Assim funcionam os paraísos fiscais

Consórcio Internacional de Jornalistas torna públicos milhares de documentos sobre mais de 200 mil contas secretas. Veja como os “centros offshore” são eficazes para sonegar impostos, esconder fortunas e proteger criminosos

Um vídeo do Inesc

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) liberou na semana dados inéditos dos chamados Panama Papers, jogando mais luz sobre os esquemas que grandes corporações e milionários usam para sonegar impostos e esconder o dinheiro em paraísos fiscais. Em meio a críticas (inclusive de Slavoj Ziziek), segundo as quais havia feito vazado seletivamente, há algumas semanas, as informações que obteve, o ICIJ tornou público, em seu site um banco de dados com documentos sobre mais de 200 mil contas ‘offshore’.

Quanto mais dinheiro é sonegado e enviado para contas escondidas em paraísos fiscais, mais sobra para o cidadão comum, que paga seus impostos a duras penas, e para quem depende de serviços públicos e políticas públicas de promoção de direitos.

E como esse pessoal consegue esconder tanto dinheiro em tantas contas falcatruas nesses paraísos fiscais? O Inesc e organizações parceiras produziram um vídeo curto que explica isso. Assista acima.

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Como a falsa “austeridade” europeia está contaminando o mundo

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Dois estudos indispensáveis revelam: políticas de corte de direitos sociais e serviços públicos já atingem maior parte do planeta, interessam a um pequeno grupo e ameaçam democracia

Por Antonio Martins

Três dados muito eloquentes sobre o fracasso das políticas de “austeridade fiscal” estão sendo divulgados no início desta semana. Em Portugal, tornaram-se públicos os planos do governo para reduzir em 10% o valor das aposentadorias. Na Espanha, missão do FMI, em visita ao país sugeriu o que chamou de “ambicioso pacto social”: os trabalhadores na ativa aceitariam cortar seus salários, também em 10%, para tornar a produção nacional “mais competitiva”. Ataques aos direitos sociais vêm se sucedendo pelo menos desde 2011, no Velho Continente, mas a cada dia parecem mais inúteis — ou, o que é mais provável, visam outros objetivos, que não os declarados. Números divulgados hoje revelam que a economia italiana viveu, entre abril e junho, o oitavo trimestre seguido de recessão, algo nunca antes visto na história daquele país… Engana-se, porém, quem julga que a obsessão por tais políticas é característica apenas da Europa.

Em março deste ano, duas organizações internacionais voltadas ao exame crítico das políticas econômicas (Initiative for Policy Dialogue e South Center) publicaram conjuntamente o relatório A Era da Austeridade [The Age of Austerity]. Ele pode ser lido aqui e revela que: Continuar lendo

EUA: Estado dá aos muito ricos mais que às crianças

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Estudo chocante revela resultado das isenções de impostos

Um estudo do site CEPR revela algumas das distorções que passaram a marcar o sistema tributário norte-americano, após sucessivas concessões aos mais riscos. Já em 2013, o Tesouro oferece a cada integrante do grupo de 1% das pessoas mais ricas do país benefícios anuais equivalentes a 29,8 mil dólares — quase três vezes os subsídios destinados a cada criança (US$ 12,3 mil).

O documento do CEPR (em inglês) está abaixo: Continuar lendo