São Paulo ensina a pequenez

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Na “reorganização” das escolas do Estado, dois cacoetes das elites: decidir sem debate e oferecer às maiorias o mínimo. Mas Florestan Fernandes inspira a resistir

Por Fernanda Feijó1

O Brasil caracteriza-se por estabelecer políticas sociais de forma autoritária: sempre “de cima para baixo”. Tal fenômeno tem marcado o desenvolvimento do país desde os primórdios da República (se considerarmos que o Império era um regime autoritário em si) até os dias atuais. Podemos perceber a força desse autoritarismo quando falamos mais especificamente de políticas educacionais e dos percursos que as mesmas percorreram ao longo do último século.

Desde a década de 1930, quando a intelectualidade brasileira iniciava o processo de institucionalização das ciências sociais, já se anunciava a importância da educação formal dentro do país, ainda que naquele momento a preocupação maior fosse formar quadros para a elite dirigente do país que pudessem impulsionar o processo de modernização que se colocava em curso. No contexto de centralização política propiciada pela Revolução de 1930, a educação nacional passa, então, efetivamente a ser responsabilidade do Estado. Foi justamente nesse momento, que o Brasil ensaiou o desenvolvimento de um “pseudoestado de bem-estar”, a saber extremamente conservador e autoritário, na qual o Estado realizava reformas sem a participação da sociedade nos processos decisórios. Continuar lendo

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