BrCidades: Fórum por novo projeto urbano vai a Brasília


É possível debater a Reforma Urbana sem limitar-se aos muros da academia — e envolvendo movimentos sociais e periferias? Chega amanhã ao DF encontro que aposta nesta hipótese

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COMO PARTICIPAR:
Semana Universitária – UnB – Campus Darcy Ribeiro.

Semana Escala – Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
25 de setembro — das 14h às 20h
Programação abaixo
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Construir coletivamente cidades mais justas, solidárias, economicamente dinâmicas e ambientalmente sustentáveis, reunindo estudiosos, profissionais, movimentos populares, da juventude, da população negra, das lutas de gênero, dos coletivos LGBT’s, todas e todos em torno da agenda urbana. Esse é o objetivo do Projeto BrCidades, que tem entre seus coordenadores nomes como o de Ermínia Maricato, Margareth Uemura, Lizete Rubano, Paolo Colosso, Carina Serra, Karina Leitão e João Sette Whitaker. Alguns núcleos do projeto já se formaram, ou estão em processo de formação, tais como Curitiba, Belo Horizonte, João Pessoa, Campina Grande, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santa Catarina, Salvador e Fortaleza.

Nesta terça, dia 25, acontece o I Fórum do Núcleo no Distrito Federal do projeto. Visa apresentar o grupo que está se formando no território do Distrito Federal e trabalhos que a Coordenação Nacional tem desenvolvido . O encontro ocorrerá na Semana Universitária da Universidade de Brasília na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, na tradicional “Semana Escala” cujo tema este ano é “Fora da Escala”.
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Agenda: eleições em feira de orgânicos


Como eleger, em 2018, bancadas que ajudem a reverter a agenda de horrores? Neste sábado, em SP, debate combina esta temática com produtos da agricultura camponesa

Neste sábado, 22 de setembro, um debate vai explorar, em São Paulo,a urgência de construir uma unidade de esquerda nas eleições para o Congresso. Programado para o início da primavera, o vento será realizado junto à feira de alimentos orgânicos que acontece na Casa da Cidade, em São Paulo. O diálogo aposta agroecologia, na soberania alimentar e na sustentabilidade urbana como pontos de partida para a confluência de forças populares e democráticas, das ruas às plenárias.

A feira de orgânicos é realizada pelo Armazém do Campo (MST), Instituto Chão, Movimento Urbano de Agroecologia (MUDA) e Campanha Permanente contra os Agrotóxicos pela Vida. A organização do evento é da Casa da Cidade e do Projeto BrCidades-SP. Há apoio da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos pela Vida, do Movimento Urbano de Agroecologia- MUDA, do Armazém do Campo- MST, do Levante Popular da Juventude e do Instituto Chão.
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22 de setembro na Casa da Cidade
Rua Rodésia 398, Vila Madalena, São Paulo

9h às 17h
FEIRA DE PRODUTOS ORGÂNICOS
Mel, geleias, sucos, verduras, legumes, frutas do MST e Cooperapas

14h às 17h
DEBATE: UNIDADE POR UM CONGRESSO AGRO- ECOLÓGICO e DEMOCRÁTICO
Mediadores
Erminia Maricato: professora da USP, ex-ministra adjunta do Ministério das Cidades.
Gustavo Vidigal: ex-secretário de Relações Federativas na Prefeitura de SP.
Debatedores
Chico Whitaker: ex- vereador de São Paulo, ex-secretário da CNBB e fundador do Forum Social Mundial
Suzana Prizendt: co-fundadora do Movimento Urbano de Agroecologia – MUDA
Flavio Francisco: professor da Universidade Federal do ABC ( UFABC)

Outra Política & Eleições: Tatiana Roque

Ciência e Cultura sem cortes: a luta para reverter os retrocessos da era Temer. Da teoria revolucionária à militância na Universidade e à política institucional: um perfil singular. A Renda Cidadã e os novos programas para superar o capitalismo. O Brasil após as eleições

(Tatiana Roque é candidata a deputada federal no Rio, pelo PSOL)

Análise: o que diz o novo Datafolha

Não há um furacão Bolsonaro. Marina está muito debilitada, mas Alckmin não. Ciro e Haddad têm enorme espaço para crescer – desde que evitem, na reta final, a tentação da disputa fratricida. Será possível?

Por Antonio Martins | Vídeo: Gabriela Leite

Vídeo: Na Serra da Capivara, o Brasil pré-histórico ainda resiste

Piauí abriga maior concentração de pinturas rupestres do mundo, preservada pela luta da antropóloga Niède Guidon e outros pesquisadores. Após período de escassez de financiamento, parque foi reaberto ao publico e planeja inauguração de novo museu em 2019

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Outra Política: Fala Douglas Belchior, candidato a deputado federal

A presença nos movimentos negros. Periferias e Lulismo. Segurança, tema incômodo. Anti-racismo: Igualdade ou Meritocracia? Mudar a política por dentro ou por fora?

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Como Temer ameaça a Internet

Rafael Zanatta, um conhecedor profundo da captura e tráfico de dados pessoais na rede, alerta: Planalto age para permitir que corporações e Estado promovam vigilância e manipulação política

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Para celebrar a ignorada agricultura quilombola

No Vale do Ribeira, uma Feira de Troca de Sementes exibe enorme diversidade de cultivos e modos tradicionais de plantar. Mas a “lei do meio ambiente” criminaliza o conhecimento ancestral

Por Julicristie M. Oliveira*

Entre os dias 17 e 18 de agosto de 2018, tivemos a 11ª Feira de Troca de Sementes & Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, que acontece todos os anos na cidade de Eldorado, Vale do Ribeira, São Paulo. Para muitos dos presentes, tratava-se do 11º. encontro; para mim, foi a primeira oportunidade de conhecê-los: mulheres e homens quilombolas, profissionais e estudantes, organizações sociais, comidas e bebidas tradicionais, sementes e mudas.

O primeiro dia do encontro, reservado para diversas falas, ocorreu em um salão paroquial localizado no centro de Eldorado, próximo a uma grande praça, relativamente arborizada, ocupada por grama, flores, cimento e bancos, com bares, restaurantes e pequenos comércios no entorno e uma igreja grande e amarela mais à frente, a Paróquia de Nossa Senhora da Guia. Pessoas iam e viam, e se acumulavam na calçada e na rampa que dava acesso ao salão. O espaço era amplo, com luminosidade relativa, ocupado por cadeiras de metal em filas e dispostas em forma de meia lua, voltadas para um centro onde havia uma mesa longa coberta por chitas floridas, adornada com cestarias e esteiras de palha, espigas e grãos de milho, mandiocas e estacas, feijões e abóboras. Ao lado esquerdo, logo na entrada do salão, havia uma mesa com profissionais do Instituto Socioambiental – ISA, responsáveis pela organização do evento, e que nos convidavam a assinar a lista de presença e receber um crachá que nos identificava. Materiais produzidos sobre os sistemas agrícolas tradicionais, vídeos e livros, estavam dispostos ao fim da mesa, e anunciavam em certa medida o tom do evento: uma mescla de conhecimentos ancestrais, mecanismos de registro, de reconhecimento desses patrimônios e sua salvaguarda.

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Pautas Incomuns Congelamento dos gastos sociais pode cair no STF


Também neste programa: Alastra-se a crise de inadimplência. Nova pesquisa revela que sociedade rejeita privatizações. Há espaço para a democracia direta?

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Pautas Incomuns: Política além das eleições

Sequestro de dados. Feminismo & Reinvenção da esquerda. O peso das patentes farmacêuticas. Geringonça Brasileira. Quatro temas debatidos esta semana por Outras Palavras sugerem: diante da crise da representação, surge uma nova política. Que ela tem a ver com a disputa pela Presidência?

Por Antonio Martins | Vídeo: Gabriela Leite