Teatro e dança para questionar os “produtivos”

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Foto: Raphael Poesia

Encenada na periferia de SP, após dois anos de pesquisa, peça vê na loucura uma das formas de rebeldia contra o controle e sujeição dos corpos, em nome de certa concepção de trabalho


“Sociedade dos Improdutivos”, da Companha Sansacroma
Até 10 de dezembro
Quinta à sábado 20h
Casa de Cultura M´Boi Mirim — Av. Inácio Dias da Silva, s/n, Piraporinha, São Paulo
(mapa) (11) 5514-3408
Entrada grátis (retire ingressos na bilheteria meia hora antes do espetáculo)

Apresentado agora na Casa de Cultura M’Boi Mirim, depois de circular por outros espaços públicos de São Paulo, o espetáculo Sociedade dos Improdutivos, da Cia. Sansacroma tem direção de Gal Martins e é o resultado de dois anos de pesquisa teórica e de campo sobre a loucura.

O questionamento central do espetáculo contrapõe o corpo que é socialmente invalidado ao corpo que é socialmente produtivo. O primeiro é marginal, portador de algum tipo de loucura. O segundo é medicado, incluído e sujeitado ao modo de vida capitalístico – corpo explorado até o esgotamento das suas capacidades produtivas.

Trata-se da invalidez da reprodução. Força invisível chamada de loucura, transcender coletivo. A não-adequação social produtiva. É solidão. É a história, um itinerário da loucura em fusão para um embate contra o capital. O controle ocidental contrapondo a corporeidade do imaginário africano. São vozes potentes, negras, de territórios e seus povoamentos. Um cotidiano dos que estão à margem e dos que não estão.  São vozes da “Sociedade dos Improdutivos”. Continuar lendo

TEXTO-FIM

Aos que se divertem com a humilhação de Garotinho

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A avalanche que expôs ex-governador ao ridículo é a mesmíssima que invadiu ilegalmente a Escola Florestan Fernandes, do MST. Se esta gente vence, o Garotinho na maca somos todos nós amanhã.

Por Darlan Montenegro

Ao longo do dia, um bocado de amigos defendeu o compartilhamento da cena de humilhação do Garotinho, usando quase sempre argumentos do tipo “ah, mas quando são as mulheres que sofrem, vocês não falam nada”, ou “ah, mas quando são os negros que sofrem, vocês não falam nada”, ou, ainda, “ah, mas quando são os pobres que sofrem, vocês não falam nada”.

Esse argumento é ruim. Por várias razões, mas por duas, principalmente. A primeira é porque isso simplesmente não é verdade. Vários de nós temos por hábito repercutir as mais diversas formas de arbítrio e de opressão contra os mais diversos grupos sociais. E não temos com Garotinho nenhuma afinidade, ao contrário do que acontece em relação a todas essas causas. Mas a segunda é mais séria e mais preocupante.

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José Pacheco fala sobre ocupações de escolas no Brasil

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Um dos grandes formuladores de novos paradigmas educacionais saúda secundaristas brasileiros e sugere: “O poder público insiste em velhas fórmulas. Por que os professores não ocupam suas escolas”?

Por José Pacheco*

 

Pré-ocupações

Há mais de cem anos, Almada Negreiros escreveu:
“Quando eu nasci, todos os tratados que visavam salvar o mundo já estavam escritos. Só faltava uma coisa: salvar o mundo.
Quando decidi ser professor, todos os tratados que visavam salvar a educação já estavam escritos. Só faltava refundar a escola, salvar a educação, sair da zona de conforto.
Já na distante década de 1970, nos pré-ocupávamos e questionávamos o instituído. Os enunciados dos projetos requeriam que se educasse para e na autonomia.
Porém, professores cativos de uma platônica caverna, para onde uma “formação” deformadora os havia atirado, semeavam heteronímia.
Uma tradição centralizadora e autoritária recusava às escolas o direito à autonomia, contrariando a lei.

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Piseagrama debate novas formas de democracia

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Edição 09 da revista será lançada amanhã, em BH. Ladislau Dowbor, Rodrigo Nunes, Antonio Cuesta Marin assinam textos sobre ocupações, horizontalismo, territórios indígenas autônomos e temas afins

Piseagrama 09
Lançamento na Escola de Arquitetura da UFMG
Rua Paraíba, 697 – Funcionários – Belo Horizonte (mapa)
Sábado, 12/11, das 16 às 20h
Preço promocional, recursos da venda doados à Ocupa EAD

O lançamento é uma parceria de PISEAGRAMA com a BANCA e com a OCUPA EAD, e conta com a participação de Silke Kapp, Flávio Agostini e Ricardo Portilho que, juntamente com os editores, apresentarão e debaterão as suas colaborações para esta edição em torno das possibilidades de um mundo pós-revolucionário, da prisão autogestionada, do intercâmbio de cidadania, da democracia sem partidos, das vanguardas contraculturais e dos territórios indígenas autônomos.

Em sua nona edição, PISEAGRAMA conta com a participação, além dos três convidados acima, do filósofo Rodrigo Nunes, dos artistas Cao Guimarães, Gerardo Petsaín e Maider López, do ativista Emanuele Braga, do escritor Antonio Cuesta Marín, dos fotógrafos Cor Jaring, Andrea Sellanes, Inga Kerber e Priscila Musa, da liderança quilombola e escritor Antônio Bispo dos Santos, do economista Ladislau Dowbor, dos ilustradores Veridiana Scarpelli e Enrique Flores, da socióloga Christa Muller, do antropólogo Rafael Barros, do jornalista Bernardo Gutiérrez, do projeto Los Madriles e dos coletivos de arquitetura Zuloark e Micrópolis.

Com este lançamento, a PISEAGRAMA se propõe não somente a ampliar o debate urgente acerca da autogestão e outras formas de organização coletiva, mas a colaborar com os experimentos de democracia direta e horizontalidade das ocupações estudantis.

Um duelo de imagens entre o Mestre e o Divino

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Filme apresentado na próxima segunda, no espaço de Outras Palavras, traz um instigante desafio entre as visões de mundo de um velho missionário alemão e de um jovem cineasta Xavante
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“O Mestre e O Divino”, seguido de bate-papo com
Tiago Campos Torres (diretor do filme)
Vincent Carelli (Vídeo nas Aldeias)
Sylvia Caiuby Novaes (LISA USP)
Alceu Castilho (De Olho Nos Ruralistas)
Dia 14/11, segunda, às 19h, no Outras Palavras
Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bixiga – São Paulo
Confirme sua presença.
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O desafio entre um velho missionário alemão e um jovem cineasta xavante, feito por meio de imagens e documentado por um terceiro cineasta, branco, resultou num filme divertido e instigante: uma metalinguagem antropofágica, em que um digere o outro por meio da câmera.

Às vezes ácida, às bem humorada, a disputa se dá em torno das imagens da vida na aldeia e na missão salesiana de Sangradouro, no Mato Grosso. Cumplicidade, competição e ironia marcam o diálogo em torno dos registros históricos do missionário Adalbert Heide, que revelam os bastidores da catequização indígena no Brasil.

Os personagens são ao mesmo tempo próximos e antagônicos. O jovem cineasta Xavante Divino Tserewahú, que conviveu com Adalbert desde criança, começou a realizar seus filmes nas oficinas do projeto Vídeo nas Aldeias e a montá-los com a ajuda de Tiago Campos, diretor e também personagem do filme.
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Já Adalbert Heide é um excêntrico missionário alemão que chegou ao Brasil em 1954 sonhando conhecer “os índios” e, a partir de 1957, passou a trabalhar com os Xavante na missão de Sangradouro (MT), registrando sua cultura em Super 8. De vez em quando adornava-se com peruca e pinturas, como um Xavante, e registrava a própria presença na caça tradicional da etnia. Dizia-se cacique.

Embora unidos por laços de amizade e admiração mútua, os dois encontram-se ao mesmo tempo separados por insuperáveis abismos culturais. Colonização e raízes indígenas, conflitos e contradições pessoais são a matéria-prima desse filme, uma produção pernambucana dirigida pelo mineiro Tiago Campos – que revela o grande acervo de imagens produzidas por Heide.

O Mestre e o Divino, falado em português, xavante e alemão, foi premiado como melhor filme, melhor montagem e melhor trilha sonora no Festival de Brasília de 2013. Participou também de vários outros festivais, no Brasil e no exterior.
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Maconha: os EUA legalizam, mas querem proibir no resto do mundo

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Novos Estados norte-americanos podem derrotar proibicionismo em plebiscitos hoje. Mas a política de “guerra às drogas”, que já matou milhares, segue em vigor…

Por Antonio Martins

Quando forem às urnas, hoje, os norte-americanos não estarão elegendo apenas um – ou uma – presidente. Em pelo menos nove Estados, haverá plebiscitos sobre um tema antes tabu: a legalização do uso, cultivo e comércio maconha. As pesquisas indicam que o eleitorado tende a dar este passo na Califórnia e Massachussets (é menos certo que o façam no Maine, Arizona e Nevada). Além disso, quatro outros Estados, entre eles a Flórida, poderão aprovar a descriminalização ao menos para uso médico. A tendência à legalização parece impor-se. Nos últimos anos, ela – até há muito pouco um tabu – já foi decidida no Colorado, Washington, Oregon e Alaska. Pesquisas recentes demonstram que 60% dos norte-americanos defende descriminalizar.

Mas há um paradoxo curioso, nesta recente virada. Ela não foi acompanhada por uma mudança – mínima que seja – na política norte-americana de impor ao mundo, desde 1971, sua “guerra às drogas”. Ela já causou inúmeros conflitos, milhares de mortes, ações agressivas de fumigação de agrotóxicos, estímulo à formação de cartéis criminosos que lucram com uma “reserva de mercado” objetivamente criada pelos Estados. Continuar lendo

Envolvimento com ditaduras volta a assombrar a Volkswagen

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Operários presos por fazerem greve, durante ditadura pós-1964

Empresa substitui historiador que investigava sua parceria com nazismo. No Brasil, múlti promete analisar participação nos “anos de chumbo” — mas boicota inquérito do Ministério Público sobre o tema

Pelo centro de Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP)

Em 2 de outubro, foi anunciado na imprensa o rompimento da Volks alemã com seu historiador corporativo, Manfred Grieger. Autor do livro de referência sobre o passado nazista da empresa, Das Volkswagenwerk und seine Arbeiter im Dritten Reich (A Volkswagen e os trabalhadores no Terceiro Reich, em tradução livre), juntamente com Hans Mommsen, Grieger foi descrito como um historiador independente que se insurgiu contra a empresa, omitindo suas ações recentes no Brasil e na Alemanha. O estranhamento pelo afastamento de Manfred e a solidariedade dos intelectuais alemães contra a brutalidade da empresa pautou o noticiário em diversos países.

No dia seguinte, foi anunciada a nomeação pela Volks alemã do reconhecido historiador, Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, que será encarregado da apuração da responsabilidade corporativa nos casos de tortura, vigilância, repressão e perseguição aos trabalhadores ocorridos no interior da filial de São Bernardo do Campo. As notícias afirmam que Kopper terá um ano para produzir um relatório de suas pesquisas. Continuar lendo

Como se faz a resistência aos golpes — o de 1964 e o de agora

Metalúrgicos de Contagem-MG, na greve histórica de abril de 1968

Metalúrgicos de Contagem-MG, na greve histórica de abril de 1968

Um retrospecto histórico revela: diante de derrotas estratégicas, o que corrói a tirania não é o enfrentamento heroico direto — mas a paciente luta de multidões, por agendas muito concretas
Por Breno Altman
Também se constituiu em um processo de derrota estratégica, como agora. Derrubado o governo João Goulart, as forças progressistas deixaram de ser alternativa de poder e tiveram que reorganizar sua política.À direita e à esquerda, quem acreditou em enfrentamento direto ao novo bloco de poder, quebrou a cara.

A oposição liberal-burguesa, parte da qual havia apoiado o golpe, ficou a ver navios com suas expectativas de eleições presidenciais já em 1965.

A primeira leva de alternativas guerrilheiras, cujo epicentro foi o movimento de Caparaó, inspirado por Brizola, em 1966, sucumbiu sem entrar em combate.

O que funcionava era a luta de massa, por agendas concretas, que paulatinamente tirava o povo da letargia e da intimidação.

Começou com a mobilização estudantil contra os excedentes (1966), em uma escalada de lutas reivindicatórias que conflui para as grandes passeatas de 1968.

Os estudantes, a partir de sua luta concreta, vertebraram o amplo sentimento de oposição que vinha se acumulando no país, arrastando a classe média para as ruas.

A politização crescia na medida em que os estudantes enfrentavam o aparato repressivo da ditadura, atraindo a solidariedade de outros setores no combate à ditadura.

A classe operária e os camponeses, muito mais reprimidos depois de 1964, travavam lutas mais tímidas, mas também em 1968 tivemos as greves de Contagem e Osasco, por plataformas econômicas, com a consciência dos trabalhadores se elevando conforme o regime militar avançava nas medidas repressivas e na negação de básicos direitos econômicos.

Houve, então, em 1968, o primeiro ciclo de embates frontais contra a ditadura, quatro anos depois do golpe, a partir de um processo de acumulação com base em batalhas concretas por direitos.

O campo popular foi novamente derrotado, tendo como desenlace o AI-5 e a configuração do regime em uma ditadura militar-fascista. A razão mais importante da nova derrota talvez tenha sido a baixa presença da classe trabalhadora naquele ciclo de mobilização.

Um setor da esquerda resolveu adotar novamente a estratégia de enfrentamento direto, sem base de massa e sem capacidade militar real, recorrendo ao método da luta armada. Heróica e exemplar, em poucos anos havia sido destroçado, com a morte de centenas de combatentes e o isolamento da guerrilha junto ao povo.

Passou-se um período duríssimo, no qual estavam no chão a velha esquerda, atropelada em 1964, e a nova esquerda, armada, que já não sobrevivia em 1973.

Mais uma vez foram as lutas de massa setoriais que permitiram a reorganização da resistência.

Reivindicações estudantis e operárias começavam a brotar, arrastando a simpatia popular.

Também as batalhas institucionais começaram a dar frutos. Mesmo controladas, as eleições de 1974 e 1978 representaram derrotas do partido da ditadura, com o povo insatisfeito pela crise econômica vigente após 1973.

Esse movimento reivindicativo foi crescendo e se unificando.

As jornadas estudantis de 1977 foram o primeiro ensaio de mobilização unitária contra a ditadura, após 1968, estimuladas por uma onda de prisão contra militantes nos primeiros meses daquele ano.

Mas estas só foram possíveis porque as faculdades e escolas já viviam forte efervescência por agendas concretas.

A partir de 1978, ao contrário do que ocorrera dez anos antes, a classe operária entra em cena, a partir da greve da Scania, em São Bernardo.

O movimento se alastra. A reivindicação não era política, mas econômica: reposição de perdas salariais.

Logo chegaríamos às greves gerais dos metalúrgicos do ABC.

Progressivamente os trabalhadores e as camadas médias, entre os quais muitos cidadãos tinham apoiado a ditadura em algum momento, começaram a se dar conta que o centro de seus problemas e das dificuldades do país era a existência do regime militar.

O surgimento do PT, da CUT e do MST são produtos dessa atmosfera. Bem como a reconstrução da UNE e da UBES, entre outras entidades.

O ápice desse ciclo foi a campanha das diretas já, entre 1983 e 1984. O acúmulo de forças, então, de consciência e organização, tornara possível um movimento unitário com objetivo claramente antiditatorial.

A ditadura estava com os dias contados. O resto da história até os mais jovens conhecem.

Como defender a internet livre

Minissérie revela o que o governo, Legislativo e Judiciário planejam para censusar a rede — e entregá-la às corporações telefônicas

Por TvDrone

Está no ar o primeiro episódio da produção original da TVDrone/Actantes em parceria com a Fundação Heinrich Böll Brasil e colaboração da Rede TVT.

Neste primeiro episódio série mensal que vai abordar os ataques as liberdades civis na internet e via internet no Brasil e no mundo vamos falar de como um legislativo ultra conservador, um judiciário distanciado e o lobby das empresas de telefonia ‘hackearam’ a carta de direitos civis da internet brasileira.

Agora, estamos todos em risco.

Colômbia: as mulheres não desistem da paz

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Elas são as mais afetadas pelo conflito entre governo e guerrilha, que já dura 52 anos. Inconformadas com a derrota, unem-se por acordos de paz definitivos e contra a sombra do patriarcalismo

Por Rachel Moreno e Fabíola Calvo

Recentemente, o governo e a guerrilha das Farc-EP firmaram um acordo para por fim a um conflito armado com 52 anos de duração, e que deixou cerca de 300.000 mortos, 80 mil desaparecidos, sete milhões de deslocados, exílios, assassinatos, desaparecimentos, sequestros, violência sexual contra as mulheres…

O movimento de mulheres conseguiu que, uma vez instalada a mesa de negociação, se criasse a Subcomissão de Género para dar o enfoque também a partir dos direitos das mulheres, enfoque que se ampliou para a população LGBTI. 

O ex-procurador geral da nação, Alejandro Ordóñez, setores da direita e de igrejas cristãs promovem que, sob o conceito de “ideología de gênero” (que nada tem a ver com o enfoque), sejam retirados. São nossos direitos, mas eles seguem, com mentiras, desinformando. De um jeito similar ao que utilizaram no Brasil, para tirar do Plano Nacional de Educação (PNE) a discussão das questões de gênero, que também batizaram de “ideologia de gênero”!.

Na Colômbia, as mulheres têm sido as mais afetadas pelo conflito, ao ponto da Corte Constitucional ter emitido uma sentença, em 2006, pela desproporção nas consequências que elas têm sofrido.

Os Acordos foram submetidos à consulta popular e, diante das mentiras da direita na campanha, no plebiscito perdeu o SIM à paz, por 50 mil votos.

Mas a dor e a raiva se converteram em esperança e luta para encontrar um caminho até a paz – diz Fabíola Calvo, envolvida no processo e na luta pela paz na Colômbia.

A direita, diz ela, trabalha com força e mentiras para mudar os acordos. Ganharam por poucos votos, mas hoje já sofrem questionamentos pelos enganos a que induziram.

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O movimento de mulheres está unindo todos os esforços para que tenham prontos Acordos definitivos e para que não se retire o enfoque de gênero.

Assim, as mulheres envolvidas com a paz na Colômbia necessitam do apoio de todas as feministas, de todas as organizações de mulheres. A direita, dizem elas, está fortalecida. É preciso que nós nos fortaleçamos!

“Pedimos a todas as feministas do mundo para que nos apoiem com o #Del AcuerdoNoNosSacan, além da publicação de notas de Imprensa e cartas abertas ao Presidente Juan Manuel Santos“, afirmam em seu manifesto.

A mesa de negociação continua o seu trabalho.

Assinam o manifesto: Agenda de Mujeres populares diversas para la construcción de la paz en Bogotá, Alirio Uribe Muñoz – copresidente Comisión de Paz del Congreso, Ángela María Robledo – copresidenta Comisión de Paz del Congres, Avre – Acompañamiento Sicosocial y Atención en Salud Mental a Víctimas de Violencia Política, BesosXLaPaz, Campaña Por Una Paz Completa, Casa de la Mujer, Centro de Atención Sicosocial – CAPS, CGT, Cinep, Círculos Ecuménicos de Mujeres Constructoras de Paz Comuna Trece y Centro, Ciudadanas Autónomas, Clamor Social por la Paz, Colectivo de Abogados “José Alvear Restrepo”, Colectivo de derechos humanos Jorge Eliécer Gaitán, Colectivo de pensamiento y Accion Mujeres, paz y segurida; Colectuvo Ansur, Colombia Renace, Colombianos y Colombianas por la Paz, Comisión Intereclesial de Justicia y Paz, Comisiones Ciudadanas de Reconciliación y Paz – Arauca, Comisiones Ciudadanas de Reconciliación y Paz – Urabá, Comité de Presos Politicos COMOSOC Medellín, Comité de solidaridad con los presos políticos, Comunales por el Si, Conciudadanía, Congreso de los Pueblos, Consejo Nacional de Mujeres Indígenas de Colombia CONAMIC, Coordinación Colombia – Europa – Estados Unidos CCEEU, Corporación Aguachica Modelo de Paz, Corporación Cinfro, Corporación CORPOCOLOMBIANOS, Corporación de Estudios, educación e investigación ambiental – CEAM, Corporación de Investigación y Acción Social y Economíca CIASE, Corporación Humanas Colombia, Corporación Nuevo Arco Iris, Corporación Otra Escuela, Corporación Podion, Corporación Región, Corporación Reiniciar, Corporación Sin armas Siembra vida, Corporación Tiempo de Mujeres Colombia, Corporación Vínculos, Corporación Viva La Ciudadanía, Corpovisionarios, Costurero de la Memoria, CREDHOS comité de derechos humanos de Barrancabermeja, Cumbre Nacional de Mujeres y Paz, CUT, Diego Abonía, Endémica Studios, ENS, Es ya es Ahora, Escuela de Liderazgo por la Paz, Esperanza Hernandez – investigadora para la paz Universidad de La Salle, Foro Nacional por Colombia, Friedrich-Ebert-Stiftung en Colombia-Fescol, Fuerza Común, Fundación Akina Zaji Sauda-conexión de mujeres negras, Fundación Mencoldes, Fundación Para la Reconciliación, Fundación Paz y Reconciliación, Grupo de ciudadanos #ConELPoderDeLaGente, H.I.J.O.S Hijos e Hijas por la justicia contra el Olvido y el Silencio, Hijos e hijas por la memoria y contra la impunidad, Instituto de Estudios Ambientales – IDEA de la UN, Instituto de estudios para el desarrollo y La Paz – Indepaz, Justa Paz, Juventud Comunista Colombiana, Kinorama Producciones, La Paz Querida, La Paz Sí es Contigo, LGBTI por la Paz, Liberales de Base, Luis Eduardo Celis, M – 19, Marcha Patriótica, Mesa Ecuménica por la Paz, Mesa Sicosocial, Mesa Social Minero Energética y Ambiental por La Paz, Mosodic, Movimiento Social Discapacidad Colombia, Movice, Organización Nacional Indígena de Colombia – ONIC, Organizaciones Campesinas Nacionales, PANA, Partido Comunista Colombiano, Pensamiento y Acción Social – PAS, Plataforma ALTO, Poder Ciudadano, Programa Puentes Para La Paz – Iglesia Cristiana Menonita, Promotor Sí, Red Mariposas de Alas Nuevas de Buenaventura, Red Nacional de Mujeres, Red Nacional en Democracia y Paz, Redepaz, REDLAD, Redprodepaz, RedUnipaz-Nodo Centro, Rodeemos el Diálogo, Ruta Pacífica de Mujeres,  Ambiental, Sí Construyo Paz, Sí Paz con todos, Sí PRIMERO LA PAZ, Sisma Mujer, Tejidos del Viento, Un Millón de Mujeres de Paz, UNA, Uniandinos por la Paz, Unión Patriótica, USO Unión Sindical Obrera de la Industria del Petroleo, USOPAZ, UTRADEC – CGT, Víctor de Currea Lugo – Profesor Universidad Nacional.