São Paulo, metrô privatizado?

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Como as políticas do governo paulista estão degradando um sistema de transporte público que foi símbolo de excelência. Uma privatização em surdina, e com enorme favorecimento ao comprador. Os metroviários resistem, e tornam-se decisivos nas greves gerais contra a agenda de retrocessos

Wagner Fajardo, entrevistado por Antonio Martins, com vídeo de Gabriela Leite

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Leandro, da Favela do Moinho, morto pela PM aos 18

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Leandro refugiou-se dentro de uma casa da comunidade e foi perseguido pela Polícia. Lá dentro, assassinam-no

Em ação policial não autorizada pela Justiça, policiais paulistas matam, prendem testemunhas e reprimem quem protesta

Com informações de moradores do Moinho

Na manhã desta terça-feira, 27/7, a Polícia Militar de São Paulo invadiu – sem ordem judicial – a Favela do Moinho. A operação, que segundo o Comando da PM visava desbaratinar supostos laboratórios de droga, saiu apenas com o saldo de mais um assassinato de um jovem negro e pobre em sua conta.

Desastrados e violentos, os policiais invadiram sem mandato diversas moradias. Leandro, 18, conhecido como Chiclete, buscou refúgio dentro de uma casa da comunidade e foi perseguido pela Polícia. Lá dentro, foi assassinado. A proprietário do barraco, testemunha presencial da execução, foi levada pela Polícia Militar, sem o acompanhamento de advogados, e seu paradeiro é desconhecido até o momento, assim como o de dois jovens agredidos e levados pela PM.

Os/as moradores que protestaram contra a violência policial também foram agredidos com bombas, balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo, tanto dentro da favela, como ao fecharam a Av. Rio Branco em repúdio à morte de Leandro. A Favela do Moinho permanece em vigília e divulgará em breve novas informações sobre as mobilizações contra a truculência e a agressão sofrida pela comunidade.

Amazônia: a “proteção” de Temer desvendada

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Floresta Nacional de Jamanxin, no Pará, uma das áreas ameaçadas

Presidente vetou Medida Provisória que elimina Floresta e Parques Nacionais; mas prepara-se a enviar ao Congresso projeto de Lei com idêntico sentido

Uma nota de organizações da sociedade civil

As Medidas Provisória 756 e 758 reduzem o nível de proteção de quase 600 mil hectares de unidades de conservação (UCs). A MP 756 transforma 480 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, em Área de Proteção Ambiental (APA) e reduz o Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, em 20% de sua extensão original. A MP 758 também transforma 100 mil hectares do Parque Nacional de Jamanxim em APA, também no Pará. A desproteção é incontestável porque a APA é uma categoria de UC que permite o desmatamento, mineração e a venda de terras. Isso vai resultar na regularização de todos que ocuparam terras em seu interior, inclusive alguns dos maiores grileiros e desmatadores da Amazônia.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mais de 67% dos ocupantes da Flona entraram pouco antes ou logo após a criação da área. Devido ao desmatamento decorrente dessa ocupação irregular, a Flona do Jamanxim perdeu 117 mil hectares de floresta, entre 2004 e 2016, gerando uma emissão de 70 milhões de toneladas de CO2.

O clamor pelo veto dessas MPs foi amplo, reunindo pesquisadores, ambientalistas, artistas, governos, órgãos internacionais, setores do próprio agronegócio e o Ministério do Meio Ambiente. O Palácio do Planalto anunciou o veto integral à MP 756 e o veto parcial da MP 758.

Nos últimos dias, veio a público um vídeo onde o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, já anunciava que a Presidência vetaria a MP 756. O problema é que, de acordo com o ministro, será enviado um projeto de lei ao Congresso, em regime de urgência, propondo a transformação daqueles mesmos 480 mil hectares da Flona de Jamanxim em APA. Isso significa que o veto apenas serve para transferir do presidente para o Congresso, hoje dominado por parlamentares sem compromisso com a conservação ambiental, a responsabilidade de desproteger essa parcela significativa da floresta amazônica. Continuar lendo

Torturra: as diretas-já em SP e as novas formas de política

Criolo, que estará presente no ato de São Paulo. Buscar novas formas é despolitizar?

Criolo, que estará presente no ato de São Paulo. Buscar novas formas é despolitizar?

É grosseiro dizer que as pessoas que estão produzindo o evento são apolíticas. Ou ainda: que um ato protagonizado por músicos e blocos — e não lideranças partidárias ou sindicais — seja uma micareta. Sério mesmo?

Por Bruno Torturra, em sua página no Facebook

Não estarei em SP amanhã. Uma pena. Queria estar presente no ato e shows por Diretas Já. Torço por um grande sucesso no Largo da Batata.

Acompanhei de longe muitas críticas – e alguma desqualificação gratuita – à suposta rejeição aos partidos e sindicatos. No geral não achei justo com os organizadores e artistas envolvidos. Até porque não houve rejeição alguma. Só li declarações de respeito e abertura aos movimentos supostamente “expulsos” do ato (li isso algumas vezes).

Mas achei especialmente injusta a comparação com o antipartidarismo oportunista que contaminou Junho e gerou movimentos sombrios nas ruas a partir de então.
Você pode preferir formas clássicas de organização política. Você pode preferir uma manifestação com o léxico e estética da esquerda. Você pode até não simpatizar com pessoas e grupos puxando esse ato de amanhã. E tudo certo. Mas é forçar a barra dizer que as pessoas que estão produzindo o evento são antipolîticas. Biograficamente isso não é verdade. Ou ainda: que um ato protagonizado por músicos e blocos – e não lideranças políticas ou sindicais – seja uma micareta. Sério mesmo?

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A Frente Brasil Popular tem um plano

São Paulo, 29/5: público presente ao lançamento do Programa Popular de Emergência pede Diretas-Já

São Paulo, 29/5: público presente ao lançamento do Programa Popular de Emergência pede Diretas-Já

Conheça as 76 medidas concebidas para dar sentido a um novo governo, eleito diretamente após o fim do golpe de 2016. Veja nossas primeiras observações

Um documento da Frente Brasil Popular


MAIS:
No vídeo abaixo (a partir do minuto 5:33), breve análise sobre as propostas e a importância do documento da FBP

A Frente Brasil Popular apresenta suas propostas para restabelecer a ordem constitucional democrática, defender a soberania nacional, enfrentar a crise econômica, reverter o desmonte do Estado e salvar as conquistas históricas do povo trabalhador.

A pré-condição das medidas aqui listadas é o fim do governo usurpador, originário do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, com a eleição direta de um novo chefe de Estado e o estabelecimento de um governo oriundo das forças políticas e sociais progressistas e democráticas.

A saída democrática que propomos tem como pressuposto a antecipação das eleições presidenciais para 2017. Esse é primeiro passo para se travar uma ampla e persistente disputa politica capaz de criar uma correlação de forças favorável a oportuna convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, destinada a refundar o Estado de direito e estabelecer reformas estruturais democráticas.

Este Plano Popular de Emergência representa, portanto, uma alternativa para enfrentar a crise gestada pela agenda antipatriótica, antipopular, antinacional e autoritária dos golpistas.

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Agenda: a USP abre-se aos refugiados

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Na FEA, uma escola conhecida pelo conservadorismo de muitos professores, supresa: um dia de culinária, artes e rodas de debate sinaliza que ” O mundo é um só”

Um convite da FEA Social

Perseguição política, religiosa ou racial. Perseguição por pertencer a uma nacionalidade ou grupo social. Grave e generalizada violação de direitos humanos.

Você conseguiria viver assim?

Omar el Shogre passou por tudo isso. Aos 17 anos teve sua casa invadida pela inteligência síria. O motivo? Era um jovem em um país repleto de manifestações. Foi preso, abusado e torturado por anos. Ao conseguir sua liberdade, iniciou sua busca por refúgio. Passou pela Turquia, Grécia e Alemanha, até obter sucesso na Suécia, onde vive hoje.

Atualmente são mais de 65 milhões de refugiados espalhados pelo mundo. 65 milhões de pessoas que compartilham histórias parecidas com a de Omar, e elas estão mais perto do que você imagina.
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CRISE EM BRASÍLIA – Convocado protesto às 19h em SP

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Diversos grupos de juventude na convocatória. Ato é por diretas e contra repressão em Brasília
 
Após avalanche de acontecimentos que tornam o cenário político ainda mais incerto, população ocupa as ruas para se manifestar a favor de eleições diretas
 
Com ponto de encontro no MASP — lugar de concentração inicial já consagrado para várias marchas e protestos — o ato tem seu início marcado para as 19h, nesta quarta-feira 24 de maio, e já conta com 1500 confirmados, em evento no Facebook. A quantidade de confirmados continua crescendo rapidamente, em 100 pessoas a cada cinco minutos, aproximadamente.
 
O chamado foi articulado pelos grupos “Não Fechem Minha Escola”, “Diretas Já”, “Religiosas/os pela Democracia” e “UJS – União da Juventude Socialista”; e pelas personagens públicas e políticas Todd Tomorrow, Sâmia Bonfim, Toninho Vespoli e Warley Alves, até o momento.

CRISE EM BRASÍLIA – Randolfe Rodrigues: “Temer feriu a Constituição”

Deputado da Rede pede convocação imediata do Congresso Nacional para debater ato presidencial

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) apresentou, no fim da tarde desta quarta, uma questão de ordem ao plenário do Senado solicitando convocação imediata do Congresso para revocação do decreto de Temer e do general Etchegoyen de mobilizar as Forças Armadas em Brasília. Ele demonstrou como o Planalto está usando sorrateiramente o instituto do Estado de Defesa no decreto inconstitucional.

CRISE EM BRASÍLIA – Decreto legislativo pode anular convocação do Exército

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Apresentado pelo PSOL, texto argumento: “Constituição não autoriza Forças Armadas a reprimir protestos populares

Em meio à crise em Brasília, deputados do PSOL apresentam um decreto legislativo para suspender o decreto de Michel Temer, que autoriza o uso das Forças Armadas em Brasília para reprimir os manifestantes.

O autor do decreto foi o deputado Glauber Braga, do PSOL. O texto é  assinado também por Luíza Erundina, Edmilson Rodrigues, Chico Alencar, Jean Wyllys e Ivan Valente. Mais cedo, esses parlamentares ocuparam a mesa da presidência da Câmara para interromper a sessão.

“Não cabe às Forças Armadas, de acordo com a Constituição de 1988, a função de reprimir manifestações populares. Este Congresso Nacional não pode tolerar uma medida autoritária como essa, que visa ao cerceamento do sagrado direito de manifestação.”, diz a justificativa do decreto.