Mostra da Cooperifa desafia perseguição à arte

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Sueli Carneiro, Sarau das Pretas, Paulo Lins, Wagner Moura e Xico Sá são alguns [email protected] [email protected] para o evento, que acontece a partir deste sábado na Zona Sul de São Paulo

Comemorando os 16 anos de existência da Cooperifa – o sarau de poesia que deu início ao deslocamento da melhor cultura paulistana para a periferia da cidade –, começa dia 21 de outubro a 10ª Mostra Cultural da Cooperifa. Até o dia 29, a mostra leva à Zona Sul de São Paulo artistas consagrados na periferia da metrópole juntos a nomes estrelados da cultura brasileira. É o caso da teórica do feminismo negro Sueli Carneiro, ao lado do Sarau das Pretas, coletivo que celebra a vida com poesia, teatro, contação de histórias e brincadeiras com crianças.

“Vivemos um período de censura à arte e cultura. Nós da Cooperifa resistimos e vamos levar o que há de melhor na periferia e fora da periferia para a Mostra”, afirma o poeta Sérgio Vaz, fundador do coletivo, lembrando os episódios recentes em que exposições em museus ou centro culturais foram atacadas por setores conservadores da sociedade brasileira.

Se no ano passado teve show gratuito do Criolo, desta vez a mostra tem Wagner Moura, Xico Sá e Dexter na mesma programação que apresentará a cantora Fernanda Coimbra, o poeta Akins Kintê e o rapper Cocão.

“É importante trazer gente de fora, mostrar que a periferia se tornou um importante palco da cultura brasileira. Mas a maior parte da programação é, e tem que ser, de nomes que a periferia já conhece e que produzem muito do que é consumido pela periferia”, afirma Vaz.

Confira aqui a programação completa.

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SP: Estéticas das Periferias começa hoje

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Em cinco dias, mais de 150 atrações, encontro quer ser travessia das várias culturas e linguagens da cidade. Outras Palavras vai participar de cobertura colaborativa

Da Redação

Elementos da mistura cultural da periferia de São Paulo estarão reunidos nos próximos dias, com entrada gratuita. Do Auditório do Ibirapuera à Cidade Tiradentes. Em sua terceira edição, o evento Estéticas das Periferias, idealizado pela Ação Educativa, curadoria de diversos artistas, produtores culturais da cidade e cada vez mais parceiros, começa já na tarde de hoje.

Serão 43 espaços culturais, 40 deles nas periferias e subúrbios. Destaque para os 16 CEUS, 8 Fábricas de Cultura, os roteiros do Ônibus- Biblioteca, CCJ,CFC de Cidade Tiradentes e CC da Penha. Consequentemente, as atividades também se multiplicaram: serão mais de 150 atrações espalhadas por toda a cidade. Hoje tem Treme Terra, Ilú Obá de Min, conversa com Toni C, Sarau do Binho, oficina de literatura com Allan da Rosa, entre outras. Baixe aqui o PDF da programação ou acesse o mapa das atrações no site.

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Na abertura, peça “Orfeu Mestiço”, do Treme Terra, vai interagir com outros grupos musicais

Outras Palavras vai participar da cobertura colaborativa das atividades, junto com outros coletivos de mídia – Periferia em Movimento, Revista Vaidapé, Coletivo Campana -, indivíduos independentes, além da equipe da comunicação da própria Ação. Qualquer um pode participar escrevendo para [email protected].

Em manifesto, o encontro se expressa:

“‘A vida é diferente da ponte pra cá’, diz os Racionais MC’s.

‘Nóis é ponte e atravessa qualquer rio’, desafia o poeta Marco Pezão.

A ponte é ao mesmo tempo metáfora do encontro e da separação. A Mostra Estéticas das Periferias quer a travessia, de lá para cá, de cá para lá, depende de onde se está.

Buscaremos o fluxo, o encontro, o diálogo. Queremos explorar conexões e conflitos, armas tramas urbanas. Artistas do Centro e da Periferia: Uni-vos!”

Para colorir as cidades

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Mapa interativo facilita encontros entre grafiteiros e moradores que querem suas paredes pintadas, derrubando simbolicamente os muros que afastam pessoas

Por Gabriela Leite

Em menos de um mês no ar, o projeto Color+City que une artistas a pessoas interessadas em ceder seu muro para ser pintado parece estar sendo um sucesso. Ele funciona de forma simples. Quem tem um muro para ser pintado se cadastra no site, entra num mapa interativo e marca o local onde sua casa se situa, com uma foto para facilitar. O artista ou grafiteiro que está procurando algum espaço para pintar vê, no mapa, todos os que estão disponíveis e faz uma reserva no que achar mais adequado. Aí, o dono do muro recebe um email e ambos são postos em contato, para que a arte seja feita em até 35 dias. No mapa, ficam marcados os muros disponíveis (em verde), os reservados (em amarelo) e os que já foram pintados (com o ícone colorido). Continuar lendo

A fotógrafa polêmica que a Oi censurou no Brasil

O trabalho de Nan Goldin, que seria exposto no Rio de Janeiro, traz imagens cruas, sinceras e íntimas, com poesia e sem meias palavras

(Leia a continuação deste texto)

O enquadramento duro e honesto da fotógrafa estadunidense Nan Goldin já gerou muita polêmica e a colocou desde muito nova entre os mais conhecidos fotógrafos documentais do mundo contemporâneo.

Suas fotos são cruas, sinceras, íntimas e absolutamente ligadas à própria vida da artista. Nan Goldin retrata não só o que vê, mas o que vive, com poesia, e sem meias palavras. Ela diz que não se pode retratar aquilo que não se viveu.

Sem hesitar, a câmera de Goldin captura pessoas em situações mais do que íntimas, o universo dos gays e transsexuais em Boston, as festas regadas a álcool e sexo em Nova Iorque, a penumbra do quarto onde seu amigo falece, de AIDS, em Paris.

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