Os irmãos Vieira Lima são três: Geddel e Lúcio

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Afrísio Vieira Lima é personagem oculto na trama familiar, embora divida fazendas com irmãos, ocupe alto cargo na Câmara e tenha sido tesoureiro da fundação do PMDB

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Os irmãos Geddel são três: Geddel, Lúcio e Afrísio. Intriga-me o esquecimento de Afrísio nas notícias sobre a família. Fala-se até da mãe, do pai falecido, mas não do terceiro irmão. Pois bem: Afrísio Vieira Lima Filho é diretor legislativo da Câmara.

Geddel Vieira Lima virou um astro pop às avessas. Sintetiza como poucos essa geddelização da política brasileira. Com seu olhar meio assustado. É um corrupto que dá para imaginar no churrasco mais próximo, quebrando um copo, gargalhando. Continuar lendo

Massacre de Pau D’Arco e Massacre de Brasília: duas faces de um país que regride

Brasília, 2017. (Foto: Walter Serra/Mídia Ninja)

Brasília, 2017. (Foto: Walter Serra/Mídia Ninja)

O assassinato de dez camponeses no Pará remete o Brasil aos anos 90; o Exércico reprimindo manifestações na capital, aos anos de chumbo; tudo no mesmo dia

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Em Pau D’Arco, no Pará, dez camponeses foram mortos pela polícia, nesta quarta-feira. O mesmo número do Massacre de Corumbiara, em Rondônia, em 1995. No ano seguinte foram mortos 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, também no Pará. As duas matanças marcaram o governo de Fernando Henrique Cardoso. Por isso é preciso que se dê o nome de massacre, com todas as letras: o Massacre de Pau D’Arco já passa a ser uma das marcas do governo de Michel Temer.

Outra marca desse presidente transitório ficará gravada para sempre na história brasileira da infâmia. A indefensável e intempestiva decisão – curiosamente corroborada por um ministro que já foi de um partido comunista, Raul Jungmann – de autorizar o uso do Exército para reprimir uma manifestação. Isto em um país supostamente democrático. Ocorreu ontem, em Brasília. Mas demorará a ser esquecido. Continuar lendo

Idec avisa: consumidor pode ser outra vítima do governo Temer

Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Ana Paula Bortoletto diz que riscos ambientais e para saúde são maiores com governo interino e instabilidade

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

O direito do consumidor à informação está ameaçado. No Senado, um projeto de lei – relatado pelo suplente do Ministro da Agricultura – pode retirar a obrigatoriedade dos rótulos para produtos transgênicos. Confirmando o que foi aprovado, em 2015, na Câmara dos Deputados. Uma pesquisadora do Idec, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, diz que a instabilidade política joga a favor da aprovação – e convida a sociedade a se mobilizar contra.

Para Ana Paula Bortoletto, que também faz parte de um grupo de pesquisa na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), são grandes as chances de retrocesso em relação aos direitos sociais, em meio ao governo interino de Michel Temer. “E isso inclui o direito do consumidor à informação clara, correta, sobre o que está sendo ofertado no mercado e quais os riscos que os produtos apresentam para a saúde, ou o impacto ambiental dos alimentos”. Continuar lendo

Questão agrária: movimentos sociais apontam ofensiva do governo Temer

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De Olho nos Ruralistas promoveu debate sobre governo Temer e questão agrária (Foto: TV Drone)

Greenpeace diz que bancada ruralista esperava um “padrinho” para emplacar agenda de retrocessos; ONG aponta 20 projetos prontos para aprovação no Congresso

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Trezentos projetos de lei que atingem diretamente o ambiente e os povos do campo aguardam na fila do Congresso, em uma agenda do retrocessos. Desses, 20 estão prontos para a aprovação. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (06/07) por Marcio Astrini, diretor de políticas públicas do Greenpeace, durante um debate em São Paulo sobre questão agrária e o governo de Michel Temer.

O evento foi organizado por um observatório do agronegócio chamado De Olho nos Ruralistas. Contou também com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Eles foram unânimes em criticar as políticas agrárias e socioambientais dos governos anteriores, mas destacaram a ofensiva do governo interino. Continuar lendo