O jovem infrator, por ele mesmo

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Há 30 anos, filme de Lucila Meirelles desafiava os preconceitos da narrativa oficial e dava voz aos internos da antiga Febem. Obra volta a ser exibida (e debatida) neste sábado
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Exibição de Pivete – 30 anos
Sábado, 21 de outubro, às 19 horas – Grátis
Coletivo Digital
Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, Pinheiros, São Paulo
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O Coletivo Digital, que mantém uma programação cultural mensal com filmes, música, exposições e mostras de artes tratando de temas ligados aos Direitos Humanos, exibe neste sábado, 21, às 19h, o curta metragem Pivete, de Lucila Meirelles. A diretora participará de uma roda de conversa ao final do filme.

Há 30 anos, Lucila conseguiu autorização para entrar em uma unidade da Febem do Tatuapé para filmar os menores. Destas filmagens, em que os jovens falam livremente para a câmera e o microfone, surgiu o curta Pivete, de 7 minutos, filmado em VHS.

A ideia principal era romper com o olhar institucional sobre o menor infrator nos documentários, e partir para uma linguagem mais poética e informal, valorizando gestos, olhares, atitudes. A visão do menor por ele mesmo.

Passadas três décadas, o curta, que foi premiado no Festival VideoBrasil e na Jornada de Cine/Video Maranhão, e participou de mostras na França, EUA e Alemanha volta a ser assistido e debatido com a própria diretora. A grande pergunta é: o que mudou na condição do menor, no Brasil, de 1987 para cá?

O Coletivo

Fundado em 2005, o Coletivo Digital luta pela internet livre em campanhas com outros grupos (Campanha banda Larga é um Direito Seu! e Coalizão Direitos na Rede) e vem atuando em projetos voltados à Inclusão Digital, utilizando-se dos softwares livres como meio principal. Em 2009 transformou-se em OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

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