Fala a advogada que pede asilo político no Uruguai

Maio de 2014: professor é espancado pela polícia fluminense -- a mesma que orquestra, com setores do Ministério Público e Judiciário, prisões abusivas

Maio de 2014: professor é espancado pela polícia fluminense — a mesma que orquestra, com setores do Ministério Público e Judiciário, prisões abusivas

A democracia é regra e nos pertence. Temos o direito de defender nossas ideias, nossos desejos de transformação para fazer o Brasil ir além”

Por Eloísa Samy


Sobre o tema:
ADVOGADA PERSEGUIDA PELO JUDICIÁRIO PEDE ASILO NO URUGUAI
Assista ao vídeo em que Eloísa Samy aponta violação das liberdades civis, nas prisões de ativistas no Rio e S.Paulo. Veja por quê ela tem razão, dos pontos de vista político e jurídico
Por Antonio Martins

Em vídeo no YouTube, Eloísa Samy, refugiada no consulado do Uruguai no Rio de Janeiro, explica as razões de seu pedido de asilo político. Eis a transcrição de sua mensagem:

Sou Eloísa Samy, advogada ativista de direitos humanos, tenho 45 anos, e há 22 anos exerço a advocacia com zelo e responsabilidade profissional.

Hoje sou uma perseguida política, sendo criminalizada pela minha atuação na defesa dos direitos de manifestação.

Fui denunciada pelo crime de formação de quadrilha armada com outras 22 pessoas, algumas das quais sequer conhecia. Meu único crime é a firme posição que adotei para defender a Constituição e a máxima contida na frase: “Posso não concordar com tudo o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”

Como advogada, não pude me omitir quando assisti a diversas violações que considero como fundamentais: ao direito de moradia, à liberdade de manifestação do pensamento, à dignidade humana.

Não é possível ser livre sozinho. Um direito fundamental violado afronta a todos nós. Esse processo ameaça não só meus direitos como cidadã brasileira, mas também como ser humano.

Consciente dos direitos que me são assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos desde 1948, é alarmante que ainda hoje o fantasma do fascismo ronde nossas instituições.

Jamais cometi qualquer ato que infringisse a lei. Mas estou sendo vítima das forças coercivas do Estado exatamente por defender pessoas que se ergueram e foram às ruas para protestar contra as ilegalidades cometidas por ele próximo.

Quem atua na ilegalidade é o Estado.

A democracia é regra e nos pertence. Temos o direito de defender nossas ideias, nossos desejos de transformação para fazer o Brasil ir além.

Liberdade Já, Anistia Já para todos os Presos Políticos.!”

TEXTO-FIM

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