Prefeitura de SP diz que vai investigar e punir coerção a moradores de rua

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“Ações de cuidado com a cidade não justificam recolhimento de pertences”, diz assessoria de Fernando Haddad, em resposta a acusações do padre Julio Lancelotti

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Há dois dias o blog publicou o seguinte artigo: “Haddad vai continuar tirando os cobertores da população de rua?” Baseado em informações do padre Julio Lancelotti (e confirmada por várias outras fontes) de que a Guarda Civil Metropolitana age há vários anos – desde as gestões de Gilberto Kassab e José Serra –  com violência contra moradores de rua, retirando deles cobertores, as barracas de camping e outros pertences, como alimentos e até remédios.

Em resposta, a assessoria de imprensa da prefeitura enviou a seguinte nota, que republicamos na íntegra:

Nota sobre ações junto à população de rua

A Prefeitura de São Paulo entende que as pessoas em situação de rua vivem em condições de extrema vulnerabilidade econômica e social e necessitam de todo cuidado e respeito. Dessa forma, as políticas de garantia dos direitos humanos devem ser fortalecidas para possibilitar-lhes um atendimento digno.

A Prefeitura lembra ser sua responsabilidade cuidar da organização do espaço público da cidade, todavia, estas ações devem ser cuidadosamente planejadas e executadas para que não violem direitos nem haja abuso contra qualquer cidadã ou cidadão presente no local.

O diálogo deve ser o principal instrumento de abordagem. Não se admite, em hipótese alguma, atitudes coercitivas que violem a integridade física e moral.

As ações de cuidados com a cidade não podem justificar o recolhimento de bens e pertences pessoais, como documentos, cartões, medicamentos, mochilas, roupas, cobertores e instrumentos de trabalho. Tais condutas serão apuradas e as devidas sanções administrativas serão aplicadas aos seus autores.

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