O ajuste fiscal e a alternativa

Outras Palavras lançará em breve uma coluna em vídeo, para comentar grandes temas brasileiros e internacionais. Assista nosso primeiro piloto. Opine

Surgiu uma alternativa ao ajuste fiscal – o programa do governo Dilma que está destruindo programas sociais, paralisando obras, provocando demissões e afundando a popularidade da presidente. A alternativa é tributar os mais ricos, por meio de uma ampla Reforma Tributária.

Enquanto ela não acontece, há um atalho simples e eficaz. Em entrevista ao Outras Palavras, o auditor fiscal Paulo Gil Introini apontou o caminho. É preciso reverter a decisão do governo Fernando Henrique Cardoso que, no Natal de 1995, ofereceu um presente bilionário a algumas das pessoas mais ricas do país. Ele acabou com a tributação sobre os dividendos – a renda auferida por quem é proprietário ou acionista de empresas. Se um assalariado ganha 10 mil reais por mês, paga 27,5% ao Fisco. Se um acionista da Camargo Corrêa recebe, sem trabalhar, R$ 1,2 milhão por ano em dividendos (dez vezes mais) não paga nada.

A isenção foi adotada por Medida Provisória num dia 26 de dezembro, há vinte anos. Os governos do PT nunca ousaram desafiá­la, porque tentaram melhorar a vida das maiorias sem afetar os privilégios dos ricos.

Agora, que o país passa por dificuldades, os números chamam atenção. Segundo os cálculos de Paulo Gil, que foi presidente do Sindicato dos Auditores da Receita e é um dos fundadores do Instituto de Justiça Fiscal, bastaria reintroduzir o tributo sobre dividendos para arrecadar 120 bilhões de reais por ano – bem mais que o governo pretende economizar com o mal chamado ajuste fiscal.

A presidente Dilma tem, portanto, uma opção, e a sociedade pode ficar sabendo que não precisaria sofrer tanto. O ajuste fiscal reduziu as verbas de todos os ministérios – inclusive o da Educação.

No momento em que a presidente fala em Patria Educadora, os universitários ligados ao FIES padecem. As contas de luz estão subindo pelo menos 20%. Programas como o Luz para Todos foram afetados. Obras prioritárias estão cortadas. As empreiteiras demitem. Não seria muito mais justo fazer os ricos pagarem impostos?

Na entrevista a Outras Palavras, que vai ao ar segunda­feira que vem, o auditor Paulo Gil também contou segredos da Receita Federal. Mostrou que o órgão, que deveria fiscalizar o pagamento de impostos por todos, tem portas secretas, por onde os ricos podem escapar. Descreveu o Carf – uma espécie de tribunal secreto, que pode livrar as grandes empresas do pagamento de tributos e multas bilionários. Neste tribunal, todas as grandes federações empresariais têm representantse. Mas você, que paga impostos altos, não. Nas últimas semanas, a Operação Zelote da Polícia Federal descobriu casos de compra de votos, de pareceres, de decisões – tudo para livrar os mais ricos do pagamento de tributos.

A entrevista com Paulo Gil abre um esforço de Outras Palavras para debater em mais profundidade grandes temas brasileiros. Isso será feito também por conversas em vídeo em debates presidenciais. Aguarde, a partir desta segunda­feira. Vamos debater os impasses do país e as formas de superá­los. Reforma Tributária só é nosso primeiro assunto.

Belluzo e Maria Vitória Benevides debatem cenário brasileiro

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Mesa-redonda em defesa da democracia e soberania nacional será nesta quinta-feira, em SP. Cláudio Lembo, Marcelo Lavenère e Roberto Amaral também participam 

Cidadãos preocupados com o cenário brasileiro atual e seus possíveis desdobramentos promovem hoje, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, um debate instigante. A socióloga Maria Victória com Benevides, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o ex-governador do Estado, Cláudio Lembo (que, em 2006, desancou a “elite branca”) e Marcelo Lavenere (ex-presidente da OAB), dialogarão legalidade democrática e defesa da soberania nacional. O evento tem caráter suprapartidário e visa, também, denunciar “viés claramente golpista” que seus promotores identificam claramente em atitudes dos partidos e mídia conservadores.


Local:
Auditório do Sindicato dos Engenheiros
Rua Genebra, 25 (veja mapa) – Metrô Anhangabaú
A partir das 19h30

 

Contra os Muros, a dinâmica da Mata

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Christian Dunker, que lança hoje, em SP, livro sobre Brasil polarizado, sustenta: reencontro com Arte e Natureza pode livrar Brasil de dinâmica política marcada por alienação e ódio

Por Daniel Benevides Patrícia Rousseaux, na revista Brasileiros


MAIS:
Debate “O Brasil entre muros: segregação e ódio no Brasil partido”
Com Christian Dunker, Maria Rita Kehl, Vladimir Safatle e Paulo Arantes, mediação de Antonio Martins

Quinta, 16/4/15 | das 19h às 21h | Quadra dos Bancários | Confirme presença aqui
Rua Tabatinguera, 192 | São Paulo, SP | Metrô Sé | Veja mapa
Realização: Boitempo Editorial, Outras Palavras e Sindicato dos Bancários

A psicanálise, assim como a antropologia e a crítica de arte (para não falar na economia), tem uma linguagem própria, nem sempre fácil de compreender. No entanto, muitas vezes a recompensa para quem mergulha nesse universo é grande. É o que acontece com a leitura de Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo Editorial), de Christian Dunker, um livro cuja importância deve crescer muito à medida que for mais e mais discutido. E pode ter a chave ou chaves para o entendimento de nosso mal-estar, numa direção diferente daquela teorizada por Freud em seu clássico  O Mal-estar na Civilização.

Fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP (LATESFIP), ao lado de Vladimir Safatle e Nélson da Silva Jr., Dunker é um sujeito alto, grande como suas ideias, ambiciosas, mas sempre expostas com modéstia e generosidade. Na conversa que tivemos em seu consultório, em uma casa simpática no Paraíso, bairro paulistano, o verbo correu solto, entre exclamações, risadas e momentos de profunda reflexão. Dunker, autor também de um livro premiado pelo Jabuti em 2011, Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (Editora Annablume), ressaltou temas de seu livro, como a lógica do condomínio, a brasilidade e a psicanálise enquanto sintoma social e formadora de nossa identidade, e fez uma análise da atual conjuntura, das manifestações de insatisfação e ódio, além de mostrar as relações estreitas entre o neoliberalismo e o surgimento de novos sofrimentos psíquicos a partir dos anos 1970. Também fez questão de dizer que seu livro não é tão difícil assim: “Tem capítulos absolutamente não acadêmicos, eu já sei que vou pagar uma conta por isso. Por exemplo, o capítulo em que eu procuro retomar Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, misturando com música e literatura. Em termos acadêmicos é criminoso, né, porque o estudioso do Lima Barreto vai dizer que a internação dele não foi bem assim, que não se pode considerar apenas o modernismo paulista, etc. Você comete violações para fazer esse passeio macroscópico e dialogar com um público menos segmentado. Inclusive o capítulo sobre diagnóstico não é para psicanalistas, mas para pessoas ligadas ao direito, educação, medicina”. Continuar lendo

O Brasil sob a lógica do condomínio?

 

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Christian Dunker, Maria Rita Kehl, Paulo Arantes e Vladimir Safatle debatem hoje, em S.Paulo, regressões que ameaçam reduzir país a um Fla-Flu mesquinho. “Outras Palavras” participa

E se a polarização sem diferença real, a que a sociedade brasileira parece ter recuado nos últimos meses, revelar algo mais profundo sobre a formação do país? E se, ao nos descobrirmos espectadores de um Fla-Flu político que esconde os problemas reais, ao invés de desnudá-los, pudermos reverter este destino? Outras Palavras participa esta noite, em São Paulo, de um debate em que estarão em foco estas perguntas cruciais. O psicanalista Christian Dunker lançará, na Quadra dos Bancários (próxima ao Metrô Sé — veja detalhes ao final), seu novo livro: O Brasil entre muros. Debaterão com ele os filósofos Paulo Arantes e Vladimir Safatle e a psicanalista Maria Rita Kehl. Antonio Martins, editor do site, fará a mediação.

Dunker falará sobre sua original interpretação da lógica de condomínio enquanto sintoma social do Brasil contemporâneo. Numa entrevista recente, à jornalista Eleonora de Lucena, ele afirmou: “Parece que o problema do Brasil é o PT e o PSDB. Isso é um sintoma da impossibilidade de escutar o país. A escuta é de particulares, condomínios. Mas o Brasil é muito maior do que isso”. Acrescentou: agora, “a existência é pensada entre muros. Se eu sair do meu muro, vou sair para brigar, para quebrar o muro do outro. Não é que o outro esteja fazendo algo com o qual não concordo. Ele é de uma dimensão que eu não consigo reconhecer como semelhante à minha. Por isso, aparecem palavras como petralha, metralha, idiota, louco, deficiente mental –categorias entre o moral e psiquiátrico” Continuar lendo

Sete provocações de Eduardo Galeano

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Sobre divórcio entre alma e corpo; Escola & Mulheres; os nomes de “amigo”; o papel da arte; Salvador Allende; o terror da liberdade; e o que somos, afinal

Seleção e tradução: Antonio Martins

Celebração das bodas entre a razão e o coração:

Para que alguém escreve, se não para juntar seus pedaços? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja: nos ensina a divorciar alma e corpo, razão e coração.

Sábios doutores de Ética e Moral hão de ser os pescadores da costa colombiana, que inventaram a palavra “sentipensante”, para definir a linguagem que diz a verdade.

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A Cultura do Terror / 3

Sobre uma menina exemplar:
“Uma menina brinca com bonecas, e ralha com elas para que fiquem quietas. Ela também parece uma boneca, por linda e boa que é, e porque a ninguém incomoda”
(do livro “Adelante”, de J. H. Figueira, que foi texto didático nas escolas do Uruguai até há poucos anos)

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Celebração da amizade:

Nos subúrbios de Havana, chamam o amigo de “mi tierra”, ou “mi sangre”.

Em Caracas, o amigo é “mi pana”, ou “mi llave”: “pana” de “panaderia”, a fonte de bom pão para as fomes de alma. E “llave” por…

— “Chave” por “chave”, me diz Mário Benedetti.

E me conta que quando vivia em Buenos Aires, nos tempos de terror, levava cinco chaves alheias em seu chaveiro: cinco chaves, de cinco casas, de cinco amigos: as chaves que o salvaram

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O papel da arte:

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que o descobrisse.
Viajaram ao Sul.

Ele, o mar, estava além de altas montanhas, esperando. Quando o menino e seu pai alcançaram finalmente aqueles picos de areia, depois de muito caminhar, o mar explodiu entre seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de tanta beleza.

E quando por fim conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu a seu pai:

— Me ajuda a olhar

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Te dou minha palavra

Em 1970, Salvador Allende ganhou as eleições e se consagrou presidente do Chile. E disse:
– Vou nacionalizar o cobre.

– Daqui, não saio vivo.

E cumpriu sua palavra

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Janela sobre o medo:

Uma manhã, nos deram de presente um coelhinho da Índia. Chegou em casa enjaulado. Ao meio dia, abri a porta da gaiola.

Cheguei em casa ao anoitecer e o encontrei tal como o havia deixado: gaiola adentro, colado aos arames, tremendo de susto de liberdade.

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Ao fim e ao cabo, somos o que fazemos para mudar o que somos

Agrotóxicos e câncer: irresponsabilidade torna-se explícita

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Instituto Nacional do Câncer estabelece relação entre doença e venenos agrícolas. Governo e Congresso insistem em manter política que incentiva, com isenção de impostos, uso maciço do produto

Por Inês Castilho

Finalmente o assunto recebeu a divulgação que merece. No Dia Mundial da Saúde, 8 de abril, o veneno que está em nossa mesa foi apontado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) como causador de vários tipos de câncer – e a informação, sempre abafada, chegou aos telejornais. Relatório sobre o uso de agrotóxicos nas lavouras alerta para a gravidade do problema para a natureza, os trabalhadores e toda a população. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo: mais de um milhão de toneladas por ano, ou 5,2 kg por habitante.

Cerca de 280 estudos sobre a relação entre câncer e pesticidas vêm sendo publicados anualmente em revistas científicas internacionais – ressaltou o pesquisador do Inca Luiz Felipe Ribeiro Pinto, no lançamento do documento – quatro vezes mais que vinte anos atrás. O Inca recomenda criar políticas de controle e combate desses produtos, cujos fabricantes são isentos de impostos!, para proteger a saúde da população. Apoia o consumo de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, e reivindica políticas públicas que apoiem a agroecologia com mais recursos – hoje, muito menores que os carreados para o agronegócio. Recorda que o país isenta de impostos a indústria produtora de agrotóxicos. Alerta que o Brasil permite o uso de agrotóxicos proibidos em outros países. Continuar lendo

Um debate indispensável sobre Direito à Cidade

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Maria Rita Kehl e Guilherme Wisnik dialogam hoje, em SP, com editores da revista Piseagrama – referência cada vez mais importante na reflexão sobre os espaços urbanos

Outras Palavras alegra-se de estender, a seus leitores, um convite especial. Nesta terça-feira, 14/4, as 19h30, será lançada em São Paulo (no Centro Universitário Maria Antonia — ver detalhes e mapa ao final) a edição 07 da revista Piseagrama, cujo tema é Passeio. A revista, parceira editorial deste site, tem, como temática central, os espaços públicos. O número mais recente reúne colaboradores como o urbanista Jan Gehl e o artista Francis Allys para abordar a condição pedestre e ciclística, as calçadas e a falta delas, o caminhar e o errar, o tempo não produtivo nas cidades, o turismo, a relação com o outro nas ruas.

Nascida em 2011, Piseagrama já circulou por todo o Brasil em versão impressa e online com apoio do Ministério da Cultura. Os números anteriores abordaram os temas Acesso, Progresso, Recreio, Vizinhança, Descarte e Cultivo. Em 2014, a revista lançou uma campanha de financiamento colaborativo na plataforma catarse, e conseguiu um dos maiores resultados de financiamento coletivo no Brasil, com 1.000 apoiadores. Seus textos já republicados por Outras Palavras podem ser lidos aqui. Continuar lendo

Longevidade, capitalismo e suicídio

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E se a morte consciente e lúcida for uma forma de resistência à indústria da medicina mercantil — que não se importa pela vida, mas pelo “bio” e o lucro

Uma breve provocação de Jean-Claude Bernardet

A imensa máquina da medicina (hospitais, laboratórios, farmácias, médicos, inseguro saúde, máquinas de diagnósticos por imagem etc, e mais cosméticos, alimentação…) produz a nossa longevidade. Somos um produto dessa indústria. Produto e fonte de riqueza. A máquina precisa manter nossa longevidade para se expandir e lucrar. A preocupação da máquina capitalista não é nos manter em vida com qualidade de vida, mas manter em nós a bio. À máquina não interessa o ser vivo, mas a bio de que ele é portador. Um primeiro passo para resistir à máquina que nos alienou de nossos corpos é se recusar a técnicas de prorrogação da bio em nós. Passo mais radical para eliminar a fonte de riqueza da máquina: o suicídio consciente e lúcido como forma de resistência extrema e de reapropriação de nossos corpos.

#Outros500: dez dias para financiar jornalismo de profundidade

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500 leitores se mobilizaram e, juntos, doaram R$ 125 mil para sustentar as atividades de Outras Palavras. Agora entramos em contagem regressiva: sua contribuição é crucial

Fazer jornalismo de profundidade no contexto brasileiro de hoje é uma tarefa nada banal. Os espaços na mídia corporativa são exíguos, e quem quer construir espaços sem a tutela do grande capital tem que lutar diuturnamente. A maneira como tem crescido a adesão a Outros Quinhentos, o programa de sustentação autônoma de Outras Palavras, é um exemplo de que esta luta não é isolada, mas sim compartilhada entre jornalistas, colaboradores e leitores.

Após quatro meses de campanha de Outros Quinhentos, o balanço é muito positivo. Os 500 leitores já se engajaram na proposta de assegurar a Outras Palavras os recursos para seguir produzindo jornalismo de profundidade, capaz de ser uma voz inteligente e ponderada na construção de uma outra compreensão do complexo contexto brasileiro e internacional que se apresenta em 2015. O volume total de doações é de R$ 125.340,00.

Contamos agora com 10 dias para arrecadar mais R$ 35 mil e garantir a sustentação de Outras Palavras neste ano. Concentraremos esforços para atingir esta meta nestes 10 dias. Cada ajuda será fundamental: desde a doação de qualquer valor até a divulgação de nossa campanha. Ou mesmo contribuições com a indicação de possíveis parceiros para cada vez mais contrapartidas, tão boas quanto as atuais.

O montante foi atingido seja em doações únicas, seja em contribuições que serão debitadas mensalmente ao longo do ano. A maior parcela das contribuições, 64,5%, corresponde à faixa de R$ 12 mensais ou R$ 120 anuais. As outras faixas equivalem a 27% (R$ 25/mês ou R$ 250/ano), 7% (R$ 60/mês ou R$ 600/ano), 0,5% (R$ 200/mês ou R$ 2.000/ano) e 1% (valores maiores que a faixa anterior). Foram incorporadas a estes percentuais as doações em outros valores, conforme a proximidade com o valor de referência.

O valor médio por doador é de R$ 250. Entretanto, apenas @s três maiores doadores/as individuais juntos somam R$ 35 mil, correspondente a 28% do total arrecadado. Configura-se um quadro de grande diversidade, em que o fundamental peso coletivo dos pequenos doadores convive com os aportes de maior vulto de doadores individuais que podem e se dispõem a tanto.

Balanço das parcerias e contrapartidas

Em paralelo às ações de divulgação da campanha, construímos parcerias para oferecer contrapartidas aos contribuintes. O funcionamento é simples e quebra a lógica mercantil corrente: Outras Palavras oferece espaço publicitário gratuito; os parceiros oferecem regalos, gratuidades e descontos expressivos; os leitores que doam para Outras Palavras têm acesso a estes regalos, gratuidades e descontos. Conheça as parcerias fechadas até o momento:

Contrapartidas nacionais:

  • Editoras n-1 e Fundação Perseu Abramo, com a oferta de livros gratuitos e grandes descontos.
  • Parceria com a Vitrine Filmes, oferecendo ingressos em todo o Brasil para o filme Branco Sai, Preto Fica, vencedor do Festival de Brasília, entre outros.
  • Estampas das artistas Laerte Coutinho e Mariana Caldas para camisetas exclusivas de Outras Palavras.
  • Descontos nas geleias da Mermeleia.
  • Descontos expressivos em qualquer compra de Outros Livros.

Contrapartidas locais:

  • A série de cursos Outros Saberes, que teve a agenda do primeiro semestre divulgada e já tem inscrições abertas para alguns desses cursos.
  • Descontos e gratuidades nos cursos do Coletivo Inanna Educação.
  • Sorteio de cestas de produtos orgânicos do Sítio A Boa Terra na área de abrangência de entrega (São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e São Carlos, entre outras cidades).
  • Cine-debates (membros de Outros Quinhentos têm prioridade na reserva) realizados na casa de Outras Palavras, em parceria com Actantes e A Ponte.

O caminho para a construção de Outros Quinhentos como uma rede solidária de circulação de ideias, produtos, serviços e iniciativas culturais está delineado. Seguiremos firmando novas parcerias, tanto para fortalecer a Casa de Outras Palavras como um polo local de debates e cultura inovadora, quanto para dar conta da abrangência nacional dos leitores do site.

Participe. Contribua com Outros Quinhentos: http://goo.gl/jXAawF

Debate: que resta de Junho de 2013?

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Nesta terça, às 19h, em S.Paulo, lançamento de livro que examina a potência das ruas e redes — há dois anos e agora

Veja também:
Novo olhar sobre as jornadas que sacudiram o Brasil
“Junho: Potência das Ruas e Redes” traz relatos dos protestos e uma visão otimista sobre seus desdobramentos. Leia a introdução

Há, ainda, potência na mobilização popular que trouxe, em Junho de 2013, a possibilidade do impossível e do improvável na política do Brasil? De qe forma ela produziu impacto simbólico “por uma vida sem catracas” e marcou novas sensibilidades políticas?

Estes são os do tema debate que lançará, em São Paulo, o livro Potência das Ruas e Redes. Estarão na mesa alguns dos autores: Jean Tible, Hugo Albuquerque, Bernardo Gutiérrez, Salvador Schavelzon, Alana Moraes e Henrique Parra. Continuar lendo