Porque sem terra, não há cultura

Documentário revela a importância da demarcação das terras guaranis para manter viva a cultura e vida dos povos indígenas

Ao longo dos séculos, Parelheiros foi rota de passagem entre o planalto onde se localiza São Paulo e o litoral. Por lá passaram tanto os portugueses quanto, muito antes, deles, os habitantes originais da terra. Muito mais tarde, na década de 1950, alguns desses índios se fixaram no local, à margem da represa Billings. Hoje, existem três aldeias na região – Tenondé Porã, Krukutu e, mais recentemente, Tekoa Eucalipto.

Atualmente, a luta guarani é pela demarcação de um território de 15 mil hectares na Serra da Mar, que integraria as aldeias em São Paulo e Itanhaém. Enquanto isso, mais de 1,5 mil pessoas vivem em uma área de apenas 26 hectares

“Até hoje nós Guaranis sofremos pela demarcação das terras. Muitos falam que o índio não precisa de terra, mas na verdade todos nós seres humanos precisamos de terra. Aqui nesta aldeia nós temos somente 26 hectares. Não temos espaço para fazer uma plantação e um bom projeto porque a terra é pequena. A população tem crescido e não temos mais espaço para morar.”(Verá-Mirim, cacique da aldeia Tenondé Porã)

Fotografia: Andre Bueno e Deborah Stucchi
Edição: Andre Bueno
Roteiro: Carol Gutierrez, Jaime Leme, Mariana Belmont, Mauro Neri

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