Xploit 06 — Resistência

Sexto episódio de “Xploit: Internet sob ataque”, melhor websérie documental de 2017, mostra as diversas formas de ação para resistir aos ataques vigilantistas à rede

Por André Takahashi

A internet de hoje consegue agregar os piores pesadelos dos Estados totalitários com o ultra-liberalismo econômico. Controle da inovação, restrição do fluxo de ideias, guerra cibernética e caça aos dados pessoais dos usuários. Mas diante desse panorama, é possível resistir? Como e por com que estratégias?

Dirigida por Fabricio Lima, com produção executiva de André Takahashi, a websérie Xploit – Internet sob Ataque conta com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados. Entre eles, estão o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira – a série introduz o espectadoras disputas políticas e econômicas que resultarão consequências diretas em nossos direitos essenciais dentro e fora do mundo digital.
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TEXTO-FIM

Uma América Latina ainda mais desigual?

171212-Desigualdade

Dois relatórios a ser lançados amanhã alertam: governos conservadores ameaçam reverter os tênues avanços vividos pela região nas últimas décadas

Por Leonardo Godoy


MAIS
Lançamento dos relatórios da Christian Aid e Creas sobre desigualdades na América Latina
Quarta-feira, 13/12, às 19h

Praça Olavo Bilac, 63 – Campos Elíseos – São Paulo — Metrô Marechal Deodoro (mapa)

Nesta quarta-feira (13/12), em São Paulo, as organizações não governamentais Christian Aid e CREAS lançarão e debaterão dois documentos de relevância para a América Latina e o Caribe. Eles explicitam como as desigualdades presentes na região interligam-se e acentuam um cenário de grande exclusão social, injustiças, crescente violência e retrocesso de direitos.

Em 2012 a Christian Aid, agência ecumênica britânica, lançou um primeiro relatório sobre o escândalo da desigualdade na América Latina. O texto pautou as ações na cooperação internacional e nas suas relações com a região. Cinco anos depois, elaborou, juntamente com InspirAction da Espanha, o segundo relatório sobre as múltiplas faces da desigualdade na América Latina e no Caribe. O alerta é claro: se não revertido, o avanço recente de forças conservadoras “aponta para um retrocesso nas tendências progressistas observadas na região nos últimos anos” e pode atingir os direitos humanos, “em uma região onde as elites econômicas e políticas (junto às empresas multinacionais) controlam grande parte da riqueza, os recursos naturais e a mídia”.

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Por que o Parque do Bixiga?

Captura de tela de 2017-12-11 17-42-01Como surgiu, no centro de São Paulo, um reduto de re-existência cultural, que dribla a especulação imobiliária. Como um projeto do Grupo Silvio Santos ameaça destruí-lo. Qual a alternativa

Por Cafira Zoé e Camila Mota, com colaboração de Marília Gallmeister e Clarissa Mor

No dia 05 de dezembro de 2017 foi publicado um artigo de Gabriel Rostay, especialista em política urbana, afirmando que: no terreno de Sílvio Santos, “presente” seria um empreendimento de uso misto.

PARALELO HISTÓRICO

No dia 23 de outubro, depois da aprovação no CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do empreendimento imobiliário referente a torres residenciais de 100 metros de altura e 3 andares de estacionamento subterrâneo no terreno pertencente ao Grupo SS, no entorno tombado do Teatro Oficina, área envoltória de outros bens tombados: Casa de Dona Yayá, TBC, Escolinha Primeiras Letras e Castelinho da Brigadeiro, uma grande campanha pública se iniciou, clamando a Silvio Santos que desse um presente à cidade de São Paulo: um uso público, coletivo, à área em questão, que se caracteriza como último chão de terra livre no centro da cidade.

É desejo público que o terreno de quase 11 mil m² no vale entre as ruas Jaceguai, Abolição, Japurá e Santo Amaro, receba o Parque do Bixiga, que já tramita como projeto de Lei (805/2017), e prevê a criação de uma área pública verde, de característica cultural, no coração da Bela Vista, Bixiga, se estruturando através de um programa público abrangente confluindo cultura, educação, saúde e ecologia. Trata-se, assim, da criação de uma área pública de cultura para lazer, práticas artísticas, ações formativas, ecológicas, hortas comunitárias, contando ainda com bosques para caminhadas e espaço coletivo, de estruturas efêmeras, para eventos culturais no bairro.

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Boaventura e João Bosco contra a truculência da PF na UFMG

171207-JoãoBosco“A Esperança Equilibrista é outra”, garante o compositor. “Não se deixem intimidar: a resistência falará mais alto”, completa o sociólogo

Mensagem de Repúdio pela coerção do reitor da UFMG

Por Boaventura de Sousa Santos

Na minha qualidade de Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, quero manifestar o mais vivo repúdio pela despropositada e ilegal condução coercitiva de que foi vítima o Reitor e a equipa reitoral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Quero ao mesmo tempo testemunhar a mais veemente solidariedade a estes académicos íntegros e quero pedir-lhes, em nome da comunidade académica internacional, que não se deixem intimidar por estes actos de arbítrio por parte das forças anti-democráticas que tomaram conta do poder no Brasil.

Eles sabem bem que nada disto tem a ver pessoalmente com eles enquanto indivíduos, pois sabem que não há nenhuma razão jurídica que justifique tais acções. Os actos de que são vítimas visam, isso sim, desmoralizar as universidades públicas e preparar o caminho para a sua privatização.

Estamos certos que estes desígnios não se cumprirão, pois a resistência da comunidade académica e do conjunto da cidadania democrática brasileira a tal obstarão.

O Reitor da UFMG e a sua equipa reitoral estão agora na linha da frente dessa resistência e merecem por isso não apenas a nossa solidariedade, mas também todo o nosso respeito.

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Nota da Repúdio à operação “Esperança Equilibrista”

Por João Bosco

Recebi com indignação a notícia de que a Polícia Federal conduziu coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, entre outros professores dessa universidade. A ação faz parte da investigação da construção do Memorial da Anistia. Como vem se tornando regra no Brasil, além da coerção desnecessária (ao que consta, não houve pedido prévio, cuja desobediência justificasse a medida), consta ainda que os acusados e seus advogados foram impedidos de ter acesso ao próprio processo, e alguns deles nem sequer sabiam se eram levados como testemunha ou suspeitos. O conjunto dessas medidas fere os princípios elementares do devido processo legal. É uma violência à cidadania.

Isso seria motivo suficiente para minha indignação. Mas a operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático. Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental.

Resta ainda um ponto. Há indícios que me levam a ver nessas medidas violentas um ato de ataque à universidade pública. Isso, num momento em que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estado onde moro, definha por conta de crimes cometidos por gestores públicos, e o ensino superior gratuito sofre ataques de grandes instituições (alinhadas a uma visão mais plutocrata do que democrática). Fica aqui portanto também a minha defesa veemente da universidade pública, espaço fundamental para a promoção de igualdades na sociedade brasileira. É essa a esperança equilibrista que tem que continuar.

 

Xploit 05 — Da Liberdade ao Controle

Quinto episódio de “Xploit: Internet sob ataque”, premiada como melhor websérie documental de 2017, explica como o uso ativista da internet — fundamental para a criação de ferramentas como o Twitter — está sob pressão

Por André Takahashi

No seu início a internet era um universo de possibilidades. O navegador era uma janela para múltiplos espaços, pensamentos e invenções. Mas o mundo que conhecemos antes da rede mundial de computadores ser criada, não pode permitir que nada exista sem controle. E para um mundo de regras rígidas e relações de poder constituídas e inflexíveis não pode permitir que um outro mundo espelhado nele possa existir de uma forma diferente. Assim, tanto corporações quanto Estados nacionais foram se apropriando, amarrando, restringindo e moldando a Internet. Mas nem sempre a Internet esteve sob controle. Houve uma outra internet que muitos já nem se lembram. Uma internet ativista responsável pelo surgimentos de ferramentas populares até hoje, como o Twitter, cuja origem é descrita nesse episódio.

Dirigida por Fabricio Lima, com produção executiva de André Takahashi, a websérie Xploit – Internet sob Ataque conta com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados. Entre eles, estão o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira – a série introduz o espectadoras disputas políticas e econômicas que resultarão consequências diretas em nossos direitos essenciais dentro e fora do mundo digital.

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Xploit 04 – Big Brother, Big Data

Quarto episódio de “Xploit – Internet sob ataque”, premiada como melhor websérie documental de 2017, explica como as informações pessoais tornaram-se a nova commodity do capitalismo digital
Por André Takahashi
Informações pessoais são a nova commodity. E para desfrutar desse mercado valioso, empresas em todos os setores realizam uma caça indiscriminada de dados particulares em todo o mundo, com consequências reais nas vidas das pessoas mesmo fora do ambiente digital. Pessoas incluídas em “listas de risco”, baseadas em uso de aplicativos, já têm planos de saúde recusados e crédito pessoal negado — ou pagam mais caro por certos produtos, como viagens aéreas. O Congresso Nacional cedendo ao lobby das corporações e protela há quase 10 anos uma lei fundamental de proteção de dados pessoais.

Dirigida por Fabrício Lima, com produção executiva de André Takahashi, a websérie Xploit conta com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados. Entre eles, estão o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira — a série introduz o espectador nas disputas políticas políticas e econômicas que resultarão consequencias diretas em nossos diretos essenciais dentro e fora do mundo digital.

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O golpe condenado também na Alemanha

Para Herta, ""O Judiciário brasileiro concentra-se na politização e não em métodos jurídicos e no Estado de Direito para eliminar adversários políticos, e proteger os interesses das elites"

Para Herta Däubler-Gmelin, “Judiciário brasileiro concentra-se na politização e não em métodos jurídicos e no Estado de Direito, ao eliminar adversários políticos, e proteger interesses das elites”

Na Universidade Livre de Berlim, ex-ministra da Justiça, Herta Däubler-Gmelin encontra-se com Dilma e tece duras críticas ao Judiciário brasileiro

Por Mario Schenk, do Amerika21, em Berlim

Com palavras diretas, a jurista e ex-ministra alemã da Justiça da Alemanha definiu como “injustificável” o Impeachment sofrido por Dilma Rousseff e chamou o processo em andamento contra o ex-presidente Lula de “escândalo”.

“Iniciativas contra a corrupção foram introduzidas particularmente no governo de Rousseff”, argumentou Däubler-Gmelin. Entretanto, o país vive agora uma “terrível reviravolta política e social”, acrescentou.

Däubler-Gmelin, que comandou o Ministério alemão da Justiça entre 1998 e 2002, criticou a politização do Poder Judiciário brasileiro pela falta de independência, parcialidade, além da manipulação de testemunhas, fatos e o tratamento dispensado aos acusados como aspectos que deixam dúvidas sobre um “julgamento justo” de Lula.

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Xploit 03 — Colonialismo 2.0


“Outras Palavras” exibe o terceiro episódio de “Xploit – Internet sob ataque”, premiada como melhor série documental no RioWebFest 2017. Neste vídeo, a colonização da rede por um punhado de empresas, como 

Por André Takahashi

Neste episódio, Xploit explica como a concentração da infraestrutura da internet nas mãos de alguns países e empresas, e a monocultura das grandes aplicações, acaba desenhando contornos que lembram o período colonial entre os séculos XVI e XX. Essa dinâmica impõe uma dependência para o funcionamento da internet que restringe a pluralidade sonhada pelos seus pioneiros.

Dirigida por Fabrício Lima, com produção executiva de André Takahashi, a websérie conta com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados. Entre eles, estão o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira — a série introduz o espectador nas disputas políticas políticas e econômicas que resultarão consequencias diretas em nossos diretos essenciais dentro e fora do mundo digital.

A independência da Catalunha, segundo o Podemos

Beto Vazquez, assessor político de Pablo Iglesias, defende a autonomia – mas não a divisão da Espanha. Ele provoca: conservadores – espanhóis e catalães – refugiam-se no nacionalismo, para esconder ataque aos direitos sociais

Entrevista a Outras Palavras, 4V e Opera Mundi