Oficina: o ativismo dos acionistas rebeldes

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Em diversos países, os atos das grandes corporações estão sendo denunciados nas próprias assembleias de acionistas. Vamos fazê-lo também no Brasil


Roda de Conversa com Christian Russau
Sexta-feira, 15/9, às 19h30, em Outras Palavras

Rua Conselheiro Ramalho, 945 – Bixiga – S.Paulo (mapa) – Metrô S. Joaquim ou Brigadeiro)
Confirme presença aqui

Muito mais que os governos, as grandes corporações são hoje o verdadeiro poder global. É preciso enfrentá-las de várias formas – em especial as surpreendentes. Outras Palavras convida para uma oficina sobre nova forma de ativismo: o dos acionistas críticos e rebeldes.

Nesta sexta-feira, em nossa redação em São Paulo, o jornalista e ativista alemão Christian Russau coordenará oficina de introdução sobre o tema. Christian é, em seu país, referência nesta forma de ativismo. Comparece, todos os anos, a assembleias de grandes empresas como a Siemens, Volkswagen, Thyssenkrupp, Bayer (que está adquirindo a Monsanto). Faz denúncias. Exige explicações e documentos. Suas descobertas e falas alimentam novas ações. Continuar lendo

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A poesia contra a motosserra

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Conquistas e impasses de engenheiro florestal que se especializou em combater deflorestamento identificando corporações que tiram proveito dele — e denunciando-as em ações poderosas de anti-marketing 

Por Eduardo Tollendal

O semanário Courrier International (No. 1229, de 22 a 27 de maio de 2014, França) traz uma matéria (extraída do diário The Sydney Morning Herald, da Austrália, de 29 de março último, assinada por Michael Bachelard) em que o engenheiro florestal Scott Poynton nos é apresentado como o homem que pode salvar o planeta com seus poemas. Se o prognóstico se confirma, considerando-se que para salvar a humanidade seria bom salvar primeiro o planeta que nos constitui e sustenta, Scott Poynton pode se candidatar a ser alguém mais importante – ou mais efetivo – que Jesus Cristo e outros candidatos a Salvador.

Sua estratégia é direta: agir sobre as grandes empresas devastadoras das nossas floresta e sobre seus consumidores. A primeira abordagem é mais delicada e exige uma condição privilegiada para se ter acesso aos senhores executivos e suas consciências – ambos, quase sempre, inacessíveis, pelo menos, para os comuns mortais. Mas Scott Poynton tem esta condição privilegiada – e, por isso, não descarta a importância de agências como o Greenpeace, que considera promoverem ações eficazes, indispensáveis e complementares ao seu trabalho. Continuar lendo