Crise em Brasília — Cobertura ao vivo

15.02

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Skaf de olho em Temer: se a agenda de retrocessos naufragar, empresariado pode abandonar governo

CONTEXTO: SE CONFIRMADO, ADIAMENTO DA VOTAÇÃO SERÁ DESASTROSO PARA O PLANALTO

Duas pressões, de sentido oposto, parecem estar por trás das dificuldades do governo Temer para enterrar, na Câmara de Deputados, a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente. Por um lado, o Planalto fez uma série impressionante de concessões às bancadas conservadoras, buscando comprar seus votos. Tentou impedir a fiscalização do trabalho escravo (para contentar os ruralistas). Ofereceu vantagens ainda maiores aos devedores da Receita. Liberou aceleradamente emendas parlamentares que pesam no Orçamento.

Por outro lado, aproximam-se as eleições. Em consequência, um número cada vez maior de parlamentares teme associar-se ao governo mais impopular da História. Temem sofrer uma derrota fragorosa em 2018 — e, no limite, perder a cadeira no Congresso. É exatamente por isso que o governo, para surpresa de muitos, não conseguiu, até o momento (15h58) reunir o número de votos necessário para livrar Temer das denúncias da PGR.

Caso a situação persista, as perspectivas são sombrias. Tudo indica que amanhã não haverá quorum na Câmara — muito menos na semana que vem, véspera do feriado. A votação só poderia ser retomada a partir de 6 de novembro, já próximo ao recesso parlamentar de dezembro. Estaria comprometida parte da agenda de concessões ao poder econômico que o governo pensava implementar. Com isso, estaria em risco também o próprio apoio dado até agora ao governo pelos grandes empresários — e pelas bancadas ligadas a eles no Congresso

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14.47

FALTAM NOTÍCIAS PRECISAS SOBRE A SAÚDE DE TEMER

Segundo informou o próprio Palácio do Planalto, o presidente foi internado no Hospital do Exército às 13h, após sofrer “desconforto” e ser diagnosticada, pelos médicos da Presidência, “crise urinária”. Mais de duas horas depois (às 15h40), não há nenhuma notícia precisa sobre o estado de saúde de Temer. Há cerca de meia hora (pouco depois das 15h), o porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola, cancelou comunicação à empresa, em que falaria sobre o tema.

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14.31

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ESQUEMA PARA SALVAR TEMER PARECE FRAGILIZADO

Nos sites que acompanham ao vivo o plenário da Câmara, emerge uma constatação. Mesmo tendo feito inúmeras concessões às bancadas conservadoras, nos últimos dias, o Palácio do Planalto não conseguiu assegurar os votos necessários para enterrar, na Câmara, a denúncia da Procuradoria Geral da República, por associação criminosa.

No fim da manhã, antes de se anunciar a internação de Temer, as próprias bancadas governistas haviam pedido adiamento da votação, por falta de quorum. Segundo a Globo News, a oposição sente-se fortalecida e está unida para não registrar presença na sessão — o que pode provocar seu adiamento e um novo desgaste da Presidência

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14.21

PRIMEIRA NOTA OFICIAL: TEMER TERIA SIDO INTERNADO POR CRISE UROLÓGICA

Saiu há pouco (15h10) o primeiro boletim do Palácio do Planalto sobre a situação de Michel Temer. É imprecisa. Diz que Temer sofreu desconforto pela manhã e, atendido pelo serviço médico do Planalto, constatou-se crise urológica. Teria sido então enviado para o Hospital do Exército, onde estaria fazendo exames. Não há nenhuma notícia sobre seu diagnóstico ou seu retorno

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14.18

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URGENTE: TEMER INTERNADO NO CENTRO CIRÚRGICO DO HOSPITAL DO EXÉRCITO

Há cerca de dez minutos (às 14h35), o plantão da Rede Globo informou que Michel Temer passou mal pela manhã e foi levado ao centro cirúrgico do Hospital do Exército, em Brasília. Não há, por enquanto, confirmação oficial. O contexto é tenso para o Palácio do Planalto. No final da manhã, a base governista na Câmara dos Deputados pediu adiamento da sessão que poderia autorizar o processo contra o presidente. Embora majoritários no plenário, os governistas não foram capazes de reunir o quorum necessário para enterrar a denúncia da Procuradoria Geral da República

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