Um caminho para o Outro e sua escuta

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Diálogos de David Bohn — ou o que a Física Quântica pode ensinar sobre a possibilidade de nos vermos não como meros indivíduos, mas como partes singulares de um todo fascinante

Por Ruben Bauer Naveira* | Imagem: Paul Delvaux, Missa Vespertina (1934)

Pode-se falar da vida de David Bohm (1917-1992) pelo prisma acadêmico (um dos maiores físicos quânticos de todos os tempos) ou político (foi perseguido pelo macarthismo), mas prefiro enaltecê-lo como o grande humanista que foi. Bohm deixou como legado para a humanidade a sua metodologia dos Grupos de Diálogo, ainda não compreendida decorridos mais de trinta anos, e necessária mais do que nunca nesses tempos tormentosos que atravessamos.

“Diálogo”, no senso comum, significa conversa, mas no sentido que Bohm o emprega (nota: usaremos a palavra Diálogo, inicial maiúscula, somente no sentido de Bohm) é um modo específico de conversação que a imensa maioria das pessoas não emprega… nunca. Ou seja, se poderia dizer que se trata um modo antinatural de conversação – na medida em que “natural” seja somente o nosso modo habitual de conversarmos uns com os outros, que fazemos instintivamente e tomamos como o único possível. Continuar lendo

E se houvesse um novo imposto sobre fortunas e heranças?

Evasão fiscal

Há uma alternativa concreta ao “ajuste fiscal”. Estado brasileiro poderia obter, entre a elite que sempre evitou tributos, muito mais do que pretende “economizar” reduzindo direitos

Por  Paulo Feldmann

Discute-se muito como zerar o rombo nas contas do país –o tal do ajuste fiscal. Algo entre R$ 70 e 80 bilhões é a quantia necessária para que o governo federal possa fechar as contas deste ano e começar a respirar a partir de 2016.

Só existem dois meios para atingir esse objetivo: ou se aumenta a arrecadação através de novos impostos, ou o governo corta na própria carne, diminuindo suas despesas –nas quais se incluem as de cunho social como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida etc.

Qualquer dos dois caminhos contribui para piorar a recessão que se avizinha. E, numa recessão, cai o ritmo de atividade das empresas, que desta forma, se veem impelidas a demitir empregados. Continuar lendo

A intervenção militar já chegou à periferia

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Qualquer ataque à democracia atinge brutalmente os mais pobres. Mas é hipócrita falar em liberdades civis esquecendo que para dezenas de milhões elas já não existem

Por Joselicio Junior

Invasão de casa sem mandado de segurança. Atira para depois saber se tem culpa ou não. Utilização do kit flagrante com arma raspada e drogas ilícitas para alterar a cena do crime. Certeza de impunidade com o uso do autos de resistência para justificar execuções alegando confrontos que não existiram. Formação de grupos de extermínio para proteger os comerciantes locais sem comprometer os acordos com o tráfico. Dura repressão aos populares que se rebelam indignados com as injustiças cometidas pela policia.

A Polícia Militar brasileira está entre as que mais mata no mundo. O Brasil em números absolutos é o pais que mais mata no mundo. Além de ser a 4ª maior população carcerária do mundo. É sempre bom reforçar que as principais vítimas são jovens entre 15 e 29 anos, 70% negros, moradores da periferia. Continuar lendo

CryptoRave 2015: para desafiar a NSA

Um festival difunde, em SP, teoria e prática da proteção à liberdade na internet. Debates; aulas fáceis de criptografia e anonimato, no maior evento aberto e gratuito do mundo sobre o tema

Ajude você também a financiar o maior evento de cryptografia do mundo via Catarse

Compartilhar técnicas e ferramentas para proteção de informações pessoais, debater os temas cruciais do mundo físico que permeiam a rede e fortalecer as iniciativas que fomentem a liberdade de expressão, o direito ao ativismo e a cidadania.

Contra a intimidação, perseguição política, violação de privacidade e os direitos corporativos acima dos direitos humanos, o melhor ataque é a defesa.

Evento

A CryptoRave 2015 trará mais de 37 atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. Além de uma noite de música de qualidade. São 24h por liberdade e privacidade na rede.

INSCRIÇÃO
A participação das atividades é aberta mediante a inscrição online gratuita no site [[ https://cryptorave.org/ ]]

INDEPENDÊNCIA ++++ apoie!
Todo seu financiamento é realizado por pessoas físicas, garantindo independência ao encontro. Apoie também: https://www.catarse.me/pt/CryptoRave2015

QUEM
Organizada por Actantes, Escola de Ativismo, O Teatro Mágico e Saravá.

Evento no Facebook

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Manifesto contra a paralisação das ciclovias

age20150319425 Em SP, movimentos em favor da bicicleta e pelo Direito à Cidade mobilizam-se contra ação obtusa e partidária do Ministério Público, que quer bloquear alternativas ao automóvel

Por Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

A Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo vem, juntamente com as organizações abaixo citadas, manifestar sua indignação frente ao pedido de paralisação das obras de implantação do sistema cicloviário da cidade de São Paulo, ação engendrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) – 3º Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo – por meio da promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira.

A ação civil pública proposta, com pedido de liminar, questiona não apenas o método de implantação de tais estruturas, mas a importância da política pública em si, colocando em xeque a promoção o uso da bicicleta em uma cidade como São Paulo.

Sem querer esgotar o assunto, cabe recordar aqui os benefícios de se promover o uso da bicicleta: Continuar lendo

Arte Colaborativa: How Do You Do New York

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Dezessete artistas expõem pinturas, esculturas, fotografias, desenhos e objetos que podem ser vistos como amostra da arte contemporânea brasileira atual

How do you do New York é uma iniciativa de 17 artistas brasileiros que, entre 18 e 23 de março, compõem a exposição organizada pela SACI! Soluções em Arte Colaborativa, em parceria com a Imagination in Space e a Parasol Projects, dos Estados Unidos, na cidade americana que dá nome à mostra. Nesse período, os artistas contemporâneos Christiana Guinle, Cláudia Perpétuo, Gustavo Stephan, Icléa Eccard, Igor Gomes, Ivan Di Simoni, João San, Maria Cherman, MarQo Rocha, Norma Mieko Okamura, Paula Gualberto, Renata Sgarbi, Roberto Ulhoa, Rodrigo Rodrigues, Rodrigo Saramago, Rudi Sgarbi e Silvia Neves mostrarão pinturas, esculturas, fotografias, novas mídias, digital art, assemblages, desenhos e objetos que compõem uma amostragem do que se produz na arte contemporânea brasileira atual.

How do You New York é uma provocação que brinca com as palavras em uma tradução livre para o público brasileiro, em que ao mesmo tempo é um cumprimento, mas que, em um jogo de palavras, pode ser entendida como “Como fazer, New York” ou, mais ainda, “Como fazer novo”. O título é a sugestão de um desafio: vir, ver e vencer, ou seja, simultaneamente é um “Olá” e um “Preste atenção como se faz”.

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Para ampliar essa percepção, em paralelo à exposição padrão com mais de 40 obras, haverá um calendário de ações, como o workshop de produção artística que será ministrado pelo artista Ivan Di Simoni; uma mesa de discussão sobre novos modelos de visibilidade artística, com a presença de agentes culturais independentes de diferentes partes do mundo, ao vivo ou em vídeo conferencia, apresentando suas plataformas e projetos, entre eles Bruno Perpetuo, pela SACI! (Brasil), Greg Spielberg, pela Imagination in Space (EUA); Nina Sales, pela ArtMaZone (França), Rahman Hak-Hagir, daThe Other Society (Áustria), entre outros.

E finalizando as atividades extraexpositivas, uma conversa aberta sobre os novos modelos de economia criativa e colaboração no dia 23 de Março, seguida de um coquetel de encerramento para convidados, galeristas e consumidores contatados durante o processo .

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Os artistas integram diferentes gerações, estilos e origens. Em sua maioria são do Estado do Rio de Janeiro, mas, ao todo, cinco cidades espalhadas pelo Brasil estão representadas nessa mostra. É a primeira vez que a SACI! promove uma ocupação com esta quantidade de artistas. Mas, de acordo com Bruno Perpetuo, idealizador da plataforma artística, esse ainda não é o maior desafio dessa aventura. Para ele, “gerenciar as necessidades de cada artista em negociação com plataformas internacionais é a dificuldade real desse processo. O fato de Nova York ser a cidade mais ‘mundial’ do planeta, não credencia cada um de seus habitantes a ser um expert nas idiossincrasias de um artista brasileiro”.

Já na opinião de Greg Spielberg, à frente da Imagination in Space, o interesse em uma arte brasileira que dialogasse sem dificuldade com a produção global foi o que arrebatou os parceiros americanos, além do formato de economia colaborativa, ponto de aproximação entre as duas plataformas.

Para contextualizar a premissa das ações é relevante afirmar a missão da SACI! Soluções em Arte Colaborativa Independente, uma plataforma especializada em estratégias de visibilidade artística por meio de um tripé de atuação: o colaboracionismo, a hiperconectividade e a globalização. Falar em especializada pode parecer pretensioso ao qualificar uma iniciativa tão recente, afinal, foi há pouco mais de um ano que cinco artistas iniciantes tiveram seu primeiro contato com a comunidade artística internacional, com um mercado desenvolvido e com a interlocução e fortalecimento de suas próprias redes de contatos. Este foi o surgimento da SACI!, em Seattle (EUA), em novembro de 2013.

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Desde então a SACI! já esteve em sete cidades espalhadas pelo mundo, desenvolvendo projetos que reuniram mais de 30 artistas, com inserção substancial desse número em uma nova realidade dentro de suas carreiras.

Preste atenção nessa iniciativa.

HOW DO YOU DO NEW York
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De 18 a 23 de Março
Lower East Side Gallery
2 Rivington St
Nova York

No Rio, uma leitura dramatizada dialoga com o Brasil contemporâneo

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Os atores na foto João Pedro Fagerlande (à esquerda) e Luiz Washington Freire ensaiam a leitura dramatizada. Foto: Anna Carolina Iunes

Jacques e a Revolução”, que será apresentada terça-feira (17/3), foi escrita em outro momento perturbador, mas parece expressão premonitória dos tempos atuais


MAIS:
Data: 17/março · Horário: 19h. · Entrada Franca
Casa da Leitura – Rua Pereira da Silva, 86 – Laranjeiras, Rio – Fone: (21) 2557- 7437

No ầmbito do projeto Terças Culturais, da Fundação Biblioteca Nacional

Escrita num momento diverso, porém igualmente perturbador, ao final dos anos 1980, no início do processo de democratização do país, à época da queda do muro de Berlim, Jacques e a Revolução, ou Como o Criado aprendeu as lições de Diderot, de Ronaldo Lima Lins (Prêmio Maurício Távora – 1989 / Secretaria de Cultura do Estado do Paraná), parece dialogar mais intensamente com os tempos que correm, como se estivéssemos diante de uma espécie de expressão premonitória das sucessivas crises hegemônicas e representativas dos poderes.

Para examinar um conjunto de ideias delineadas pelo iluminista francês, a peça reinaugura questões antigas na dinâmica dos últimos séculos de modernidade. Não há lugar geográfico específico. O mundo está em foco. Tudo se passa através do diálogo entre dois personagens, o patrão (um empresário) e seu empregado (Jacques).

A conversa – amigável e informal, que às vezes resvala para conflituosa – coloca-os em confrontos bem humorados que passam em revista as suas próprias histórias. No elenco, dirigido pelo dramaturgo Theotonio de Paiva, estão Abílio Ramos, João Pedro Fagerlande, Katia Iunes, Luiz Washington Freire e Juliana Caetano.

Ronaldo Lima Lins, o autor é escritor e ensaísta. Doutor pela Sorbonne, Universidade de Paris III, tem pós-doutorado na École de Hautes Études en Sciences Sociales e é Professor Emérito de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ, instituição que dirigiu por duas vezes. Publicou as seguintes obras de ficção: Os grandes senhores; Material de aluvião, ambos em Portugal; A lâmina do espelho; As perguntas de Gauguin; Jardim Brasil: Conto e João, o microscópio e a vida selvagem, este lançado recentemente pela 7 Letras.

Uma janela antirracista contra a violência policial

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“Monumento às Bandeiras”, em São Paulo: pichado como denúncia sobre massacre de negros e índios, que acompanha Brasil desde a chegada dos europeus

Projeto de lei torna obrigatório investigar todos os crimes em que agentes da lei estejam envolvidos — e pode enfrentar cultura de impunidade que leva ao extermínio de negros  

Por Joselício Junior

Já algum tempo o movimento negro brasileiro vem denunciando as práticas racistas e autoritárias dos aparatos repressores do Estado em espacial da Policia Militar — da abordagem ao encarceramento, processos em que o Poder Judiciário também tem um papel decisivo — ou mesmo no assassinato, que hoje caracterizamos como um genocídio, devido à prática recorrente e sistemática.

Dialogando com militantes mais velhos do movimento negro, eles lembraram que a grande dificuldade, no período final da ditadura militar, é que as denuncias da violência policial eram feitas a partir basicamente dos discursos dos militantes — depoimentos, relatos das vítimas e dos familiares. Na década de 1990 a música rap e o movimento hip hop tornaram-se uma grande caixa de ressonância e denúncia da violência a que a juventude preta e periférica estava submetida.

Nos anos 90, passamos a ter a produção de dados estatísticos, como o Mapa da Violência, que deram ainda mais legitimidade ao discurso do movimento negro e provocaram o Estado para que tomasse medidas. Os dados, inclusive, apontaram uma diminuição na morte de jovens brancos e um aumento da morte dos jovens negros — hoje 70% das vítimas. Os números absolutos de mortes colocam o Brasil no topo, entre os país mais violento do mundo.

Outro elemento revelado pelas estatísticas são os inúmeros casos em que as mortes ficam sem explicação e os inquéritos são arquivados. Apontam, além disso, o uso recorrente dos mecanismos de “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”, por meio dos quais o policial alega que o homicídio foi cometido a partir de um possível confronto e que agiu em legítima defesa.

Com a disseminação das novas tecnologias, entre elas, celulares que fotografam, filmam e têm fácil acesso à internet — surge um novo componente importante de denúncia. Vídeos que circulam nas redes sociais acabam furando o bloqueio dos grandes meios de comunicação, desmentindo as versões policiais.

Casos como o da Cláudia que foi filmada sendo arrastada por uma viatura da Policia do Rio de Janeiro, ou do jovem que basicamente filmou a própria morte, a chacina no Jardim Rosana em São Paulo ou na Cabula em Salvador, entre vários outros casos que poderíamos citar, conseguiram minimamente desmascarar as versões oficiais.

A repercussão desses vídeos é tão poderosa que acaba forçando a velha mídia a dar vazão as essas denuncias e constrange os agentes públicos a tomar medidas. Sabemos que muitas das iniciativas são paliativas e que o policial é muitas vez a ponta de toda uma estrutura social punitiva, que não garante direitos plenos aos cidadãos e se utiliza da violência como medida de controle social, legitimada por uma cultura do medo, da “guerra às drogas” e ao crime.

Por outro lado, temos que aproveitar essas janelas para provocar uma agenda pública para discutir em profundidade a questão da segurança pública e buscar ações que sacudam as estruturas. Não podemos continuar convivendo com resquícios da ditadura militar como os Autos de Resistência. Neste sentido, é fundamental a aprovação do Projeto de Lei 4471 que prevê que todos os casos de morte motivados por intervenção policial sejam investigados.

A ONU já sinalizou reiteradas vezes que é contrária à manutenção de uma estrutura militar como modelo de segurança interna de nosso país — o que convoca a debater a desmilitarização da policia. O Congresso Nacional acaba, de aprovar nesse inicio de legislatura três novas CPIs — uma no Senado, para investigar a morte de jovens negros; uma na Câmara dos Deputados, de mesmo teor; e uma terceira também na Câmara para investigar o sistema carcerário brasileiro.

Sabemos que estamos diante de uma conjuntura bastante adversa, onde as forças conservadoras vêm ganhando espaço em diversos setores — sobretudo na representação política. Isso se combina com um governo federal fragilizado politicamente, enfrentando uma crise econômica com medidas que atacam os direitos dos trabalhadores e mantêm os privilégios do mercado financeiro, sem contar a escandalosa blindagem midiática ao tucanato, sobretudo no Estado de São Paulo, em relação ao sucateamento do estado nos últimos vinte anos.

Não resta outro caminho senão a luta nas ruas, nas redes, em torno de ideias e valores sociais e emancipatórios. A unidade na ação dos movimentos deve estar na ordem do dia, o diálogo e incorporação dos novos atores sociais, suas formas de organização e tecnologias também devem compor nossa atuação. Acredito ser um momento oportuno para a construção de uma agenda pública antirracista que caracteriza a natureza racista do Estado Brasileiro, que escancare o debate da violência, que abre canais substantivos de melhoria da qualidade de vida da população negra que permanece em profunda desigualdade em relação aos não negros e apontem para mudanças na estrutura de poder em nosso país que passa por uma reforma política, democratização dos meios de comunicação, reforma urbana e agrária e tantas outras medidas necessárias.

Quem está por trás do 15/3: “Não sou colunista do MBL”

Luan Sperandio: "Aparentemente, um texto de minha autoria foi replicado naquele site. Isso não quer dizer que eu esteja organizando os protestos do próximo dia 15 de março"

Luan Sperandio: “Aparentemente, um texto de minha autoria foi replicado naquele site. Isso não quer dizer que eu esteja organizando os protestos do próximo dia 15 de março”

Um dos citados na matéria sobre os bastidores do protesto esclarece: Movimento Brasil Livre apenas replicou seus textos

Por Luan Sperandio Teixeira

Recebi no final da noite de ontem diversas mensagens referentes ao texto “Quem está por trás do protesto no dia 15″ (http://outraspalavras.net/brasil/quem-esta-por-tras-do-protesto-no-dia-15/)
 
Ocorre que meu nome e qualificação são citados no seguinte trecho: 
 
“Entre os “colunistas” do MBL estão Luan Sperandio Teixeira, que é acadêmico do curso de Direito Universidade Federal do Espírito Santo e colaborador da rede Estudantes Pela Liberdade (EPL) do Espírito Santo;”
 
Pois bem. Cabe elucidar alguns fatos aqui: eu não sou colunista do Movimento Brasil Livre. O que ocorre é que, aparentemente, um texto de minha autoria foi replicado naquele site.
 
Isso não quer dizer que eu esteja organizando os protestos do próximo dia 15 de março de 2015, apenas que pessoas ligadas a essa manifestação gostaram de um texto que escrevi e que fora publicado originalmente em outro espaço.
 
Dessa forma, em respeito inclusive aos seus leitores, que merecem acesso ao mais límpido conteúdo verossímil, gostaria de requerer que meu nome fosse retirado da mencionada reportagem, ou, caso  preferirem, seja realizada uma retratação a meu respeito.
 
Na certeza de que serei atendido, faço meus votos de estima e fico à disposição para saneamento de eventuais dúvidas.
Abs

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