Urgente: para enfrentar a violência no campo

170731-Corumbiara

Número de mortes dispara. “Corumbiara, caso enterrado”, que trata do tema, será relançado hoje, com debate, na casa que abriga “Outras Palavras”

Por Tadeu Breda


Segunda-feira, 31/7, às 19h
Rua Conselheiro Ramalho, 945 – Bixiga – São Paulo – Metrô São Joaquim ou Paulista (mapa)

Alceu Castilho, coordenador do De Olho nos Ruralistas e autor de Partido da terra.
Kátia Brasil, Amazônia Real (por Skype, direto de Manaus).
Carolina Motoki, Repórter Brasil.
Padre Antônio Naves, Comissão Pastoral da Terra.
Josineide Costa Sousa, Movimento dos Pequenos Agricultores.

Mediação: João Peres, autor de Corumbiara, caso enterrado.

 

Aqui estamos, com 51 mortes no campo apenas nos seis primeiros meses de 2017, a caminho do recorde neste século. E agora? A recente chacina de Pau d’Arco, no Pará, nos remonta ao Brasil dos anos 1990, marcado pelos massacres de Corumbiara e de Eldorado do Carajás. Naquele momento, pelo menos, havia um governo com alguma legitimidade, e que podia ser cobrado por setores da população porque mantinha laços com o mundo real. Agora, não.

O Ministério da Justiça virou uma banca de advocacia do presidente golpista, alçado ao poder pela força ruralista e financista e lá mantido às custas de muita negociata à luz do dia. Não há um mísero setor da sociedade com interlocução com o governo, a menos que a gente considere que o mercado financeiro é a sociedade.

Nessa angústia, decidimos nos juntar ao De Olho nos Ruralistas na próxima segunda-feira em São Paulo para reunir uma turma de peso em busca de discutir as origens do problemas e suas possíveis soluções. E também para relançar Corumbiara, caso enterrado, de João Peres. O livro esgotou-se no começo deste ano, mas seu ciclo ainda não estava cumprido: a obra precisa continuar circulando para ampliar o debate sobre como o Brasil do presente é o Brasil do passado.

TEXTO-FIM

2 ideias sobre “Urgente: para enfrentar a violência no campo

  1. Quando se clica no tema sobre o BankBoston, chega-se a essa matéria sobre a violência no campo. Melhor corrigir. Problemas desse tipo já ocorreram outras vezes. O link leva a outro assunto diferente.

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