Para tramar um feminismo descolonizado e não-burguês

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Ciclo de encontros com a boliviana Julieta Paredes debate a hipótese de um Feminismo Comunitário, capaz de superar o individualismo e de compreender que o patriarcado oprime também os homens e a natureza

Por Serpente Coletiva

Fortalecer a atuação de mulheres e seus espaços de resistência ao neoliberalismo e ao patriarcado, a partir das contribuições do Feminismo Comunitário é o objetivo do Ciclo de encontros Feminismo Comunitário: propostas desde o Sul, que acontece de 27 a 30/09, em São Paulo.

O evento promove uma série de atividades abertas e gratuitas com Julieta Paredes, feminista boliviana, uma das criadoras do Feminismo Comunitário de Abya Yala (nome originário da América). Nos encontros, serão discutidos temas como descolonização e desaburguesamento do feminismo; força revolucionária das mulheres latino-americanas quando decretam que são metade dos povos, das comunidades, dos movimentos; saberes ancestrais dos povos originários, como o próprio conceito de comunitário; propostas decoloniais de atuação política; entre outros. E uma festa celebra a alegria das conversas, trocas, reflexões e aprendizados para a construção de outros mundos possíveis. Continuar lendo

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Oficina: o ativismo dos acionistas rebeldes

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Em diversos países, os atos das grandes corporações estão sendo denunciados nas próprias assembleias de acionistas. Vamos fazê-lo também no Brasil


Roda de Conversa com Christian Russau
Sexta-feira, 15/9, às 19h30, em Outras Palavras

Rua Conselheiro Ramalho, 945 – Bixiga – S.Paulo (mapa) – Metrô S. Joaquim ou Brigadeiro)
Confirme presença aqui

Muito mais que os governos, as grandes corporações são hoje o verdadeiro poder global. É preciso enfrentá-las de várias formas – em especial as surpreendentes. Outras Palavras convida para uma oficina sobre nova forma de ativismo: o dos acionistas críticos e rebeldes.

Nesta sexta-feira, em nossa redação em São Paulo, o jornalista e ativista alemão Christian Russau coordenará oficina de introdução sobre o tema. Christian é, em seu país, referência nesta forma de ativismo. Comparece, todos os anos, a assembleias de grandes empresas como a Siemens, Volkswagen, Thyssenkrupp, Bayer (que está adquirindo a Monsanto). Faz denúncias. Exige explicações e documentos. Suas descobertas e falas alimentam novas ações. Continuar lendo

“Mulher do pai” e o lugar da mulher no cinema

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Outras Palavras e Coletivo Elviras debatem, nesta segunda-feira, um filme instiga a refletir sobre o papel feminino no audiovisual brasileiro, e a necessidade de ampliá-lo


Cinedebate
MULHERES NO CINEMA
Com exibição do makig of de “Mulher do Pai”
Presença de Cristiane Oliveira (diretora), Heloisa Passos (diretora de fotografia), Samanta do Amaral (colorista) e Isabel Whittmann (do coletivo Elviras)

Segunda-feira, 12/6, às 19h
Rua Conselheiro Ramalho, 945 — Bixiga — S.Paulo (veja mapa) — Metrô S.Joaquim (700m) ou Brigadeiro (1km)
Grátis — Veja página do evento para detalhes e compartilhar

Primeiro longa de Cristiane Oliveira, Mulher do Pai estreia dia 22 de junho. É um filme encabeçado por mulheres e com uma temática feminina muito presente no roteiro. Protagonizado por Maria Galant e Marat Descartes, o filme conta a trajetória da adolescente Nalu, que, após a morte da avó, precisa cuidar de seu pai cego, mas, ao mesmo tempo, vive o dilema entre ser tecelã como a avó ou buscar uma nova vida longe da comunidade.

Outras Palavras, em parceria com a equipe do longa Mulher do Pai e do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema apresentam o Cinedebate Mulheres no Cinema, com exibição do Making Of de 23 minutos do filme. No debate, estarão presentes Heloisa Passos, diretora de fotografia e integrante da Associação Brasileira de Cinematografia e do Coletivo das diretoras de Fotografia do Brasil, Samanta Do Amaral, colorista e integrante do Coletivo das diretoras de Fotografia do Brasil, Cristiane Oliveira, roteirista e diretora, Isabel Wittmann, do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema e do podcast Feito Por Elas. Continuar lendo

Um domingo contra o golpe

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Começa nova jornada de luta pela democracia. Manifestações vão de domingo a 29 de agosto, data da votação do impeachment. Confira quando e onde

Da Redação

Neste domingo, 31 de julho, haverá manifestações pelo #ForaTemer em todo o país (veja datas e locais ao final). São articuladas pela Frente Povo Sem Medo, construida em torno do MTST e integrada por 27 entidades, e pela Frente Brasil Popular, em que estão mais presentes os partidos da esquerda institucional.

“O Povo Sem Medo estará nas ruas no mês de julho, em grandes mobilizações de norte a sul, para resistir ao golpe e defender as saídas populares. Buscamos dialogar com outras articulações, como a Frente Brasil Popular, para ter o máximo de unidade neste enfrentamento”, afirma uma declaração da Frente.

Neste domingo, em São Paulo, o Povo Sem Medo sai em caminhada do Largo da Batata em direção à Paulista, enquanto o Brasil Popular faz apresentações culturais na avenida Paulista – lado a lado com o Vem Pra Rua, grupo de direita que anuncia atos pró impeachment na avenida Paulista, e em 161 cidades no domingo.

“O dia 31 vai colocar nas ruas uma alternativa para sair do golpe que se estabeleceu no país. Queremos a retirada do governo interino, que não tem legitimidade, que faz parte do golpe, e queremos a possibilidade do povo decidir quem tem essa legitimidade para governar”, afirma Natália Szermeta, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. A expectativa dela é que em São Paulo a manifestação reúna aproximadamente 50 mil pessoas.

Ressaltando a importância da decisão popular, a Frente Povo Sem Medo propõe um plebiscito sobre a antecipação – ou não – das eleições, “defendido mais de uma vez pela própria presidenta Dilma, pode ser uma bandeira aglutinadora para somar mais forças na luta contra o golpismo”. Outras duas bandeiras fundamentais: a defesa de uma profunda Reforma Política, diante do sistema político falido e sem qualquer vínculo de representação efetiva com a maioria da sociedade. A segunda é a defesa intransigente dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores do Brasil.

Terceirizações, reforma da Previdência, privatizações, desmonte dos serviços públicos, redução drástica dos programas sociais e entrega do pré sal às petroleiras internacionais, desmonte da Cultura e desrespeito aos direitos indígenas são algumas das políticas rechaçadas. O que se defende: reformas Tributária, com taxação de grandes fortunas, Urbana e Agrária, “dívida histórica do Estado brasileiro com seu povo”; as estatais de volta, o controle sobre o pré-sal e o conjunto dos recursos naturais de nosso país; auditoria da dívida pública, democratização das comunicações, desmilitarização da polícia e o fim do genocídio da população negra.

A jornada Fora Temer da Frente Brasil Popular terá também atividades durante a realização das Olimpíadas. Haverá no Rio de Janeiro um acampamento pela democracia e pelo #ForaTemer e uma grande manifestação contra o golpe no dia 5 de agosto, abertura dos Jogos Olímpicos, de olho na imprensa internacional que estará em massa no Rio. As atividades previstas terminam com uma mobilização nacional em Brasília, de 24 a 29 de agosto, data da votação final do impedimento da presidenta Dilma Rousseff.

Seguem locais e horários das manifestações:

São Paulo (SP) Largo da Batata às 14h
Rio de Janeiro (RJ)– Igreja Nossa Senhora da Candelária, às 15h
Fortaleza (CE)Praça Cristo Redentor, às 15h
João Pessoa (PB)Lagoa do Parque Solon de Lucena , às 14h
Curitiba (PR)Praça da Mulher Nua, às 15h
Goiânia (GO)- Estacionamento do IFG, às 9h
Recife (PE)Praça Derby, às 15h
Brasília (DF)- Feira Central de Planaltina – 9hrs
Belo Horizonte (BH)Praça 7 às 10h
Salvador (BA)– Campo Grande – 14h
Brasília (DF)– Feira Central de Planaltina – 9h
Uberlândia (MG)– Feira do Luizote – 9h
Porto Alegre (RS)– Parque da Redenção – 15 HRS

INTERNACIONAIS
Nova York (Estados Unidos)– Times Square, às 18h
Madrid (Espanha)Plaza Tirso do Molina, 13h30
Amsterdã (Holanda) – Museu Eye, 15h
Lisboa (Portugal)Praça do Rossio, às 19h
Madri (Espanha)– Rastro de Madrid
Barcelona (Espanha)La Negreta del Gòtic
Leipzig (Alemanha) Johannapark
Berlim (Alemanha)Oranienplatz
Washington DC (Estados Unidos)The White House

AGOSTO
1/08 – Vigília Inter-Religiosa no Rio contra exclusão social nas Olimpíadas.
Início de Agosto – Greve dos Petroleiros contra desmonte da Petrobrás.
5/08 – Marcha nacional contra o golpe na abertura das Olimpíadas, no centro do Rio de Janeiro.
8/08 – Circo da Democracia em Curitiba-PR com a presença da presidente Dilma Rousseff.
9/08 – Atos Fora Temer em todas as capitais e outras cidades
11 a 15/08 – Jornada de lutas da UNE (União Nacional dos Estudantes).
16/08 – Assembleia Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras realizada pelas centrais sindicais no estádio do Pacaembu, em São Paulo, contra a retirada de direitos.

Em Filhos do rio-mar, caminho para enxergar a Amazônia

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Letícia Freire expõe, em S.Paulo, imagens de comunidade ameaçada. Exposição — que retrata, além dos clichês, ribeirinhos e sua relação com rio,  propõe visita guiada e rodas de conversa

Por Gabriela Leite

Em uma mistura de arte, crônica e jornalismo, a exposição de fotos Filhos do rio-mar, da fotógrafa Letícia Freire, mostra uma comunidade à beira do rio Tapajós, na Amazônia. A área está ameaçada por um grande complexo hidrelétrico, que arrisca devastar a mata, o rio e os seres que ali vivem. Nas imagens de Letícia, acompanhamos uma fração do cotidiano de pessoas que cultivam uma rica relação com seu ambiente.

A mostra carrega fragmentos da Amazônia diretamente para um pedaço de Mata Atlântica no meio do asfalto: o Instituto Butantan, em São Paulo. Com visitas guiadas e rodas de conversa, será possível conhecer outro lado do Brasil para além do clichê. Letícia, a fotógrafa e colaboradora editorial de Outras Palavras, chegou ao Tapajós junto com a pesquisadora Ana Teresa Reis da Silva, da UnB. Tinha a ideia de retratar os ribeirinhos, a importância do rio e de seus afluentes. Algumas das fotos da exposição foram publicadas em nossas páginas . Continuar lendo

Rio experimenta o Jornalismo Gastronômico

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Curso oferecido por colaboradora de “Outras Palavras”, discutirá, em setembro, a questão alimentar, por meio de debates e estudos de caso. Em 17/9, encontro gratuito sobre o tema

No dia 17 de setembro, quinta-feira, os apaixonados por gastronomia poderão participar de uma roda de conversa, gratuita, sobre jornalismo gastronômico na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com o tema “De Apícius à Danúsia Bárbara: a construção do jornalismo gastronômico no Rio de Janeiro”, o debate terá apresentação da professora do curso de extensão em Jornalismo Gastronômico da Facha, Juliana Dias, com a participação da jornalista convidada Andreia Degmont, editora de mais de 200 livros neste segmento.

O encontro faz parte da II Semana de Extensão Facha, que acontecerá de 14 a 17 de setembro, e irá reunir diversos eventos gratuitos ao longo da semana, no auditório da faculdade, em Botafogo. Quem pretende dar continuidade aos estudos, e se aprofundar ainda mais no tema, pode se inscrever no curso de extensão em jornalismo gastronômico da Facha, que acontecerá também em setembro, durante quatro sábados consecutivos. A turma está prevista para começar no dia 12 e as aulas acontecerão das 9 às 14 horas, em Botafogo. Continuar lendo

Angra-Paraty-Ubatuba saem em defesa dos Territórios Tradicionais

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Num dos trechos mais turísticos do litoral brasileiro, quilombolas e caiçaras exigem condições para manter sua cultura e comunidades. Campanha começa sábado, em Ubatuba

Por RedaçãoIsabela Vieira, da Agência Brasil | Imagem: Antonio Gomide, Depois da pesca

Comunidades tradicionais da região do litoral norte de São Paulo correm risco de desaparecer. Para tentar evitar este processo, será lançada, no próximo sábado, a campanha “Preservar é Resistir – Em Defesa dos Territórios Tradicionais”. Organizada pelo  Fórum de Comunidades Tradicionais Indígenas, Quilombolas e Caiçaras de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, a campanha quer a garantia dos territórios tradicionais para preservar os modos de vida de suas antigas populações. O lançamento coincide com a tradicional festa de São Pedro Pescador de Ubatuba, que homenageia o padroeiro dos pescadores da cidade e existe há mais de 90 anos. Para a apresentação, será exibido um vídeo junto de apresentações musicais e exposição de fotos.

As comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que vivem no litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo sofrem com a grilagem de terras na Serra do Mar, com o turismo de escala e com a falta de políticas públicas, como educação e infraestrutura.

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Em simpósio internacional, a atualidade do debate sobre Censura

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Evento acadêmico em São Paulo discute a importância da liberdade de expressão, em uma sociedade que disputa cada vez mais seus sentidos

O Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (OBCOM) da USP realiza, entre 13 e 14 de março, a segunda edição de seu Simpósio Científico, trazendo para a academia e para a sociedade em geral o importante debate sobre a censura e liberdade de expressão.

O evento irá abordar o papel da interdição nas áreas da arte, educação, literatura e jornalismo. Não faltarão também os questionamentos mais recentes no âmbito da liberdade de expressão, que envolvem a cena da mídia e seus poderes, as novas tecnologias, bem como o debate acerca do preconceito e da ação de minorias. Continuar lendo

SP: Seminário debate democracia na América Latina

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Pensadores, jornalistas e economistas latino-americanos refletem sobre avanços e desafios nas relações entre sociedade, setor privado e governos para transformação social

Por Redação

Acontece no próximo dia 12 de novembro, terça-feira, o seminário internacional “A Sociedade Civil Organizada e o Processo Democrático na América Latina”, com objetivo de promover debate sobre o papel das organizações e movimentos sociais na luta por ampliação da democracia e defesa dos direitos humanos, nos países latino-americanos.

Também serão pensadas medidas para tornar o ambiente mais favorável ao enfrentamento do processo de criminalização que os movimentos sociais vêm sofrendo por parte de governos e meios de comunicação, no contexto mais amplo da crise internacional.

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Simpósio debate múltiplos aspectos da Censura

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Programação sugere que restrições à liberdade de expressão tornaram-se mais sofisticadas e ocultas – por isso, é preciso estudá-las em profundidade

Por que discutir censura hoje? Participante do I Simpósio Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura, que ocorrerá nesta sexta-feira (16/8), na USP, a professora Andrea Limberto, das Escola de Comunicações e Artes (ECA), tem uma resposta enfática para esta pergunta. “O debate sobre a liberdade de expressão e censura não é apenas um exercício de revisão do passado recente. Tornou-se indispensável para observar o que ainda ecoa como interdição e restrição à liberdade individual”, diz ela. Continuar lendo