Xploit 03 — Colonialismo 2.0


“Outras Palavras” exibe o terceiro episódio de “Xploit – Internet sob ataque”, premiada como melhor série documental no RioWebFest 2017. Neste vídeo, a colonização da rede por um punhado de empresas, como 

Por André Takahashi

Neste episódio, Xploit explica como a concentração da infraestrutura da internet nas mãos de alguns países e empresas, e a monocultura das grandes aplicações, acaba desenhando contornos que lembram o período colonial entre os séculos XVI e XX. Essa dinâmica impõe uma dependência para o funcionamento da internet que restringe a pluralidade sonhada pelos seus pioneiros.

Dirigida por Fabrício Lima, com produção executiva de André Takahashi, a websérie conta com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados. Entre eles, estão o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira — a série introduz o espectador nas disputas políticas políticas e econômicas que resultarão consequencias diretas em nossos diretos essenciais dentro e fora do mundo digital.
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Você enxerga o mundo na internet? Ou ela pesquisa você?

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Já estão ativos, em seu celular, mecanismos de busca premonitória. Escolhem por você, pois convidam à rotina letárgica de viver sem refletir. Mas problema não é tecnologia

Antes que você pense em perguntar, seu telefone, conectado à internet, avisa que precisa sair de casa mais cedo e se agasalhar. O trânsito, até o local de seu próximo compromisso, está congestionado: você levará uma hora e dez, de carro. Faz mais frio do que previa a meteorologia na noite anterior. Em compensação, sorria: há uma promoção para a viagem a Paris que você queria fazer com sua namorada. Clique aqui, para reservar duas passagens, ou aqui para incluir, na compra, cinco diárias de hotel, com desconto, em Montmartre.

Novas descobertas tecnológicas estão tornando as buscas na internet muito mais sofisticadas. Diversas empresas — Google, obviamente, mas também Cue, reQall, Donna, Tempo AI, MindMeld e Evernote — estão desenvolvendo aplicativos que cruzam seus dados, adivinham seus desejos e fazem ofertas. É parte da “inteligência artificial”, um passo tecnológico que estava associado aos computadores corporais (como o Google Glass), mas que entrou em teste desde já. Se você usa um celular, Android ou Iphone, experimente, por exemplo, testar o Google Now.

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Tablets: estranho declínio

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Cai pela primeira vez venda de computadores gráficos e sem teclado. Apple perde a liderança

O futuro da comunicação digital são os smartphones e tablets? Talvez, mas dados divulgados ontem sugerem relativizar esta certeza. No segundo trimestre do ano, as vendas globais do produto recuaram pela primeira vez — e de maneira abrupta. Uma queda 8,2%, em relação ao trimestre anterior, considerado tradicionalmente fraco, por suceder à febre consumista do Natal e final de ano. Os dados são da Digital Research.

Apple e Kindle (da livraria digital Amazon) foram os produtos que mais perderam terreno. Os tabloids que funcionam com sistema operacional Android, da Google, avançaram um pouco e agora são (consideradas todas as marcas que os utilizam) os mais vendidos. O estudo não afere as vendas de dispositivos genéricos, que quase sempre também funcionam com Android e podem ter tomado espaço dos aparelhos com grife.

Glass: Google começa a detalhar seu mais novo aparato

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Empresa anuncia que não permitirá publicidade nos óculos-computadores. Notícia é bem-vinda, mas responde apenas parte dos questionamentos ao produto

Por Gabriela Leite

Surgiram ontem informações adicionais sobre uma das novidades tecnológicas mais relevantes — e polêmicas — dos últimos anos. O Google anunciou que os glasses, seus óculos-computadores que “enxergam” a paisagem e oferecem informações em tempo real aos usuários, não aceitarão publicidade, ao menos num primeiro momento. Embora bem-vinda, a revelação foi recebida com ceticismo, por conhecedores das práticas comerciais da empresa, e com críticas, entre alguns de seus parceiros. 

As definições são importantes devido ao grande impacto cultural, social e mesmo político dos glass. Os computadores “de vestir” são dispositivos que, acoplados à orelha e aos olhos do usuário, irão conectá-lo à internet e atenderão comandos de voz — dispensando, portanto, qualquer tipo de teclado. Além de fornecer a localização precisa, poderão responder a consultas (sobre um trajeto, restaurantes próximos, a localização de uma seção específica, numa livraria, por exemplo). Em desenvolvimentos futuros, talvez possam identificar pessoas próximas e, ao fazê-lo, oferecer informações sobre elas, captadas nas redes sociais (veja imagem a seguir e leia nosso texto sobre o avanço tecnológico que os torna viáveis e suas implicações sociais). Continuar lendo