Leandro, da Favela do Moinho, morto pela PM aos 18

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Leandro refugiou-se dentro de uma casa da comunidade e foi perseguido pela Polícia. Lá dentro, assassinam-no

Em ação policial não autorizada pela Justiça, policiais paulistas matam, prendem testemunhas e reprimem quem protesta

Com informações de moradores do Moinho

Na manhã desta terça-feira, 27/7, a Polícia Militar de São Paulo invadiu – sem ordem judicial – a Favela do Moinho. A operação, que segundo o Comando da PM visava desbaratinar supostos laboratórios de droga, saiu apenas com o saldo de mais um assassinato de um jovem negro e pobre em sua conta.

Desastrados e violentos, os policiais invadiram sem mandato diversas moradias. Leandro, 18, conhecido como Chiclete, buscou refúgio dentro de uma casa da comunidade e foi perseguido pela Polícia. Lá dentro, foi assassinado. A proprietário do barraco, testemunha presencial da execução, foi levada pela Polícia Militar, sem o acompanhamento de advogados, e seu paradeiro é desconhecido até o momento, assim como o de dois jovens agredidos e levados pela PM.

Os/as moradores que protestaram contra a violência policial também foram agredidos com bombas, balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo, tanto dentro da favela, como ao fecharam a Av. Rio Branco em repúdio à morte de Leandro. A Favela do Moinho permanece em vigília e divulgará em breve novas informações sobre as mobilizações contra a truculência e a agressão sofrida pela comunidade.

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