Brasil: Outro Desenvolvimento é possível?

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Livro-reportagem provoca: país não precisa oscilar entre neoliberalismo e mega-projetos. Esboçada em experiências locais, alternativa existe — e precisa ser sistematizada em novo projeto nacional


MAIS:
Lançamento do livro Caminhos para um Desenvolvimento Justo
Hoje (29/7), às 19h30
Ateliê do Gervásio: Rua Conselheiro Ramalho, 945 (veja
mapa), Bixiga, S.Paulo — Metrô São Joaquim ou Brigadeiro
Transmissão ao vivo, por Internet — aguarde o link aqui

É possível imaginar um modelo de sociedade que propicie qualidade de vida, justiça social e preservação do meio ambiente ao mesmo tempo e, que para isso, valorize o saber dos povos e comunidades locais? A questão é tema da nova reportagem especial do Observatório da Sociedade Civil: Caminhos para um Desenvolvimento Justo – A sociedade civil na linha de frente da luta socioambiental (clique aqui para baixar em PDF).

Livro.inddEscrita pela jornalista Bianca Pyl, a publicação reúne quatro reportagens que abordam regiões e meios sociais distintos. Da Amazônia ao semiárido, vemos desde a luta dos povos indígenas e comunidades tradicionais contra o desmatamento e as grandes obras de energia até as lições dos/as sertanejos/as que aperfeiçoam a convivência com o clima. Já o cerrado evidencia os impactos da expansão do agronegócio e a esperança na agricultura familiar, enquanto, nas grandes cidades, se salienta a luta da população pobre contra a gentrificação e pela garantia de direitos como moradia e transporte. Continuar lendo

A supreendente ascensão do feminismo negro

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1a Marcha do Orgulho Crespo, dia 26 de julho em São Paulo

Marcha do Orgulho Crespo. Virada Feminista. Oficinas de Tranças e Turbantes. Julho das Pretas. Multiplicam-se iniciativas que afirmam: democracia feminista será preta, pobre e periférica – ou não será

Por Inês Castilho | Imagem Paulo Ermantino

São evidentes os sinais de maturidade e crescimento da onda do feminismo negro. Nas ruas já se fazem notar os cabelos crespos ou trançados e turbantes coloridos, na contracultura do alisamento que marcou os penteados femininos, das brancas inclusive, nos últimos tempos. Décadas de luta do movimento negro, somadas às políticas públicas inclusivas nas universidades, à multiplicação de saraus pela periferia e de blogueiras negras na rede já exibem seus frutos.

Neste segundo semestre, eventos se sucedem com grande velocidade em São Paulo: da primeira Virada Feminista, 4 e 5 de julho na Zona Norte, à 1ª Marcha do Orgulho Crespo pelo dia da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, 25 de julho, em preparação à Marcha sobre Brasília pela Consciência Negra, em novembro, de caráter nacional, anunciada com um Manifesto contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver. E ainda o lançamento do livro didático e fotobiografia da antropóloga e ativista Lélia Gonzalez, que encarna grande parte dessa história. Continuar lendo

Debate: O impasse brasileiro e uma possível saída

País estará condenado a oscilar entre “ajustes fiscais” regressivos e “desenvolvimento” capitalista desigual e devastador? Haverá alternativas? Observatório da Sociedade Civil e Outras Palavras convidam a debater, em 29/7


Quando: Quarta-feira, 29/7, a partir das 19h30
Onde: Ateliê do Gervásio: Rua Conselheiro Ramalho, 945 (veja mapa), Bixiga, S.Paulo — Metrô São Joaquim ou Brigadeiro
Informações completas aqui

O Brasil vive hoje um impasse político, econômico e social. Pressionado pelo prolongamento da crise internacional, o governo Dilma Rousseff adotou um “ajuste fiscal” regressivo, ao mesmo tempo em que mantém um modelo de desenvolvimento calcado em obras faraônicas e apoio ao agronegócio predatório, colocando em risco o meio ambiente e atacando os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais. Por outro lado, a oposição de direita, cuja visão econômica é uma ameaça ainda mais perigosa para os direitos sociais, utiliza as investigações de corrupção em curso para tentar inviabilizar o governo, com amplo apoio da grande mídia.

Há alternativas – ainda que ocultas pela imprensa – a esse falso dilema. Em todo o país, organizações e movimentos sociais desenvolvem projetos que demonstram: existem outros caminhos para um desenvolvimento socialmente justo, que respeite as tradições dos povos originários e promova uma relação responsável com a natureza. São ações que estão em linha com a Carta de Santa Cruz, documento final do Encontro Mundial de Movimentos Populares, que defende a superação de um “modelo social, político, econômico e cultural onde mercado e o dinheiro se converteram nos reguladores das relações humanas em todos os níveis”. A preocupação também aparece na encíclica Laudato Si, em que o Papa Francisco adota uma postura importante em defesa da justiça social e da preservação do meio ambiente. Continuar lendo

Software livre: por que usar formatos abertos?

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Vale substituir extensões patenteadas, como “docx”, “xls” e “mp3″ por alternativas livres. Você resiste a monopólios e garante uso pleno e longevidade de seus dados

Por André Solnik*, na coluna Código Aberto | Imagem: Paula Vio


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Software Livre: você também pode migrar

Domingão, família reunida, e você resolve resgatar das profundezas do seu HD aquela apresentação de slides com as melhores fotos dos anos 90. Ansiosos, todos se reúnem em volta da tevê. O show já vai começar! É só abrir o PowerPoint, selecionar o arquivo e… PAM!

Um alerta salta na tela: o formato do arquivo é muito antigo e já não é mais suportado pelo programa. Você fica com aquela cara de tacho e por um instante considera seriamente a hipótese de esganar o Bill Gates em praça pública. Salvo pelo gongo: o caçula da família chama a responsabilidade, baixa o LibreOffice e consegue ressuscitar os slides.** Continuar lendo

Países ricos bloqueiam, de novo, luta contra evasão fiscal

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Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU e Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia

Em conferência da ONU na Etiópia, EUA e Reino Unido lideram sabotagem a proposta que puniria sonegação de impostos pelas multinacionais

Por Karim Lebhour

As fortes pressões do Norte fizeram com que os países do Sul desistissem de criar um organismo apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para lutar contra a evasão fiscal, no último dia da conferência internacional sobre financiamento do desenvolvimento realizada em Adis Abeba, na Etiópia.

Essa evasão fiscal priva os países todos os anos de bilhões de dólares em rendas.

A criação desta nova instância, que teria por missão fixar novas regras fiscais internacionais na luta contra os fluxos ilícitos e a evasão fiscal, em particular das multinacionais, dividiu o Norte e o Sul durante esta terceira conferência. Continuar lendo

No Xingu, o desafiador povo do céu

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Reportagem fotográfica mostra como, no norte de Mato Grosso devastado por soja e gado, os índios Wauja preservam suas aldeias, cheias de beleza e arte

Texto e fotos de Hélio Carlos Mello, integrante de Jornalistas Livres

De encanto meus olhos já se enxugavam há tantos dias entre rios, mas eis que o Xingu se revela novamente e surpreende meus sentidos

Estou no Estado de Mato Grosso, entre os municípios de Paranatinga e Gaúcha do Norte, região essa que viu suas florestas caírem na engorda do gado e a soja florescer em poucas décadas. Sobraram intactas apenas a área do Parque Indígena do Xingu e outras terras indígenas no Mato Grosso.

 

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Nina Simone e a música como expressão dos direitos civis

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No rastro do documentário “What happened, Miss Simone”, vale refletir sobre vida, música e lutas da compositora negra que dizia: “É obrigação artística refletir meu tempo”  

Por Kauê Vieira, no Afreaka

O movimento dos direitos civis é um dos momentos mais importantes da história dos Estados Unidos, concentrado principalmente em estados do sul do país, os fatos ocorreram entre 1954 e 1968 e foram uma forma de resistência da comunidade negra que exigia o fim da segregação racial imposta por supremacistas brancos. O objetivo era questionar e boicotar decisões claramente racistas, como as proibições sociais cotidianas impostas aos negros e os direitos cedidos apenas às pessoas brancas o que, na visão dos estrategistas do movimento, provocaria uma crise e consequentemente um diálogo com as autoridades. Continuar lendo

Brasil, país de imprensa livre?

Documentário conta história do jornalista Rodrigo Neto, assassinado em 2013 em Ipatinga-MG após denunciar crimes policiais. Caso expõe realidade sinistra: nas periferias, quem revela abusos de autoridades locais ainda pode pagar com a morte

Por Artigo 19

Para abordar o envolvimento de autoridades locais em crimes contra a liberdade de expressão, a OnG Artigo 19 lança “Impunidade mata”, minidocumentário que traz a história do jornalista investigativo Rodrigo Neto, assassinado com três tiros em 2013 na cidade mineira de Ipatinga.

Rodrigo realizava cobertura policial e, segundo investigações, foi morto em decorrência de seu trabalho como repórter.  Entre as denúncias que fazia, estavam as de envolvimento de policiais em crimes conhecidos na região do Vale do Aço, onde fica Ipatinga.

O crime chocou a categoria de jornalistas e teve repercussão internacional, mobilizando autoridades de Minas Gerais e do Governo Federal. Colegas de trabalho de Rodrigo criaram o “Comitê Rodrigo Neto” para exigir que seu assassinato fosse investigado e os responsáveis pelo crime, punidos. Como consequência, dois homens chegaram a ser condenados à prisão, entre eles, um policial civil. Pessoas próximas a Rodrigo, no entanto, afirmam que nem todos os envolvidos no crime foram responsabilizados. Continuar lendo

Vitorioso, Yanis Varoufakis deixa governo grego

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Leia carta de renúncia, na qual ele sustenta: “quem é de esquerda não pode se apegar a cargos”

Por Yanis Varoufakis, em seu blog | Tradução Vila Vudu

O referendum de 5 de julho ficará na história como momento raro, quando uma pequena nação europeia levantou-se contra a servidão da dívida.

Como todas as lutas por direitos democráticos, também essa rejeição histórica aoultimatum que o Eurogrupo nos fez dia 25 de junho arrasta com ela uma etiqueta de alto preço. É pois essencial que o grande capital político que foi outorgado ao nosso governo pela esplêndida votação que o NÃO recebeu seja imediatamente investido num SIM às correspondentes coragem e decisão – para um acordo que envolva reestruturação da dívida, menos austeridade, redistribuição a favor dos mais necessitados e reformas reais. Continuar lendo

Um mestre oferece curso de Roteiro

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Luiz Carlos Maciel, grande roteirista brasileiro, que já teve como ator Gláuber Rocha, inicia aulas teóricas e orientação 
para redigir um guião de longa-metragem


Oficina de Roteiro
Professor: Luiz Carlos Maciel

Onde: Rio de Janeiro — Rua José Linhares 244 – Páteo (P) – Leblon
Quando: De 7 de julho a 27 de outubro | terças e quintas das 19h às 22h

(No dia 15 de outubro não haverá aula devido ao feriado)
Valores: à vista: R$ 1500 | parcelado: 4 mensalidades de R$ 400
Mais informações: página do Facebook
Inscrições pelo email: [email protected]

O objetivo do curso é fornecer aos alunos um método, um procedimento que facilite a tarefa de escrever roteiros. Não se trata de algum tipo de estética normativa que pretenda determinar como deveria ser um roteiro; a estética não está em questão. O objetivo é prático, trata do domínio de instrumentos úteis à tarefa de roteirização. O curso é ministrado através de três módulos distintos que podem ser realizados simultaneamente, em dias diferentes da semana, ou na sequência em que são apresentados neste programa, num prazo total de três meses. Em primeiro lugar, é preciso informar ao aluno sobre a teoria e a prática do roteiro. Em seguida, o aluno deve trabalhar no projeto pessoal de um roteiro para longa-metragem, num processo que ser acompanhado e discutido numa oficina semanal. Finalmente, uma seleção de filmes, com roteiros exemplares, deve ser exibida, em sessões especiais para os alunos, para a análise e discussão a ser feita em seguida, em sala de aula. Continuar lendo