IBGE ameaçado por presidente privatista

170504-RabelloNomeado por Temer e ligado ao Instituto Millenium, Paulo Rabello de Castro quer “um pesque pague” de pesquisas oferecidas ao mercado. Mudanças de metodologia poderiam “turbinar” dados econômicos

Um texto do Sindicato Nacional do IBGE

Desde a posse de Paulo Rabello de Castro na Presidência do IBGE que a ASSIBGE – Sindicato Nacional vem levantando a preocupação com o destino da instituição. O empresário, ligado ao Instituto Millenium e ao golpista Michel Temer, tomou diversas iniciativas que se chocam com o próprio papel de uma instituição que tem por objetivo retratar a realidade brasileira e precisa ser conduzida de forma independente de governos e interesse privados.

As ações de Castro contrariam as diretrizes do Manual de Organização de Estatísticas da ONU, que preconiza: “As autoridades que nomeiam o chefe de estatística aplicando um critério adequado, exigirão que se trate de uma pessoa sumamente independente. Se há a impressão de que o chefe de estatística se deixa influenciar demasiadamente por uma parte interessada do governo, se colocará em risco a credibilidade dos indicadores econômicos fundamentais e, em última instância, todo o programa de estatística”. Contrariando as recomendações da ONU, de independente Rabello não tem nada. Veio a público em diversas ocasiões enquanto presidente do IBGE, fazer a defesa aberta das contrarreformas do governo Temer. Continuar lendo

TEXTO-FIM

Sob Temer, um IBGE com horror ao brasileiro

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Paulo Rabello de Castro no Instituto Millenium, um think-thank conservador.

Presidente do órgão afirma: “o povo é um bando de saqueadores dos privilégios públicos”. Para a coordenadora de censos, “o desemprego nos ajuda a trabalhar com salários menores”

Uma nota do Sindicato Nacional do IBGE

Sindicato Nacional, entidade que representa os trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), expressa publicamente seu repúdio às declarações do presidente do Instituto, Sr. Paulo Rabello de Castro, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, de 27/03/2017, bem como a política de “fazer mais com menos”, no caso do Censo Agropecuário.

De forma intempestiva Rabello de Castro afirma que a proposta da Reforma da Previdência do governo Temer é “mínima”, não é “dura” e “abrangente” o suficiente, que o servidor público é um “privilegiado”, que estamos vivendo um processo de “corrupção estatística”, que o IBGE deve deixar de ser “estatal” para ser “público” e, pior de tudo, que “o povo brasileiro é um bando de saqueadores dos privilégios públicos. Uns saqueiam mais, outros menos”. Além de outros absurdos típicos de quem não tem qualquer identidade com o órgão que preside. Continuar lendo