem o livro Memória Ocular. A publicação traz ainda ilustrações de cinco desenhistas paulistanos.

O livro — um “manifesto narrativo”, segundo o autor — acompanha três fases da vida do fotógrafo Sérgio Silva depois de ter sido atingido por uma das 506 balas de borracha disparadas pela Polícia Militar em 13 de junho de 2013. São três textos, cada um escrito em um dos três anos que transcorreram desde o dia em que o rapaz teve o olho esquerdo destruído. Continuar lendo